| Início > Biologia > Mestrados e Doutoramentos (está aqui) |
|
Biologia
|
|
|
|
Indução e recuperação do stresse hidríco em variedades portuguesas de milho
Autor:
Ricardo Filipe Duarte da
Cruz Tese de Mestrado do curso Biologia do Stresse em Plantas
|
| Indução e recuperação do stresse hidríco em variedades portuguesas de milho |
|
ÍNDICE
1. Objectivos e Abordagem do Problema p 2. Introdução Geral 2.1. Descrição Botânica do Milho 2.2. O Milho na Economia Mundial e em Portugal 2.3. Relações Hídricas em Plantas 2.4. Stresse Hídrico nas Plantas 2.4.1. Aspectos Gerais 2.4.2. Respostas Estomáticas ao Stresse Hídrico 2.4.3. Metabolismo do Carbono e Efeitos do Stresse Hídrico na Fotossíntese 2.5. Estratégias de Sobrevivência à Seca 2.5.1. Aspectos Gerais 2.5.2. Modificações Anatómicas, Morfológicas e Metabólicas na Resposta ao Stresse Hídrico 2.5.3. Solutos Compatíveis e Ajustamento Osmótico 2.6. Técnicas de Melhoramento e Selecção para Tolerância ao Stresse Hídrico p 3. Metodologia Geral 3.1. Material Vegetal 3.2. Indução do Stresse Hídrico 3.3. Relações Hídricas 3.3.1. Determinação do Teor Hídrico Relativo da Folha 3.3.2. Determinação do Teor Hídrico do Solo 3.4. Medição das Trocas Gasosas por Análise de Gases por Radiação Infra-Vermelha (IRGA) 3.5. Medição da Fluorescência Modulada da Clorofila a 3.6. Medição da Libertação de O2 3.7. Medição de Actividades Enzimáticas 3.8. Análise Estatística p 4. Fase I – Análise Preliminar de Seis Variedades Portuguesas de Milho 4.1. Introdução 4.2. Metodologia 4.2.1. Material Vegetal 4.2.2. Relações Hídricas 4.2.3. Medição das Trocas Gasosas 4.2.4. Medição da Fluorescência Modulada da Clorofila a 4.3. Resultados e Discussão 4.3.1. Relações Hídricas 4.3.2. Trocas Gasosas 4.3.2.1. Stresse Lento 4.3.2.2. Stresse Rápido 4.3.3. Fluorescência Modulada da Clorofila a 4.3.3.1. Stresse Lento 4.3.3.2. Stresse Rápido 4.4. Conclusões 4.4.1. Conclusões das Trocas Gasosas 4.4.2. Conclusões da Fluorescência Modulada da Clorofila a 4.4.3. Conclusões da Fase I 5. Fase II – Estudo Comparativo Aprofundado das Duas Variedades Mais e Menos Susceptíveis ao Stresse Hídrico 5.1. Introdução 5.2. Metodologia 5.2.1. Material Vegetal 5.2.2. Relações Hídricas 5.2.2.1. Determinação do Teor Hídrico Relativo da Folha 5.2.2.2. Determinação do Potencial Hídrico das Folhas 5.2.2.3. Estabelecimento de Curvas Pressão/Volume 5.2.3. Medição das Trocas Gasosas 5.2.3.1. Curvas A/PPFD 5.2.3.2. Curvas A/CO2a 5.2.3.3. Determinação da Libertação de O2 5.2.4. Medição da Fluorescência Modulada da Clorofila a 5.2.5. Determinação de Clorofilas e Carotenóides 5.2.6. Determinação de Actividades Enzimáticas 5.2.6.1. Extracção 5.2.6.2. Ribulose-1,5-Bisfosfato Carboxilase/Oxigenase (RuBisCO) 5.2.6.3. Fosfoenolpiruvato Carboxilase (PEPC) 5.2.6.4. Enzima Málica Dependente de NADP (EM-NADP) 5.2.7. Quantificação de Proteína Solúvel 5.2.8. Quantificação de Solutos Compatíveis 5.2.8.1. Extracção 5.2.8.2. Quantificação de Aminoácidos Livres e Prolina 5.3. Resultados e Discussão 5.3.1. Relações Hídricas 5.3.2. Trocas Gasosas 5.3.2.1. Curvas A/PPFD 5.3.2.2. Curvas A/CO2a 5.3.2.3. Libertação de O2 5.3.3. Fluorescência Modulada da Clorofila a 5.3.4. Clorofilas Totais e Carotenóides 5.3.5. Metabolismo do Carbono 5.3.5.1. Ribulose-1,5-Bisfosfato Carboxilase/Oxigenase (RuBisCO) 5.3.5.2. Fosfoenolpiruvato Carboxilase (PEPC) 5.3.5.3. Enzima Málica Dependente de NADP (EM-NADP) 5.3.6. Solutos Compatíveis 5.3.6.1. Aminoácidos Livres 5.3.6.2. Prolina 5.3.7. Conclusões da Fase II 6. Conclusões Gerais 7. Referências Bibliográficas
RESUMO
Este trabalho
teve como objectivo geral, na primeira fase, caracterizar as
estratégias de resposta ao stresse hídrico, com ênfase no
metabolismo fotossintético, em seis variedades portuguesas de milho
(Zea mays L.) e, na segunda fase, aprofundar o conhecimento sobre o
comportamento fisiológico das duas variedades com respostas mais
contrastantes. Utilizaramse dois sistemas de indução de stress, um
rápido e um lento, e recorreu-se, na primeira fase, à medição das
trocas gasosas através da análise de gases por radiação
infra-vermelha e de fluorescência modulada da clorofila a. Nas duas
variedades seleccionadas para a segunda fase, estudou-se
adicionalmente a resposta do aparelho fotossintético ao stress
hídrico sob diferentes regimes de PPFD e diferentes concentrações de
CO2. Analisaram-se também as actividades das principais enzimas do
metabolismo fotossintético (RuBisCO, PEPC, EMNADP) e a variação do
teor em prolina. Nos ensaios de indução lenta do stresse ocorreu uma
diminuição de todos os parâmetros de trocas gasosas (A, E, gs, WUE)
nas seis variedades. Destacaram-se as variedades PB260 e PB269, como
aquelas onde os parâmetros sofreram uma diminuição progressiva e
mais lenta, e a variedade PB369, onde os efeitos negativos do
stresse hídrico se fizeram sentir de forma mais abrupta, com uma
diminuição rápida dos valores. As variedades recuperaram os valores
iniciais da maioria dos parâmetros após irrigação, exceptuando-se a
variedade PB369 cuja recuperação se deu de forma mais lenta. Nos
ensaios de fluorescência da clorofila a, verificou-se uma diminuição
de vários parâmetros (Fv/Fm, FPSII, qP, ETR) ao longo do stresse
lento e do stresse rápido. Por outro lado, qN aumentou em todas as
variedades, à excepção de PB269, na qual não variou. Comparando os
ensaios dos dois tipos de stresse, verificou-se que os parâmetros
fisiológicos que diminuíram o fizeram de forma mais marcante no
stresse rápido, em todas as variedades. As variedades PB269 e PB369
foram seleccionadas como sendo a mais e a menos tolerante ao stresse
hídrico, respectivamente. A partir das determinações dos potenciais
hídricos constatou-se que a variedade PB269 conseguiu manter um
potencial hídrico mais elevado do que a variedade PB369 em condições
de stresse hídrico semelhantes e que possui uma parede celular mais
elástica, permitindo a manutenção da turgescência até THR mais
baixos apresentando-se esta como uma boa estratégia de tolerância ao
stresse hídrico. Através da decomposição do parâmetro de
fluorescência qN, verificou-se que houve um aumento de qE com a
intensificação do stresse hídrico, na variedade PB369. Por outro
lado, na variedade PB269 houve a manutenção deste parâmetro até THR
de cerca de 50%, indicando uma maior capacidade de manter activos os
processos fotossintéticos sem recorrer a processos de amortecimento
não-fotoquímicos. Nos ensaios enzimáticos, observou-se que em ambas
as variedades houve diminuição das actividades enzimáticas da
RUBISCO, PEPC e EM-NADP com a diminuição do THR, nos ensaios de
stresse lento. Contudo, nos ensaios de stresse rápido tal diminuição
só aconteceu na RUBISCO, mantendo-se as actividades das outras
enzimas constantes. Os dados parecem indicar que ambas as variedades
possuem uma reserva de prolina que poderá ter sido rapidamente
mobilizada no período de recuperação do stresse, principalmente na
variedade PB269. No seu conjunto, os resultados obtidos parecem
mostrar que existe um espectro alargado de respostas fisiológicas
face ao stresse hídrico que, a ter uma base genética de elevada
hereditabilidade e estabilidade, poderão constituir uma base de
selecção em futuros programas de melhoramento.
Trabalho Completo: Indução e recuperação do stresse hidríco em variedades portuguesas de milho
|