Início » Trab. Estudantes » História » 9º Ano

Trabalhos de Estudantes

Trabalhos de História - 9º Ano

 

Nazismo

Autores: Inês V.

Escola: [Escola não identificada]

Data de Publicação: 05/04/2010

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre o Nazismo, realizado no âmbito da disciplina de História (9º ano).

Ver Trabalho Completo

Comentar este trabalho / Ler outros comentários

Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer.

 

 

 

Nazismo

Introdução

O presente trabalho insere-se no âmbito da disciplina de história. A temática é o Nazismo. Com este trabalho pretendemos conhecer um pouco mais sobre este partido de estrema direita.

Ao longo deste trabalho estudamos, o inicio e fim do Nazismo no geral, Hitler, os Campos de Concentração e falamos também da famosa História de Anne Frank.

 

Fig.1: Corpos Judaicos

Início do Nazismo

A Partir da primeira guerra Mundial, a Alemanha estava numa situação de crise económica, agravadas mais pelas indemnizações do tratado de Versalhes e pela ocupação da França e da Bélgica.

A economia da Alemanha só consegue estabilizar em Novembro de 1923, quando sua cotação atinge 4,6 biliões de marcos para US$ 1.

A hiper inflação tem efeito devastador sobre a economia, desorganizando a produção e o comércio. Em 1931, há 4 milhões de desempregados, quase 30 mil falências e a produção cai em todos os sectores.

 

Fig.2:Crise económica de 1929

No plano político, a situação também era grave, pois vários golpes de direita e esquerda se sucederam, todos fracassados.

A crise económica mundial de 1929 permitiu a ascensão ao poder do líder do partido Nazista, Adolf Hitler.

Tomada de Poder pelos Nazis

O partido Nazi teve um crescimento muito rápido, tanto em número de militares como de eleitores.

Esse sucesso deveu-se sobretudo:

. Áo apoio financeiro dos grandes industriais;

. Á intensa propaganda através dos jornais e da rádio;

. Á realização de comícios e de grandes manifestações de rua ;

. Ás demonstrações de rua;

. Ás demonstrações de força das suas disciplinadas milícias armadas, as SA (Secções de Assalto) e as SS( Secções de Segurança) , utilizadas contra os adversários do nazismo.

Nas eleições de 1932, o Partido Nazi tornou-se o partido mais votado e como tal o Presidente da República decidiu nomear Hitler Chanceler (cargo equivalente ao de primeiro-ministro) da Alemanha.

 Hitler tomou imediatamente medidas antidemocráticas, tornou o Partido Nazi partido único e, a partir de 1934, passou a acumular os cargos de Presidente da República.

 

Fig.3:Hitler Chanceler

Bibliografia de Adolf Hitler

Adolf Hilter, nasceu em 1889 na Áustria. Filho de Alois Hitler e Klara Poezl, alistou-se voluntariamente no exército bávaro no começo da Primeira Guerra Mundial. Tornou-se cabo e ganhou duas vezes a Cruz de Ferro por bravura. Depois da desmobilização do exército, Hitler associou-se a um pequeno grupo nacionalista, o Partido dos Trabalhadores Alemães, que mais tarde se tornou o Partido Nacional-Socialista Alemão (nazista). Em Viena, ele tinha assimilado as idéias anti-semitas (contra os judeus) que, insufladas pelos seus longos discursos contra o Acordo de Paz de Versalhes e o marxismo, encontraram terreno fértil numa Alemanha humilhada pela derrota.

Em 1921, tornou-se líder dos nazistas e, dois anos mais tarde, organizou uma revolta sem exito, o "putsch" de Munique. Durante os meses que passou na prisão com Rudolph Hess, Hitler ditou o Mein Kampf (Minha Luta), um manisfesto político no qual detalhou a necessidade alemã de se rearmar, empenhar-se na auto-suficiência econômica, suprimir o sindicalismo e o comunismo, e exterminar a minoria judaica. Em 1929, ganhou um grande fluxo de adeptos, de forma que, ajudado pela violência contra inimigos políticos, o seu partido floresceu. Após o fracasso de sucessivos chanceleres, o presidente Hindenburg indicou Hitler como chefe do governo (1933). Hitler criou uma ditadura unipartidária e no ano seguinte eliminou seus rivais na "noite das facas longas".

Com a morte de Hindenburg, ele assumiu o título de presidente do Reich Alemão. Começou então o rearmamento, ferindo o Tratado de Versalhes, reocupou a Renânia em 1936 e deu os primeiros passos para sua pretendida expansão do Terceiro Reich: a anexação com a Áustria em 1938 e a tomada da antiga Tchecoslováquia. O ditador firmou o pacto de não-agressão nazi-soviético com Stalin, a fim de invadir a Polônia, mas quebrou-o ao atacar a Rússia em 1941. A invasão à Polônia precipitou a Segunda Guerra Mundial. Seguia táticas "intuitivas", indo contra conselhos de especialistas militares, e no princípio obteve vitórias maciças. Em 1941, assumiu o controle directo das forças armadas. Como o curso da guerra se  estava a mostrava desfavorável à Alemanha, decidiu intensificar o assassinato em massa, que culminou com o holocausto judeu.

Conhecido como um dos piores massacres da história da humanidade, o holocausto -termo utilizado para descrever a tentativa de extermínio dos judeus na Europa nazista- teve seu fim anunciado no dia 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas, aliadas ao Reino Unido, Estados Unidos e França na Segunda Guerra Mundial, invadiram o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, em Oswiecim (sul da Polônia). No local, o mais conhecido campo de concentração mantido pela Alemanha nazista de Adolf Hitler, entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas (na sua maioria judeus) morreram nas câmaras de gás, de fome ou por doenças.

 

Fig.5:Adolf Hitler

Ainda em 1945, quando o exército soviético entrou em Berlim, Hitler casou-se com a amante, Eva Braun. Uma maioria esmagadora dos relatos históricos sustenta a tese do suicídio de Hitler. No entanto, existem rumores na América Latina segundo os quais Hitler teria fugido para um país da América do Sul onde teria morrido com uma doença incurável, tendo sido um sósia a morrer no bunker em Berlim. O mesmo teria acontecido com Eva Braun. Segundo alguns historiadores, Braun teria casado com ele somente depois de jurar "fidelidade" e prometer que se mataria junto com ele. Os seus corpos não foram encontrados, ele teria mandado a sua guarda cremá-los, talvez para que não houvesse nenhum modo de o inimigo torturá-lo, nem após a sua morte.

Campos de Concentração

Definição de “Campo de concentração”:

É um centro de confinamento militar, instalado em área de terreno livre e cercada por telas de arame farpado ou algum outro tipo de barreira, cujo perímetro é permanentemente vigiado. No terreno são dispostos, organizadamente, barracões para dormitórios, refeitórios, escritórios e finalidades complementares.

Os campos de concentração foram mandados construir em 1940 pelo governo alemão comandado por Hitler. Era aqui onde se encontravam os prisioneiros nazis de várias etnias.

 
Fig.6: Entrada de Auschwitz

Auschwitz-Birkenau é o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polónia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo. Houve três campos principais e trinta e nove campos auxiliares.

Os campos localizavam-se no território dos municípios de Auschwitz e Birkenau, versões em língua alemã para os nomes polacos de Oświęcim e Brzezinka, respectivamente.

Os três campos principais:

. Auschwitz I - Campo de concentração original que servia de centro administrativo para todo o complexo. Neste campo morreram perto de 70.000 intelectuais poloneses e prisioneiros de guerra soviéticos.

. Auschwitz II (Birkenau) - Era um campo de extermínio onde morreram aproximadamente um milhão de judeus e perto de 19.000 ciganos.

. Auschwitz III (Monowitz) - Foi utilizado como campo de trabalho escravo para a empresa IG Farben

O número total de mortes produzidas em Auschwitz-Birkenau está ainda em debate, mas se estima que entre um milhão e um milhão e meio de pessoas morreram ali.

Como todos os outros campos de concentração, os campos de Auschwitz eram dirigidos pela SS comandada por Heinrich Himmler. Os comandantes do campo foram Rudolf Hoess até o verão de 1943, seguiu-lhe Artur Leibehenschel e Richard Baer. Hoess deu uma descrição detalhada do funcionamento do campo durante seu interrogatório ao final da Segunda Guerra Mundial, detalhe que complementou em sua autobiografia. Ele foi executado em 1947 em frente da entrada do forno crematório de Auschwitz I.

Durante os anos de operação do campo, perto de 700 prisioneiros tentaram escapar do campo, dos quais 300 tiveram êxito. A pena aplicada por tentativa de fuga era geralmente a morte por inanição. Geralmente, as famílias dos “escapados” eram presas e "internadas" em Auschwitz para serem exibidas como advertência a outros prisioneiros.

A vida nos campos de concentração

Depois de algumas tentativas em expulsar os judeus da Alemanha, Adolf Hitler e os seus colaboradores pensaram numa solução mais radical e definitiva para o "problema judeu" : colocar em prática a "solução final", ou seja exterminar os judeus em campos de concentração.

Começavam assim o trabalho forçado e a matança sistemática de judeus, incluindo milhares de crianças, principalmente nos países do leste europeu.

Por volta de 1933, os nazistas haviam instalado campos de concentração em todas as cidades alemãs que tinham uma certa importância. Os campos de concentração não eram uma novidade alemã.

O aprisionamento num determinado lugar um determinado número de pessoas suspeitas ou julgadas perigosas para a segurança do Estado foi amplamente aplicada durante a Primeira Guerra Mundial. O comandante da URSS, Stalin, se serviu dos campos para estender o seu poder entre os soviéticos, eliminando toda a oposição foram os nazistas alemães que levaram ao limite o terror sistemático dos campos de concentração.

Antes dos conflitos e ao longo da Segunda Guerra Mundial, foram enviados aos campos milhares de judeus e grandes contingentes da população dos países ocupados.

 Durante a guerra existiram 22 campos de concentração e dezenas de "campos de trabalho". Em todos eles, os prisioneiros eram submetidos a brutalidade. Devido as torturas, aos trabalhos duros de onze horas diárias, alimentação insuficiente e doenças, a taxa de mortalidade entre os prisioneiros era altíssima.

O Fim do Nazismo

O nazismo teve o seu fim com a tomada de Berlim. O exército vermelho dos soviéticos chegaram até a capital alemã primeiro do que os outros aliados, ao que se sucedeu uma ocupação do território por parte dos vencedores. Com a Alemanha derrotada, restava agora provocar a rendição do Japão.

Correm boatos que Hitler se tenha suicidado em 1945. A Alemanha viu-se assim livre de um regime de extrema-direita que matou mais de 6000000 de judeus, incluindo 1.000.000 de crianças.

O fim do nazismo resulta de uma derrota militar.

 

Fig.7: O começo do fim do Nazismo

A Origem da Cruz Suástica, Símbolo Do Nazismo

A suástica ou cruz gamada como também é conhecida é um dos símbolos místicos mais difundidos e antigos do mundo. É encontrado do extremo Oriente à América Central, passando pela Mongólia, pela Índia e pelo norte da Europa. Foi conhecido dos celtas, dos etruscos, da Grécia antiga. Alguns quiserem remontá-lo aos atlantes, o que é uma maneira de indicar sua remota antiguidade. Qualquer que seja sua complexidade simbólica, a suástica, por seu próprio grafismo, indica manifestamente um movimento de rotação em torno do centro, imóvel, que pode ser o ego ou o pólo. É, portanto, símbolo de acção, de manifestação, de ciclo e de perpétua regeneração.

 

Fig.8:Cruz Suástica

Muito se especula sobre a origem da suástica como símbolo distintivo do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores. Contudo, é o próprio livro de Hitler, Meín Kampf, que explica a escolha da cruz gamada.  

O Diário de Anne Frank

Anne nasceu na Alemanha em 1929. Seu verdadeiro nome era Annelies Marie. Era a segunda filha do casal Otto e Edith Frank. Sua irmã, Margot, era quatro anos mais velha. Quando tinha apenas 13 anos Anne mudou-se para a Holanda após a ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha. Foi nesta altura também que lhe foi oferecido um diário onde Anne escreveu a sua trágica história. (Que passaremos a explicar melhor a seguir).

No mês de Julho de 1942, a família Frank recebeu a notícia de que seria obrigada a se mudar para um campo de trabalhos forçados. Para fugir desse destino, a família transferiu-se para um esconderijo no prédio onde funcionava o escritório do pai.

Para deixar a impressão de que haviam fugido apressadamente, Anne e seus familiares deixaram o apartamento todo desarrumado. Além disso, o pai deixou um bilhete, tratava-se de uma pista falsa com o intuito de levar os nazistas a acreditarem que a família estava tentando viajar para a Suíça.

O prédio comercial onde Anne e sua família se esconderam tinha dois andares, com escritórios, um moinho e depósitos de grãos. O esconderijo consistia em alguns cómodos num anexo que ficava nos fundos do prédio. Para disfarçar o esconderijo, uma estante de livros foi colocada na frente da porta que dava para o anexo.

 Assim começou o quotidiano do esconderijo onde vivia com os pais, a irmã e mais quatro pessoas. Foram 25 meses de medo. A tensão era enorme para manter o silêncio absoluto durante o dia. A fábrica funcionava normalmente, e somente alguns empregados sabiam do anexo. Por isso, as pessoas só podiam andar de cócoras, descalças, ficar sentadas e sussurrar. Apenas uma escada e uma estante as separavam do resto do armazém.

Na montagem do esconderijo, Otto Frank contou com a ajuda dos quatro funcionários em quem mais confiava: Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl. Estes mais o pai de Johannes e o marido de Miep eram os únicos que sabiam da existência do esconderijo.

Na manha de 4 de Agosto de 1944, a polícia nazista invadiu o esconderijo, cuja localização foi descoberta por um informante que jamais foi identificado.

Anne Frank e sua família foram mandadas para o campo de Auschwitz, na Polónia. Mais do que um campo de concentração, era também um campo de extermínio. Idosos, crianças pequenas e todos aqueles que fossem considerados inaptos para o trabalho eram separados demais para serem exterminados de imediato.

Junto com as outras prisioneiras seleccionadas para o trabalho forcado, Anne foi obrigada a ficar nua para ser "desinfectada", teve a cabeça raspada e um número de identificação tatuado no braço. Durante o dia, as prisioneiras eram obrigadas a trabalhar. À noite elas eram reunidas em barracas geladas e apertadas. As péssimas condições de higiene propiciavam aparecimento de doenças.

Anne morreu com apenas 15 anos de idade, poucos dias depois de a sua irmã ter morrido. Os seus corpos foram colocados numa pilha de cadáveres e então cremados.

Em julho de 1945, a Cruz Vermelha confirmou as mortes de Anne e Margot. Foi entre que Miep Gies entregou para Otto Frank o diário que Anne havia escrito. Otto mostrou o diário à historiadora Annie Romein-Verschoor, que tentou sem sucesso publica-lo.

O diário finalmente foi publicado em 1947.

 

Fig.9: Anne Frank

Conclusão

"Nazismo" ou o "Nacional-socialismo" designa a política da ditadura que governou a Alemanha de 1933 a 1945, o "Terceiro Reich". O nazismo é frequentemente associado ao fascismo, embora os nazis dissessem praticar uma forma nacionalista e totalitária de socialismo (oposta ao socialismo internacional marxista).

 
Fig.10: Concentração Nazista

Busca Bibliográfica:

. http://www.notapositiva.com

. http://mjfsantos.blogs.sapo.pt/48300.html

. http://wapedia.mobi/pt/Campo_de_concentra%C3%A7%C3%A3o

. http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=2007082312AAxrDKV

. Manual Escolar de História, 9ºano, 1ªParte

 

 

 

Outros Trabalhos Relacionados

Ainda não existem outros trabalhos relacionados

Início » Trab. Estudantes » História » 9º Ano