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Geografia - 11º ano AVINTES |
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Autores: Liliana Gomes Sousa Escola Secundária Diogo de Macedo Data de Publicação: 01/08/2007 8 Comentar este trabalho / Ler Outros Comentários 7 N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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AVINTES
Introdução
A vila de Avintes tem-se convertido, com o passar dos anos, em uma das mais desenvolvidas e prósperas de Vila Nova de Gaia. A sua proximidade geográfica face ao concelho gaiense tornou-se também numa apoio ao progresso da freguesia. O Parque Biológico de Gaia, outro dos locais privilegiados da freguesia e até mesmo do concelho é um espaço de lazer para os habitantes e para quem o visita, é símbolo do património cultural que Avintes oferece e que, em muito tem ajudado na acção de enternecimento e educação ambiental. Tem cerca de 14000 habitantes e um considerável número de instituições bancárias e outros serviços.
História
Avintes situa-se no concelho de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto. Província do Douro Litoral está subdividida em 30 lugares e dista 6km da cidade invicta, fazendo fronteira com as freguesias de Oliveira do Douro, Vilar do Paraíso, Pedroso e Olival. Avintes está situada numa elevação que se ergue entre o Rio Douro e o Rio Febros na margem esquerda do Douro. A Vila de Avintes é densamente povoada devido aos leitos que a navegam e aos cabeços onde civilizações sobreviveram, possui clima favorável à agricultura de minifúndio. Todo o conjunto de condições que proporcionam a auto – suficiência e independência das comunidades rurais que se formaram. A par da fé popular os cruzeiros que se encontravam por toda a parte, foram, alguns deles, o centro a partir do qual se desenvolveram os aglomerados populacionais. Outros deram origem a capelas. A instituição paroquial de Avintes surgiu com o seu actual padroeiro, S. Pedro nas “Inquirições” do século XIII. São em considerável número as ainda existentes capelas públicas e particulares, correspondendo grande parte delas à edificação dos séculos XVII e XVIII. Nessa praça estão as Capelas da Quinta da Gandra e da Quinta de Porcas. A capela da Quinta de Fiães e ainda, junto à matriz fica a capelinha do Senhor dos Aflitos. A arquitectura sacra avintense tem ainda um conjunto de cruzeiros. O mais significativo é o Cruzeiro do Alferes, levantado em 1737. No alto do pedestal encontra-se a imagem da Senhora do Bom Sucesso. Há ainda o Padrão Vermelho (1709) e o Cruzeiro do Senhor dos Aflitos. Pela generosidade do solo e pelo afago dos seus rios Douro e Febros, a freguesia de Avintes cedo se vocacionou para as actividades ligadas ao ciclo do pão: agricultura, moagem, fabrico da Broa, pesca, etc. Foi desta actividade primordial dos Avintenses, que nasceram as grandes tradições deste povo ribeirinho – a Broa, as padeiras e as Barqueiras. Esta terra da margem esquerda do Douro transformou-se, num local em que homens e mulheres se dedicaram ao teatro. Avintes é considerada a capital do teatro amador em Portugal. As indústrias mais significativas são: calçado, marcenaria, serralharia, ourivesaria, vinho, vidro e estofos. No comércio, Avintes tem crescido com a criação e uma grande superfície como o Intermarché, a presença da Quinta de Santo Inácio, a existência de um numero considerável de restaurantes, sendo também a Freguesia do Concelho de Vila Nova de Gaia onde mais numero de agencias bancárias.
Carta de Identidade
Área: 9.38 km2 Nº de habitantes: 14.000 (aproximadamente) Distrito: Porto Padroeiro: S. Pedro Actividades económicas: agricultura, calçado, madeira, vinho, vidro, comércio e estofos. Festas e romarias: Festa da Broa (Agosto ou Setembro), Senhor do Palheirinho (1ª semana de Agosto), Senhora dos Prazeres (2ª semana de Julho), Santa Isabel (1ª semana de Julho) e Nossa Senhora das Necessidades (2ª semana de Julho). Gastronomia: Broa de Avintes Artesanato: cerâmica, cestaria, vassouras, talhas, joalharia, calçado de madeira e marcenaria. Lugares da Freguesia da Vila de Avintes: Aldeia Nova, Além do Rio, Areias, Azenhas de Campos, Balsa, Cabanões, Campinhos, Campos, Casal, Cavadinhas, Chãos, Cunha, Espinhaço, Esteiro, Febros, Fontinela, Gradouro, Igreja, Outeiro, Magarão, Paço, Portelas de Cima, Portelas de Baixo, Pousada, Presas, Quinta, Rego Pinheiro, Rio da Azenha, Rua Nova e Valeiras.
População
A análise em detalhe da população em geral é dificultada devido à ausência de censos durante todo o período medieval. A primeira referencia que encontramos em relação á população Avintense, é no censo da “Povoação de Entre Douro e Minho” de 1527: “o couto de Avintes e freguesia de Seixezelo” que tem o direito cívico 93. Em 1788 temos 1517 “almas” e 517 “fogos”, entre esta data e 1857 houve um aumento enorme que se teria dado devido à melhoria das condições de vida, temos 3509 “almas” e 1130 “fogos”. Até 1878 não encontramos alterações significativas, nesta altura o censo regista 4614 “almas” e 1072 “fogos”. A taxa media de nascimentos entre 1860 e 1866 é de 139 e a de óbitos de 104, entre 1880 e 1889, a primeira é de 202 e a segunda de 135. Em 1855, a temível cólera matou num só mês cerca de 300 pessoas. Nesse ano o número de óbitos subiu a 299, sendo 66 homens, 115 mulheres, 56 meninos e 62 meninas. Um outro motivo que levou ao decréscimo populacional foi a emigração, sobretudo para o Brasil. Parte da riqueza de Avintes provinha das terras de Vera Cruz. A partir dessa altura, os censos realizaram-se mais frequentemente, com dados mais precisos e credíveis.
Agricultura
A agricultura constituía a actividade económica predominante nesta freguesia. O grande incremento deste sector foi a impedição feita por D. Dinis, de cozer pão de milho na cidade do Porto para evitar os perigos de incêndio. Desde então, o pão de trigo passou a ser feito em Valongo e o pão de milho em Avintes. Com isto, a produção deste cereal aumentou. A agricultura praticada era de subsistência, uma vez que os instrumentos agrícolas eram rudimentares e pouco eficazes. A freguesia de Avintes é bastante fértil, apesar de alguns terrenos serem de difícil irrigação, devido ao facto de estarem localizados em pontos muito altos. A agricultura ocupava um grande número de habitantes. A maior parte dos lavadores encontra-se no lugar do Outeiro e do Casal. Avintes, hoje em dia, transporta grandes quantidades de produtos da Inglaterra, como por exemplo, maçãs, laranjas e cebolas. Os agricultores de Avintes são proprietários das terras que cultivam praticando assim uma exploração familiar. Nos nossos tempos apenas 20% da população se dedica à agricultura e mesmo assim não o faz de uma forma exclusiva.
Pesca
Nos fins do século XIX, a pesca continua a ter em Avintes um papel de proeminência, ocupando por um ano cerca de 30 barcos, tripulados geralmente por 2 homens, no entanto na época do sável, o seu número aumenta. Esta actividade no nosso século, acaba por desaparecer, pelo menos nos moldes em que era praticada anteriormente, devido sobretudo à construção das barragens e poluição dos rios, que vai acabar por afastar os peixes do seu habitat natural, e sem peixes não há pescadores. A pesca é outro sector económico de grande importância em Avintes pelo menos ate ao século XIX. A grande pesca feita no Rio Douro é ainda nos nossos dias a pesca do sável e da lampreia, se bem que em escassos meses do ano. Esta pesca é feita com redes de tresmalho. Este peixe devia ter uma importância extraordinária, pois foi objecto de varias legislações e posturas. Em Avintes, esta actividade tinha e tem uma grande importância. A pesca chega a ser tão rentável, na época do sável e da lampreia que muitos agricultores deixam a sua actividade para irem para o rio, viam-se também muitas mulheres pelo Douro abaixo ate ao mar. O tipo de barcos utilizados era sobretudo o Valboeiro ou Saveiro construído aqui em Avintes. Para transportar as pessoas para o alto mar utilizam-se as lanchas.
Moagem
A moagem é uma das ocupações mais importantes da população avintense. Esta actividade económica é muito famosa em Avintes devido ao facto da fabricação da broa nesta localidade. Foi a partir da altura em que esta actividade se desenvolveu em Avintes que o fabrico do pão de milho ganhou uma importância cada vez mais marcante nesta freguesia. Fabricava-se o pão para ser exportado para o Porto, pois D. Dinis teria mandado retirar os fornos existentes na cidade por causa dos incêndios. Então deslocaram esta indústria para Avintes. Os moinhos eram cerca de 100, os trabalhadores de 150 a 200 (180 dos quais eram mulheres) e de 40 a 45 fornos. Da produção não existem dados. As padeiras de Avintes vendiam o seu pão na Praça de Santa Teresa e se fossem feitas fora desta praça, eram multadas. O progresso que nem sempre é sinónimo de desenvolvimento, teria sido o principal responsável pelo declínio desta actividade. Hoje, apesar das águas poluídas do rio Febros não moverem mais as rodas dos moinhos, a genuína broa de Avintes continua a ser artesanalmente fabricada, perpetuando o segredo secular do seu pão tão afamado e delicioso paladar, apreciado em todo o mundo.
Indústria
Para alem da indústria da moagem e da panificação, existe também a olaria. Esta indústria funciona apenas durante os seis meses mais quentes, pois durante o Inverno com as temperaturas baixas não era possível a cozedura. Nesta freguesia eram produzidas por ano cerca de 8 fornadas, 120 dúzias de telha e 60 dúzias de tijolos. Outras actividades desta freguesia são a marcenaria e a talha. Avintes tinha grandes artistas dos quais saíam peças de grande valor nomeadamente uma credencia em pau-preto deita por Adolfo Marques. Hoje em dia, os móveis fabricados em Avintes chegam aos mercados internacionais. A construção de barcos chegou a ter uma enorme representatividade em termos económicos, grande parte das embarcações que navegavam as águas dos rios foram construídas nos estaleiros de Avintes. A indústria das carroçarias foi uma das que obteve fama a nível nacional. Uma das mais importantes indústrias existentes em Avintes é a do calçado que emprega actualmente a maioria da população fabril de Avintes. Presentemente 70% da população total desta indústria destina-se aos mercados externos, sobretudo europeus. A Sogrape e a fábrica do vidro Barbosa e Almeida empregam à volta de 1500 pessoas, sendo duas das grandes empresas existentes nesta vila.
Comércio
Outra actividade existente nesta freguesia é o comércio. As lojas que antigamente existiam em Avintes eram de vinho e de artigos de mercearia, também existiam lojas de panos e outras farinhas. Esta freguesia praticava muito o comércio externo. Aqui de Avintes saíam frutas, cebolas, carnes de porco e chouriços para o Brasil. Nos dias de hoje, ainda se exporta para o Brasil, mais em quantidades mais reduzidas. Em 1891, a matança do porco encontrava-se em fraca expansão. Mas o aparecimento dos matadouros municipais este comercio entra em decadência acabando mesmo por desaparecer, tal como aconteceu a muitos outros, mantendo-se apenas a broa cujo prestigio não pára de crescer. Para combater as imitações, a Junta decidi-o criar um selo de qualidade para a broa de Avintes. Hoje encontramos ainda algumas mercearias e mini – mercados, bem como lojas de pronto – a – vestir, mas a maior parte da população recorre ao Porto para fazer as suas compras e sobretudo aos grandes hipermercados em Vila Nova de Gaia, um tipo de comercio que está a estender os seus tentáculos por todo o país, criando assim graves problemas ao pequeno e médio comercio local, bem como a degradação da qualidade de vida da população que habita os espaços onde de implanta. O comércio declarado em 1770 como profissão nobre, necessária e proveitosa teve e ainda tem uma certa representatividade na Vila de Avintes.
Transportes e Comunicações
Os transportes são um grande factor de desenvolvimento. Ate 1940 o único meio de transporte é o barco, quer fosse à vela ou a remo. A estrada principal foi construída entre 1873/1877, e vem de Mafamude, atravessa Oliveira do Douro, vintes ate Seixo – Alvo. Por ela começou a circular o primeiro veículo destinado ao transporte colectivo. Entretanto, foi fundada a 28 de Março de 1936 a Auto Viação de Avintes de Moreira, Gomes & Costa, Lda., empresa que recentemente foi comprada por um grupo espanhol, que deu o nome de Alsa City aos transportes colectivos. Esta empresa é certamente, uma das maiores no ramo. O telefone é certamente o meio de comunicação mais utilizado. O primeiro-cabo telefónico foi instalado em 1885 com ligação ao Porto. Actualmente, as telecomunicações automáticas põe-nos em comunicação com todo o mundo. O primeiro marco de correio situava-se no Magarão e foi instalado em meados do século XIX. Mais tarde, outros marcos foram espalhados pela freguesia até o edifício dos correios surgir. Este edifício surgiu acerca de 24 anos.
Monumentos
Avintes é uma das vilas de Vila Nova de Gaia com mais monumentos. E cada um deles tem o seu encanto e história, que embelezam ainda mais a freguesia.
1.Capelas:
Capela Nossa Senhora dos Prazeres: De arquitectura muito simples. É constituído por quatro colunas torcidas, encimadas por capitéis e no centro um retiro emoldurado com a pintura da Virgem a fugir para o Egipto. Crê-se que a capela já existiria no século XVI, por isso, poderemos, talvez, inclui-la no estilo maneirista da época.
Capela da Quinta de Fiães: Esta capela assume uma magnificência digna de destaque. Dedicada a Sto. António de Loyola, possui uma fachada barroca e um altar em estilo neoclássico, com quatro colunas, duas das quais, falsas, rematadas por capitéis de influência jónica. Ao centro uma pintura a óleo representando o milagre da Virgem quando apareceu ao Sto. Patrono, nas duas laterais tem a imagem de Sto. Inácio e de S. Francisco Xavier. Capela da Quinta da Gandra: É sem dúvida uma das mais belas da Vila de Avintes, e encontra-se na Quinta da Gandra. Em estilo barroco, elegante, exibe na cúpula uma magnífica cruz com resplendor ladeada por archotes, a rosácea, sobre a porta, é ornamentada por um fino cordão. Dentro, encontramos um maravilhoso retábulo com duas colunas de capitéis coríntios e mísulas laterais. No centro, a imagem da Nossa Sra. do Carmo, cujo nicho está emoldurado com fina talha e folhas de acanto., por baixo a Sra. das Dores. É de salientar a beleza do tímpano, tipicamente setecentista.
Capela do Sr. dos Aflitos: É das cais antigas existentes em Avintes. Modesta, esta capelinha tem uma porta redonda com uma cruz a remata-la. No interior, há um pequeno altar com uma colona jónica que tem no capitel a data de 1662, sobre este, assenta uma cruz com a imagem de Jesus Cristo esculpida n mesma pedra, em baixo, no fuste, está a Sra. das Dores. Os dois anjos de madeira e a pia da água benta são os únicos elementos decorativos desta capela.
Capela do Senhor do Palheirinho: A capela do Senhor do Palheirinho foi construída em 1790 a mando de duas irmãs que viviam naquele lugar, em pequeno casebre, um palheirinho. Com a reedificação da igreja actual foram aproveitadas as duas melhores imagens para a capela – um Santo António pintado e retocado e uma Santa Quitéria que foi mais tarde transformada em Santa Apolónia. Contudo, a imagem principal é Cristo crucificado, como imitação do Senhor de Matosinhos. A sineta da capela foi oferta do fabricante do grande sino da igreja, como promessa, para que a sua obra saísse perfeita. Passados alguns anos foi roubada.
Alminhas: O pintor Alvares de Andrade, que no reinado de D.Filipe I de Portugal trabalhava para a corte,destacou-se na pintura religiosa, sobretudo pelos seus painéis que representavam, sistematicamente, as almas dos defuntos arder nas chamas do Purgatório. De Lisboa, estas representações expandiram-se por todo o país e foi então que o povo começou a designá-las por “Alminhas”. Toda a gente as conhece e em todas as freguesias encontramos testemunhos deste fervor religioso. Avintes não foge à regra com um exemplo de “Alminhas” bastante bonito que se encontra no lugar de Campos, mandadas construir por José Cardoso em 1951, tendo no seu interior um Cristo pintado na cruz de granito.
Igreja Matriz: A Igreja paroquial foi construída em 1789. Orientada para ocidente, possui uma fachada modesta, mas com limites arquitectónicos bastante harmónicas. Ao meio, entre as pilastras, apresenta quase no vértice do frontispício um nicho, onde se encontra a imagem de S.Pedro, por baixo, a janela de linhas curvas do coro e a porta principal sobre a qual se destaca, por entre os ornamentos, as insígnias pontificais do padroeiro. Edifício coberto de azulejos antigos. Ao lado ergue-se a torre, um pouco desalinhada da fachada por uma pirâmide quadrangular, onde se encontram quatro sinos de fabrico recente.
Pedra da audiência: Uma mesa larga de granito, ladeado por dois bancos e encabeçada por outro mais alto, atrás do qual se ergue uma majestoso e frondoso velho sobreiro. Tratava-se de uma espécie de tribunal ao ar livre, cujo sobreiro com uma ampla copa proporcionava a necessária sombra durante as sessões, falando-se em “ecológicas” justiças locais. Gravada na pedra da mesa encontra-se a data de 1742, ano em que a pedra de audiência no lugar da quinta foi erigida. Único monumento do género em Portugal, foi por decreto em 20 de Agosto de 1946 classificada, com o seu inseparável sobreiro, imóvel de interesse público. Antes de existir a pedra da audiência, os julgamentos ter-se-iam efectuado nas igrejas e mais tarde nos adros pousadouros, a partir de 1724 passaram a realizar-se ali. Trata-se de um monumento de grande importância historicamente da vontade arqueológica. Símbolo de tempos áureos da freguesia e reduto da vontade e justiça populares. Todas as quartas-feiras, pelo meio-dia, se sentavam o juiz do couto, o escrivão e o meirinho para julgar e pronunciar as certezas.
Padeira de Avintes: Cantada, pintada e esculpida , a padeira de Avintes, com o seu traje típico (lenço branco em pregas, atraente cruzado sobre o peito), é celebrada por todos, quanto mais não seja no inconsciente colectivo, o modelo das mulheres de Avintes. Eternizada pelas palavras de grandes poetas e escritores, de várias nacionalidades, a padeira de Avintes é recordada pela alegria e exuberância com que participava nas “pelas” da procissão do “Chorpus Christi”. Nesta estavam representados todos os ofícios da vila. Tanto os moleiros como as padeiras de Avintes participavam nessas danças e pândegas.
Clube Recreativo Avintense
Nasceu a 2 de Fevereiro de 1889, este grupo que por certo é mais afamado de Avintes. Tendo à frente Eduardo Santiago, que cedeu o terreno para a sede, Francisco Viana, o grande impulsionador e Dr. Osório Gondim, que fundou a biblioteca da qual foi patrono. Nasceu um pouco acima do local onde hoje se encontra, mas depressa mudava para as suas novas instalações, que eram o orgulho da freguesia e causavam muita inveja ás demais do concelho. Chegou a ser um verdadeiro centro de cultura, tal o número de festas que ali se realizavam com coisas do espírito. Isto para não se falar já nas suas famosas cavilhadas que passavam por Vila de Andorinho e Oliveira do Douro sob fortes aplausos e ao chegarem a Avintes encontravam uma recepção festiva, e nos passeios fluviais, os afamados bailes que faziam acorrer à sua sede gente de todos os quadrantes. Mas as pessoas do peso social foram desaparecendo do rol dos vivos e as gerações que se seguiram não possuíam a mesma chama de entusiasmo. Por isso esta colectividade foi grande, deixou-se ultrapassar pelo tempo não obstante as obras de ampliação efectuadas. O corpo é mesmo, talvez ainda mais vigoroso, mas a alma é que já não é a mesma. E é pena, porque o clube recreativo tem condições para um trabalho digno da sua projecção. Fez coisas de realce, como o seu boletim - caminho novo - que os seus dirigentes deixaram acabar, ruindo assim um lindo sonho de um grupo de pessoas que idealizou coisas maravilhosas para a vida da colectividade. Lamenta-se o facto, porque era um veículo de divulgação de coisas da nossa terra. Agora vive com as pessoas idosas - evocando o passado com uma ponta de saudade.
Associação de Socorros Mútuos Restauradora
Esta associação brotou em 1893, destinada a custear as despesas de funerais, visto a gente pobre viver com minguados recursos financeiros. Muitas décadas são passadas, mas só quem muito de perto tem acompanhado a actividade desta Associação pode aquilatar dos esforços e canseiras que representam mais de 90anos de benefícios prestados que, embora modestos, devem ser conhecidos na sua utilidade e no seu valor social. Continua a ter por objectivo a concessão de subsídios para funerais dos sócios e familiares, concedendo ainda assistência médica extensiva aos familiares dos associados. O seu crescente desenvolvimento obrigou a várias reformas estatuárias, especialmente nos últimos 25anos, cujo número de associados duplicou. A sua área de acção não se restringe apenas à freguesia de Avintes, abrangendo todas as freguesias de Vila Nova de Gaia e também algumas de Gondomar. Entre as diversas associações de socorros mútuos que foram fundados em Avintes, a Restauradora é a única existente, pois as restantes que existiam foram sucessivamente reintegradas nesta associação, sendo a última a Cooperativa Previdente de Avintes, funcionada em 1951.
Grupo Mérito Dramático Avintense
Nasceu a 8 de Fevereiro de 1910. Foram os seus fundadores Henrique Barrote, Anacleto Almeida, Sanchez Santos, José Fernandes de Oliveira e outros. A sede onde viveram tantos anos era pequena, mas nela se representaram enumeras peças. Mas foi apenas para teatro que ela nasceu, embora fosse através dessa actividade cultural que atingiu o zénite da sua projecção. Organizou e ainda organiza cortejos carnavalescos. Em 1922 organizou um cortejo de homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Em 1942, no bicentenário da Pedra da Audiência, um outro de evocação dos valores Avintenses. Em Junho de 1940 fundou o Rancho das Padeiras e Moleiros, que parece não ter nascido sob bom signo. Primeiro foi a morte do seu primeiro ensaiador e grande impulsionador, Manuel Gonçalves, que o forçou a um grande interregno; depois foi o ressurgimento com Almiro Pereira na chefia, mas depressa voltou ao ostracismo, não obstante o êxito que então alcançou. Foi pena que tal acontecesse, portanto seria um cartão de visita do folclore avintense a ir de alongada ate às outras terras. Em 1961 opera-se uma transformação radical na secção de teatro. Monteiro de Meireles, o seu novo encenador, possui amplos conhecimentos da técnica teatral moderna e adquire larga nomeada com Infante de Sagres, obtendo 2º prémio em drama no Concurso do SNI. Em 1962 apresenta os Lobos, mas não foi feliz, quedando-se uma menção honrosa. Em 1964 com Ratos e Homens obtém o 1º premo, o que foi uma honra para Avintes. Em 1965 consegue o 3º prémio com a peça vicentina O Auto da Barca, ensaiada por Leandro do vale. Em 1967 volta a alcançar o 1º prémio com O Crime da Cabra, novamente com Monteiro de Meireles. Em 1969 com Albergue Nocturno, idêntico premio, o mesmo sucedendo em 1970, com O Avançado Centro Morreu ao Amanhecer. Entretanto, houve uma pequena pausa e em 1973, sob a direcção de José Pinto, é O Processo de Jesus a peça representada. E, finalmente, em 1978, A pena e a Lei, agora debaixo de orientação de Luís Cunha, com qual foi finalista do Concurso de teatro Amador. Daí para cá parece que as coisas não se apresentam muito animadoras, mas o Mérito tem atrás de si tão grande tradição que por certo voltará a encontrar-se, para salvaguardar do prestígio adquirido, demais que tem em construção o seu Teatro.
Plebeus Avintenses
Em 1918 nascem s Plebeus Avintenses. De principio, modestamente, como o próprio nome com que foi baptizado. Iniciou-se numa sala de Ti Micas do Buraco, mercearia situada na Rua Escola Central, ali a dois passos da Gândara. Depois mudaram para os baixos da casa do seu ensaiador durante muitos anos- Alfredo Dias Penedo. Palco de dimensões exíguas, que não dava espaço quase para as figuras se movimentaram. Mas ali foi que nasceram muitas peças que depois foram levadas à cena no velho Almeida de Sousa. Este grupo teve sorte de ter sempre o mesmo ensaiador, o que era um aval de segurança, demais que Alfredo Dias era um apaixonado pelo Teatro. Em 1967 adquiriu o prédio onde agora se encontra, realizando grandes obras de adaptação, criando um belo salão, com palco. Com uma massa associativa que ronda os 1500, tem em projecto a ampliação das instalações e construção de um teatro de Bolso. Tal como o grupo Mérito, os Plebeus Avintenses atravessavam um período áureo no campo teatral, nestes últimos 25 anos. E é assim que os vemos a ganhar o 1º prémio do concurso regional organizado pelo SNI, com a peça Má Sina. Depois, em 1959, obtém o Diploma de Honra com Os Campinos, sendo esta a última peça ensaiada por Alfredo Dias. Volta a ir a concurso a Má Sina, agora com João Bóia no comando, voltando a alcançar Diploma de Honra. Em 1961, com direcção de Augusto Costa, consegue igual classificação, com Aljubarrota. Verificaram, então, que havia necessidade de dar ao Grupo uma nova forma de expressão, não só através de peças modernas como também escolhendo encenadores capazes de criar uma nova escola de teatro. E é assim que em 1962, com o Lugre, encenado por Manuel Lereno, alcança o 1º prémio do SNI, em drama. No ano seguinte igual classificação com Entre Giestas, desta vez com Virgílio Macieira no comando. Em 1964 não vai alem de uma Menção Honrosa com Os Fidalgos da Casa Mourisca. Em 1966, com Alem do Horizonte, um 3º prémio. Mas aparece Fernanda Alves como encenadora e logo Os Velhos não Devem Namorar, arranca o 1º premio. No ano seguinte, com O Santo e a Porca - Prémio da embaixada brasileira. Em 1970 queda-se num 3ºlugar com As Mãos de Abraão Zacut, encenada por João Guedes. Em 1971, com Antigona, Diploma de Honra e igual classificação no ano a seguir com Bidermann e os incendiários, encenada por José Cayola e esta por Manuela Melo. Em 1975 O Vagabundo das Mãos de Oiro, encenada por Manuel Oliveira Alves, obtém Diploma de Honra no 1º Festival do Teatro Amador de Funchal. Em 1977 apresenta a peça Auto da Morte, da Peste e do Diabo, sob orientação do chileno Roberto Merino. Em 1980 a Traição do Padre Martinho. Alem de todas estas peças, apresentou ainda as seguintes peças infantis: A Menina e o Vento (1974); Maria Minhoca (1976); Onça de Asas e Roxo Negro (1977); A Maroquinhas Fru-Fru (1978) e a Ilha do Rei Sono (1981).
Restauradores Avintenses
Os Restauradores Avintenses, associação fundada em 20 de Novembro de 1923, em espinhaço, surgiu como consequência do retornar das tradições teatrais deste lugar da freguesia de Avintes, agrupando na sua constituição elementos de dois grupos de teatro, entretanto extintos. Ao objectivo teatral era associado o espírito filantrópico, sendo que a receita de muitas das representações se destinava a auxiliar pessoas ou famílias com dificuldades. A primeira peça Honra e Dever foi à cena ainda em 1923 e nos anos seguintes foram representados dezenas de textos teatrais, como Rosa do Adro, Cego Mártir, Maldito Jesuíta e Leonardo, o Pescador, Crime e Punição, (1934), O Cigano (1935). Em 1939, vinte e quatro pessoas juntaram-se para “restaurarem” a colectividade, passando a ter também a actividade musical, com a constituição de uma orquestra ligeira, com uma secção de pesca. Nos anos sessenta, foi dissolvida a orquestra e a secção de pesca também deixou de ter actividade. O teatro foi resistindo e, a partir do dia 25 de Abril de 1974, adquiriu novas qualidades com encenadores como Luís Cunha e João Santos. Os Restauradores Avintenses passam a dar atenção às actividades desportivas, com o desenvolvimento do desporto popular. Em 1979, foi comprado um terreno para a construção de nova sede, com auditório e pavilhão desportivo. No espaço destinado ao pavilhão está implantado um ringue desportivo, recentemente melhorado com piso de relva sintética. No ano de 2000 foi dado início ao projecto de futsal (federado). Na época de 2002/2003 a equipa sénior feminina ascendeu à 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto e, na época 2003/2004, venceu a prova extraordinária daquela Associação. Nessa mesma época foi constituída a equipa júnior feminina. Na época 2004/2005, a equipa sénior feminina sagrou-se campeã da 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto e chegou às meias-finais da Taça Nacional de Futsal feminino da Federação Portuguesa de Futebol. Nesta época foi constituída a equipa de juvenis masculina. Na época 2005/2006, a equipa sénior feminina sagrou-se bicampeã distrital e vai participar, pelo segundo ano consecutivo, na Taça Nacional de Futsal sénior feminino, da Federação Portuguesa de Futebol. No campo cultural, no ano de 2005, foi reactivada a actividade teatral, sendo levada à cena a peça O Crime da Cabra, de Renata Pallotini, com encenação de Pereira Dias. Este trabalho teatral foi galardoado com o 1º prémio do Festeatro, da Associação de Colectividades de Gaia, na categoria “Farsa”.
Actualmente: As valências desportivas e culturais, que nos Restauradores Avintenses têm expressão no futsal e no teatro, merecem da direcção um empenho total. O projecto do futsal desenvolvido, em termos federados, nos últimos seis anos tem-se afirmado com aplicação de técnicas e atletas e o empenho das anteriores e da actual direcção. É um projecto conseguido pela participação das três equipas e consolidado pelos resultados alcançados nas duas ultimas épocas pela equipa sénior feminino: bicampeã da 1ªDivisao da Associação de Futebol do Porto e consequentes participações na Taça de Portugal, organizada pela Federação Portuguesa de Futebol. Ninguém oferece êxitos. Estes foram conseguidos à custa de muito trabalho e muito talento das nossas atletas. Os êxitos alcançados pela equipa sénior feminina são um grandioso estimulo que para que continuemos os nossos esforços na valorização que continuemos os nossos esforços na valorização dos nossos associados, da comunidade local, a Vila de Avintes e do concelho de Vila Nova de Gaia.
Outras Colectividades de Avintes
Ø Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Avintes Ø Banda Musical de Avintes Ø Corpo Nacional de Escutas 462 Ø Futebol Clube de Avintes Ø Associação Recreativa e Cultural Avintense Ø Sociedade Columbófila de Avintes Ø Núcleo Columbófilo de Avintes Ø Clube Spiridon de Gaia Ø Centro Artístico Cultural e Desportivo Ø Onda Verde associação Juvenil de Ambiente e Aventura Ø Confraria da Broa de Avintes
Parque Biológico
História Instalado em 1983 pela Câmara de Vila Nova de Gaia, o Parque Biológico de Gaia abriu as portas inicialmente com 2hectares. Entre 1997 e 1998, o Parque levou a cabo um ambicioso programa para melhorar as condições de recepção de visitantes, reabrindo ao publico dotado de um Centro de Acolhimento- com auditório, salas de exposições, condições de alojamento, posto de venda, bar e esplanada – e com uma área ampliada para 35 hectares. A necessidade da existência do parque começou a ser sentida a partir dos anos 70, quando escolas e outras instituições começaram a solicitar às Associações de Defesa do Ambiente e outros organismos de Conservação da Natureza a organização de aulas de campo e visitas de estudo a locais adequados. Perante essas solicitações, no Norte foram realizadas acções de contacto com a natureza no Parque Biológico de Peneda-Geres, na Reserva Natural das Dunas de S.Jacinto, na Barrinha de Esmoriz e na Serra de S.Justa entre outros locais. Nem sempre porem, estes sítios estavam preparados e equipados para o objectivo que as norteava: faltavam-lhes centros de acolhimento, percursos marcados, informação e equipamentos para desenvolvimento de actividades conexas. Pensou-se então em procurar na periferia do Porto, na área rural-urbana, onde se situam as velhas quintas abandonadas, um local disponível para a instalação de um “equipamento de educação ambiental”. Não havia qualquer projecto nem modelo prefixado para o “equipamento” pretendido, mas estão só algumas ideias: Ø Mostrar a natureza próxima da cidade, sem fazer porem uma reserva natural; Ø Mostrar a fauna, sem fazer um jardim zoológico; Ø Mostrar a flora selvagem, sem fazer porem um jardim botânico; Ø Preservar e mostrar o património cultural, sem fazer porem um museu ou eco-museu; Então, em 1982, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia sugeriu a possibilidade do projecto arrancar numa velha quinta que acabava de ser comprada para instalação do horto municipal; a localização era conveniente, a paisagem interessante, a dimensão apropriada. Perante a total falta de experiência em Portugal, relativa a centros de iniciação ambiental, optou-se com o apoio do Comité dos Desafios da Sociedade Moderna, por efectuar uma visita de estudo a diversos equipamentos com finalidades semelhantes espalhados pela Europa, no fito de recolher as ideias que a eles presidiram. O projecto Parque Biológico, finalmente concluído no final de 1983 é o resultado de todas estas experiências visitadas.
Descrição do Parque Situado na periferia da cidade de Vila Nova de Gaia, freguesias de Avintes e Vilar de Andorinho, o Parque Biológico estende-se pelo vale de Rio Febros, um afluente da margem esquerda do Douro, em cuja proximidade se disseminam velhas casas rurais, moinhos e engenhos de buchas. Os troços da magnífica paisagem de que hoje podemos usufruir são fruto da acção do homem sobre a natureza, na sua busca de melhores condições para a agricultura, a criação de gado, a moagem e em geral para todas as actividades. Durante séculos, quem por aqui se detivesse procedia ao arroteio dos bosques e florestas, à construção de muros e socalcos, à abertura de minas e poços, à modelação e fixação do leito do rio Febros para a instalação de moinhos e à substituição das espécies vegetais originais por outras com maior interesse agrícola ou florestal. A altitude do Parque varia somente entre os 47,8 e os 98 metros e o seu relevo é em grande parte artificial, uma vez que os antigos lavradores armaram o terreno em socalcos. Do ponto de vista climatológico, o Parque Biológico situa-se numa região de clima geral marítimo atlântico, caracterizado por um Verão fresco e um Inverno agradável. As brumas são frequentes, mesmo no Verão e ao ar é bastante húmido todo o ano. O Parque está contudo situado numa zona micro climática parcialmente protegida dos ventos atlânticos pela sua baixa altitude e pela presença de uma pequena montanha. Os sinais de clima continental fazem já notar-se através de temperaturas mais extremas do que no resto da região.
Património No Parque Biológico procura-se preservar a paisagem típica da região, ao tempo em que ela era essencialmente um grande espaço agrícola. Os elementos dessa paisagem – as bouças, os campos de cultivo, os caminhos vicinais, as casas rurais, os moinhos, o ribeiro, os muros, as noras, os açudes, a fauna selvagem e a flora espontânea, o homem e a sua cultura estão representados no Parque Biológico e são preservados e explicados ao visitante que ali revê o moinho da sua infância ou a poça de agua do ribeiro onde aprendeu a nadar. Da compreensão dessa paisagem e da comparação com a envolvente próxima, rural – urbana e urbana, resulta uma maior sensibilização para os problemas do ambiente. No Parque Biológico, mais importante do que aprender o nome das arvores ou das aves, é perceber o contraste, largar a estrada e entrar nos caminhos, deixar para trás o barulho dos carros e ouvir os pássaros e o marulhar do rio Febros, e após uma hora de mergulho no mundo que estamos a perder, regressar de chofre à confusão de uma movimentada cidade. Assim se abrem os olhos e os espíritos para a necessidade de planear o território de manter amplos espaços verdes nas cidades.
Biodiversidade O Parque Biológico de Gaia é centro permanente de educação ambiental instalado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, em 1983, no vale do rio Febros e gerido pela Empresa Municipal Parque Biológico de Gaia. Basicamente, os 35 hectares do parque têm um circuito de descoberta da natureza, com cerca de 3 km, ao longo do qual estão instaladas vitrinas com diversas informações. Integram-se nesse circuito moinhos e casas rurais, carvalhais, pinhais, lagos, o rio Febros, viveiros com animais e plantas e muitas outras coisas a descobrir nu possível passeio. O objectivo pedagógico do Parque é a compreensão pelos visitantes da paisagem da região, incluindo todos os seus componentes (flora, fauna, clima, arquitectura tradicional, usos e costumes, hidrografia), e do contraste entre a paisagem agro-florestal, que se preservar no Parque e a envolvente urbana; para além disto, o Parque Biológico promove um programa de animação em torno da temática ambiental, publica material didáctico, realiza exposições, colabora com escolas e outras instituições. O parque dispõe de um moderno Centro de Acolhimento de Visitante, com auditório, pousada, self-service, centro de documentação, laboratório e salas de exposições permanentes e temporárias. O Parque Biológico dá particular atenção à reprodução de espécies da nossa flora com vista ao incremento da sua utilização nas escolas e outros espaços públicos do concelho Outra das actividades do Parque Biológico é a recolha, em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza, de animais selvagens encontrados feridos ou apreendidos pelas autoridades por posse ilegal; quando algum desses animais não pode ser recuperado para restituição da Natureza, fica nas colecções do Parque, expostos ao público: águias-de-asa-redonda, garças, abutres, corços, gamos, bisontes-europeus, esquilos, diversas espécies de patos e gansos, raposa por entre outras espécies que podem ser observadas em amplos cercos e viveiros.
Localização O facto da Câmara ter decidido localizar o Parque Biológico e Horto Municipal de Vila Nova de Gaia em Avintes veio valorizar a mesma, atendendo ao facto de ser o único na Península Ibérica. Mas razões não lhe deveriam ter faltado para tomar essa decisão, uma da qual foi, com certeza a sua situação geográfica e ambiental da Quinta da Cunha de Baixo. A abertura oficial realizou-se em Novembro de 1985 e desde logo começou a atrair imensa gente, sobretudo jovens e crianças; tudo que existia foi cuidadosamente preservado e restaurado. O Febros, que atravessa o Parque, foi limpo e hoje já lá se podem ver peixes, protegeu-se a flora espontânea e variada como os carvalhos, sobreiros, castanheiros, eucaliptos, pinheiros e acácias e junto ao rio, os amieiros, os choupos, e os salgueiros. Para além destas árvores, existia outras árvores que já tinham sido plantadas pelos antigos donos, mais precisamente árvores de fruto. No ano de 1992 foram produzidas 50.000 novas árvores, a somar às 30.000 em crescimento no viveiro. Quanto à fauna e à flora foram inventariadas em 1983 cerca de 255 espécies. Todo este conjunto biológico é o exemplo paradigmático do equilíbrio ambiental e do ecossistema. A paisagem não podia ser mais convidativa, os recantos idílicos do querido regato convidam ao descanso, aos piqueniques, ao contacto íntimo com a natureza, ideal para mostrar ás crianças como era todo o nosso planeta antes de nós o termos transformado no que ele é agora. Cumprindo uma função ao mesmo tempo lúcida e didáctica, o Parque Biológico de Avintes constitui hoje um ponto de referência e um local de obrigatória visita; contudo, os avintenses devem fazer dele um hábito, de maneira a passar uma boa impressão aos mais novos. Das iniciativas levadas a cabo desde a sua abertura, merecem especial destaque o 1º Encontro sobre Educação Ambiental, que decorreu entre 4 a 6 de Outubro de 1990 e reuniu dezenas de especialistas, com intuito de comprar as experiências de Educação Ambiental em curso, e o programa de animação Sábados no Parque, lançado em1992, o qual tem tido uma enorme adesão. O parque viu alargar a sua superfície para 15 hectares. Possui já, um centro de acolhimento para os visitantes, com auditório, camaratas e refeitório, o que constitui um novo ponto de interesse, a somar aos muitos que já existem. Contudo este parque ainda possui muitas potencialidades por explorar e cabe a todos ajudar a vencer os obstáculos que tantas vezes se erguerem ao crescimento e aperfeiçoamento duma grande obra.
Quinta de Santo Inácio
O Parque Animal transporta-nos a outros continentes e mostra, nos dias de hoje o grande interesse que a fauna e a flora exóticas despertavam nas classes mais cultas do século XIX, sendo também um projecto de formação da juventude actual. Os viveiros permitem um contacto intuito com a Natureza e levar para casa algumas plantas com que o visitante se terá encantado durante a sua visita. A loja, essencialmente vocacionada para produtos de origem agrícola e artesanal, e permite o acesso mais fácil a certos bens.
Localização Se se desloca do Norte percorra a VCI na cidade do Porto em direcção à Ponte do Freixo; saia no segundo nó (Avintes, Castelo de Paiva); siga pela EN 222 cerca de 3 km e no final da recta vire à esquerda junto do separador central; encontrará sinais indicativos até à entrada da Quinta. Se se desloca de Sul em direcção à cidade do Porto, na A1 logo após o nó dos Carvalhos tome a direcção Ponte do Freixo e saia no primeiro nó (Avintes, Castelo de Paiva), depois o percurso é idêntico. Se vem de Vila Nova de Gaia tome a EN 222 na Avenida da Republica e 6 km depois o percurso é idêntico aos anteriores.
Tem que sair na estação Parque República/João de Deus (em frente ao El Corte Inglés) e dirigir-se a uma paragem de autocarro na Avenida da República. Apanhar o autocarro da empresa Alsacity que diz “Avintes”. De comboio: - Se sair na Estação das Devesas, apanhe um autocarro até à Avenida da República e na Avenida, apanhe o autocarro da empresa Alsacity que diz “Avintes”. - Se sair na Estação General Torres, dirija-se a uma paragem de autocarro na Avenida da República e apanhe o autocarro da empresa alsacity que diz “Avintes”. - Se sair na Estação de Campanhã, apanhe o autocarro nº 35 até à Batalha e dirija-se ao Parque das Camélias, onde pode apanhar o autocarro da empresa Alsacity que diz “Avintes”. - Se sair na Estação de S.Bento, dirija-se ao Parque das Camélias e apanhe o autocarro da empresa Alsacity que diz “Avintes”. De autocarro: Pode apanhar o autocarro da empresa Alsacity que diz “Avintes” no Parque das Camélias (Porto) ou em qualquer paragem da Avenida da República (Vila Nova de Gaia).
Educação As actividades pedagógicas desenvolvidas pelo Parque & Zoo Santo Inácio pretendem: Ø Complementar os programas educativos de vários anos lectivos; Ø Sensibilizar os alunos para a biodiversidade e preservação do meio ambiente: Ø Promover a interacção entre as crianças e a natureza da Quinta e Horta pedagógicas.
Solar, Jardins e Restaurantes A Quinta de Santo Inácio oferece aos seus visitantes espaços muito agradáveis para passar um fim-de-semana. Só tem que se deslocar a partir a aventura de conhecer esta maravilhosa Quinta.
Solar Van Zeller Na encosta do Douro em Avintes, ergue-se desde 1702, o solar da Quinta de Santo Inácio mandado construir para servir como residência de verão a uma prestigiada família burguesa ligada ao comércio do Vinho do Porto, os Van-Zeller. Após três séculos em que a casa foi palco de vários acontecimentos históricos e testemunho das vivências das sucessivas gerações que a habitaram, a família abriu os seus portões ao público para que todos a possam conhecer. Na visita à casa desde logo somos surpreendidos, pois a mesma mostra-nos as memórias do quotidiano de uma família. A casa desvenda-nos a vida da época e região onde há objectos curiosos por toda a parte e outros vanguardistas para a época. A visita de episódios e relíquias é inspirador e estimula o nosso imaginário. O património da Quinta é familiar, mas agora é igualmente público.
Restaurante Quinta de Santo Inácio Situado numa das antigas arrecadações da Quinta junto ao pátio principal com vista para a fachada do Solar, o Restaurante Quinta de Santo Inácio decorado em estilo inglês, goza de uma atmosfera familiar e aconchegante. À magia do lugar, juntamos uma ementa que é sempre variada e tentadora, para acompanhar propõe-se uma carta de vinhos diversificada a preços muito convidativos.
Jardins e Bosques O amor e a dedicação que as gerações da família Van-Zeller sempre nutriram pela natureza são demonstrados na visita aos maravilhosos jardins e bosques da Quinta, logo a paixão pelo verde passou de geração para geração. A vasta área verde da Quinta está repartida em dois jardins, um bosque com espécies seculares, algumas com os nomes dos membros da família. O Jardim romântico é formado por um entrelaçado de ruelas ladeadas por sebe de buxo que desenham canteiros de azáleas, redondendros e camélias. No lado esquerdo, uma sebe de camélias protege do vento e encimada majestosos eucaliptos e carvalhos. No bosque contemplam-se inúmeras espécies de árvores centenárias que formam um toldo à vegetação mais baixa. Entre as árvores destacam-se os pinheiros mansos, carvalhos e eucaliptos.
Eventos A Quinta dispõe de um conjunto privilegiado de características que torna este espaço o lugar ideal para realização de eventos sociais. A diversidade do espaço, demonstra desde logo a capacidade de acolher qualquer tipo de evento: vastas zonas verdes com jardins e um bosque inspirador, um magnifico solar do século XVIII, um pavilhão, pátios e esplanadas, um restaurante requintado e acolhedor, auditório e outros. A facilidade de acesso, a excelência de qualidade do serviço, bem como as estruturas de apoio de que dispõem, permite organizar programas personalizados de acordo com as necessidades dos seus clientes, para que o seu evento se torne memorável e, sobretudo, bem sucedido.
Mapa dos Jardins
Equipamentos de Interesse Social
Bombeiros Voluntários de Avintes Os bombeiros Voluntários de Avintes foram fundados em 20 de Agosto de 1931, atravessando momentos difíceis, após a morte do seu fundador. Serafim Francisco de Sousa, conseguiu em 1946, recuperar ânimo para continuar a sua missão; a partir desta data o seu crescimento foi notório tendo um pouco mais de 25 anos de existência, a responsabilidade de cobrir toda a área que se estende até a Vila da Feira. Em 23 de Agosto de 1959 foi lançada a primeira pedra do seu grande sonho - o quarte-sede, mas em 1962 os serviços foram passados para o novo edifício. Outra data memorável na vida desta grande associação foi a 22 de Setembro de 1996, quando depois das várias diligências, a Biblioteca Fixa da Fundação Calouste Gulbenkian que hoje funciona na Junta de Freguesia. Em 1979 uma secção dos Bombeiros de Avintes foi instalada em Oliveira do Douro e mais tarde uma outra em Crestuma. Em 1973 abriram um posto médico no quartel; cinco anos mais tarde conseguiu uma licença para projectar filmes no salão e durante 35 anos, estes também estiveram presentes nas mais diversas manifestações religiosas e culturais. Actualmente encontram-se equipados com meios modernos, mas o seu lema e dedicação continuam a ser os mesmos “O bem de todos”.
Junta de Freguesia Acabada de construir em 1884, só entraria em funcionamento no ano seguinte e apenas utilizava uma sala pois as restantes eram ocupadas pela Escola Primária desde o ano lectivo 1885/86 até 10/11/1982. A partir desta data a Escola foi transferida para instalações próprias, edificadas na mesma rua, fazendo com que a Junta passa-se a dispor de todo o edifício.
Festas e Romarias
As festas populares hoje ligadas ao calendário e manifestações religiosas têm, a maior parte delas, uma raiz profana que remonta, pelo menos, à época da ocupação romana. Em Avintes as festas populares que trazem mais visitantes à vila são:
Festa do Senhor dos Passos: realizada no quinto domingo da Quaresma. Cuja manifestação principal é magnifica procissão que percorre as artérias mais importantes da nossa freguesia.
Festas da Nossa Senhora dos Prazeres: realizada no domingo a seguir ao Santo António, à qual já nos referimos, e logo vem o S. João. Em Avintes tal como em toda a região de influência portuense, este é o santo mais querido e mais popular de todo, o que arrasta para as ruas milhares de pessoas, partilhando duma alegria colectiva que vale a pena viver.
Festa da Nossa Senhora das Necessidades: realiza-se no segundo domingo de Julho desde 1747, segundo as palavras do padre Cardoso era invocado por todos os moradores deste bispado pelos muitos prodígios e milagres, que obra continuamente, por cujo motivo vem a maior parte de todos estes confortos em romaria render-lhe graças.
Nosso Sr. do Palheirinho: no primeiro domingo de Agosto, Prenuncia o fim do verão e encerra o ciclo das festividades religiosas. Sai a procissão que tal como no Sr. dos Passos, é a atracção principal. Estas festividades duram três dias começa na sexta e acaba na segunda.
Festa da Broa: muito jovem ainda mas nem por isso menos importante. Esta festa realiza-se desde 1988, na última de Agosto. Surgiu na sequência de um discurso do nosso conterrâneo José Vaz. A ideia foi alimentada e concretizou-se no ano seguinte. Assumindo três vertentes a social, a popular e a cultural.
Roteiro
Se vem do Porto, no IP1, pode começar por observar Avintes, que vista dali faz lembrar uma cascata de S.Jõao; podemos ver três filas principais de casas que indicam as ruas mais importantes da vila e também se pode ver outras ruas mais estreitas. Um óptimo de partida para iniciar a visita a Avintes é o Parque Biológico Municipal, único da Península Ibérica, que está aberto ao público desde 1985, ao caminhar ao longo do parque, cerca de 3 km de percurso pode observar a diversidade botânica e alguns animais selvagens e domésticos, que se encontram espalhados pelos 15 hectares da área. No interior do parque pode ainda visitar uma casa e um moinho restaurados que recriam um dos muitos moinhos que se encontravam ao longo de todo o Rio Febros. No fim desta caminhada, no meio da Natureza, sugere-se um almoço no restaurante do Parque Biológico ou então também pode fazer um piquenique no parque de merendas. Depois de saciada a fome, siga a igreja matriz, passando pelo centro da vila onde pode observar o Monumento à Padeira, do escultor Henrique Moreira; o Monumento ao Atleta, do escultor Pereira da Silva. Ainda no mesmo local, no largo do Palheirinho, pode visitar a capela do Sr. do Palheirinho. Consta-se que no fim do século XVIII, viviam duas idosas, irmãs muito devotas do Sr. de Matosinhos que aceitava encomendas de rezas de outras pessoas. A fama dos seus milagres e das idosas começou a crescer; as ofertas que eram deixadas às irmãs serviram para construir a capela que hoje existe, supõem-se que a construção tenha sido levada a cabo no ano de 1790. O que sobrou das esmolas serviu para mandar fazer a imagem principal – um Cristo crucificado. A cruz onde está o Sr. do Palheirinho não é a veio originalmente com a imagem do santo, pois esta era grande demais para o espaço. A igreja matriz foi construída em 1787, para substituir outra mais pequena. No interior da igreja, os tectos não são originais, pois estes não resistiram à passagem do tempo. No centro do tecto pode observar um livro aberto com um versículo de S. Mateus. E no tecto da capela-mor, podemos ver o símbolo de S. Pedro. Depois de visitar a igreja siga para a Pedra de Audiência. Este monumento, único do género em Portugal, e que conta no brasão da vila é o ex-libris de Avintes. Foi construída em 1742 e funcionou até 1886. Constituída por uma mesa e três bancos, sendo da cabeceira destinada ao juiz e os outros dois ao escrivão e ao meirinho. Neste “tribunal” o juiz era eleito pelo povo, não tendo muitas vezes qualquer função em direito. Em vez de leis, usavam o bom senso, a sua experiência, os seus usos e costumes locais. Funcionava de quinze em quinze dias, à quarta-feira e eram aqui julgados casos de primeira instância civil e criminal de Avintes, Oliveira do Douro e Vilar de Andorinho. Este tribunal funcionava ao ar livre, o único abrigo que tinha era um sobreiro, que em 1961 não resistiu a um temporal, sendo pouco tempo depois plantando o actual. Um dos locais mais aprazíveis da vila é a praia fluvial do Areínho. Durante a época estival, é o destino de muitos habitantes de Avintes, em como forasteiros.
Conclusão
Este trabalho realizado no âmbito da disciplina de Geografia pretendeu dar a conhecer o passado, presente e futuro da Vila de Avintes. Aproveitamos a oportunidade que nos foi dada pela disciplina para conhecer a Historia, monumentos e tradições desta antiga Vila de Avintes. Agradecemos a todos os locais e instituições que visitamos a fim de recolher informações acerca desta Vila. Em suma, podemos referir que se continuar na brilhante carreira em que se encontra, aproveitando todos os seus recursos actuais, e os a que é susceptível de alcançar no futuro, esta vila poderá vir a ter em pouco tempo uma importância de primeira ordem, muito superior ainda à que já tem.
Bibliografia
Pesquisa Google: ü www.quintasi.pt ü www.parquebiologico.pt ü www.wikipedia.pt
Livros: ü Atlas de empresas, norte de Portugal. ü Avintes. Na Margem Esquerda do Douro, Ana Filomena Leite Amaral. ü Avintes e as Suas Antiguidades, Inocêncio Osório Lopes Godim.
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Liliana Gomes Sousa |
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