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Geografia - 10º ano Produção Pecuária
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Autor: Teresa Silva Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho Data de Publicação: 14/01/2007 Ver posição deste trabalho no ranking N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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Produção Pecuária
Ao longo deste trabalho, tal como referido na lição número 9, vão ser referidos diversos aspectos, tais como: - Os principais produtores em área e quantidade, dados relativamente às importações e exportações, sabendo desta forma quem importa e exporta despesas e quantidades, as áreas de produção, as variedades, os calendários e os preços. Esperamos então desta forma que estes pontos (como principal referência), sejam bem desenvolvidos de modo a serem claros e perceptíveis.
Relativamente ao leite de vaca, até ao ano 2000 Portugal tinha vindo a registar um aumento da produção deste mesmo, ultrapassando desta forma em 3% a quantia global garantida, sendo esta última equivalente a 1 835 467 toneladas. Após este ano que mencionámos no parágrafo anterior, constatou-se um abrandamento das entregas de leite para a indústria (menos 4% relativamente ao ano de 1999). Esta situação foi consequência dos seguintes factores: - A nivelação destas entregas com a Quantidade Global Garantida (Q.G.G.); - O abate de vacas com vista à erradicação da B.S.E.
Relativamente à percentagem das explorações leiteiras temos como referência 75%, sendo estas explorações provenientes das regiões de Entre Douro e Minho, Beira Litoral e Região Autónoma dos Açores. Relativamente à produção nacional, observa-se que entre os anos de 1997 e 1999 há uma crescimento da produção, sendo exemplos desta evolução as seguintes regiões: - 21% nos Açores; - 18% no Alentejo; - 12% Entre Douro e Minho; - 15% em Trás-os-Montes. Nas restantes regiões a produção encontrava-se estagnada.
No espaço de tempo de 1996-2000 foram registradas grandes reduções das explorações leiteiras em Portugal, sendo essa redução equivalente a 52%, contudo esta quebra foi compensada tanto pelo aumento da dimensão das explorações, como também pelo acréscimo da produtividade do efectivo, equivalendo a +13%.
A partir da década de 90 o comércio externo de produtos lácteos evoluiu. Este desenvolvimento deveu-se à intensificação dos fluxos comerciais. Relativamente ao ano 2000, os seguintes produtos: leite, natas em natureza e concentrados e manteiga, chegaram a cerca de 83% do valor total dos produtos exportados. Constata-se também que a União Europeia é o destino preferencial das exportações nacionais, sendo que, no ano 2000, totalizaram-se cerca de 87% (30 milhões de contos).
O leite de ovelha e de cabra juntos não chegam a atingir os 7% da cota de mercado. O seu crescimento é ligeiro e sustentado, sendo que a produção do leite de ovelha ultrapassa os 100 milhões de litros e o leite de cabra (que sofreu uma diminuição de 17% entre os anos 1998/2000) um valor pouco mais elevado a 34 milhões. Estes dois tipos de leite acima mencionados, juntamente com o leite de vaca vão originar um novo produto: o queijo.
Relativamente à produção leiteira, mencionamos o facto desta possuir uma maior importância nas regiões Norte e Centro Litoral da Europa, estando associada a uma indústria transformadora de cariz cooperativo. Também podemos referir que devido ao facto de ter havido uma grande concentração nesta mesma produção nos últimos anos, estão assegurados, no mínimo, dois terços de leite recolhido no continente Europeu.
Os produtos que têm uma maior importância provenientes da OCM do leite são o leite, a manteiga, o queijo e o leite em pó, já tendo sido mencionando anteriormente a produção do queijo. Agora iremos mencionar três medidas reguladoras: a) Suporte do Mercado Interno: a. Regime dos preços; b. Regime de Intervenção – este regime funciona da seguinte forma: São feitas ofertas de venda à armazenagem publica e/ou candidaturas à armazenagem privada. De seguida estas ajudas são afixadas em proporção do preço indicativo para assegurar e sustentar o mercado. c. Medidas de Comercialização – Estas medidas correspondem a apoios à introdução do consumo de produtos lácteos, sendo duas das actuais as seguintes: ajudas à utilização de leite/leite em pó e leite desnatado. d. Pagamentos Directos. b) Regime Comercial com países terceiros; c) Regime de imposição suplementar (quotas leiteiras) – Este possui um papel decisivo na formação dos preços no mercado interno, correspondendo a uma penalização de 115% (17 escudos) do preço indicativo. Por fim, incide sobre as quantidades do leite entregues aos compradores ou vendidas directamente pelos produtores.
A venda de carne Bovina tem vindo a descer nos últimos 5 anos, isto devido ao fenómeno da BSE (doença das vacas loucas) e ao embarque das exportações decretado em 1998. Mesmo assim apresentou melhorias no início do ano 2000 devido: 1. Os preços da carne voltaram aos níveis em que estavam antes da BSE; 2. O consumidor respondeu efectivamente. Contudo, surgiu uma segunda crise em Outubro deste mesmo ano.
Análise de indicadores sectoriais Efectivo No ano de 1997, o gado bovino de Portugal sofreu uma redução de cerca de 2%, isto devido ao número de abates existentes neste ano, sendo que no ano 2000 o número de cabeças existentes era de 1 414 mil. Para finalizar este tópico, 67% do efectivo Bovino encontra-se nas regiões do Alentejo, de Entre Douro e Minho e também nos Açores.
Após uma forte recuperação dos abates, já mencionados, no ano 1997, deu-se uma quebra no ano seguinte, ou seja, em 1998, voltando a haver uma outra recuperação nos 2 anos posteriores, chegando a alcançar as 101 256,6 toneladas.
Nos primeiros 9 meses do ano de 2000, as cotações de novilho foram superiores às registadas em 1999. Nos restantes 3 meses do ano, os níveis foram inferiores devido à já falada BSE.
Balanço de auto-aprovisionamento As importações de carne bovina fresca, refrigerada e congelada sofreram uma quebra bastante elevada (52%), contudo recuperaram até 2000. Entretanto as exportações aumentaram até 1997.
A produção organiza-se da seguinte forma: no começo da mesma temos as explorações dos vitelos, que ao atingirem os 10 dias de idade seguem para os viteleiros onde permanecem 3 meses (primeira recria). De seguida, aos 6 meses (segunda recria), são vendidos para explorações de engorda, sendo que após esta mesma são enviados para o abate.
Em 2000 houve um retorno a uma situação de mercado normal, situação esta que ficou a dever-se ao superar da crise das peles vivida em 1999 na Europa Leste. Em Portugal as cotações médias registraram uma considerável subida (17,2% relativamente ao ano de 1999), devido à procura espanhola e interna.
Análise de indicadores sectoriais No ano de 2000 houve um aumento de abate de ovinos, porém o abate de caprinos manteve a sua tendência de decréscimo.
Efectivo O efectivo ovino registou uma descapitalização global na ordem dos 0,2%.
Produção interna e comércio internacional Em 2000 exportaram-se mais de 180% de carne congelada, mais de 405% de carne fresca e refrigerada e mais de 9,7% de animais vivos. Quanto às importações foi registada uma quebra de carne ovina fresca e refrigerada.
Análise de indicadores sectoriais Portugal no que diz respeito à dimensão média da exploração de suínos encontra-se abaixo da média. Contudo tem-se verificado um aumento do número de efectivos e uma diminuição do número de explorações.
O número de animais desta espécie pecuária (suínos) apresentou oscilações no decorrer dos últimos anos. É na região de Lisboa e Vale do Tejo que se encontra 44% de efectivo português, na região Centro 23% e, por último, 19% no Alentejo.
O consumo da carne de porco tem aumentado nos últimos anos, isto devido à crise da BSE, pois deixou-se de consumir carne de vaca e devido à baixa dos preços em 1998.
A Bolsa do Porco foi criada no ano de 1991 com o objectivo de disponibilizar informação essencial à formação do preço a que a carne é transaccionada.
Agrupamento de produtores – Ano de 1999 Em 1999 existiam 10 agrupamentos de suinicultores reconhecidos oficialmente.
Matadores e Unidades de Transformação No abate de suínos, onde predomina a actividade privada, o sector engloba duas actividades: . A produção de carne fresca; . A produção de matérias-primas para a indústria de transformados.
Os principais produtos de actividade da indústria de preparação e fabrico de conservas de carne são: 1. Enchidos e ensacados de tipo nacional; 2. Enchidos e ensacados de tipo estrangeiro; 3. Presuntos.
Neste sector do comércio internacional, Portugal tem uma balança comercial desfavorável, o que significa que as importações que faz são muito mais elevadas que as exportações, o que significa que não há lucros relativamente a esta actividade.
Análise de indicadores sectoriais Entre o ano de 1998 e 2000 a avicultura representava mais de 21% da produção animal, sendo que 18% representam as aves de capoeira. A produção de frangos tem vindo a aumentar gradualmente. Este sector concentra-se principalmente nas regiões da Beira Litoral e Ribatejo, totalizando estas mesmas 83% da produção nacional, o que corresponde a 39% do total das explorações de Portugal. Para finalizar, o consumo per capita tem vindo a aumentar, tendo passado de 19,6kg (no ano de 1990) para 29,7kg (no ano de 1999).
Teresa Silva |
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