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Apontamentos e Resumos

de Economia - 11º Ano

 

Cálculo da Produção na Óptica

Autores: Andreia Gomes

Escola: [Escola não identificada]

Data de Publicação: 10/08/2011

Apresentação: Resumo/Apontamentos sobre Cálculo da Produção na Óptica, realizado no âmbito da disciplina de Economia (11º ano).

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Cálculo da Produção na Óptica

CÁLCULO DA PRODUÇÃO NA ÓPTICA DO RENDIMENTO

Nesta óptica de cálculo do valor da produção pretende-se dar a conhecer a repartição funcional dos rendimentos, isto é, a forma como o valor criado pela produção é utilizado na remuneração dos factores de produção, trabalho e capital, e repartido pelos diversos intervenientes no processo produtivo. A parcela que cabe a cada agente é o seu rendimento. O valor do rendimento é necessariamente igual ao valor do produto:

P   =   R

Rendimento Interno (RI) : O rendimento interno corresponde ao conjunto dos rendimentos de todos os factores de produção nacionais, que incluem as remunerações do trabalho e as remunerações do capital.

RI = valor da produção interna de um país

                     

              RI = PI

RI = remunerações do trabalho + remunerações do capital ou Excedente Bruto de Exploração

         Salários (ordenados e vencimentos)                     rendas 

         Subsídios                                                         juros

                                                                              Lucros

RI = remunerações + EBE

As remunerações do trabalho e o EBE que remunera as rendas, juros e lucros, respeitam aos rendimentos gerados pelos factores produtivos na actividade económica interna antes de efectuadas quaisquer amortizações e antes de qualquer intervenção do Estado na economia, ou seja, corresponde ao produto interno bruto a custo de factores.

Remunerações + EBE = RI = PIB cf

Depois de distribuir os rendimentos, o Estado também intervém na economia, cobrando impostos e atribuindo subsídios, podendo dessa forma obter-se o PIBpm :

PIB cf + impostos indirectos – subsídios à produção = PIB pm

Rendimento Nacional (RN) :

Além dos rendimentos gerados internamente, também devem ser considerados rendimentos aqueles rendimentos que provêm do exterior deduzidos dos rendimentos que são enviados para o exterior - o saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo. Podemos assim calcular o PNB pm, que equivale ao rendimento nacional:

PIB pm + SRRM = PNBpm =RN

Assim, o rendimento nacional engloba o rendimento interno, os impostos indirectos e os valores provenientes do exterior, descontados dos subsídios à produção e dos rendimentos enviados para o exterior.

RI + impostos indirectos – subsídios à produção + SRRM =RN

 

+Remunerações

+ EBE

................................

RI = PIB cf 

+ Impostos indirectos

- Subsídios à produção

.................................

PIB pm

+SRRM

................................

PNB pm =RN

Rendimento Pessoal (RP): Corresponde ao total de todos os valores recebidos pelos particulares, Engloba os rendimentos provenientes da remuneração dos factores de produção, que são as remunerações de trabalho e o excedente bruto exploração, mas também outros rendimentos não provenientes da remuneração dos factores de produção e independentes da participação na actividade produtiva: as transferências internas (valores transferidos do Estado para as famílias, independentemente da sua participação na actividade produtiva, como por exemplo, os subsídios e os abonos) e as transferências externas (recebimentos ou pagamentos das famílias ao Resto do Mundo sem contrapartidas imediatas e independentemente da sua participação na actividade produtiva como por exemplo, remessas dos i/emigrantes, donativos internacionais e fundos estruturais).

Rendimento Disponível dos Particulares (RDP): Corresponde ao rendimento com que os particulares ficam para si depois de, ao seu rendimento pessoal, ser retirado o valor dos impostos indirectos (incidem directamente sobre os rendimentos e são proporcionais a esses, como o IRS e o IRC) e das contribuições sociais (descontos obrigatórios para segurança social).

RP – impostos indirectos – contribuições sociais = RDP

Remunerações

EBE (Rendas, lucros, juros)

Rendimentos provenientes das remunerações dos factores de (actividade produtiva).

Transferências Internas

(pagas pelo Estado – p.ex. subsídios, abonos)

Transferências Externas

(recebidas do exterior- p.ex. remessas de i/emigrantes, pensões e reformas, indemnizações de guerra, fundos estruturais)

 

 

Rendimentos independentes da participação na actividade produtiva

RP

- impostos indirectos

-contribuições sociais

.................................

RDP

CÁLCULO DA PRODUÇÃO NA ÓPTICA DE DESPESA

Esta óptica indica-nos a utilização dada ao produto pelos diferentes sectores institucionais, ou seja, a forma como cada agente económico utiliza a parcela de rendimento que lhe coube na distribuição dos rendimentos gerados pela actividade produtiva.

O rendimento pode ser utilizado de diferentes formas:

1. Consumo:

Utilização do rendimento para satisfação de necessidades. Pode ser:

a) Consumo Privado: que é efectuado pelas famílias para satisfação directa das suas necessidades.

b) Consumo público: gastos correntes do Estado necessários ao bom funcionamento da administração pública e à satisfação de necessidades colectivas.

Consumo Privado + Consumo Público = Consumo Total

2. Investimento:

Gastos utilizados por todos os agentes económicos com todos os bens que não apresentam uma utilização final e asseguram a produção futura de outros bens (p.ex. despesas com equipamentos, matérias-primas, instalações, habitações, transportes, entre outros). Pode ser de dois tipos :

a) Formatação Bruta de Capital Fixo (FBCF) : é a componente da despesa de um país que faz aumentar a capacidade de produção da economia. Engloba as despesas das empresas e do Estado na aquisição de equipamentos, instalações, máquinas e instrumentos destinados à actividade produtiva e as despesas das famílias em habitação.

b) Variação de Existências (VE) : traduz as alterações no valor das existências em armazém de bens destinados à produção de outros bens nomeadamente matérias-primas.

FBCF + VE = Investimento

3. Exportações Líquidas:

É a diferença entre as exportações e as importações de um país.

a) Exportações: Vendas ao exterior de bens e serviços produzidos internamente.

b) Importações: Despesas com a aquisição de bens e serviços ao exterior.

Exportações – Importações = Exportações Líquidas

DESPESA INTERNA : Gastos efectuados pelas unidades institucionais no interior da sua fronteira económica e em relação à sua produção interna (daí incluir o valor das exportações mas não o valor das importações). Assim :

DI = Consumo Privado + Consumo Público + FBCF + VE + Exportações – Importações

        DI =                           CONSUMO TOTAL                        +  INVESTIMENTO +         EXPORTAÇÕES LÍQUIDAS

DI = PIB pm

DESPESA NACIONAL : Se ao valor da despesa interna juntarmos também o saldo das despesas com o exterior, isto é, SRRM, obtemos a despesa nacional.

DN = DI + SRRM

DN = PNB pm

PROCURA INTERNA (PI) : Corresponde aos gastos realizados pelos residentes em relação à produção efectuada exclusivamente nesse território económico.

. PI = Consumo + Investimento

. PI = Consumo público +Consumo Privado + FBCF +VE

PROCURA GLOBAL (PG): Se à procura interna acrescentarmos a procura efectuada pelos não residentes em relação aos bens e serviços nacionais obtemos a procura global.

. PG = PI + Exportações

Consumo privado

+ Consumo público

+ FBCF

+ VE

.....................................

PI (Procura Interna)

+ Exportações

.....................................

PG (Procura Global)

- Importações

.....................................

DI (Despesa Interna)

+ SRRM

.....................................

DN (Despesa Nacional)

O PIB não é um bom indicador de bem-estar de uma população pois atende apenas à produção económica de um país sem atender aos inconvenientes dessa produção. O PIB per capita (que consiste na análise da parcela do PIB que cabe a cada habitante do país) tenta superar algumas das dificuldades como indicador e medida de desenvolvimento de um país de forma a permitir comparações entre países. Contudo também apresenta inconvenientes: sendo imã média esconde as disparidade; e países com valor de PIB per capita semelhantes podem apresentar níveis de bem-estar completamente diferentes consoante os bens que foram produzidos.

Desta forma para avaliar o grau de desenvolvimento de um país devem utilizar-se outros indicadores para além do PIB per capita que é exclusivamente económico, como por exemplo o INDICE de Desenvolvimento Humano (IDH) elaborado pelas Nações Unidas que pondera, para além do critério económico, critérios sociais, políticos, culturais, religiosos, etc.

CONTAS NACIONAIS PORTUGUESAS

Taxa de Variação : afere a evolução de um agregado macroeconómico em dois períodos consecutivos (em regra, um trimestre ou um ano).

Taxa de Variação = Valor actual – Valor anterior    x  100

                Valor anterior

Interpreta-se sempre em relação com o período anterior: por exemplo, uma taxa de variação de 1,3 pontos percentuais em 2004, significa que houve um crescimento de 1,4 p.p. em relação a 2003.

Pode-se também efectuar uma variação homóloga, que compara a variação de um agregado macroeconómico num determinado período relativamente ao mesmo período do ano anterior – por exemplo, uma variação homóloga no terceiro trimestre de 2008 de 1,3 p.p. significa que houve um crescimento em relação ao 3ºtrimestre de 2007.

Crescimento da actividade económica: Ocorre quando num determinado período se assiste a um crescimento efectivo sendo tal crescimento maior do que no período anterior.

Desaceleração da actividade económica: Ocorre quando num determinado período se assiste a um crescimento efectivo sendo esse crescimento inferior ao crescimento verificado no período anterior.

Estagnação da actividade económica: Sempre que o PIB regista uma taxa de variação igual a zero.

Contracção da actividade económica: Ocorre quando o crescimento do PIB apresenta valores negativos em relação ao período anterior.

Recessão: acontece sempre que o PIB regista uma contracção em dois períodos consecutivos (em regra em 2 trimestres consecutivos).

Ex:

2004          2005          2006           2007           2008          2009         2010

2004: Crescimento; não sabemos se há desaceleração

2005: Crescimento, pois cresceu mais do que no período anterior

2006: Desaceleração pois a economia cresceu menos que no ano anterior

2007: Estagnação

2008: Crescimento

2009: Contracção

2010: Recessão pois apresenta uma contracção pelo segundo período consecutivo

DIVERGIR OU CONVERGIR: Consiste no afastamento ou na aproximação de determinados valores face a outros.

REGISTO DAS RELAÇÕES ECONÓMICAS COM O RESTO DO MUNDO

Divisas: Moedas e/ou ouro com aceitação internacional que são utilizadas coo meio de pagamento no comércio internacional. As divisas generalizadamente aceites são o dólar, o euro e o ouro.

Câmbio: Troca de uma moeda por outra moeda.

Taxa de Câmbio: Relação que se estabelece entre o valor de uma moeda e o valor de outra moeda; este valor é determinado no mercado cambial, onde se transacciona as diferentes moedas e se determina o valor de cada uma em relação às restantes.

Balança Pagamentos = Bal. Corrente + Bal. De Capital + Bal Financeira  (+ erros e serviços)

Bal.Mercadorias+Bal. Serviços+Bal. de rendimentos+Bal. de Trans. Correntes

CRÉDITOS – DÉBITOS = SALDO

                                                    (EXPORTAÇÕES)      (IMPORTAÇÕES)

Em Portugal:

Tradicionalmente a balança comercial portuguesa é deficitária; já a balança de serviços costuma ser positiva principalmente devido às receitas do turismo; a balança de rendimentos por sua vez é também deficitária, principalmente devido aos rendimentos do investimento que são francamente deficitários (os rendimentos do trabalho, podemos generalizar, como equilibrado pois oscilam entre o défice e o superavit ligeiros);

Por fim a balança de transferências correntes é historicamente superavitária por mérito das remessas dos emigrantes e das transferências da UE, embora esse superavit tenha vindo a diminuir;

Em conclusão a balança corrente portuguesa tradicionalmente é muito deficitária, devido à influência altamente negativa da balança comercia e também da balança de rendimentos. Apesar das balanças de serviços e de transferências correntes serem superavitárias  o seu saldo positivo não é suficiente para contrabalançar o défice das restantes balanças que integram a balança corrente portuguesa.

BALANÇA DE MERCADORIAS / COMERCIAL:

Taxa de Cobertura: Tradicionalmente a taxa de cobertura portuguesa é inferior a 100% o que significa que as exportações são inferiores às importações pelo que Portugal tem de se despender divisas ou contrair empréstimos para pagar os bens importados.

Relaciona-se a taxa de cobertura com o saldo da balança comercial podemos concluir que esse saldo é deficitário pois quando a taxa de cobertura é inferior a 100% isso significa que os créditos são menores que os débitos, logo existe um défice.  

Taxa de cobertura =   exportações   x 100

                      Importações

A taxa e cobertura está relacionada com bens / mercadorias. 

Se for superior a 100 é SUPERAVITÁRIA;

se for igual a 100 é EQUILIBRADA;

se for menor que 100 é DEFICITÁRIA.

GAE (Grau de Abertura ao Exterior)= Exportações Totais + Importações Totais  x 100

                                  PIB

GAE: É um indicador que mede a importância global dos fluxos de importações e exportações relativamente à dimensão da economia (PIB) e é normalmente expresso em percentagem.

Estrutura sectorial das exportações/ = 100 x           Exportações/Importações do sector        

                                 Importações               Exportações/Importações de todos os sectores

Estrutura Geográfica das exportações/ = 100 x     Exportações/Importações para um país    

                                     Importações               Exportações/Importações de todo o mundo

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