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Apontamentos e Resumos

de Português - 7º Ano

 

O Menino Que não Gostava de Ler

Autores: David Ferrão

Escola: Escola EBI da Qtª do Conde

Data de Publicação: 06/09/2011

Resumo do Trabalho: Resumo da história "O Menino que não Gostava de Ler" de Susanna Tamaro, realizado no âmbito da disciplina de Português (7º ano).

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O Menino Que não Gostava de Ler

RESUMO

Era uma vez um menino chamado Leopoldo que tinha um grande sonho: ter umas sapatilhas.

Leopoldo adorava correr e sentir o ar a bater-lhe na cara, mas como os pais só gostavam da cidade, ele só podia correr nas aulas de ginástica.

Na véspera do seu oitavo aniversário, Leopoldo estava com muita esperança em receber as tão desejadas sapatilhas, mas em vez disso, os pais ofereceram-lhe dois livros.

Leopoldo não gostava de ler, quando pegava num livro, em vez de palavras via formigas pretas a passear pelas folhas.

Leopoldo choramingava, mas a mãe insistia:
- Não chores filho, ler é muito importante!

Leopoldo estava cada vez a ficar mais triste com os livros e a certa altura as suas notas começaram a baixar tanto que a mãe resolveu levá-lo a um psicólogo.

O psicólogo observou-o e depois disse que ele estava com uma doença nova chamada “Papirofobia” e para se curar tinha de deixar de ver televisão, jogar jogos de vídeo e começar a ler muito.

No caminho para casa a mãe ralhou com ele e disse-lhe que estava proibido de jogar e de ver televisão. Leopoldo nem queria acreditar nas palavras da mãe porque não tinha jogos e quase não via televisão. O seu quarto estava forrado de estantes cheias de livros e não tinha brinquedos.

Mas a mãe achava que na escola Leopoldo devia passar o tempo a jogar com os jogos dos colegas em vez de estudar.

Então, a partir desse dia, os pais resolveram tomar medidas drásticas, para ver se Leopoldo ficava curado.

Embrulharam a televisão num saco preto do lixo e fecharam-no com três cadeados e todas as manhãs a mãe cobria-lhe os dedos com carvão para ver se ele tinha jogado na escola.

Mas a medida do pai foi ainda pior para Leopoldo. A obrigação deste era ler 100 gramas de livros na primeira semana, duzentas na segunda semana, trezentas na terceira… Esta medida era até ele se curar. A expectativa do pai era que

Leopoldo, antes do Verão, lesse 1 kg de livros por dia.

Depois de iniciado este tratamento de cura para a Papirofobia, Leopoldo passou a dormir mal e tinha muitos pesadelos com os livros. Na escola adormecia nas aulas e chorava com facilidade.

A mãe começou a ficar preocupada com ele, mas o pai achava que no inicio dos tratamentos, os sintomas tendiam a piorar.
Leopoldo estava cada vez mais desesperado e não entendia porque razão era tão importante ler.

Um dia resolver fazer essa pergunta aos pais, mas eles ficaram muito aborrecidos com ele e não lhe conseguiram explicar a importância dos livros.
Certa manhã, Leopoldo decidiu fugir de casa. Na mochila da escola guardou uma camisola, um pijama e alguns bolinhos. Despediu-se dos pais e em vez de fazer o caminho da escola entrou num autocarro e só saiu no fim da linha.

Claro que não sabia onde estava, mas não se incomodou. Entrou num grande armazém, subiu as escadas e dirigiu-se à secção dos artigos desportivos. Aí ficou maravilhado com a quantidade de sapatilhas de cores diferentes.

Depois, com receio de ser visto, resolveu ir para o parque onde havia muitas crianças a brincar.

Sentou-se num banco a comer um bolinho que trazia na mochila até que se sentou junto dele um senhor cego e de muita idade que lhe perguntou o que ele estava a li a fazer.

Leopoldo ficou aflito e disse que não tinha ido à escola porque a professora estava doente.

Então, o senhor disse-lhe que sempre que encontrava uma criança sozinha achava que ela tinha fugido de casa, porque ele um dia também fugiu. Leopoldo ficou mais descansado por ter encontrado alguém que também já tinha fugido e deixou-se ficar.

O cego contou-lhe a história da sua vida, de como ficou cego e que o seu grande desgosto foi não ter conseguido acabar de ler o livro “ O Vagabundo das Estrelas”.

Leopoldo ficou curioso e pediu-lhe para lhe contar a história.

Era uma história muito fascinante e cheia de magia e Leopoldo também ficou com muita curiosidade em saber o final.

Então, resolveram ir a uma livraria e comprar o livro, para que os dois pudessem conhecer o final da história.
Leopoldo tentou ler o livro, mas não conseguiu porque só via formigas a passear pelo livro.

O cego perguntou-lhe se sabia ler e ele disse que sim pois já andava na terceira classe.

Entretanto, passou uma empregada da livraria que ao ver Leopoldo a olhar para o livro disse:
- O seu netinho não consegue ler porque se deve ter esquecido dos óculos em casa.

Leopoldo ficou admirado e disse que não usava óculos e então o cego disse-lhe que tinha de ir a casa dele e explicar aos pais que ele precisava de óculos.
Ao verem Leopoldo, os pais ficaram muito contentes e abraçaram-no com força. Depois o cego explicou-lhes que o filho tinha miopia e por isso não conseguia ler.

Os pais de Leopoldo ficaram muito envergonhados por não terem dado conta e prometeram levar o filho ao médico.

Quando Leopoldo comprou os óculos, pediu aos pais para lhe comprarem o livro “O Vagabundo das Estrelas” e a partir desse dia descobriu o prazer da leitura.

Autor do Livro: Susanna Tamaro

Editora: EDITORIAL PRESENÇA

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