Trabalhos de Estudantes  

Trabalhos de Biologia - 10º Ano

 

Ficha do trabalho:

Observação de Células Eucarióticas

Autores: Ana Filipa Graça

Escola: Escola Secundária de Mem Martins

Data de Publicação: 20/02/2007

Resumo do Trabalho: Trabalho experimental de observação de células eucarióticas, realizado no âmbito da disciplina de Biologia (10º ano). Ver Trab. Completo

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Observação de Células Eucarióticas

Introdução

Este trabalho consiste na observação de células eucarióticas de diferentes organismos vivos, e por consequente, os organitos das mesmas. Para este trabalho ser possível de realizar utilizámos o microscópio, instrumento que permite observar objectos muito pequenos que a olho nu são impossíveis de visualizar. Existem dois tipos de microscópio, o óptico e o electrónico. O utilizado por nós foi o óptico pois o electrónico é muito dispendioso, visto ser muito melhor.

Todos os seres vivos são constituídos por células, sendo esta a unidade fundamental da vida. Existem as células procarióticas que apenas os seres unicelulares possuem, sendo esta, uma célula pouco complexa e de menores proporções que a célula eucariótica, que constitui os seres multicelulares.

 Os seres multicelulares que foram observados no nosso trabalho foram a elódea (alga), cebola, saliva, seres vivos de uma infusão e uma pequena amostra de sangue. Visto terem sido cinco amostras de vida a serem observadas a experiência foi realizada em cinco partes, em cada uma delas, apenas observávamos uma amostra.

Material

. Mcroscópio

. Lâminas

. Lamelas

. Pinça

. Tesoura

. Vidro de Rélogio

. Palito

. Conta gotas

. Água iodada

. Água destilada

. Vermelho-neutro

. Azul-de-metileno

. Material vivo para oberservação (elódea, cebola, saliva, seres de uma infusão, sangue)

Procedimento Experimental

Inicialmente verificámos se no microscópio a menos ampliação estava aplicada, se a platina estava toda para cima e se o diafragma estava aberto.

Depois de verificados os índices anteriores ligámos a ficha eléctrica à corrente para que a fonte luminosa do microscópio começa-se a funcionar.

A. Um tecido clorofilino de uma folha de elódea

1º: Retirámos umas folhas de um ramo de elódea (alga);

2º: Colocámo-las num vidro de relógio juntamente com água destilada e deixámo-las alguns instantes sob uma lâmpada acesa para que ao aquecer os cloroplastos se movimentassem, visto que estes efectuam a fotossíntese;

3º: De seguida colocámos uma folha de elódea na lâmina juntamente com uma gota de água destilada e logo de seguida uma lamela por cima;

4º: Por ultimo observámos ao microscópio os constituintes da célula e retirámos os apontamentos necessários.

B. Um tecido não clorofilino da epiderme das túnicas da cebola

1º: Colocámos sobre duas lâminas, em cada respectivamente, uma gota de água iodada e uma gota de vermelho-neutro pouco concentrado. Estes tiveram o objectivo de corar a célula tornando possível a observação;

2º: Com a ajuda de uma pinça, colocámos o fragmento de cebola na lâmina e de seguida a lamela sobre esta, nas duas;

3º: Observámos as duas preparações ao microscópio.

C. Célula do epitélio lingual

1º: Numa lâmina limpa depositámos uma gota de solução pouco concentrada de azul-de-metileno;

2º: Uma de nós lavou e bochechou com água a boca e com um palito raspou levemente a superfície dorsal da língua;

3º: Colocámos o produto anteriormente obtido sobre a gota de corante localizada na lâmina;

4º: Por fim, cobrimos a lâmina com uma lamela e observámos ao microscópio a preparação.

D. Seres vivos de uma infusão

1º: Com a ajuda de um conta-gotas retirámos uma gota de água de um superficial da infusão;

2º: Colocámos essa gota na lâmina e de seguida a lamela por cima;

3º: Colocámos a ampliação desejada e visualizámos ao microscópio a amostra anteriormente preparada.

E. Sangue

1º: Com uma agulha provocámos uma pequena hemorragia colocando em seguida a gota de sangue obtida numa lâmina e por cima desta uma lamela;

2º: Observámos ao microscópio a preparação.

Resultados

 

Discussão dos resultados

A

Na ampliação 5x15=75, apenas observámos várias riscas expostas paralelamente entre si, as paredes celulares.

Ao aplicar a ampliação 10X15=150, começámos a observar pequenas pintas verdes e as riscas igualmente.

Quando aplicámos a ampliação 40X15=600 já conseguimos observar os cloroplastos em movimento devido à temperatura recebida anteriormente e observámos também um vacúolo que, ao absorver a água obrigou os cloroplastos a se encostarem à parede celular.

B

Com a aplicação da água iodada na lâmina juntamente com a pequena amostra de cebola, não foi possível observar nada, pois a água iodada não estava suficiente concentrada para que fosse possível corar as células.

No entanto na outra preparação já foi possível observar a parede celular, o núcleo, citoplasma e membrana plasmática. Esta observação só foi possível com a aplicação da ampliação 40X15=600.

C

Observámos com a ampliação 40X15=600 pequenas células com um pequeno núcleo no seu interior. Apenas foi possível visualizar duas células, graças à aplicação do corante azul-de-metileno. Identificámos igualmente minúsculas partículas que “flutuavam”, (provavelmente seriam partículas alimentares).

D

Só com a aplicação da ampliação 40X15=600 é que foi possível visualizar diferentes seres vivos que se moviam no citoplasma. Observámos scendesmus, seres verdes, cladophoras, igualmente verdes, e por ultimo colpidium. Em alguns não foi possível visualizar o seu núcleo pois a célula não se encontrava corada, mas sim, quase transparente. Logo podemos afirmar que os corantes são importantes pois permitem uma melhor observação da morfologia das células.

E

Depois de colocada a lâmina na platina, observámos pequenas partículas avermelhadas que estavam muito juntas. Analisamos melhor e podemos visualizar um ou dois glóbulos brancos, pois eram maiores que os outros. Concluímos assim que existe um maior número de glóbulos vermelhos em relação ao número de glóbulos brancos. 

Conclusão

Para estas experiências foram utilizados o microscópio óptico, lâminas, lamelas, pinça, tesoura, vidro de relógio, um palito, água iodada, água destilada, vermelho-neutro, azul-de-metileno, material vivo para observação e um conta gotas.

Os seres multicelulares que visualizámos, foram respectivamente, um tecido clorofilino de uma folha de elódea, um tecido da epiderme de uma cebola, as células do epitélio lingual (saliva), os seres vivos de uma infusão e, para finalizar, uma amostra de sangue.

Na primeira preparação observámos cloroplastos, parede celular e um vacúolo; na segunda, células com núcleos no seu interior mas apenas na preparação com a solução de vermelho-neutro, pois a água iodada não se encontrava muito concentrada e não foi possível a observação de nenhuma célula; na terceira vimos duas células com respectivos núcleos; na quarta observámos diferentes seres vivos, e na quinta e última pudemos identificar algumas partículas avermelhadas e escassos glóbulos brancos.

 Para finalizar, podemos afirmar que a realização deste trabalho, permitiu-nos obter uma melhor noção sobre a constituição das células eucarióticas e também praticar a utilização do microscópio óptico.

Bibliografia

SILVA, Amparo Dias da, et all, Terra, Universo de Vida – 2.ª Parte – Biologia, Porto Editora, Porto, 2004, pp. 35, 36 e 37.

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