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Trabalhos de Educ. Física - 11º Ano

 

Desenvolvimento das Capacidades Motoras

Autores: Ana Borralho, Lúcia Vieira, Melani Porfírio, Patrícia Correia. 

Escola: Escola Secundária Padre António Manuel de Oliveira

Data de Publicação: 29/08/2011

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre o Desenvolvimento das Capacidades Motoras (Resistência, Força, Velocidade, Flexibilidade, Destreza), realizado no âmbito da disciplina de Geologia (11º ano).

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Desenvolvimento das Capacidades Motoras

Introdução

As capacidades motoras são medidas treináveis que constituem pressupostos de rendimento necessários para a aprendizagem e desenvolvimento de toda a actividade física. Estas medidas dependem de factores hereditários e da forma como estes se desenvolvem através do treino. Em relação aos factores genéticos, um bom basquetebolista, por exemplo, mais alto tem maior facilidade em ser um bom jogador comparado com um mais baixo que terá de desenvolver muito mais outras características para fazer frente ao seu adversário. Em relação à velocidade, um atleta mais robusto tem muito mais trabalho pela frente e não conseguirá resultados tão rápidos como um atleta com as características necessárias, menos robusto.

As mais importantes capacidades motoras a considerar para uma boa condição física são as seguintes:

. Resistência;

. Força;

. Velocidade;

. Flexibilidade;

. Destreza.

 Como é do conhecimento de todos, estas capacidades são distintas entre si, assim existe um trabalho diferente para cada uma delas e a facilidade ou dificuldade de atingir o seu objectivo será diferente.

Desenvolvimento das capacidades motoras

As capacidades motoras podem dividir-se, fundamentalmente, em três tipos:

Capacidades Condicionais: que se relacionam com processos de energia, como a Resistência e a Força.

Capacidades Coordenativas: que se relacionam com processos de controlo de movimentos. Como a Reacção Motora, do Equilíbrio e da Coordenação.

Capacidades Coordenativo – Condicionais: são o caso da Flexibilidade, da Destreza e da Velocidade.

Podemos considerar as seguintes capacidades físicas:

Velocidade

É a qualidade física particular do músculo e das coordenadas neuromusculares que permite a execução de uma sucessão rápida de gestos que, no seu encadeamento, constituem uma só e mesma acção, de uma intensidade máxima e de duração breve.

A velocidade pode manifestar-se de várias formas no desporto:

Velocidade de reacção

Esta é a capacidade de reagir a um sinal visual ou até mesmo sonoro, rapidamente.

Velocidade de contracção

Esta depende do grau de coordenação neuromuscular e da condição fisiológica da musculatura e tem a ver com vários aspectos: tipo e dimensão das alavancas muscularmente accionadas, velocidade de reacção motora ao estímulo nervoso, nível de coordenação neuromuscular e condição em que se encontram os músculos solicitados.

Velocidade de execução

Capacidade de executar um gesto motor com a máxima rapidez possível, bastante utilizada no ténis, esgrima ou até mesmo noutros desportos colectivos.

Outras formas de manifestação:

. Velocidade de aceleração;

. Velocidade de resistência;

. Velocidade de repetição.

Figuras 1 e 2

A velocidade depende dos sistemas energéticos e das capacidades coordenativas, que se desenvolvem com a maturidade do sistema nervoso.

Além disso, existem vários tipos de factores que intervêm no desenvolvimento da velocidade:

. Factores fisiológicos;

. Factores bioquímicos;

. Factores psicológicos;

. Factores antropométricos.

Testes de condição física:

1. Velocidade de execuçãorealiza-se uma corrida de 40 metros, no menor tempo possível;

Figura 3

2. Velocidade de repetiçãorealizar-se uma corrida de 150 a 200 metros, no menor tempo possível.

Figura 4

Força

Capacidade de vencer uma resistência através da contracção exercida pelo músculo ou um grupo de músculos.

Existem três tipos de força:

1. Força máxima:

Quando a massa é máxima e a aceleração tende para o mínimo.

2. Força-velocidade ou explosiva:

Quando a massa é pequena e a aceleração tende para o máximo, esta restringe-se à realização de esforços sub-máximos à velocidade máxima possível. Para desenvolver esta área é a realização de saltos a pés juntos ou pé-coxinho.

3. Força-resistência:

Quando a massa e a aceleração na sua relação atingem níveis médios, exemplos de modalidades que se caracterizam pela solicitação da resistência desta força são o judo, a luta greco-romana ou a realização de subidas em bicicleta.

A qualidade da força é determinada pelos seguintes factores:

A estrutura muscular própria:

Quanto maior o volume muscular, mais forte é o músculo.

A temperatura:

A contracção muscular é mais rápida e potente quando a temperatura interna é ligeiramente superior ao normal, pois aumenta a circulação do sangue e facilita as reacções químicas. A temperatura ambiental de muito frio ou muito calor pode prejudicar o trabalho muscular.

O sistema ósseo e articular:

O comprimento dos ossos e a disposição das inserções musculares determinam a capacidade da força.

O nível de treino:

Com o treino melhoram os factores que influenciam decisivamente o nível da força muscular. Esses factores são:

O metabolismo e os “depósitos de combustível”, que permitem que o músculo funcione com a força necessária.

Figura 5

Resistência

É a capacidade física que permite ao corpo suportar um esforço proveniente de exercícios prolongados, durante um o maior tempo possível.

Esta capacidade pode ser:

. Resistência aeróbia;

. Resistência anaeróbia.

Estes dois tipos de resistências dependem da forma como o organismo cria processos para obter e desenvolver a energia necessária para os esforços a exercer.

Resistência aeróbiadesenvolve-se quando o organismo realiza esforços inferiores a 170 pulsações por minuto, verificando-se que o consumo de oxigénio é igual ao que entra nos pulmões. Este equilíbrio tem efeitos no metabolismo das células musculares, onde se produzem reacções químicas que oxidam as proteínas e o glicogénio, transformando tudo isso numa fonte de energia.

Resistência anaeróbicadesenvolve-se quando o organismo realiza esforços superiores a 170 pulsações por minuto, não dispõe de oxigénio suficiente para o esforço a exercer. Por isso, o organismo vai obter energia, destruindo os açúcares que se transformam em ácido láctico, que, por sua vez, vão bloquear as terminações nervosas, conduzindo a descoordenação de movimentos.

Figura 6

Flexibilidade

É a qualidade física que condiciona a capacidade funcional das articulações a movimentarem-se dentro dos limites ideais de determinadas acções. É a amplitude de movimento.

Depende da mobilidade articular, que é a capacidade que uma articulação possui para realizar uma amplitude articular máxima e, elasticidade muscular, que é a capacidade que o músculo possui para contrair-se e alongar-se.

O sexo feminino e as crianças são mais flexíveis. É uma característica corporal pessoal. Deve ser treinada em sessões frequentes e com aquecimento prévio.

Existe alguns factores que intervêm no grau de flexibilidade de cada um, como por exemplo:

Idade – que com o passar do tempo decresce a flexibilidade;

Sexo – pois a estrutura óssea-articular da mulher possui maior flexibilidade que a do homem;

Trabalho habitual – os costumes sedentários diminuem o grau de flexibilidade;

Herança genética – a configuração genética do aparelho locomotor condiciona a amplitude dos movimentos das articulações;

Temperatura – a temperatura adequada contribui para a mobilidade articular e para a contracção alongada dos músculos;

Volume muscular – o excesso de volume delimita a amplitude dos movimentos.

                       Figura 7                                                                              Figura 8

Destreza

A destreza pode ser qualificada quanto à proporcionalidade física ou não, tendo em conta que ainda temos no mesmo grupo, a velocidade, a força, a resistência.

Estratégias para desenvolvimento de destrezas são aquelas que possibilitam o exercício de práticas específicas. Esta desempenha uma função determinante na aprendizagem dos gestos motores e depende fundamentalmente das capacidades coordenativas (precisão, equilíbrio e ritmo). Embora o organismo humano tenha grande capacidade de se adaptar a novas situações, sabe-se que o período óptimo para o desenvolvimento desta capacidade se situa entre ou 8 e os 12 ano de idade.

 A destreza está associada às acções motoras de todas as actividades físicas e desportivas.

Um dos meios mais utilizados é o trabalho em circuito, com a colocação de exercícios muito diferenciados em cada uma das estações, como por exemplo:

. Correr rápido;

. Passagem por cima ou então por baixo de obstáculos;

. Atirar e apanhar objectos;

. Entre outros.

Uma das várias formas de avaliar a destreza é a de efectuar o mais rapidamente possível um percurso com duas linhas que distam 9 metros uma da outra, de forma a transportar 2 objectos (um de cada vez) para a outra extremidade.

Figuras 9 e 10

Conclusão

“ Saúde é um estado completo de Bem-estar Físico, Mental e Social!”

Falar em Saúde, implica falar de desporto, visto a actividade física ter nos dias de hoje repercussões não só no organismo (bem estar físico), na saúde mental, como também no desenvolvimento social do indivíduo.

Assim pode-se concluir que as 5 capacidades físicas/motoras retratadas neste trabalho são fundamentais no nosso quotidiano, na nossa própria saúde e no desempenho das actividades diárias das pessoas.

O desenvolvimento da flexibilidade, da destreza, da resistência, da força e por fim da velocidade só nos beneficia.

Por isso faça muito desporto pois o seu corpo e a sua mente agradeceram!

Bibliografia

Gonçalves, H. , Pacheco, R e Fernandes, S. – “ Educação Física” 10.º/11.º/12.º Anos Ensino Secundário, Didáctica editora,.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Capacidades_motoras;

www.google.pt

www.sapo.pt

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