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Trabalhos de Filosofia - 11º Ano

 

Origem do Conhecimento - Racionalismo

Autores: Tiago Branco

Escola: Escola secundária de Tábua

Data de Publicação: 27/08/2011

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre a Origem do Conhecimento - O Racionalismo, realizado no âmbito da disciplina de Filosofia (11º ano).

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Origem do Conhecimento - Racionalismo

1. ORIGEM DO CONHECIMENTO

O acto de questionar acerca do conhecimento é quase tão antigo como a própria Filosofia.

Já Platão e Aristóteles dedicaram grande parte da sua reflexão ás questões do conhecimento, mas só na época moderna, nos séculos XVII e XVIII, que filósofos como Decartes, Jonh Locke, David Hume e Kant elegeram a teoria do conhecimento ou gnosiológica como uma das áreas fundamentais da Filosofia.

No que toca, especificamente, à origem do conhecimento surgem perguntas como: “Qual é, realmente, a origem do conhecimento?”, “Será que o conhecimento provém unicamente da experiência?”, “Será que o conhecimento tem origem na razão?”, “Ou provirá de ambas as fontes, mas com diferentes graus de verdade?”.

Numa tentativa de responder a essas perguntas surgiram duas correntes filosóficas – o empirismo e o racionalismo - este último será o tema deste trabalho.

2. RACIONALISMO

O racionalismo considera a razão a fonte principal e verdadeira do conhecimento. O conhecimento seguro é aquele que se encontra através da razão independentemente da experiência sensível.

Este conhecimento é logicamente necessário, porque apenas pode ser interpretado de uma única forma, caso contrário estaríamos em contradição. É também universalmente válido pois o seu valor é constante em todo o lado para toda a Humanidade.

Este tipo de conhecimento é dado pela ciência formal, Matemática, que nos obriga à sua aceitação com risco de entrar em contradição lógica.

Os racionalistas consideram a existência do conhecimento empírico - aquele que depende da experiência – mas este não pode ser considerado verdadeiro pois não se concilia com a necessidade racional.

2.1. RACIONALISMO DE PLATÃO

3. RACIONALISMO DOGMÁTICO

3.1. MÉTODO

O método utilizado no racionalismo dogmático é inspirado na matemática, uma vez que as suas proposições têm uma origem exclusivamente racional.

As quatro regras que integram o método são:

A. A evidência, nunca aceitar qualquer coisa como totalmente verdadeira.

B. A análise, simplificar cada problema para que fosse possível uma mais fácil resolução.

C. A síntese, estabelecer uma ordem crescente de complexidade, permitindo alcançar o conhecimento mais complexo

D. A enumeração, revisão geral e completa para a certificação de que nada era omitido.

Estas regras permitirão guiar a razão orientando devidamente as operações fundamentais do espírito:

A intuição, apreensão directa e imediata de noções simples, evidentes e indubitáveis.

A dedução, encadeamento das intuições, para que através dos princípios evidentes se pudesse cegar a consequências necessárias.

3.2. DÚVIDA

A dúvida é um momento fundamental, no método. Através dela, rejeitaremos tudo aquilo que levantar a mínima suspeita de incerteza, excepto as verdades ligadas à fé e ao sobrenatural, que não estão sujeitas a esta.

A dúvida é posta ao serviço da verdade, no processo de procura dos princípios fundamentais e indubitáveis.

A dúvida é justificada por:

A. Preconceitos e juízos precipitados formulados na infância.

B. O carácter enganador dos sentidos.

C. Não existir um critério que permite distinguir o sonho da vigília.

D. A possibilidade de erro na formulação das demonstrações matemáticas.

E. A existência de um deus enganar ou um génio maligno que nos engana no que toca a verdade, levando a que estejamos sempre enganado a respeito das verdade, das demonstrações matemática e da existência das coisas. 

Assim, a dúvida é uma suspensão do juízo e tem uma função catártica, pois liberta-nos dos erros que perturbam o processo de busca da verdade. Sendo um exercício voluntário permite a eliminação de preconceitos e opiniões erradas. É fulcral para a obtenção de princípios evidentes e universais.

3.3. COGITO

Sendo um acto livre, a dúvida leva-nos a uma verdade incontestável, a afirmação da minha existência, enquanto for um ser que pensa e dúvida não deixo de existir.

A afirmação, “Penso, logo existo”, obtida por intuição, tem uma certeza inabalável, é deste modo, o paradigma de todas as afirmações verdadeiras.

A verdade consiste na evidência, isto é, na clareza e distinção das ideias. Um conhecimento é evidente quando as ideias são conhecidas por todas e estão separadas umas em relação às outras.

A detenção intuitiva da existência mostra-nos como esta é inseparável do próprio pensamento. A natureza do sujeito é o pensamento.

O pensamento é toda a actividade consciente e é equivalente à alma, que é conhecida antes de tudo e de uma forma bastante simples.

3.4. EXISTÊNCIA DE DEUS

Não é possível alcançar a fundamentação do conhecimento sem se descobrir o que se encontra na base do pensamento e na origem do sujeito pensante.

Numa das ideias inatas encontra-se a noção de um ser omnisciente, omnipotente e perfeito. Este é o ponto de partida para a investigação da existência de um ser divino

3.5. ERRO E AS TRÊS SUBSTÂNCIAS

4. CONCLUSÃO

Descartes utilizou um método que lhe permitiu sustentar o conhecimento humano. As ideias verdadeiras são claras e distintas e opõem-se àquelas que apreendemos através dos sentidos.

Os princípios ou fundamentos do conhecimento, resumem-se a três verdades essenciais:

A. A existência do pensamento;

B. A existência de Deus;

C. A existência de corpos extensos.

Contudo, Deus é o principal fundamento de toda a realidade. Deus não é responsável pelos nossos erros, estes são causados pelo mau uso da liberdade, e é Ele que valida o conhecimento.

Em conclusão, ao considerar que a razão nos permitia alcançar a certeza e a verdade, mesmo apoiando-se em argumentos metafísicos, formulou uma teoria racionalista que se opõem ao cepticismo de David Hume.

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