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Trabalhos de Filosofia - 11º Ano

 

Alterações Climáticas

Autores: Ana Filipa Freitas de Oliveira

Escola: Escola Secundária José Régio - Vila do Conde

Data de Publicação: 20/06/2009

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre as Alterações Climáticas, realizado no âmbito da disciplina de Filosofia (11º ano). Ver Trabalho Completo

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Alterações Climáticas

Introdução

Este trabalho tem por base o tema Alterações Climáticas. Deste modo, procurei aprofundar os meus conhecimentos sobre o mesmo. Para tal procurei investigar em que consistia o protocolo de Quioto e de que forma este influencia ou influenciará a forma de agir das pessoas na preservação e protecção do meio ambiente.

Fui também procurar as causas e as consequências destas alterações climáticas. Posteriormente exemplificarei algumas das catástrofes naturais como consequência directa destas alterações climatéricas.

Este trabalho elucidou-me o quanto prejudicamos e contribuímos para o agravamento climatérico do Mundo.

História de vida das alterações climáticas

As alterações climáticas têm vindo a ocupar uma importância crescente no elenco dos grandes problemas globais enfrentados pela Humanidade. Um dos argumentos utilizados durante muitos anos para nada fazer em matéria de alterações climáticas era a incerteza relativamente aos resultados da investigação científica. O clima é um sistema muito complexo e havia muitos cientistas que suscitavam dúvidas sobre a possibilidade do homem ser responsável pelas mutações climáticas. Também havia muita incerteza relativamente aos efeitos das alterações climáticas ao longo do tempo, bem como da distribuição regional dos impactes. Finalmente, as análises de custo e benefício desenvolvidas por economistas consagrados apontavam no sentido de que os custos de mitigação eram excessivamente altos e os benefícios líquidos associados às políticas públicas de redução do CO2 seriam provavelmente negativos. Estes resultados constituíam uma justificação conveniente para nada ser feito em matéria de políticas de mitigação.

Tudo isto mudou nos últimos anos, assistindo-se à generalizada aceitação das bases científicas que sustentam a importância da acção do Homem na mudança climática. Com efeito, existe hoje uma dupla constatação

 Primeiro, a comprovação científica, cada vez mais consensual na comunidade científica, de que o clima está a mudar e que o Homem é responsável pelo aquecimento global. Segundo, se nada for feito corre-se o risco da atmosfera do nosso planeta ultrapassar irreversivelmente um valor acumulado de GEE que constituirá uma espécie de “limite de sustentabilidade” da actividade humana no nosso planeta e para lá do qual se perfilam alterações climáticas com um impacto catastrófico na Humanidade.

O mais recente contributo para a percepção geral desta questão pelas elites dirigentes foi a publicação do relatório de Nicholas Stern, feito em 2006 para o Governo inglês, e que marcou uma mudança no debate económico e nos seus reflexos sobre as políticas públicas. Nicholas Stern afirma que, se nada for feito, corremos o risco de suportar penalizações correspondentes a cerca de 20% do PIB até 2050. Como contraponto daquela opção e para evitar a catástrofe propõe que apliquem políticas de mitigação com um custo equivalente a 1% do PIB. Também a opinião pública foi fortemente influenciada no sentido do desenvolvimento de acções orientadas para o controlo da alteração climática pela campanha de Al Gore, sob a epígrafe de “Uma verdade inconveniente”, consagrada com a atribuição do Nobel da Paz.

A importância global do problema levou as Nações Unidas a criar um fórum (IPCC – Intergovernamnetal Panel on Climate Change) que pudesse ir monitorizando a evolução da situação e, simultaneamente, formular recomendações para os decisores políticos. O mais recente relatório veio reforçar algumas das preocupações já afloradas em anteriores edições. Muito particularmente, pode esperar-se uma distribuição regional dos impactos bastante desigual. Assim, os países ricos, com cerca de 15% da população mundial, que são os maiores responsáveis pelas emissões de GEE (cerca de 50% do total anual) mas, até ao momento, serão pouco afectados pelas suas consequências ambientais, enquanto os países pobres, sem grandes responsabilidades nas emissões são, já hoje, e mais fortemente no futuro, profunda e tragicamente afectados pelas suas consequências. A par dos pobres, as gerações futuras, que não votam e, por isso mesmo, tendem a ser ignoradas pelos decisores políticos, são a outra vítima inquestionável das alterações climáticas.

Estes novos dados, genericamente aceites hoje, mas muito contestados no passado recente, confirmam completamente a justeza, o realismo e a adequação do Protocolo de Quioto e a necessidade de lhe encontrar um sucedâneo.

Protocolo de Quioto: uma resposta parcial a um problema geral

O Protocolo de Quioto foi, claramente, uma iniciativa visionária e portadora de futuro. Contudo, apesar do seu simbolismo, que deve ser claramente realçado, temos também que reconhecer que não teve os resultados práticos que se ambicionava.

Pontos positivos:

. O primeiro acordo mundial para a redução das emissões de CO2;

. Impacto na opinião pública;

. Sensibilização para o problema;

. Introdução de mecanismos de mercados na sua aplicação;

. Criação de oportunidades para a redução de emissões.

Pontos Negativos:

. Rejeição pelos EUA, Austrália, China e Índia;

. Ausência de mudanças nas políticas dos países em desenvolvimento (responsáveis pelo aumento de emissões em 75%, nos próximos 25 anos);

. Não há evidência de alterações de comportamento da população relativamente à redução dos consumos energéticos e emissões de CO2;

. Objectivos vinculativos para os governos que não são os donos das empresas nem do sistema económico;

. Dúvidas sobre a eficácia da visão europeia.

É, pois, necessário haver uma visão a longo prazo que permita corrigir os aspectos menos positivos que foram identificados em Quioto.

Há,  hoje, um amplo consenso de que é necessário reduzir as emissões de CO2 mas sérias divergências sobre com se deve repartir o esforço (o chamado “burden share”)

Nesta linha de pensamento parece-nos que o Mandato de Bali abre uma renovada janela de oportunidade que configura expectativas moderadamente optimistas em relação a um futuro Acordo Pós-Quioto.

Afinal o que é a Natureza?

A expressão Natureza (do latim: natura, naturam, naturea ou naturae) aplica-se a tudo aquilo que tem como característica fundamental o facto de ser natural, ou seja, envolve todo o ambiente existente que não teve intervenção antrópica, (Intervenção humana).

Dessa noção da palavra, surge o seu significado mais amplo: a Natureza corresponde ao mundo material e, em extensão, ao Universo físico: toda sua matéria e energia, inseridas num processo dinâmico que lhes é próprio e cujo funcionamento segue regras próprias (estudadas pelas ciências naturais).

Alterações Climáticas: Causas e Consequências

As alterações climáticas são fenómenos naturais que ocorrem desde a formação da Terra. No entanto, no último século estas têm sido mais pronunciadas e preocupantes, levando a comunidade científica mundial a dar prioridade ao estudo deste fenómeno.

Causas

As causas para o aumento da temperatura relacionam-se com os chamados gases com efeito de estufa (GEE). Os GEE, como o dióxido de carbono, o metano ou o óxido nitroso, retêm a radiação infravermelha emitida pela superfície da terra, impedindo que parte desta seja libertada para o espaço. Só este processo permite a vida na Terra, impedindo que esta se torne demasiado fria, o aumento da libertação de GEE, resultante das actividades humanas (principalmente actividades industriais e transportes), origina o aumento da temperatura da troposfera.

As reduções acordadas no protocolo de Quioto incidiam sobre:

- Dióxido de carbono (CO2)

- Metano (CH4)

- Óxido nitroso (N2O)

- Hidrofluorcarbonetos (HFCs)

- Hidrocarbonetos perfluorados (PFCs)

- Hexafluoreto de enxofre(SF6)

Os níveis de referência adoptados foram os de 1990 e as reduções representavam, em média, 5%; a União Europeia, negociando em bloco, comprometia-se a uma redução de 8%.

No Protocolo de Quioto, uma forma inteiramente inovadora é preconizada para promover uma redução significativa dos GEE – as transacções comerciais entre países - sob três formas: comércio de emissões, implementação conjunta e mecanismos de desenvolvimento limpo, este último só para depois de 2008. O princípio é apostar numa redução que seja economicamente vantajosa, pois desta forma será mais efectiva e realista.

A implementação do Protocolo ficou condicionada à ratificação por 55 países que detivessem em conjunto 55% da cota de emissões globais. Na prática, os EUA, que nesta matéria defendiam posições muito diferentes das da UE, ficaram com o poder de voto.

Desflorestação

O que é?

O processo de Desflorestação consiste na remoção, em larga escala, de grandes porções de floresta, anterior à sua substituição por outras utilizações do solo. Em bom português se pode descrever como o abate de árvores com vista a utilizar o solo por elas ocupado para outros fins, economicamente mais rentáveis do que ter um conjunto de seres vivos que controlam os ciclos de água do solo e a reciclagem do ar, com produção de oxigénio. É devido a esta forma materialista de pensar que a Desflorestação foi durante muitos anos vista como impulsionadora do desenvolvimento da economia de um país, visto que com ela se liquida o "capital" de uma floresta, abrindo caminho para outras formas de lucro, como a produção de comida, matéria-prima, energia ou construção de infra-estruturas.

Segundo as estatísticas, 17 milhões de hectares (170000km² - uma área superior à da Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, quando combinada) de floresta são destruídos anualmente.

A Desflorestação deve ser distinguida da degradação florestal, que consiste na redução da qualidade das florestas, que se lhe encontra associada. Juntas, têm resultados devastadores: erosão dos solos e destabilização das bacias hidrográficas, resultando em secas e inundações. A Desflorestação das florestas tropicais resulta também na redução da biodiversidade e, visto que as florestas desempenham um importante papel na remoção do Dióxido de Carbono, a Desflorestação resulta ainda no aumento do efeito de estufa.

Modos de Desflorestação

. A Desflorestação por abate e queima (slash & burn);

. A desflorestação para colheita de madeira;

. A "libertação" dos solos para agricultura instalada;

. A "libertação" para plantação de florestas mais produtivas;

. O desimpedimento para pastagens;

. O abate para madeira combustível (carvão vegetal);

. O desimpedimento de vastas áreas para colonização, mineração e exploração de óleo;

. O desimpedimento de áreas para construção de estradas e barragens.

Algumas das consequências da desflorestação

. Redução da biodiversidade

. Desaparecimento de culturas

. Infertilidade do solo

. Redução dos níveis de evaporaçãoàDiminuição da taxa de pluviosidadeà Secura e esterilidade dos solosàDESERTIFICAÇÃO

. Descontrolo do clima

. Diminuição de oxigénio; aumento de dióxido de carbono

Esquema - Do Abate das árvores à desertificação

Catástrofes naturais

Um desastre natural é uma catástrofe que ocorre quando um evento físico perigoso (tal como uma erupção vulcânica, um terramoto, furacão, etc.) provoca uma grande destruição material, perdas de vida humanas e alterações na superfície terrestre. Em áreas de vazios humanos estes fenómenos naturais não resultam em desastres humanitários. São os países subdesenvolvidos os mais afectados, infelizmente.

Embora muitas catástrofes naturais sejam provocadas pela dinâmica interna da terra, a maioria está associada a condições atmosféricas específicas. A frequência deste tipo de fenómenos está a aumentar e muitos cientistas afirmam que isso deve-se às alterações climáticas provocadas em parte pela acção humana. 

A extensão dos danos nas propriedades ou o número de vítimas que resulta de um desastre natural depende da capacidade da população resistir ao desastre e da intensidade do mesmo.    

Em 2000, as Nações Unidas lançaram a Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (ISDR) para dirigir-se às causas claras da vulnerabilidade e para construir comunidades resistentes a desastres naturais promovendo o aumento na consciência das pessoas para a importância da redução deste tipo de calamidades. As Nações Unidas pretendem conseguir atingir um desenvolvimento que reduza as perdas humanas, sociais, económicas e ambientais.

Quais são as catástrofes naturais que mais assolam o nosso planeta?

Cheias ou inundações

As inundações e as tempestades foram as catástrofes naturais mais frequentes no ano passado, matando perto de 22 mil pessoas.

Origem:

Este tipo de catástrofes acontecem quando a água dos rios transborda ou o mar invade a terra.

Impactos:

Causam grande destruição, com elevados prejuízos materiais, além da perda de vidas. Porém, tem efeitos positivos para muitas regiões agrícolas.

Modos de prevenção das cheias e diminuição dos seus efeitos:

- Planear a ocupação das bacias hidrográficas;

- Limpar e desobstruir os leitos de cheia e desassorear a foz dos rios com regularidade;

- Construir barragens;

- Proteger as margens dos rios com diques, canais e a foz contra as invasões do mar;

- Reflorestar as áreas onde o escoamento superficial é mais intenso.

Furacões

Origem:

Estas catástrofes que começam no mar e causam grandes prejuízos em terra. São enormes sistemas de baixas pressões em que o ar ascende violentamente em espiral, em torno de um centro calmo «o olho do furacão». Formam-se ventos que podem atingir 300 km/h e nuvens de grande desenvolvimento vertical.

Impactos:

Quando chegam a terra, arrasam extensas áreas e causam graves inundações, pois produzem chuvas que, normalmente, são acompanhadas de uma onda gigante, capaz de avançar muito para o interior dos continentes. Sobre a terra, desaparecem gradualmente devido à falta de humidade. As áreas mais afectadas pelos furacões localizam-se entre as latitudes de 5º a 25º Norte e Sul.  

Modos de prevenção:

-Construir estruturas que resistam às condições extremas de um furacão;

-Avisar a população antes da tempestade invadir a terra.

Secas prolongadas

Origem:

Ao contrário das inundações, as secas caracterizam-se por valores de precipitação anormalmente baixos, durante um período de tempo mais ou menos prolongado, instalando-se gradualmente numa região.

Impactos:

As secas podem durar vários anos, com efeitos devastadores na agricultura. Quando a seca é prolongada, os solos degradam-se, ficam ressequidos e poeirentos, sendo facilmente arrastados pelo vento.

A vegetação também vai desaparecendo, assim se vai contribuindo para o avanço da desertificação.

Vagas de calor e frio

Origem:

Encontra-se nas alterações da temperatura para valores fora de comum, tanto altos como muito baixos:

-Vagas de calor – temperaturas bastante mais elevadas do que o habitual;

-Vagas de frio – temperaturas bastante mais baixas do que o habitual.

Impactos:

O calor e o frio excessivo podem ter consequências graves para a vida humana, sobretudo quando nos referimos aos idosos e às crianças, pois exigem adaptações rápidas e capacidade de resistência do nosso organismo.

As vagas de calor e frio também têm impactos na agricultura, podendo destruir completamente as colheitas.

 

Esquema 2 – Da vaga de calor ao efeito de estufa

As vagas de calor provocam incêndios, facilitando a propagação dos mesmos, pois a vegetação seca arde mais rapidamente. As vagas de frio associam-se, normalmente a tempestades de chuva gelada que cobrem os solos, tornam as estradas perigosas e queimam as plantas.

Avalanches

A beleza da neve é muito atractiva e leva milhares de pessoas, todos os anos, às estâncias de turismo nas montanhas. Mas estas aventuras podem tornar-se perigosas e até mortíferas, sobretudo quando se formam avalanches.

Origem:

As avalanches formam-se através dos deslizamentos de neve instável, numa vertente íngreme. Um pequeno movimento ou ruído pode soltar uma placa de neve que começa a rolar arrastando atrás de si uma quantidade cada vez maior de neve, até embater numa área mais baixa.

Impactos:

A neve arrasta consigo pedaços de terra e rocha e forma um vento muito forte que pode arrancar árvores e telhados. Quando as avalanchas acontecem em áreas habitadas, transformam-se em catástrofes, causando enormes danos materiais e tirando vidas.

Sismos e vulcões

Origem:

No interior da terra existe uma intensa actividade que, se faz sentir à superfície, através de movimentos da crosta terrestre, que podem ser quase imperceptíveis. Os sismos e as erupções vulcânicas são mais frequentes nos limites das placas tectónicas, havendo algumas regiões que se destacam pela magnitude deste tipo de catástrofe.

Impactos:

Os sismos e os vulcões podem causar danos, tanto materiais como humanos, provocando também alterações na configuração da superfície terrestre. Os vulcões provocam ainda, uma intensa poluição atmosférica com o fumo e as poeiras que libertam, chegando a formar-se nuvens que cobrem extensas áreas.

Modos de prevenção:

- Observações regulares;

- Cumprimento de regras de construção dos edifícios e das infra – estruturas, de modo a que resistam melhor aos abalos provocados pelos sismos;

- Construção de infra – estruturas que possam conter e dirigir as torrentes de lava; 

- Divulgação dos procedimentos correctos a adoptar pela população, em caso deste tipo de catástrofe.

Conclusão

Torna-se cada vez mais urgente a divulgação e prevenção do meio ambiente. É necessário pôr em prática o protocolo de Quioto para que as gerações futuras tenham uma boa qualidade de vida. Este trabalho permitiu-me aprofundar os meus parcos conhecimentos sobre este tema.

Espero que todos tenhamos consciência das medidas a adoptar para uma melhor qualidade de vida e do ambiente.

Bibliografia

Texto:

- www.wikipedia.com

- www.sapo.pt

- www.greenpeace.pt

- www.icn.pt

Imagens:

- www.altavista.pt

- www.google.pt

 

 

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