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Trabalhos de História - 12º Ano

 

Primeira Guerra Mundial

Autores: Rafael Marques

Escola: [Escola não identificada]

Data de Publicação: 14/03/2009

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre a Primeira Guerra Mundia, realizado no âmbito da disciplina de História (12º ano).

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Primeira Guerra Mundial

Introdução

Voltemos atrás no tempo para o século XX... mais precisamente, na década de 1910. Foi nessa década que aconteceu esta terrível e desastrosa guerra mundial, onde entraram países de diferentes continentes. Tudo por causa de um simples atentado que agravou as rivalidades entre os países. Esta guerra demorou quatro anos, e foram quatro anos de muito prejuízo. Então preparem-se... contra os canhões, marchar, marchar!

 

Fig. 1 – Soldados saindo da trincheira

A Conferência de Berlim

A Conferência de Berlim foi realizada entre 15 de Novembro e 26 de Fevereiro, que consistiu na divisão colonial de África pelos países Europeus.

Este congresso foi organizado por Chanceller Bismarck, da Alemanha. Nesta conferência participou Portugal, Alemanha, Inglaterra, França, Espanha, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos da América, Suécia, Áustria-Hungria e o Império Otomano.

 

Fig. 2 – Otto von Bismark

A Inglaterra ficou com grande parte dos territórios, no Norte e Sul de África. França foi o segundo mais beneficiado em territórios, principalmente no Norte. A Alemanha não ganhou tantos territórios como queria (o que também contribuiu para a 2º Guerra Mundial). Os principais territórios que Portugal ganhou foram Angola e Moçambique. Espanha ganhou ainda menos territórios.

Portugal decidiu ligar Angola e Moçambique para aumentar o seu território africano (mapa cor-de-rosa).

Ao saberem desta ideia, os ingleses ficaram furiosos (pois também tinham interesse nessa área) e enviaram um ultimato a Portugal a ordenar que eles renunciassem a esse território, ameaçando o uso da força militar e o corte de relações diplomáticas. Portugal desistiu desta ideia porque não tinha recursos suficientes para aguentar uma guerra contra Inglaterra.

 

Fig. 3 – Mapa de África Colonial em 1913

Esta divisão influenciou a pobreza de África na segunda metade do século XX e adiante.

Rivalidades económicas europeias

Nos inícios do século XX a Europa detinha a supremacia mundial, mas havia grandes contrastes económicos e políticos entre os seus países, o que levava a fortes rivalidades entre estes, principalmente devido à partilha de África durante a Conferência de Berlim, às concorrências económicas sobre terras, indústria e comércio e ao passado nacional que incluía diversos conflitos.

Sobre os conflitos do século XX, alguns países queriam o que os outros lhes devolvessem terras ou queriam tornar-se independentes. E assim as rivalidades foram aumentando até que chegaram ao ponto da paz armada, na qual foram formadas duas alianças militares: a Tríplice Aliança (entre a Alemanha, a Aústria-Hungtia e a Itália) e a Tríplice Entente (entre a Inglaterra, a França e a Rússia). No entanto, em 1915 a Itália juntou-se à Tríplice Entente, o que aumentou um pouco o seu poder. Contudo a Alemanha tinha um grande poder militar e rapidamente declarou guerra a alguns países que ajudavam os inimigos desta. Estava prestes a começar uma grande guerra...

O Atentado de Sarajevo e o início do conflito

 

Fig. 4 – Cartaz para recrutar soldados

Em 28 de Junho de 1914, o herdeiro ao trono austro-húngaro foi morto por um estudante sérvio, durante a sua visita a Sarajevo, na Bósnia (daí o nome “Atentado de Sarajevo”). Foi este pequeno conflito que fez as alianças começarem a 1º Guerra Mundial, começando por diversas declarações de guerra, principalmente da Alemanha, que aproveitou por tentar fazer algumas conquistas, o que fez Portugal e outros países entrarem na guerra.

Durante esta guerra dois blocos confrontaram-se: Os Aliados e as Potências Centrais.

 

Fig. 5 – Países aliados e potências centrais

As colónias dos países europeus foram arrastadas para a guerra, por isso vários países sofreram grandes perdas, mas estas verificaram-se principalmente na Europa.

Foi também realizada uma política de bloqueio naval, a qual prejudicava o comércio entre vários países.     

As novas armas, transportes e estratégias utilizadas 

Durante a 1ª Guerra Mundial foram utilizados pela primeira vez novos tipos de transportes e de armas.

Quanto aos transportes, foram utilizados os tanques, os submarinos, os aviões e automóveis para o transporte dos soldados. Quanto às armas, foram utilizadas as metralhadoras, os canhões, gases asfixiantes (os quais podiam ser evitados através das máscaras de gás) e alguns novos explosivos.

 

Fig. 6 – Avião de reconhecimento britânico

Também foram utilizados alguns novos aparelhos úteis, tais como o telégrafo e o telefone, os quais serviam para a comunicação dos soldados.

Os diferentes sectores foram desenvolvidos para ajudar nas inúmeras despesas militares.

 

Fig. 7 - Máscara de gás

E além disso foram usadas algumas línguas globais para facilitar a comunicação entre os países aliados.

Esta guerra foi dividida em 3 fases: a guerra dos movimentos (de 1914 a 1915), a guerra das trincheiras, provavelmente a mais famosa (de 1915 a 1917) e o retorno à guerra dos movimentos (de 1917 a 1918).

O Tratado de Versalhes e a Sociedade das Nações

A 1ª Guerra Mundial terminou finalmente em 1918.

Os países que saíram vitoriosos reuniram-se em Paris onde foi assinado o Tratado de Versalhes. Este tratado representava-se pelas seguintes decisões:

. Os Alemães tinha de se livrar de parte dos seus territórios, e devolver alguns a aos países (por exemplo, a Alsácia-Lorena à França);

. Os Alemães tinham também de pagar grandes indemnizações aos países vencedores (como se as vidas humanas valessem dinheiro);

A Alemanha recebeu estas decisões como uma grande humilhação, o que foi uma das razões para o início da 2ª Guerra Mundial (esses alemães não aprendem).

 

Fig. 8 – Assinatura do tratado no palácio de Versalhes

 

Fig. 9 – As assinaturas do tratado

Com este tratado, vieram outros tratados que deram independência a vários países e a separação de alguns estados (ou seja, faziam novos países desmembrando alguns estados europeus). Também nasceu uma nova democracia em que o novo soberano era o Parlamento, o qual tomava as decisões políticas no país.

Para impedir um novo conflito na Europa como a 1º Guerra Mundial, foi criada a SDN (Sociedade das Nações), a qual tinha como objectivo garantir a paz entre os estados europeus, organizando um desarmamento geral e tentando desenvolver a cooperação económica e social.

Entrevista a um Soldado

Rafael: Bem vindos ao nosso programa, estamos aqui para entrevistar José Mendes, um soldado português sobrevivente que participou na 1ª Guerra Mundial. Boa tarde, senhor Mendes.

José: Boa tarde!

Rafael: Muito bem, comecemos. Na sua opinião, qual foi o país que teve mais culpa na causa da 1ª Guerra Mundial?

José: A Alemanha, claro. Os alemães aproveitaram-se da ajuda dos seus aliados para começarem a conquistar países, o que levou a grandes confrontos.

Rafael: E qual acha que foi a principal razão para Portugal entrar na guerra?

José: Penso que foi a ajuda dos países aliados mais poderosos para defenderem as suas colónias.

Rafael: Você entrou na guerra a gosto?

José: Claro que não, não gosto lá muito de violência. Mas tinha de defender a Pátria, compreende...

Rafael: Sim, sim. Que armas você usou na guerra?

José: Eu levava sempre comigo uma espingarda, e de vez em quando uma metralhadora e bombas.

Rafael: E que transporte você costumava usar?

José: Um avião, em conjunto com o meu colega Patrício Rogério, e também cheguei a usar um tanque de guerra.

Rafael: Por favor descreva-nos a sua vida durante a Guerra das Trincheiras.

José: A Guerra das Trincheiras... na minha opinião e de muitos outros essa foi a pior das fases. Eu e os outros soldados tínhamos de viver numas trincheiras, com uma alimentação pobre, para nos escondermos dos tiros dos inimigos. Mas em 1917 regressamos finalmente à Guerra dos Movimentos.

Rafael: Acha que foi justo o que foi decidido no Tratado de Versalhes?

José: Mais ou menos... por um lado a Alemanha teve praticamente toda a culpa pelo início da guerra à escala mundial, mas ela não foi o único país a fazer estragos.

Rafael: Obrigado pela sua atenção. Então boa noite.

 

Fig. 10 – Soldados portugueses

Conclusão

Pois é, foi uma guerra muito catastrófica... Mas penso que não foi das maiores guerras da história, acho que já ouvi falar de umas que demoraram mais tempo.

Concluindo, com este trabalho aprendi como a 1º Guerra Mundial foi bastante catastrófica para vários países e ainda fiquei um bocado virado contra os alemães (afinal eles foram os maiores causadores das duas grandes guerras).

Por favor, peço-vos, tentem tolerarem um pouco cada pessoa para não acontecer outra grande guerra.

Bibliografia

. MAIA, Cristina, BRANDÃO, Isabel, “VIVA A HISTÓRIA!” (História 9º ano), Porto Editora, 2008

. http://pt.wikipedia.org/wiki/Confer%C3%AAncia_de_Berlim

. http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#Tecnologia

. http://www.arqnet.pt/portal/portugal/grandeguerra/pgm1916.html

. http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com/2008/11/corpo-expedicionrio-portugus-no-flickr.html

. ADAMS, Simon, World War I, Dorling Kindersley, Londres, 2001

 

 

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