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Crescimento e Desenvolvimento Económico

Autores: Ana Pais, Leila Costa

Escola: [Escola não identificada]

Data de Publicação: 13/09/2011

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre o Crescimento e Desenvolvimento Económico de diversos países, realizado no âmbito da disciplina de Economia (11º ano) do curso técnico de Serviços Jurídicos.

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Crescimento e Desenvolvimento Económico

Introdução

O tema que será abordado neste trabalho é referente ao Crescimento e Desenvolvimento económico de diversos países.

Falamos em Crescimento, quando se pretende descrever um fenómeno que traduz o aumento da riqueza produzida por um determinado país, ou determinada região ao longo de um dado período de tempo. Diferenciando-se assim do Desenvolvimento, uma vez que este, se trata de um fenómeno de cariz social, total, centrado no bem-estar das populações, incluindo as transformações estruturais ocorridas a nível económico, social, político, cultural, ambiental, etc.

Desta forma, para a realização deste trabalho é necessário focar maior atenção no Desenvolvimento, pois por opção dos elementos do grupo, neste tema são abordados indicadores que dizem respeito a este fenómeno, pelo facto de ser um fenómeno multidimensional e de utilizar uma pluralidade de indicadores pois, só deverá ser interpretado na sua globalidade.

Os indicadores económicos tratam-se pois de instrumentos que têm por propósito fins estatísticos, sendo realmente indispensáveis aos economistas, uma vez que traduzem médias e permitem efectuar a comparação entre diversos países em termos económicos, apesar de também possuírem algumas limitações.

Com isto, podemos identificar indicadores simples e indicadores compostos. Então, quanto aos indicadores simples podem ser diferenciados em indicadores económicos, políticos, socioculturais e demográficos.

Quanto aos indicadores compostos, referem-se ao Índice de desenvolvimento humano, índice do desenvolvimento quanto ao género, índice de equidade do género, índice de pobreza humana para os países desenvolvidos e para os países subdesenvolvidos entre outros.

Para concluir, com a resolução da tarefa proposta pelo professor, será possível verificar as alterações, modificações que são notórias, comparativamente a distintos países ao longo de diferentes períodos de tempo, para de forma mais compreensível interpretar possíveis impulsionadores ou consequências que possam contribuir para as alterações que vão surgindo a nível do desenvolvimento em vários países.Assim, para a sua realização serão utilizados três países referentes a países desenvolvidos, que são países que conseguiram um alto índice de industrialização, e que desfrutam de um alto padrão de vida, possível graças à riqueza e à tecnologia, esta que tem um papel fundamental no nível de desenvolvimento de determinado país. Estes diferenciam-se dos subdesenvolvidos porque os seus habitantes possuem uma melhor qualidade de vida, utilizam os seus recursos de tal forma que sejam suficientes para atender às necessidades do país, a qualidade dos seus produtos manufacturados é elevada, têm ordem econômica, os serviços são bem distribuídos no país e entre as pessoas e, acima de tudo, a população trabalha de forma totalmente e eficaz.

Por outro lado, contrapõe-se o conceito de países em vias de desenvolvimento que traduz a classificação que é habitualmente atribuída a países que ainda não atingiram um estado de desenvolvimento sólido, como têm os países ditos desenvolvidos. Trata-se, portanto, de países ainda economicamente ‘’atrasados’’, embora não devam ser confundidos com os países do chamado Terceiro Mundo.
Muitas vezes, é um traço característico dos países em vias de desenvolvimento a existência de elevadas dívidas externas, importantes fugas de capitais para os países desenvolvidos, despesas militares excessivas, sobrevalorização da moeda nacional, forte peso da agricultura no total da economia, processos de industrialização fracos, baixo rendimento per capita, estrutura demográfica com altas taxas de natalidade e de mortalidade e baixa esperança de vida à nascença, elevada dependência de um pequeno número de produtos (normalmente agrícolas) e elevada dependência do capital estrangeiro na pequena parte da economia que está industrializada e modernizada.

Com isto, recorreremos a alguns indicadores para proceder à análise da situação dos diversos países, face aos restantes, de forma comparativa, em relação ao Desenvolvimento e ao Crescimento.

TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL

PAÍSES DESENVOLVIDOS

EUA

Japão

Austrália

Comentário

Quando falamos em Taxa de mortalidade infantil, falamos num indicador simples de cariz demográfico e que consiste no número de óbitos de crianças durante o seu primeiro ano de vida observada durante um determinado período de tempo, normalmente um ano, referida ao número de nascidos vivos do mesmo.

Perante as informações anteriores, os Estados Unidos da América são o país que possui a maior Taxa de mortalidade infantil no ano de 2000, de 6,82, tendo a Austrália uma Taxa de mortalidade de 5,04, e o Japão uma de 3,91 sendo este o país com menor taxa de mortalidade infantil no mesmo ano.

Em relação aos Estados Unidos da América é notável uma maior diferença a partir do ano de 2003 até ao ano de 2009 onde a Taxa de mortalidade infantil diminuiu de forma bastante significativa de 6,75 até 6,26 em seis anos.

A taxa de mortalidade infantil no Japão mantém-se mais ou menos constante desde 2000 até 2002 e a partir daqui verifica-se uma diminuição não muito notória até 2009, chegando esta, aos 2,79 de óbitos infantis por cada 1000 habitantes.

Na Austrália, a taxa de mortalidade infantil em 2000 é de 5.04, mas imediatamente sofre uma diminuição drástica até ao ano de 2007,constatando-se aqui maior disparidade sendo esta de 4,57 óbitos por cada 1000 habitantes.

Mais tarde, no ano de 2008 a taxa de mortalidade infantil volta a aumentar, chegando em 2009 a um valor de 4,75 óbitos infantis por cada 1000 habitantes.

PAÍSES EM VIAS DE DESENVOLVIMENTO

Argentina

Chile

México

Comentário

Relativamente às informações adquiridas referentes a alguns países em vias de desenvolvimento, podemos afirmar que nestes três casos, o México é o país que possuí uma taxa mais elevada do que os restantes dois países, ficando a Argentina em segundo lugar e o Chile em terceiro lugar com valores muito mais minoritários.

Sendo o limite máximo de Taxa de mortalidade infantil nestas situações comparativas, no México de 26,19%, na Argentina de 18,3% e no Chile de 9,6% no ano de 2000.

São bastantes notórias as disparidades no México e na Argentina, uma vez que é possível assistirmos a uma diminuição bastante acentuada da Taxa de mortalidade infantil ao longo dos anos.

No México, a mortalidade infantil diminui sempre logo a partir de 2000, sendo esta diminuição mais ou menos constante até ao ano de 2003, e a partir deste, diminuindo ainda mas de uma forma mais acentuada até ao ano de 2009, chegando assim aos 18,42% óbitos infantis por cada mil habitantes.

Relativamente à Argentina, em 2000 a sua taxa de mortalidade é de 18,31%, a partir deste ano esta vai diminuindo sempre. Mas é a partir do ano de 2007 que é mais notória e mais acentuada a sua diminuição, sendo neste ano a taxa de mortalidade infantil de 14,29%, até ao ano de 2009 alcançando assim um limite muito mais inferior ao do ano inicialmente em comparação, de 11,44% óbitos infantis.

Por fim, o país em comparação, que possui a menor taxa de mortalidade, no decurso dos anos relativamente aos países em vias de desenvolvimento, o Chile, assume os seus maiores níveis referentes à taxa de mortalidade infantil no ano de 2000 com 9,6 , iniciando a sua diminuição a partir daí.

No entanto, podemos verificar uma disparidade que se constata muito significativa a partir do ano de 2003, uma vez que a taxa de mortalidade infantil volta a aumentar até ao seguinte ano de 2004, aumentando assim de 8.88% para 9,05%.

Apesar deste aumento, volta a diminuir no ano de 2005 continuando a diminuir até 2009 chegando assim ao seu limite mínimo, de 7,71% óbitos infantis por cada 1000 habitantes.

PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS

Angola

Serra Leoa

Afeganistão

Comentário

Falamos em países subdesenvolvidos, e temos intenção de nos referirmos a países com condições de vida bastante reduzidas, degradantes e muitas vezes trata-se de pessoas que vivem muito abaixo do limiar da pobreza. Referimo-nos então a países muito pobres económica e socialmente.

Para nos situarmos relativamente a este tipo de países, de acordo com as informações gráficas anteriores, o país que possui a taxa e mortalidade infantil mais elevada é a Angola, em segundo lugar o país que se segue é a Serra Leoa e o país com menor taxa de mortalidade infantil é o Afeganistão.

Em 2000, a taxa de mortalidade infantil de Angola é de 195,78% sendo neste ano o nível mais elevado. No entanto a partir deste ano, a sua taxa de mortalidade começa a diminuir e isto acontece até ao ano de 2002, sendo de 191,66% uma vez que neste ano ela volta a aumentar até o ano seguinte, passando para 193,82%.

Não sendo um aumento muito significativo, a taxa de mortalidade infantil volta a diminuir de novo de forma continuada até ao ano de 2009 atingindo o seu limite mínimo nestes nove anos, de 180,21% óbitos infantis por cada 1000 habitantes.

Relativamente ao Afeganistão, no ano de 2000 este país possui uma taxa de mortalidade infantil de 149,28%, e vai diminuindo durante três anos obtendo uma taxa de mortalidade infantil de 142,48%, constituindo o ano com a taxa de mortalidade mais baixa em comparação aos restantes anos.

Mas assistimos a uma grande disparidade já a partir deste ano, uma vez que a taxa de mortalidade infantil aumenta muito drasticamente em apenas um ano, passando de 142,48% a 165,96% sendo este o ano, 2003, o ano com o limite máximo de taxa de mortalidade infantil destes nove anos em comparação.

A partir de 2004 a taxa de mortalidade volta a diminuir mas ficando de facto, muito à quem dos anos anteriores, pois chega apenas aos 151,95% óbitos infantis por cada 1000 habitantes.

Relativamente à Serra Leoa, no ano de 2000 a sua taxa de mortalidade infantil é de 148,66% e diminui até o ano de 2002, voltando a aumentar já neste ano até ao ano seguinte mas de forma pouco significativa, pois volta a diminuir até 2005 para 143,64%, sendo o ano que constitui a taxa de mortalidade infantil mais baixa relativamente aos restantes anos. A partir de 2005 constatamos assim, a alteração mais significativa, uma vez que sobe drasticamente em apenas um ano para 160,39%, sendo este o valor mais elevado apesar de voltar a diminuir até 2009, mas não muito significativamente.

Taxa de Mortalidade

Podemos constatar a partir das informações adquiridas anteriormente, que a mortalidade infantil constitui uma consequência de diversos factores com os quais diversos países convivem, nomeadamente com condições de vida muito delicadas, degradantes, de recursos bastante limitados, com falta de acesso a serviços essenciais e necessários a todos os indivíduos que têm definitivamente influência na mortalidade infantil.

É assim que os países assumem a sua ‘’categoria’’, ou seja, se são considerados países desenvolvidos, países em vias de desenvolvimento ou países subdesenvolvidos. Podemos sabê-lo através do seu nível de crescimento e de desenvolvimento económico.

Em geral podemos referir como factores causadores e impulsionadores deste indicador: pobreza, falta de acompanhamento/assistência médica, alimentação deficiente ou simplesmente inexistência dela, falta de condições de higiene, inexistência de meios de comunicação, habitações degradas e sem condições mínimas, falta de conhecimentos/informação, inexistência de condições sanitárias (acesso a água potável e saneamento básico), doenças criadas por falta de cuidados necessários, doenças hereditárias, entre muitas outras.

Desta forma, podemos afirmar que a a Taxa de mortalidade infantil é mais baixa nos países mais desenvolvidos devido:

. ao crescimento económico que permitiu investir na saúde;

. à melhoria da assistência médica materno-infantil e à vacinação-  hoje em dia estes países possuem bons hospitais e os centros de  saúde, o nº de médicos é elevado (1 para 400 habitantes).

. à crescente procura, por parte das mães, de serviços

. Acesso a condições essenciais como água potável e saneamento básico que hoje em dia, para muitas pessoas parecem banais, pois abrir uma torneira para ter água potável ou possuir instalações sanitárias é um dado adquirido para quase toda a população nos dias de hoje.

Por fim, considerando-se mais elevada a taxa de mortalidade infantil nos países pouco desenvolvidos devido às:

Deficientes condições sanitárias

. falta de higiene;

. falta de acesso ao saneamento básico

. cerca de 1100 milhões não têm acesso a uma quantidade mínima de água potável – utilizam apenas 5 litros por dia.

 uma vez que cada pessoa devia ter acesso a pelo menos 20 litros de água por dia (a água nos países pobres pode realmente ser considerado o petróleo do século XXI )

. a falta de saneamento atinge cerca de2600 milhões de pessoas

. a falta de saneamento básico provoca:

- a poluição dos cursos de água, lagos e águas costeiras;

- a proliferação de bactérias nas águas onde se efectuam descargas de esgotos.

Deficientes condições médicas

. nº reduzido de médicos por habitante;

. ausência de vacinação uma vez que, a dificuldade de acesso a vacinas, a falta de higiene e a fraca qualidade da água consumida, favorecem a propagação de doenças.

. falta de acompanhamento médico durante os partos.

Deficientes condições alimentares

. subnutrição e má nutrição

( A sua alimentação é bastante deficiente, e não é constituída por alimentos variados e ricos em nutrientes e vitaminas, ou simplesmente não têm o que comer)

Doenças transmitidas ao feto enquanto se encontra no útero materno.

Nestes países, os cuidados de saúde são deficientes – 400 mil habitantes por médico.

TAXA DE ALFABETIZAÇÃO

PAÍSES DESENVOLVIDOS

Estados Unidos da América

Austrália

Japão

Comentário

Quando falamos em taxa de alfabetização, falamos na percentagem de pessoas com capacidade para ler e escrever na população de um país. É um indicador simples sociocultural.

Com base nos gráficos anteriormente referidos, podemos concluir à priori que ambos os três países, Estados Unidos da América, Japão e Austrália, apresentam percentagens muito idênticas, variando entre 97% a 100%.

Nos Estados Unidos da América, de 2000 a 2005 a percentagem mantêm-se constante (97%), mas de 2006 a 2009, a percentagem aumentou cerca de 2%. Assim, podemos concluir que da mínima população que não sabia ler nem escrever, ultrapassou esse obstáculo contribuindo assim para o aumento da taxa de alfabetização dos EUA.

No Japão, pouco ou nada podemos referir uma vez que a percentagem da população que tem capacidade para ler e escrever manteve-se constante de 2000 a 2009, permanecendo nos 99%. Com base em alguma informação que recolhemos, podemos referir que mais de 90% das crianças completavam o liceu e um terço ingressava na universidade, que depois de completado o curso.

Por fim, na Austrália, diferencia-se dos países referidos anteriormente uma vez que foi o único em haver um decréscimo na taxa de alfabetização. Ou seja, de 2000 a 2005, a percentagem manteve-se nos 100, havendo um decréscimo de 2006 a 2009 ficando esta percentagem nos 99%.

PAÍSES EM VIAS DE DESENVOLVIMENTO

Chile

México

Argentina

Comentário

Relativamente aos países acima descritos, podemos identificar que há algumas disparidades entre o Chile, México e a Argentina.

No Chile, de 2000 a 2002 a de taxa de alfabetização manteve-se sempre constante com uma percentagem de 95,2. A partir deste ano dá-se um pequeno aumento, passando a taxa de alfabetização para 96,2% no período de um ano.

De 2003 a 2006 a taxa de alfabetização mantém-se sempre constante, mantendo-se nos 96,2%, no entanto ocorre uma pequena diminuição de 2006 a 2007,sendo a taxa de alfabetização de 95,7 e mantendo se assim até o último ano em comparação.

Relativamente ao México, a taxa de alfabetização mantém-se constante desde o ano de 2000 até ao ano de 2002, mantendo-se nos 89,6%.

Desta forma, é possível observarmos uma maior disparidade a partir do ano de 2002, uma vez que ocorre um aumento muito acentuado da taxa de alfabetização, alcançando os 92,2% em apenas um ano.

A partir de 2003, a taxa de alfabetização mantém-se estável durante três anos, apesar de ocorrer uma diminuição logo no ano seguinte, para 91% mantendo se assim até o ano 2009.

A Argentina, em comparação com os outros países, foi o que obteve uma maior taxa de alfabetização a partir de 2002, atingindo assim 97%. De 2000 a 2002 obtivemos uma percentagem de 96.2%, o máximo que o Chile obteve. Assim, podemos concluir que a Argentina, foi o país que mais aumentou a população que sabe ler e escrever.

PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS

Afeganistão

Serra Leoa

Angola

Comentário

Em comparação com os outros países, neste último conjunto encontramos percentagens entre os 28% e 67%.

Mais especificamente, no Afeganistão, tem havido um decréscimo da alfabetização, iniciando-se em 31.5% em 2000 e 2001, depois ocorre uma subida para 36% de 2002 até 2006 inclusive, mas depois verifica-se uma descomunal descida em 2007 até 2009 para os 28.1%. 

Podemos dizer que em 20006 mais de 4 milhões de estudantes estavam matriculados nas escolas do Afeganistão. Contudo, existem alguns obstáculos que não permite aos afegãs frequentarem a escola. Por exemplo, a falta de fundos, a falta de segurança nas instituições e as normas culturais são obstáculos à educação. Mas não só. A falta de professoras mulheres é um assunto que preocupa os pais afegãos, especialmente aqueles mais conservadores pois alguns destes, não permitem que as suas filhas sejam ensinadas por homens.

Na Serra Leoa, também obtivemos um decréscimo de 2004 para 2005 (31.4% para 29.6%). Felizmente a partir de 2006 até 2009 a taxa passou de 29.6% para 35.1%. Na Serra Leoa, sete em cada dez adultos são analfabetos.

Por último, a Angola é o país destes últimos que apresenta a mais elevada taxa de alfabetização, que vai dos 42% em 2000 até aos 67.4% em 2009. Este aumento deve-se ao facto da cidade do Sumbe, por exemplo, acolher um Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar. Este programa visa vencer o atraso escolar entre adolescentes, jovens e adultos, sendo agora uma das suas apostas superar os 1.500.000 formados, muitos dos quais alfabetizados em 3 meses. Estes encontros, estas iniciativas são causadores de um aumento da alfabetização destes países pobres.

Taxa de Alfabetização

A alfabetização consiste na aprendizagem do alfabeto e da sua utilização como código de comunicação. Alfabetizar é ensinar a ler e a escrever, ensinar a reconhecer os símbolos gráficos da linguagem verbal. Ser alfabetizado significa reconhecer e compreender esses símbolos e ser capaz de com eles produzir mensagens compreensíveis para outros alfabetizados, melhorando desse modo a comunicação entre os sujeitos e incrementando, consequentemente, o seu nível e qualidade de vida.

Mas o que importa aqui é a referência à taxa de alfabetização, na qual esta é uma avaliação pelos estados ou por instituições como a ONU, da percentagem de pessoas com capacidade de ler e escrever na população de um país. Essa medida é um dos indicadores de desenvolvimento de um país, a ONU serve-se aliás deste factor para calcular o IDH.

Segundo este mapa, podemos concluir que a norte do equador se encontram os países com uma maior taxa de alfabetização, como o caso da América do Norte, da Rússia, e que o continente africano contém as regiões com a menor taxa de alfabetização, como o caso de Chad (25.7%) e Niger (28.7%).

ÍNDICE DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

PAÍSES DESENVOLVIDOS

Estados Unidos da América

Estimativa para 2010 (continente da América)

Comentário

Os Estados Unidos da América são a maior e, tecnologicamente, a mais desenvolvida economia do mundo, pois estando organizada segundo o modelo capitalista, esta é marcada por um crescimento constante, baixas taxas de desemprego e de inflação. Consegue assim, o maior PIB pc dos países que aqui iremos abordar, uma vez que mantém um alto nível de produção per capita de 46.442 dólares em 2009. Pois desde os anos 1970, a economia dos Estados Unidos tem absorvido poupanças a partir do resto do mundo.

A expectativa de vida dos Estados Unidos é de 77.8 anos ao nascer. Aproximadamente um terço da população adulta do país é obesa e um terço adicional tem excesso de peso; tem assim a taxa de obesidade mais alta do mundo industrializado, uma vez que derivado a este exemplo, a esperança de vida não possa ser um pouco mais elevada devido às condições que oferece.

A taxa de alfabetização encontra-se quase no cume pois deve-se ao facto das crianças serem obrigadas na maioria dos estados, a frequentar a escola desde os seis ou sete anos até aos dezoito anos. Pouco mais de 2% das crianças fazem “ensino doméstico”. De acordo com a Unesco, os Estados Unidos são o segundo país com o maior número de instituições de educação superior no mundo.

Por estes aspectos dos muitos existentes, é natural que os Estados Unidos ocupem o topo do ranking do Desenvolvimento Humano elevado, no continente americano.

Japão

Estimativa para 2010

Comentário

De 2000 até 2009, o Japão manteve a mesma percentagem de taxa de alfabetização nos 99%. Desde 1947, a educação obrigatória no Japão inclui a educação infantil e o ensino fundamental o qual dura 9 anos. Assim, temos a certeza de que a partir dessa data, já todas as pessoas serão alfabetizadas. Também sabemos que quase todas as crianças continuam os seus estudos (para o ensino secundário) e cerca de 75.9% dos formandos do ensino secundário prosseguem estudos para a universidade.

O Japão é uma grande potência económica que possui a terceira maior economia do mundo em poder de compra. Tem um PIB pc de 34.099 dólares. Há um notável investimento em alta tecnologia, redução de desperdício e reciclagem de materiais. Apenas 15% das terras são aproveitadas para cultivo; é também o maior produtor de pescado do mundo por tonelada, tendo uma das maiores frotas de pesqueiros do mundo. E como o futuro é direccionado para a área da tecnologia, o Japão é o líder da pesquisa científica, tecnológica, maquinaria e médica.

A esperança de vida ao nascer é das maiores do mundo (de acordo com as estimativas da ONU e da OMS), tendo por conseguinte a terceira menor taxa de mortalidade infantil no mundo. Devido aos avanços da medicina, a esperança média de vida ao nascer situa-se entre nos 82 anos aproximadamente, pois é um país que oferece cuidados e apoios á saúde.

Austrália

Estimativa para 2010

Comentário

A Austrália, no continente asiático, ocupa o topo do ranking dos dez países com o Desenvolvimento humano muito elevado. É um país rico e multicultural, que tem excelentes resultados no que toda aos cuidados de saúde, esperança de vida, qualidade de vida, desenvolvimento humano, educação publica, liberdade económica bem como a protecção de liberdades e direitos políticos.

Devido às exigências e cuidados de saúde, tem uma esperança de vida de 78.7 anos para os homens e 83.5 anos para as mulheres nascidas em 2006.

Tem uma alfabetização de 99.0%. A frequência escolar é obrigatória. Todas as crianças a partir dos 6 aos 16 anos recebem 11 anos de escolaridade obrigatória. Cerca de 58% dos australianos com idade entre 25 e 64 anos tem qualificação profissional ou superior, sendo a taxa de graduação superior de 49%, a mais alta entre os países da OCDE.

A Austrália tem uma economia de livre mercado com elevado PIB per capita. É a décima terceira maior economia do mundo e tem o décimo terceiro maior PIB per capita (35.677 dólares).

PAÍSES EM VIAS DE DESENVOLVIMENTO

Chile

Argentina

México

Comentário

Relativamente ao IDH, podemos verificar que dos três países acima identificados, observamos que o Chile ocupa o primeiro lugar, seguido da Argentina e depois do México. A diferença não passa apenas de 2 décimas.

Uma vez que estes países apresentam idhs próximos, podemos referir algumas características para conseguirmos perceber onde se encontra a diferença na percentagem.
Assim, podemos organizar a informação respectiva ao idh e aos países em questão, da seguinte forma:

 

Chile

Argentina

México

Taxa de Alfabetização

96.5%

97.6%

92.8%

Esperança média de vida

78.6anos

75.3anos

76.2anos

PIB per capita

10.025 Dólares

15.063 Dólares

13.200 Dólares

Pelos dados agora organizados na tabela, podemos concluir que:

. O país com maior taxa de alfabetização é a Argentina;

. As pessoas vivem mais no Chile;

. Há um maior PIB pc na Argentina.

PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS

Serra Leoa

Afeganistão

Angola

Comentário

 

Angola

Serra Leoa

Afeganistão

Taxa de Alfabetização

67.4%

34,8%

28%

Esperança média de vida

42.7anos

42,6anos

43.8anos

PIB per capita

6412 Dólares

692 Dólares

758 Dólares

Afeganistão é um país extremamente pobre e por isso muito dependente da agricultura. Tem um IDH baixo (0.349), ocupando a posição 155º, está no 188º lugar na esperança de vida e em 194º na taxa de mortalidade infantil.

Serra Leoa, consegue ainda estar pior que o Afeganistão, tendo um idh baixo (0.317), estar no 192º lugar na esperança de vida e ter uma alfabetização de 34.8% que permite o lugar de 171º.

A Angola, deste conjunto de países, é a que consegue estar melhor uma vez que tem um IDH baixo, mas mais elevado que os outros (0.403), ocupar o 142º lugar na alfabetização, o 192º na morte infantil e o 190º na esperança de vida.

NOTA:

Na Lista das Nações Unidas:

. A taxa de mortalidade está limitada até ao 195º país;

. A esperança média de vida á nascença até ao 195º país;

. A taxa de alfabetização até ao 177º país.

Índice de Desenvolvimento Humano

O Índice de Desenvolvimento Humano é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento humano e para separar os países desenvolvidos dos em desenvolvimento e dos subdesenvolvidos.

É um indicador composto que se determina com base num indicador económico (PIB per capita) – nível de vida , e dois indicadores sociais (esperança média de vida e taxa de alfabetização).

Todo ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com estes indicadores.

O IDH surge no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e no Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH).

A partir do relatório de 2010, o IDH combina três dimensões:

. Uma vida longa e saudável: Expectativa de vida ao nascer;

. O acesso ao conhecimento: Anos Médios de Estudo e Anos Esperados de Escolaridade;

. Um padrão de vida decente: PIB per capita.

No Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010 o PNUD começou a usar um novo método de cálculo do IDH. São utilizados os três índices seguintes:

1. Expectativa de vida ao nascer (EV) =

2. Índice de educação (EI) =

3. Índice de Anos Médios de Estudo (IAME) =

4. Índice de Anos Esperados de Escolaridade (IAEE) =

5. Índice de renda (IR) =

Finalmente, o IDH é a média geométrica dos três índices anteriores normalizados:

Legenda:

. EV = Expectativa de vida ao nascer

. AME = Anos Médios de Estudo

. AEE = Anos Esperados de Escolaridade

. PIB pc = Produto Interno Bruto (Paridade do Poder de Compra) per capita

Classificação:

. IDH < 0.5 = Subdesenvolvimento

. IDH estiver entre 0.5 – 0.8 = Em vias de desenvolvimento

. IDH > 0.8 = Desenvolvimento

Conclusão

Com a realização deste trabalho, foi muito mais fácil para nós, membros do grupo, perceber a dimensão da importância que o crescimento e que o desenvolvimento tem nas nossas vidas e no nosso dia-a-dia.

Assim, os indicadores assumem uma posição muito importante nesta tarefa, pois sem a sua existência era bastante reduzida ou até inexistente  a probabilidade de realizarmos esta pesquiza alcançando os objectivos pretendidos.

Pois sabemos que os indicadores se tratam de instrumentos económicos que tem por objectivo  a realização a fins estatísticos, porque traduzem médias e nos possibilitam efectuar comparações com os diversos países do mundo.

Ficamos entao a saber que existem países já muito desenvolvidos quer tecnologicamente quer economicamente e que existem países que vivem,  muito abaixo do que é esperado nos tempos de hoje, ou seja, que vivem com muito más e degradantes condições de vida e muitas vezes sem quaisquer apoios, ficando esquecidas e muitas vezes olhadas pelo canto do olho, de forma resignada e despreocupada, de um tipo de indiferença tortuosa e intolerável por parte de muitas pessoas .

Como se o sofrimento em que milhares de pessoas vivem não passasse pela inexistência do que é para nós, o simples acto de abrir uma torneira, de comer um simples pão com manteiga ao pequeno almoço, como o simples acto de chegarmos a casa tomarmos um banho quente e relaxante e nos deitarmos na nossa cama cama confortável, acolhedora e aconchegante.

E isto pode então, ser culpa de uma chegada bastante tardada do acesso a bens e serviços que são essenciais e indispensáveis a uma sobrevivência digna, a determinados países que vivem cada vez mais pobres e sem as mínimas condições.

Foi de facto, muito agradável e importante para nós a realização deste trabalho, pois percebemos que imensas coisas que para nós são bastante indiferentes, para muitas e muitas pessoas podem constituir toda a diferença, tornando a sua vida bem melhor e muito mais feliz.

Bibliografia

Estes textos e imagens foram retiradas dos seguintes sítios:

. http://pt.wikipedia.org/wiki

. http://www.indexmundi.com/

. http://www.google.pt

. http://www.frigoletto.com.br/GeoEcon/desxsub.htm

. http://www.infoescola.com/

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