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Filosofia - 10º ano

A Cultura

Autor: Patrícia Silva

Escola Secundária Domingos Rebelo - S. Miguel, Açores

Data de Publicação: 01/01/2006

N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006):  

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A Cultura

 

 

1. Enumera e explica as características da cultura.

A cultura tem uma série de características muito próprias, que revelam a sua grande importância no contexto humano. Em primeiro lugar, a cultura é aprendida. É aprendida, porque existe graças a um processo de transmissão de geração em geração e não existe independentemente dos indivíduos. A aprendizagem da cultura começa a partir do nascimento, e dá-se essencialmente por imitação dos outros. A cultura também é simbólica, pois todas as culturas possuem símbolos que são compreendidos de modo semelhante por todas as pessoas que as integram. É uma forma de comunicação, é uma rede de sentidos que torna possíveis as relações pessoais. Tudo nas culturas é de carácter simbólico. A cultura também domina a natureza, pois sobrepõe-se ao que há de biológico em nós. Cada necessidade biológica é expressa e saciada de forma diferente, consoante a cultura. Por exemplo, a necessidade de alimento é comum a todos os seres humanos, mas que é satisfeita é de modo diferente (difere no tipo de comida, no modo como se toma a refeição, as horas…). A cultura mostra-se como geral e específica ao mesmo tempo, visto que todos os homens, em qualquer sociedade, têm uma determinada cultura (não há ninguém que não tenha cultura, nasça ou exista sem ela), mas também porque as culturas são diferentes, têm características próprias, que a individualizam. Também é dito que a cultura abarca o todo. É simples; a cultura está presente em todos os aspectos da vida humana (sociais, organização do tempo e do espaço, biológicos); ou seja, a cultura está presente em tudo na nossa vida e nada está fora da cultura, pois existem normas, regras, padrões de comportamento em todas as actividades humanas. Outro aspecto da cultura, é o facto de esta ser partilhada, porque não é propriedade de um indivíduo, é de todas as pessoas de uma sociedade, a sociedade e a cultura são inseparáveis, elas são a forma de viver do ser humano. Por último, a cultura é adaptante e desadaptante. É adaptante, porque o Homem modifica a natureza, de modo a satisfazer as suas necessidade; transforma-a para se adaptar a ela. Também é desadaptante, porque o Homem coloca-se em perigo ao efectuar determinadas transformações na natureza; devido à cultura a natureza pode ser destruída (como é, por exemplo, o caso do buraco na camada do ozono).

 

2. Diz quais os elementos porque é constituída a cultura.

A cultura tem ao todo quatro elementos. Este elementos estão presentes em todas as culturas do mundo. O primeiro elemento é as instituições. As instituições são modelos de comportamento de carácter normativo, ou seja, as instituições referem-se a regras comportamentais. Essas normas variam de cultura para cultura. As instituições podem até ter as mesmas funções (escola, Igreja, museus), só que as exercem de maneira diferente. Outro elemento cultural tem a haver com as ideias. Estas prendem-se essencialmente com conhecimentos importantes, crenças populares (superstições, por exemplo), valores partilhados por uma determinada sociedade; também se podem relacionar por vezes com a religião. Estes dois elementos são a nível do abstracto, ao contrário dos outros dois (nível do concreto). E estes são os materiais e as técnicas. Os materiais são o mundo físico produzido pela cultura (edifícios, pontes…) e as técnicas são as formas de fazer e produzir os materiais. Por exemplo, uma casa já construída é um material; a maneira como foi feita é uma técnica (arquitectura).

 

3. Diz e caracteriza quais as atitudes possíveis à diversidade cultural.

Atitude etnocêntrica:

Caracteriza-se por um grupo cultural se considerar o centro de todos os outros, considerando-se superior. Observa e julga as outras culturas a partir de si. É um atentado à liberdade de escolha, e um gerador de sentimentos racistas e xenófobos. Tem duas variantes. Uma, a de assimilação, tenta forçar os indivíduos pertencentes a outras culturas a aceitarem e assimilarem (daí o nome), as normas da cultura dominante. Apesar de esta variante considerar as outras culturas como centros, acha-os inferiores. Como exemplo deste tipo de atitude temos os cristãos novos, pessoas que na Idade Média era obrigadas a sujeitar-se à cultura cristã. A outra variante, a extremista, rejeita por completo a existência de outras culturas. Considera-se como a cultura suprema e defende o extermínio dos indivíduos pertencentes a outras culturas. Provoca muitas vezes a guerra e muitas mortes. Um exemplo para este tipo de atitude é a Segunda Guerra Mundial e os ideais etnocêntricos extremistas de Hitler.

 

Atitude do relativismo cultural:

Parte de um falso respeito pela diversidade cultural, porque esta atitude considera que não é possível formular qualquer juízo de valor sobre as outras culturas e que os outros são inferiores e não têm capacidade de chegar ao seu nível, o que conduz a um encerramento em si mesma e à indiferença, o que faz com que as pessoas tenhas atitudes pouco humanistas e de pouco respeito. Acha que as culturas não se podem julgar exteriormente e que cada uma tem formas diferentes de entender o mundo incompatível com qualquer outra. Esta atitude tem o péssimo defeito de desculpabilizar atrocidades cometidas por algumas culturas. Este falso respeito (falso porque respeitar os outros não é calar-se; é chamar-lhes a atenção de estes não souberem respeitar valores essenciais; respeitar é diálogo) leva a atitudes de racismo e xenofobia, pois evita contactos interculturais. Não permite a evolução e dá origem a uma paralisia cultural. É uma atitude do tipo: “Se eles na sua cultura acham por bem matar mulheres à pedrada por cometerem adultério, o problema é deles”.

 

Atitude da hospitalidade cultural:

Exige o respeito o respeito, e logo o diálogo (pois não há respeito se não houver diálogo), entre culturas. Procura pontos em comum. A partir da comunicação intercultural tenta conseguir um enriquecimento cultural. Defende a existência de valores ou direitos universais, essenciais na convivência das pessoas. Consegue manter os seus traços tradicionais e evoluir, ao mesmo tempo. Hoje em dia, esta é uma atitude relativamente utilizada. Cada vez mais a evolução se processa de um moo mais rápido, porque cada vez mais há um diálogo e intercâmbio cultural efectivo. Esta é a atitude que permite a evolução.

 

Patrícia Silva

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