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Trabalhos de Estudantes

Trabalhos de Biologia - 11º Ano

 

A Clonagem

Autores: Catarina Correia

Escola: Escola Secundária Damião de Goes

Data de Publicação: 12/11/2005

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre a clonagem, realizado no âmbito da disciplina de Biologia (11º ano). Ver Trabalho Completo

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A Clonagem

INDICE: 

Introdução e Clonagem Artificial e como realizá-la

Reprodução assexuada como meio de clonagem

Processos de Reprodução assexuada

Conclusão

Bibliografia

INTRODUÇÃO 

A clonagem é a produção, por processo natural – reprodução assexuada – ou artificial, de cópias geneticamente iguais de um ser. A palavra deriva do grego klon, que significa rebento de um vegetal, sendo introduzida na língua inglesa por volta de 1903, para traduzir uma técnica conhecida desde o século XIX pelos horticultores, que cultivavam os tecidos meristemáticos de uma orquídea original, dando origem a novas plantas, através de cortes e não recorrendo a sementes.

Essa particularidade do Reino Plantea estimulou a curiosidade de alguns cientistas, tais como Hans Spemann, que começaram a aprofundar os seus conhecimentos sobre a reprodução animal. Em 1935, este professor foi agraciado com o Prémio Nobel, pelas suas pesquisas no campo da organização celular, nomeadamente no estudo da sequencialização de mitoses que originarão um embrião.

 No século XX, as múltiplas descobertas no domínio da genética permitiram que se avançasse para a clonagem de seres complexos, nomeadamente mamíferos.

Clonagem Artificial e como realizá-la

A clonagem artificial tem como suporte teórico as pesquisas desenvolvidas em 1938 por Hans Spemann (1869-1941), que em 1902 tentara separar células de um embrião de salamandra no seu estádio inicial de multiplicação, sem sucesso. Em 1952, os Drs. Robert Briggs e Thomas J. King clonaram pela primeira vez elementos do reino animal, obtendo rãs por processos não naturais.

A clonagem em mamíferos é uma técnica relativamente recente, tendo sido efectuada com êxito pela primeira vez em 1997, quando foi clonada artificialmente uma ovelha, Dolly, a partir das células mamárias de um individuo já adulto e, em 2001, Cc uma gata doméstica.

A teoria que permitiu levar à clonagem de diversas classes de animais, é conceptualmente simples, mas tecnicamente complicada, visto que os cientistas têm de lidar e modificar células de diminutas dimensões (10 a 50 µm).

A clonagem em laboratório pode ser realizada de dois modos distintos; no primeiro processo é substituído o núcleo de uma célula pelo organelo a clonar, enquanto que no segundo processo são separadas duas células na fase inicial da multiplicação celular, pelo que também é denominado como duplicação. O primeiro método, ao produzir seres geneticamente iguais mas únicos, é semelhante ao processo que origina gémeos univitelinos. Em qualquer um dos casos, a célula resultante deve ser implantada por fertilização in vitro no portador, onde se irá desenvolver segundo os padrões normais, pelo que nas duas técnicas até agora desenvolvidas, são obrigatoriamente necessárias duas células de dois indivíduos diferentes, e um terceiro exemplar da mesma espécie dos anteriores. Embora até agora estás técnicas tenham obtido resultados animadores a percentagem de sucesso ainda é baixa tendo os cientistas previsto que a sua utilização em humanos se traduziria em elevadas taxas de má formação e mortalidade.

Reprodução assexuada como meio de clonagem

Embora a reprodução artificial de indivíduos seja um processo recente e mediático a clonagem é anterior a qualquer laboratório, ou mesmo ao ser humano. Diversos seres, como a Daphnia ou as leveduras, realizam clonagem como meio de reprodução. Visto não haver fecundação de óvulos ou gâmetas envolvidos, e uma vez que há transmissão de apenas um único património genético, sem qualquer modificação, os descendentes deste animais podem então ser designados clones, pois são geneticamente iguais aos seus progenitores.

Existem vários tipos de reprodução assexuada 

Processos de Reprodução Assexuada

Fragmentação

A fragmentação tem como exemplo claro a Estrela-do-Mar. Este processo consiste na regeneração de tecidos após qualquer lesão sofrida, ou mesmo por divisão espontânea, ou seja, através um membro (no caso da Estrela-do-Mar), o animal conseguirá reconstituir os outros, formando um novo organismo geneticamente igual ao anterior

Gemulação

Neste método, desenvolvem-se no corpo do progenitor dilatações onde o novo organismo se irá desenvolver, separando-se depois. Os dois indivíduos são geneticamente iguais. Pertencendo ao Reino Fungi, a levedura é um dos seres que se reproduz desta forma.

Bipartição ou Fissão Binária

O indivíduo, no caso da imagem acima uma amiba, subdivide-se em dois, realizando algo similar a uma mitose, permanecendo o mesmo património genético no protoazoário resultante.

Multiplicação vegetativa

Este sistema reprodutivo destina-se unicamente ao Reino Plantae, sendo o morangueiro um bom exemplo. Embora neste reino também possa existir reprodução sexuada, é bastante comum utilizar a assexuada, quer artificialmente (os horticultores utilizam-na frequentemente), quer naturalmente, como o exemplo acima representado. A planta adulta desdiferencia um caule ou uma raiz (estolho), que irá expandir-se até atingir o solo, onde depois se irá diferenciar novamente dando origem a um novo exemplar da espécie, que mantém o mesmo património genético.

Esporulação

Este modo reprodutivo aplica-se aos bolores. Estes desenvolvem uma estrutura (flagelos) que produz esporos (células reprodutoras), que, ao serem lançadas sobre uma superfície propícia ao seu desenvolvimento, germinam e dão origem a um novo elemento do Reino Fungi, mantendo o mesmo património genético.

Partenogénese 

No indivíduo do sexo feminino, desenvolve-se um ovo, embora não tenha havido fecundação. Neste processo, pode haver transmissão integral do património genético ou não, visto que pode ser originado um ser do mesmo sexo, que será um clone do progenitor, ou um indivíduo do sexo oposto. A Daphnia pode realizar os dois tipos de reprodução; na Primavera e no Verão efectuam a assexuada, enquanto que no Outono e no Inverno optam pela sexuada. Os cientistas pensam que a Partenogénese poderá auxiliar a clonagem artificial de primatas.

CONCLUSÃO 

Embora se multipliquem os estudos sobre a clonagem artificial, esta continua com elevada taxa de insucesso. Os embriões clonados são pouco viáveis e os poucos clones resultantes apresentam anomalias que comprometem a sua sobrevivência, nomeadamente envelhecimento precoce e falhas nos sistemas vitais. Os cientistas estudam os vários tipos de reprodução assexuada existentes na Natureza de forma a desenvolver mecanismos que permitam a sua aplicação em seres mais complexos, como os primatas.

A clonagem despertou a sociedade para os problemas éticos envolvidos na experimentação científica, levantando mais uma vez a dúvida sobre até que ponto a investigação deve ser libertada da consciência ético-moral.

BIBLIOGRAFIA 

Sites

www.bioetica.ufrgs.br/ clone.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Clonagem

http://www.anbiojovem.org.br/biotec06.htm

www.10emtudo.com.br/ artigos_1.asp?CodigoArtigo=14

http://afilosofia.no.sapo.pt/10clonagem.htm

 

 

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