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Trabalhos de Estudantes Trabalhos de Biologia - 11º Ano |
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Digestão in Vitro dos Lípidos por Acção da Lipase Pancreática Autores: Mariana Martins Escola: Escola Secundária Stuart de Carvalhais Data de Publicação: 16/06/2005 Resumo do Trabalho: Trabalho sobre Digestão in Vitro dos Lípidos por Acção da Lipase Pancreática, realizado no âmbito da disciplina de Biologia (11º ano). Ver Trabalho Completo Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer.
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Índice 1. Objectivos 2. Introdução Teórica 3. Material 4. Procedimento 5. Registo de Observações 6. Tratamento de dados 7. Conclusão e crítica 8. Bibliografia 1. Objectivos Na realização desta experiência os objectivos eram: . Preparar 6 tubos de ensaio a analisar com contéudos diferentes; . Colocar uma panela com água a 37ºC para colocar os tubos de ensaio; . Verificar os estado de cada tubo de ensaio em cada cinco minutos; . Ao fim de 30 minutos terminar a experiência, e analisar os resultados obtidos, com o objectivo da experiência; . Verificar a acção da lipase pancreàtica sobre a digestão dos lípidos; . Tirar conclusões e realizar o relatório. 2. Introdução teórica Nesta experiência, tínhamos como objectivo principal observar a digestão dos lípidos por parte da lipase pancreática. Os lípidos complexos são os que normalmente nós ingerimos, e estes são constituídos por ácidos gordos e glicerol, as suas unidades estruturais. É nessas unidades estruturais que os lípidos têm que ser transformados no tubo digestivo, para que possam ser absorvidos pelo nosso organismo. Quando ingeridos, os lípidos, vão sofrer diversas transformações por acção de sucos segregados pelo nosso organismo. Ao longo do tubo digestivo os lípidos vão ganhando a forma de gotas, o que vai dificultar a acção das lipases(enzimas que actuam sobre os lípidos para os desdobrar nas suas unidades estruturais). Com isto é necessário que o nosso organismo actue sobre os lípidos para diminuir o seu tamanho e facilitar assim a acção das lipases. Então o fígado vai produzir um suco-a bílis- que na sua constituição integra sais biliares, entre outros. Esses sais biliares vão então actuar sobre os lípidos, agregando se à volta dos mesmos, formando pequenas gotas de lípidos com sais biliares à volta – miceles- impedindo assim que estes se voltem a agregar e formar gotas de maiores dimensões. Com este processo as lipases pancreáticas têm maior superfície de contacto com os lípidos sendo assim mais fácil a sua actuacção sobre eles, para os desdobrar. Para tal observar fomos entao realizar esta experiência. 3. Material . Balança . 6 tubos de ensaio . 2 pipetas de 1ml . espátula . Vidro de relógio . Suporte de tubos de ensaio . Panela . Placa eléctrica . Caneta de acetato . Água destilada . Papel de limpeza . Bílis de Boi . Solução de azul de Bromotimol (indicador ácido base) . Solução de Hidróxido de Sódio (NaOH) . Solução de pancreatina . Leite . Azeite 4. Procedimento O procedimento seguido está de acordo com o procedimento da página 155 do livro de Técnicas Laboratoriais de Biologia II, apenas com algumas alterações: . foram acrescentados dois tubos de ensaio (E e F); . e o seu contéudo eram, respectivamente, 1ml de azeite, 0,05g de bílis de boi, 3 gotas de azul de bromotimol;e 1ml de azeite, 0,05g de bilis de boi, 1ml de pancreatina, 3 gotas de azul de bromotimol. 5. Registo de Observações Registo da cor do contéudo dos tubos antes de ir para o banho maria:
Resultados obtidos ao longo da experiência em função do tempo decorrido:
Resultados previsto obter(uma vez que não foi possível concluir a experiência):
6. Interpretação dos dados A partir da análise destes dados podemos dizer que os tubos C e E serviram de controle, uma vez que não sofreram qualquer alteração quanto ao seu conteúdo, permanecendo assim como controle à experiência para se poder comparar os resultados. Bom quanto à utilização da pancreatina, é justificável, uma vez que a pancreatina contêm a lipase pancreática, uma enzima responsável pelo desdobramento da molécula dos lípidos em ácidos gordos e glicerol. Assim foi necessário o uso da pancreatina para mostrar o uso da lipase. Como já foi dito anteriormente, a enzima utilizada foi lipase pancreática e como tal funciona em pH ácido. Daí a utilização do azul de bromotimol, um indicador ácido-base, que cora de amarelo em meio ácido e cora de azul em meio básico. Assim com a utilização deste indicador foi nos possível detectar os tubos de ensaio onde a lipase pancreática actuou. Também é de se explicar a utilização da bílis de boi, esta substância vai ajudar a acção da lipase pancreática, porque vai fazer com que as gotas grandes de lípidos diminuam o seu tamanho e tornem assim possível a acção da lipase pancreática. Então nos tubos A e F ocorreu o desdobramento das moléculas de lípidos em ácidos gordos e glicerol, uma vez que o contéudo dos tubos ficou amarelo, identificando assim a ação da lipase pancreática. Estes eram os únicos tubos que continham bílis e lipase pancreática em simultâneo. Nos tubos C e E não houve qualquer alteração uma vez que estes serviam de controle à experiência. E por fim nos tubos B e D não ocorreu o desdobramento das moléculas de lípidos, uma vez que esses tubos não continham bílis e lipase pancreática em simultâneo não podendo assim ocorrer esse processo. 7. Conclusão A partir da realização desta actividade experimental podemos concluir que: . a lipase pancreática e a bílis são responsáveis pela digestão dos lípidos ao nível do intestino delgado; . a lipase pancreática é uma enzima responsável pela digestão dos lípidos, que funciona em meio ácido, e que se encontra presente na pancreatina; . a bílis é uma substância produzida pelo fígado e armezanada pela vesícula biliar, que vai permitir que a lipase pancreática actue nos lípidos. Os sais biliares presentes na bílis vão emulsionar os lípidos, formando assim pequenas gotas envoltas por sais biliares, impedindo assim os lípidos de se agregarem; . os tubos C e E não sofreram alterações uma vez que se tratavem de tubos de controle à experiência; . nos tubos A e F ocorreu o desdobramento das moléculas de lípidos em ácidos gordos e glicerol, uma vez que o contéudo dos tubos ficou amarelo, identificando assim a presença e acção da lipase pancreática; . nos tubos B e D não ocorreu o desdobramento das moléculas de lípidos, uma vez que estes tubos não continham a bílis e a lipase pancreática em simultâneo, assim não foi possível a acção da lipase pancreática nos lípidos porque estes não estavam sobre a acção dos sais biliares, ou ao contrário; . por fim, a lipase pancreática só actua sobre os lípidos, quando anteriormente nestes actuou a bílis, tornando assim possível a acção da lipase pancreática; 8. Bibliografia . caderno diário, onde foram tomadas as anotações da actividade experimental; . SOARES, Rosa, ALMEIDA, Carla, SERRA, Lídia, Técnicas Laboratoriais de Biologia – Bloco II, Porto Editora, Porto, 2003, pp. 154,155,163,164.
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