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Trabalhos de Biologia - 12º Ano

 

Doenças Sexualmente Transmissíveis

Autores: Daniel Matos

Escola: Escola Secundária de Mem-Martins

Data de Publicação: 13/10/2006

Resumo do Trabalho: Trabalho onde se problematiza, reflecte e comenta os vários tipos de doenças sexualmente transmissíveis, os seus efeitos e sintomas, formas de transmissão, tratamentos, comportamentos e formas de prevenção face aos agentes contagiosos. Ver Trabalho Completo

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Doenças Sexualmente Transmissíveis

1- INTRODUÇÃO

Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Biologia e a pedido da professora Fátima Fernandes.

Este trabalho vai ser apresentado sobre a forma de relatório.

Como tema do trabalho, o nosso grupo optou por tratar um dos problemas mais graves e sérios do nosso tempo, ou seja, nós resolvemos fazer este trabalho sobre as doenças sexualmente transmissíveis. Este foi o tema escolhido por nós pois achámos que era um dos temas mais interessantes a tratar e além disso ajudar-nos-ia no futuro a estar prevenidos contra tais nefastas doenças.

Com este trabalho pretendemos falar, problematizar, reflectir e comentar os vários tipos de doenças sexualmente transmissíveis, os seus efeitos e sintomas no nosso organismo, formas de transmissão entre indivíduos, tratamentos, comportamentos e formas de prevenção face aos agentes contagiosos.

Esperamos que este trabalho seja apelativo e informativo, e esperamos discutir e expor o melhor possível as DST mais prejudiciais à saúde humana.

2- DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

As doenças sexualmente transmissíveis (ou doenças venéreas) são, tal como o nome sugere, doenças infecciosas que se propagam essencialmente através de contactos sexuais. As DST afectam geralmente o aparelho reprodutor de ambos os sexos, havendo no entanto outro tipo de efeitos no organismo e a outras partes deste que podem ser muito prejudiciais ao organismo. Quem nunca ouviu falar do Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida, mais conhecida como SIDA? A SIDA, apesar de ser a mais mortífera das DST actualmente, é apenas uma delas e no entanto é responsável por 3 milhões de mortes todos os anos. Começam agora a perceber porque é tão importante estar prevenido contra as DST...

As DST possuem vários agentes infecciosos, dependendo da doença em si, e estes podem ser vírus, bactérias, parasitas ou fungos. Geralmente os vírus são os mais mortíferos e difíceis de tratar, não havendo cura para eles. Já os restantes possuem cura mas devem ser tratados rapidamente ou podem causar danos irreversíveis no ser humano infectado. Sendo assim, vamos dividir e expor as DST mais importantes:

DST causadas por vírus:

SIDA

A SIDA, Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida é uma doença provocada pelo VIH, Vírus da ImunoDeficiência Humana. O VIH como vírus que é possui uma enzima transcriptase reversa que substitui o seu genoma no genoma humano das células infectadas, tornando-as produtores de mais vírus VIH, mas o que faz o VIH tão mortífero não é o facto de fazer isto mas sim o facto das células-alvo serem principalmente os linfócitos T4 (e também os macrófagos), que são os leucócitos que orientam e coordenam todas as defesas do sistema imunitário. Só para terem uma ideia, os níveis normais de linfócitos T4 são de 500 a 1500 por mililitro de sangue, no entanto, um doente com SIDA tem menos de 200 por mililitro de sangue. Assim, com a destruição (lise dos linfócitos) destes linfócitos o sistema imunitário fica enfraquecido e exposto às doenças oportunistas (como a gripe, a tuberculose, a epidemia...). A SIDA é uma doença que causa alguns sintomas de mau estar durante as 2 a 4 semanas após a infecção mas que demora vários anos a enfraquecer e a actuar sobre o organismo humano, geralmente entre 10 a 15, variando de pessoa para pessoa, e durante esta fase o vírus vai aumentando em quantidade e o organismo ainda consegue repor os níveis de linfócitos.  Por fim, quando o seropositivo já tem efectivamente SIDA começa a perder peso, a ter febre, anemia e outros sintomas graves, até que o organismo fica tão debilitado que doenças normalmente fáceis de serem destruídas pelo sistema imunitário levam à morte do ser humano.

O VIH é um vírus que afecta unicamente humanos e só sobrevive dentro do nosso organismo. Existem muitas maneiras de transmissão da Sida, de entre as quais:  contacto sanguíneo, através de sémen e fluídos vaginais (o sémen é mais virulento), através de sexo oral, vaginal e anal (o anal é o mais perigoso), através de partilha de seringas infectadas e também de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação. Felizmente, o VIH não se transmite através de picada de insectos, beijos, toque casual, espirros, água de piscinas ou em objectos tocados pelo seropositivo, se bem que o VIH pode se encontrar no suor, lágrimas e saliva do seropositivo. Contudo, a quantidade é demasiado pequena para conseguir a transmissão.

Não existe cura ou vacina para o VIH, existindo no entanto tratamentos que retardam o efeito do vírus com alguns “cocktails” de drogas que inibem a transcriptase no vírus. Infelizmente, devido à rápida multiplicação do vírus, este torna-se rapidamente imune às drogas utilizadas.

HEPATITE B

A hepatite B é a par da SIDA a outra DST que pode provocar a morte. A hepatite B é causada pelo vírus da hepatite B (VHB) e é a hepatite mais perigosa. É uma doença que ataca o fígado, criando cirroses hepáticas e podendo mesmo causar cancro no fígado. A hepatite demora algumas semanas a preparar o seu ataque, durante as quais o infectado pode ter dores de cabeça e no corpo, febre, cansaço, falta de apetite, passando a ter uma coloração amarela, comichão, urina escura e fazes claras quando a hepatite atacar. O VHB pode ser destruído pelo sistema imunológico em cerca 90% dos casos, tornando-se no entanto doença crónica em cerca de 10% e chegando mesmo a ser fatal em cerca de 1% dos casos. A maior parte dos danos sofridos durante a infecção acontecem devido à resposta do organismo, que tenta destruir as células infectadas. Também é de notar que a grande destruição e consequente regeneração das células do fígado devido à doença pode provocar cancro no fígado devido a erros na replicação do ADN durante esta fase de intensa actividade mitótica.

O VHB transmite-se da mesma maneira que o vírus do HIV (durante as relações sexuais, através de seringas e de mãe para filho) sendo no entanto 50 a 100 vezes mais infeccioso que o HIV e muito mais resistente que este, podendo por exemplo, sobreviver pelo menos uma semana fora do organismo humano (o VIH morre fora do organismo humano ao fim de 1 ou 2 minutos), assim como é resistente a um PH ácido, calor moderado e temperaturas baixas.

Não existe tratamento médico específico do vírus da hepatite b, havendo contudo uma vacina eficaz desta doença que tem uma eficácia muito aceitável, cerca de 95%. Sendo assim, a melhor maneira de combater esta doença é através da produção de anticorpos pelo organismo. Caso o organismo esteja debilitado e tal produção for afectada, o indivíduo poderá correr sérios riscos de vida.

HERPES GENITAL

O herpes genital é outra das DST cujo agente infeccioso é um vírus, mais propriamente o vírus herpes simplex 2 (o vírus herpes simplex 1 também pode causar infecção nas vias genitais em cerca de 10% dos casos, se bem que este aplica-se mais ao herpes labial). O herpes genital provoca uma infecção nas mucosas dos órgãos reprodutores feminino e masculino, mais concretamente na glande e prepúcio do pénis ou na vulva e na vagina, podendo ainda aparecer no ânus. Os primeiros sintomas iniciam-se em cerca de uma semana, por vezes menos, e entre os quais estão o aparecimento de comichão, dores, formigueiro, sensações seguidas do aparecimento de úlceras e vesículas (bolhas) que são cobertas com crostas alguns dias mais tarde, podendo mesmo deixar cicatriz. Esta úlceras podem ser bastante dolorosas, levando à dificuldade em urinar ou mesmo à dificuldade em andar nos indivíduos infectados. Pode causar impotência nos homens.

Sendo uma DST viral e incurável, o indivíduo terá sempre herpes, que reaparecerá periodicamente provocando novamente lesões e dores. Não existe cura para o herpes mas existem tratamentos que reduzem a duração do ataque, assim como se pode diminuir o número de surtos periódicos.

O herpes transmite-se durante as relações sexuais, tanto em sexo vaginal como anal e oral. O herpes pode ser transmitido ao feto, o que pode ser perigoso visto as suas defesas serem fracas e como tal, o vírus pode causar danos ao nível da pele, articulações, fígado e pulmões (tais lesões também se aplicam a indivíduos enfraquecidos imunitariamente), apesar de tais fenómenos serem raros.

VÍRUS DO PAPILOMA HUMANO

O vírus do papiloma humano (VPH) é um vírus que se pensa afectar cerca de 30% das mulheres entre os 15 e os 60 anos e é uma das DST mais comum. O VPH vive nas mucosas genitais, nomeadamente pénis, vagina, vulva e também no colo do útero. Este vírus causa dores intensas nas vias genitais, verrugas (denominadas condilomas) ao nível do pénis, ânus e vagina (podem aparecer ao nível da garganta), e pensa-se que está fortemente ligado ao cancro do colo do útero, algo bastante preocupante.

Este vírus transmite-se por contacto sexual, através da pele (entre superfícies vivas e susceptíveis) e também durante a gestação da mãe para o feto. Hoje em dia não existe cura para este vírus (como acontece com todos os outros), havendo no entanto alguns tratamentos, nomeadamente destruição química e física da zona afectada de forma a destruir completamente as células contaminadas com o vírus. Caso tratado nas fases iniciais, este vírus tem 90% de probabilidade de ser eliminado mediante estes tratamentos, ou seja devemos estar atentos o mais possível a tal doença pois caso se expanda rapidamente, torna-se difícil de tratar, até porque as áreas afectadas pelo vírus serão de muito maior dimensão.

Estas são as DST cujo agente infeccioso é um vírus, sendo por isso as mais difíceis de tratar (não há cura para estes vírus). Felizmente nem todas as DST são virulentas, havendo outras que são causadas por bactérias.

De entre essas DST nós encontramos:

GONORREIA

A gonorreia é uma das mais graves DST que existem. A gonorreia é uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae e pode causar sérios problemas aos infectados. Depois da bactéria entrar no organismo, segue-se um período de 2 a 7 dias (geralmente) durante o qual a esta se desenvolve. Os primeiros sintomas da gonorreia no homem são dores durante o acto de urinar assim como a secreção de algum pus. O homem passa então a ter uma vontade constante de urinar que vai piorando enquanto a doença avança pela uretra, o que faz inchar o meato urinário. Nas mulheres, o período de incubação é mais extenso, entre 7 a 21 dias geralmente, e durante os quais as mulheres não apresentam sintomas da doença. Geralmente, os homens são mais afectados pela gonorreia pois a maioria das mulheres sofre apenas de sintomas ligeiros, podendo no entanto sofrer de sintomas graves como infecções nos constituintes do sistema reprodutor, dor pélvica ou dor durante o acto de urinar, dores fortes durante o coito ou mesmo libertação de pus. A gonorreia, se não for tratada devidamente, pode também causar infertilidade nas mulheres e esterilidade nos homens, assim como doenças nas articulações, coração ou cérebro. A doença, se transmitida ao bebé pela mãe, pode-lhe causar cegueira. Mulheres e homens (homossexuais) que pratiquem sexo anal podem contrair gonorreia rectal, o que pode causar dor, mal-estar, secreções de pus e um tom avermelhado nas nádegas. Sexo oral conduz também à gonorreia na garganta, (faringite gonocócica) que provoca dores de garganta e mal-estar ao engolir.

A gonorreia transmite-se nas relações sexuais (vaginal, anal e oral), assim como pode ser transmitida através do contacto com roupa interior ou toalhas contaminadas.

A gonorreia tem cura pois a bactéria da gonorreia pode ser combatida com antibióticos. Ainda assim, a pessoa infectada deve verificar se esta foi eliminada do organismo após terminado o tratamento pois há a possibilidade de resistência da cultura de bactérias.

SÍFILIS

Tal como a gonorreia, a sífilis é uma DST que é provocada por uma bactéria, mais concretamente a bactéria Treponema pallidum. A sífilis pode ser dividida em vários tipos em função do seu estado de evolução ou da sua transmissão: sífilis primária, secundária, terciária, latente e congénita. Depois da infecção há um período de incubação que varia de 10 a 90 dias, sendo em média cerca de 21 dias. Depois desta fase aparecem umas feridas (sifilomas) na vulva, clitóris, à volta do meato urinário, no ânus, boca, colo do útero (cérvix) e no pénis, mais propriamente no prepúcio. Estas feridas demoram 2 a 6 semanas a cicatrizar e apesar de não sangrarem, excretam um líquido altamente infeccioso (se forem tocadas). Apesar do seu mau aspecto, são indolores, o que leva muitas vezes à ignoração das mesmas. Quando cicatrizam, termina a fase primária. Depois desta fase vem a fase secundária, na qual depois do desaparecimento das feridas (3 a 6 semanas) começam a aparecer erupções cutâneas, perda de cabelo em tufos, manchas brancas no céu da boca e na língua, febre, mal-estar, garganta dorida, perda de peso, anemia, vómitos e até mesmo anorexia. Durante essa fase grande parte dos doentes fica com úlceras na boca, os olho podem inflamar, assim como as articulações (este processo pode ser muito doloroso). A sífilis pode também causar nesta fase inflamações nos rins e fígado e pode ainda atacar o cérebro, provocando dores de cabeça, rigidez na nuca e ocasionalmente surdez. Podem ainda aparecerem uma espécie de condilomas lisos na vulva da mulher ou no ânus de ambos os sexos. A sífilis pode ser tratada durante qualquer altura destas 2 fases. Depois, se não for tratada, a sífilis para o seu ataque durante cerca de 1 ano (habitualmente), se bem que pode não se manifestar durante 10 a 20 anos. Durante esta fase, a sífilis pode atacar ossos, o que será doloroso, e pode ainda (estes são os efeitos mais perigosos) criar perturbações no sistema nervoso e no sistema circulatório, chegando mesmo a criar um aneurisma da artéria aorta, que poderá levar a um ataque cardíaco no futuro. Nesta fase a sífilis não é mais contagiosa. A sífilis latente corresponde ao período que decorre entre o estado secundário e terciário e poderá ainda ser tratada nesta altura caso os danos no coração ou sistema nervoso não tenham sido irreversíveis, mas recomenda-se vivamente que esta seja tratada antes da fase terciária.

A Sífilis é transmitida por contacto sexual ou de mãe para filho durante a gestação. É ainda importante notar que se o feto contrair sífilis durante a gestação tem uma grande probabilidade de morrer nessa altura, alguns anos depois do nascimento ou ainda que sobreviva padecerá de várias doenças graves, entre elas por exemplo alterações no ossos e dentes, maxilares subdesenvolvidos, anemia, icterícia, pseudoparalisia, rinite, entre outras. A morte por sífilis congénita dá-se geralmente por hemorragia pulmonar, havendo no entanto cura para a sífilis durante a gestação, sem perigo de danificar o feto.

A sífilis tem cura e geralmente é tratada com antibióticos (visto ser uma doença causada por uma bactéria), mais concretamente com penicilina ou eventualmente com doxicilina ou tetraciclina (caso o doente seja alérgico a esta).

CLAMÍDIA

A clamídia é uma DST parecida com a gonorreia pois também ela é uma doença muito comum, curável com antibióticos e está inclusive muitas vezes associada à gonorreia. A clamídia é uma doença provocada pela bactéria Clamydia trachomatis (daí o nome Clamídia) e apesar de pouco conhecida, só nos Estados Unidos existem cerca de 3 a 4 milhões de casos desta doença.

A clamídia manifesta-se cerca de 1 a 3 semanas depois do contágio e pode ter vários sintomas, de entre os quais o aparecimento de dor no baixo ventre, vontade frequente de urinar, corrimento vaginal causado pelo inflamação no colo do útero, dor durante as relações sexuais, menstruação com hemorragias abundantes e irritação nos olhos. Nos homens, há também a libertação de uma secreção uretral transparente e fluído, dor ao urinar e nos testículos e também, tal como nas mulheres, irritação nos olhos casos estes estejam infectados. Caso não seja tratada, a clamídia pode provocar infertilidade e esterilidade, dores pélvicas crónicas (nas mulheres), assim como pode originar reumatismo, apendicite e a doença inflamatória pélvica nas mulheres (inchaço nas trompas de Falópio que pode originar infertilidade) e pode criar perturbações no feto, nomeadamente um nascimento prematuro, cegueira, artrite e meningite.

A clamídia, tal como a gonorreia, pode ser transmitida durante as relações sexuais, de mãe para filho ou através do contacto com roupa interior ou toalhas infectadas (também pode passar dos genitais para os olhos caso haja contacto).

A clamídia tal como a sífilis e a gonorreia possui cura, e esta baseia-se na utilização de fármacos (antibióticos) que atacam e destroiem as bactérias. Deve ser tratada rapidamente, essencialmente para evitar problemas de fertilidade futuros.

ÚLCERA MOLE VENÉREA

Esta DST conhecida como úlcera mole venérea é um doença infecciosa cujo agente infeccioso é a bactéria Haemophilus ducreyi.

A úlcera mole venérea é uma doença sexualmente transmissível essencialmente tropical, sendo por isso rara na Europa. Ainda assim, o número de casos tem vindo a aumentar nos últimos anos. A úlcera mole venérea é uma doença perigosa pois aumenta a probabilidade de uma pessoa de se infectar com o VIH, Vírus da ImunoDeficiência Humana, que até hoje não tem cura e é mortífero.

Os sintomas da úlcera mole manifestam-se entre 3 a 7 dias depois do indivíduo ser infectado (normalmente uma semana, mas pode chegar a duas) e quando esta começa a actuar o indivíduo começa a desenvolver pequenas bolhas com pus (que provocam bastante dor) nos órgãos reprodutores e à volta do anus. Depois, estas bolhas rompem, formando úlceras que podem aumentar de tamanho e unir-se. Os gânglios linfáticos da virilha podem criar um abcesso com acumulação de pus e pele muito vermelha e brilhante que se pode rasgar, libertando o pus.

A úlcera mole venérea é uma doença que se transmite apenas durante as relações sexuais.

A úlcera mole tem cura à base de antibióticos, sendo este tratamento mais prolongado que as restantes DST que são originadas por bactérias, podendo este prolongar-se por mais de uma semana com injecções de antibióticos 4 vezes por dia e o controlo apertado desta durante pelo menos 3 meses para haver a garantia que a doença está curada e as bactérias destruídas.

Por fim e como um dos últimos grupos de doenças sexualmente transmissíveis, temos as DST cujo agente infeccioso são parasitas. Estas doenças são geralmente as menos problemáticas das DST, sendo no entanto muito incómodas e que devem ser tratadas adequadamente.

De entre tais DST temos como doenças principais:

TRICOMONÍASE

O trichomonas vaginalis é o protozoário responsável por esta doença, a tricomoníase. Esta doença é uma das poucas DST que tem poucos efeitos sobre o ser humano. O homem é pouco afectado por esta doença pois ela foca-se mais nas mulheres (daí a designação vaginalis) e é frequente entre elas, chegando a afectar cerca de 20% das mulheres em idade fértil.

A tricomoníase infecta nos homens a uretra, próstata e bexiga, mas raramente tal acontece. Quando isto acontece, uma secreção similar a pus pode ser libertada pela uretra e também podem precisar de urinar mais frequentemente (e tal acto pode tornar-se doloroso). O epidídimo também pode ser afectado.

Nas mulheres a infecção provoca a secreção de um líquido de cor verde-amarelada com cheiro intenso proveniente da vagina, a vulva pode ficar irritada e com ardor causando comichão, dor durante o coito, e esta pode mesmo infectar e inflamar (incluindo os lábios).

A tricomoníase pode ser contraída durante as relações sexuais e por contacto com roupas e toalhas infectadas com o protozoário.

A tratamento da tricomoníase faz-se com medicamentos próprios, geralmente metronidazol, que elimina rapidamente o protozoário.

PEDICULOSE PÚBICA

Outra doença que é provocado por parasitas, nomeadamente o artrópode Phtirius pubis, também chamados quotidianamente de chatos. Quando estes piolhos infectam nomeadamente as zonas púbicas (também podem infectar o cabelo), estes “chatos” começam a alimentar-se de sangue humano e a reproduzir-se, deixando nas zonas infectadas ovos e larvas, e além disso, podem viver até 30 dias, sempre a reproduzir-se e a alimentar-se. Como principais sintomas temos um ardor e uma comichão intensas nas zonas afectadas, assim como lesões na pele e picadelas semelhantes às dos mosquitos nas zonas afectadas.

A pediculose pública pode ser transmitida por contacto sexual entre as zonas afectadas, contacto entre roupa ou toalhas de pessoas infectadas e também devido à falta de higiene (está será talvez a principal causa do aparecimento dos parasitas).

A pediculose trata-se com a aplicação de um loção nas zonas infectadas de modo a eliminar os parasitas. Deve-se também lavar em água quente os lençóis e peças de vestuário que possam ainda conter restos de parasitas de forma a impedir a reinfestação.

ESCABIOSE

A escabiose, mais conhecida como sarna, é também uma ela DST, por sinal bastante incómoda. Esta doença tem como agente infeccioso o ácaro Sarcoptes scabiei. A escabiose caracteriza-se por uma comichão intensa, assim como pequenas feridas avermelhadas provocadas pelos parasitas que se forem coçadas formam crostas.

A escabiose deve ser tratada com loções nas zonas afectas e também com a desinfestações de roupas interiores, toalhas e lençóis, pois é a partir do contacto com estes que se faz a maior parte dos contágios, assim como por contacto sexual e principalmente por falta de higiene.

Por último, gostávamos ainda de falar de DST que é provocada por um fungo e que também não é muito agradável apesar de não ser das piores DST.

CANDIDÍASE

A candidíase é uma doença sexualmente transmissível que é diferente das outras visto  ser originada por um fungo, mais propriamente o fungo Candida albicans, que apesar de não ser muito habitualmente transmitida por contacto sexual, ainda assim pertence ao grupo das doenças sexualmente transmissíveis. Esta doença afecta mais as mulheres que os homens, principalmente quando estas tomam medicamentos e antibióticos que alteram as condições da vagina (nomeadamente diminuição da sua acidez), o que provoca a infecção. Nas mulheres os principais sintomas são secreção de uma espécie de pus, irritação e inflamação na vagina e vulva que pode mesmo gretar ou a ficar coberta com uma substância parecida com queijo branco. Já no homem a glande e o prepúcio podem irritar-se, provocando dor durante o coito ou quando este urina, pode libertar um secreção, pode ficar com pequenas úlceras na extremidade do pénis com crostas que podem estar cobertas com a substância similar a queijo branco.

Como tratamento são utilizados antifúngicos nas zonas infectadas depois de previamente lavadas. Também se podem administrar medicamentos por via oral. As mulheres que usam contraceptivos orais devem parar a sua ingestão durante vários meses pois podem piorar a infecção. A candidíase pode-se transmitir durante as relações sexuais, contacto entre roupa contagiada e roupa húmida.

COMPORTAMENTOS E PREVENÇÃO

Como poderam observar existem pelo menos um dúzia de DST perigosas (e estas são apenas as mais conhecidas), portanto o perigo é muito. Devemos assim reflectir sobre que tipo de atitude devemos ter em relação às DST.

O nosso grupo acredita que acima de tudo, nós devemos prevenir a infecção de uma DST. Este deve ser o primeiro passo e é sem dúvida o mais importante pois se há doenças sexualmente transmissíveis com cura, também é verdade que há outras que não têm cura, e mesmo entre as que têm cura o incómodo e possíveis consequências serão prejudiciais ao nosso organismo. Assim, o nosso grupo acha que nunca devemos adoptar atitudes de risco, nomeadamente partilha de seringas ou agulhas (de facto, a própria toxicodependência deve ser evitada pois também ela proporciona um comportamento de risco), assim como devemos ter cuidados com a nossa higiene e, acima de tudo, devemos praticar sexo seguro, ou seja devemos adoptar por ter poucos parceiros sexuais, pois a existência de muitos parceiros sexuais é também ela um comportamento de risco, e também devemos sempre usar preservativo. O preservativo  é o único método contraceptivo que pode realmente impedir a passagem e a infecção de uma DST durante as relações sexuais. É contudo importante notar que só a abstinência sexual, conjugada com cuidados de limpeza e de não partilha de seringas ou objectos cortantes entre potenciais infectados é 100% segura, pois mesmo a utilização do preservativo tem falhas: este pode ser mal colocado, o que resulta no seu rebentamento ou saída durante o coito, e até é possível a passagem de certos vírus através dos poros do preservativo (se bem que este acontecimento é altamente improvável e muito raro).

Devemos também salientar o cuidado que os profissionais de saúde devem ter ao contactarem com doentes, se bem que esses estão bem informados e preparados.

Para terem uma ideia, só a SIDA matou 20 milhões de pessoas nos últimos 20 anos, calcula-se que 45 milhões estejam infectadas e que mais de 3 milhões morrem agora todos os anos devido a esta doença. Também a hepatite B regista a cada ano 300 000 novos casos e 4000 mortes só nos EUA.

As DST são um mal que afligem a humanidade à séculos mas estão agora a tornar-se numa das maiores pragas do século XX e XXI e devem ser levadas muito a sério: a diferença entre um seropositivo e um seronegativo pode estar muitas vezes numa simples decisão sensata de sexo seguro, e essa decisão terá reflexo na vida dessa pessoa durante vários anos, fazendo a diferença entre uma pessoa saudável com mais 40 ou 50 anos de vida pela frente ou entre uma pessoa adoentada com 10 ou 15 anos de vida decadentes física e psicologicamente para o seropositivo, por isso, deixamos aqui o nosso apelo: pratiquem sexo seguro e evitem ao máximo o contágio, pois esse pode ser um passo decisivo na vossa vida e que fará  toda a diferença. Caso sejam contagiados por qualquer tipo de DST, recomendamos que hajam o mais depressa possível para tentarem curar ou minimizar os danos futuros. Contactem o vosso médico e não se envergonhem ou poderão arrepender-se da vossa demora e embaraço.

3- CONCLUSÃO

Este trabalho foi realizado com empenho e nós pensamos que cumprimos todos os objectivos propostos à partida.

Com este trabalho, nós pretendemos informar e alertar todos sobre os verdadeiros perigos das doenças sexualmente transmissíveis e pensamos que, depois de lerem e entenderem o quanto são perigosas e prejudiciais as DST para a saúde, pensarão duas vezes antes de praticarem sexo inseguro.

Como comentários finais, gostaríamos de acrescentar que gostámos de realizar este relatório pois adquirimos muita informação nova e estar informado é o primeiro passo para a prevenção.

Tentámos colocar imagens mas não tínhamos espaço e além disso achámos que estas eram demasiado chocantes.

Esperamos que gostem.

4- BIBLIOGRAFIA

http://www.roche.pt/sida/o_que_e_a_sida

http://www.medicosdeportugal.iol.pt

http://pt.wikipedia.org/wiki/dst

http://www.esec-tondela.rcts.pt

http://www.arsc.online.pt

http://www.dianova.pt

http://www.manualmerck.net

http://www.dermatologia.net

http://www.abcdocorposalutar.com.br

http://www.abcdasaude.com.br

http://www.nossoscaesegatos.hph.ig.com.br

http://www.multikulti.org.uk/pt/health

http://www.saudevidaonline.com.br

 

 

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