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Trabalhos de Estudantes Trabalhos de Biologia - 11º Ano |
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Extracção do DNA de uma Célula Vegetal Autores: Patrícia Rato e Miguel Neves Escola: Escola Secundária Mouzinho da Silveira - Portalegre Data de Publicação: 20/06/2008 Resumo do Trabalho: Relatório de Actividade Experimental na qual foi extraída uma porção de DNA de uma célula vegetal, com o objectivo de observar a quebra das ligações na molécula de DNA e de separar o DNA das proteínas. Ver o Trabalho Completo Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer. |
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Introdução Nesta actividade experimental, extraímos uma porção de DNA de uma célula vegetal, como objectivos: observar a quebra das ligações na molécula de DNA, e de separar o DNA das proteínas. O DNA é o suporte físico da informação genética, que é composto por ácidos nucleicos (isto porque a primeira vez que foram vistos foi em núcleos de células). A molécula do DNA é constituída por unidades básicas designadas por nucleótidos, que por sua vez são formados por uma base azotada, uma pentose (glícido com 5 carbonos) e um grupo fosfato (ácido fosfórico), designando este conjunto por nucleósido. A pentose do DNA chama-se desoxirribose (de formula química: C5H10O4 ). As bases azotadas presentes nos nucleótidos dividem-se em dois tipos: bases púricas – adenina e guanina, que têm um anel duplo; e base pirimidicas – timina e citosina, de anel simples. Os ácidos nucleicos só apresentam estes 4 tipos de bases azotadas em que as timinas se ligam ás adeninas e as citosinas ás guaninas. Os nucleótidos estabelecem ligações entre si formando cadeias polinucleotídicas, estas ligações são estabelecidas por sua vez entre um grupo fosfato de um dos nucleótidos e o carbono 3 da pentose do nucleótido seguinte (denominam-se por ligações fosfodiester). Com bases em outras experiências, concluiu-se que o DNA apresenta uma dupla hélice, e que as suas duas cadeias polinucleotídicas se dispõem em sentidos inversos, dizendo-se assim antiparalelas. Estas duas cadeias estabelecem uma ligação feita através de pontes de hidrogénio entre as bases azotadas. Material . Cebola pequena . Bisturi . Almofariz . Proveta . Balão de Erlenmeyer . Papel de filtro . Funil . Vareta . Água destilada . Álcool a 95% . Sal de cozinha (1colher de chá) . Detergente de louça (1 colher de sopa) Procedimento 1. Cortámos a cebola em pequenos pedaços, de modo a triturá-la no almofariz; 2. Enchemos o balão de Erlenmeyer com 200ml de água, onde colocámos o sal e o detergente. Misturámos até o sal desaparecer. 3. A mistura que fizemos no passo 2, juntámo-la á cebola e voltámos a triturar. 4. Filtrámos a mistura feita no almofariz para o Erlenmeyer. 5. Após termos deitado um pouco da mistura numa proveta, adicionámos um pouco de álcool. 6. Tirámos conclusões. Resultados Observando o conteúdo da experiência realizada, podemos obter os resultados pretendidos. Na proveta, foi possível ver os filamentos de DNA. Aqui, como podemos observar o álcool não se misturou com a substância que a proveta continha, criando uma espécie de bolha a separar, para onde o DNA se irá encaminhar. Depois de ser agitado por uma vareta as ligações do DNA partem-se misturando-se assim com todo o resto da substância. Formou um precipitado, mas devido ás características do DNA não é possível ser observado a olho nu. Discussão/Conclusão A nossa experiência procedeu sem algum tipo de problemas sendo então possível obter os resultados esperados. Sendo assim foi possível separar o DNA das proteínas, e observá-lo numa proveta. Depois a experiência concluída, e com alguma pesquisa, descobrimos então, a função dos reagentes (sal, detergente e álcool) nesta experiência, bem como o motivo do DNA se movimentar na direcção do álcool. A adição do sal, no inicio da experiência, proporciona um ambiente favorável ao DNA, pois o sal contribui com iões positivos que neutralizam a carga negativa do DNA. O detergente afecta as membranas, pois elas são constituídas por lípidos e com a rotura das mesmas, o conteúdo celular solta-se e dispersam-se na solução. O álcool faz com que o DNA não se dissolva (pois não é solúvel no mesmo). O que faz com que ele se separe da solução aquosa inicialmente preparada elevando-se para a camada alcoólica. Isto acontece porque o DNA é menos denso que a água e que a mistura, logo irá mover-se lentamente para a superfície, em direcção ao álcool, deixando aparecer os pequenos filamentos. Estes juntam-se a numa “bolha” formada pelo álcool, que quando incidida por luz, e, também pelo fato de existirem milhões destas cadeias de DNA, que anteriormente tinham sido lavados (separados das proteínas), fez com que víssemos uns filamentos esbranquiçados (o DNA). Quando por último agitámos a mistura que continha o DNA, este partia-se e precipitava-se. A precipitação já não é tão visível porque é ainda mais pequena. Repetimos várias vezes o processo e acontecia sempre o mesmo. Assim podemos concluir que a molécula do DNA: - É pouco solúvel (pois não se dissolve facilmente) - É muito pouco denso (dirigiu-se em direcção ao álcool, que já por si é muito pouco denso) - Possui ligações muito fracas, pois partem-se com muita facilidade, isto porque estas são feitas através de pontes de hidrogénio (as ligações através do hidrogénio são pouco intensas do ponto de vista energético). Bibliografia Matias, O.;Martins, P.(2004). Manual de biologia de 11º ano. Areal Editores. Porto Sites: http://www.dbio.uevora.pt/LBM/Foco/Extraccao/Extraccao_DNA.html
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