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Trabalhos de Estudantes

Trabalhos de Biologia - 11º Ano

 

Ferraria - Construção de uma Unidade Hoteleira

Autores: Patrícia Silva, André Santos, Isabel Viana e Ricardo Botelho

Escola: Escola Secundária Domingos Rebelo - S. Miguel, Açores

Data de Publicação: 11/02/2006

Resumo do Trabalho: Exercício de tomada de decisão sobre a construção de uma unidade hoteleira, realizado no âmbito da disciplina de Biologia (11º ano). Ver Trabalho Completo

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Ferraria - Construção de uma Unidade Hoteleira

 

Construção de uma Unidade Hoteleira

(EXERCÍCIO DE TOMADA DE DECISÃO / DEBATE)

Introdução

A presente actividade tinha como objectivo introduzir o primeiro capítulo de geologia, relacionado com: Ocupação Antrópica e Ordenamento de Território.

Nesta actividade era colocada a seguinte situação-problema:

“Será que a construção de urna unidade hoteleira na Ferraria, associada à exploração turística das Termas, resolve o problema dos impactes ambientais negativos, contribuindo para a conservação do património geológico, paisagístico e biofísico da Ponta da Ferraria?”.

Previamente, foram analisados (e alguns definidos) os elementos constituintes da situação-problema, nomeadamente:

- ocupação antrópica: ocupação de grandes zonas da superfície terrestre pelo Homem com consequente modificação das paisagens naturais;

- ordenamento de território: conjunto de processos integrados de organização do espaço biofísico, tendo como objectivo a sua ocupação, utilização e transformação de acordo com as capacidades do referido espaço; elemento essencial do desenvolvimento sustentável;

- unidade hoteleira: não é necessariamente um hotel, pode ser Hotel, Aparthotel, Residencial, Albergaria, ou mesmo pequenos apartamentos ou moradias relacionadas com turismo rural, por exemplo;

- impactes ambientais negativos: são alguns exemplos mais significativos os seguintes: perda de usos do ambiente (do ponto de vista humano ou ecológico), infracção de normas ambientais ou degradação irreversível do património natural ou construído.

O grupo 1, como representantes do poder, teria que defender a aprovação do projecto (independentemente das opiniões pessoais), recorrendo a diversos argumentos, essencialmente de natureza económica e turística.

Antes do trabalho foi feita uma pequena pesquisa, intercalada com a utilização de materiais disponíveis, relacionados, nomeadamente, com: definições, localização geomorfológica da Ferraria e atitudes governamentais, ou não, anteriormente tomadas, directa ou indirectamente relacionadas com o tema.

Opinião do Grupo

As opiniões dentro do grupo divergiram bastante, sendo algumas delas bastante extremistas relativamente ao aproveitamento do espaço nesta zona. Assim surgiram duas linhas de opinião distintas, uma a favor e outra contra, o que foi enriquecedor para o trabalho na medida em que se conseguiu “antever” alguns argumentos e permitiu projectar os contra-argumentos possíveis.

Assim, os principais argumentos que poderiam travar a construção do hotel eram os seguintes: descaracterização do local, possível enchente de turistas, existência de alguns pagamentos, alteração do quotidiano dos residentes, desvalorização por parte dos residentes (a nível da ilha) daquele local devido à sua modernização e os possíveis riscos geológicos ou de outra natureza que poderiam advir da construção da unidade hoteleira.

E, como grupo que deveria defender a construção da unidade hoteleira, foi feito um esforço para a criação de argumentos que pudessem diminuir o valor dos acima referidos (ver argumentos e estratégia utilizados – página 3).

O objectivo principal era, precisamente, fazer com que o balanço dos prós e dos contras para a construção da unidade hoteleira pendesse para a sua aceitação, pelo que seria necessário um maior número de “prós” e, de preferência, o mais pertinentes possíveis para refutar as opiniões contrárias.

Argumentos e Estratégia Utilizados

O grupo, como já sabia, de antemão, que a maioria (veio-se a verificar depois que a totalidade) dos grupos se deveria opor à construção da unidade hoteleira, teve algum cuidado com a estratégia que deveria ser seguida. Assim, ficaria acordado que na primeira intervenção não seria dado nenhum argumento específico, para que os “trunfos” não se esgotassem. A argumentação e contra-argumentação foram baseadas num quadro em que eram previstas várias situações possíveis. Só se entrariam com novos argumentos ou soluções se o assunto fosse abordado ou o aspecto negativo sugerido, para que a utilização dos argumentos fosse oportuna e eficaz.

O quadro utilizado foi o seguinte:

Prós

Contras

Soluções/Vantagens

Valorização e Protecção do Espaço

Criação de infra-estruturas

 

Possibilidade de construção de Hotel e outros serviços

Melhoramento dos acessos

Impacto Visual

Estudo a Nível de Integração Paisagístico

Promoção do Estudo Científico

 

Projecção da Ferraria a nível internacional no domínio científico

Classificação da zona como área protegida

Proibição de  caça, pesca e desporto automóvel

Proibição da exploração de massas minerais (escavação, aterros, depósito de resíduos sólidos)

Preservação da fauna e flora endémicas existentes

Acesso das populações a um bem terapêutico

Estacionamento mais próximo com vigilância e balneários pagos

Pequena zona de estacionamento livre

Recuperação, beneficiação e ampliação das actuais instalações das termas com construção de piscina exterior

 

Possibilidade de aceder facilmente às termas

Aumento da qualidade ambiental, devido à existência de seguranças

Pagamento dos seguranças

Despesas a cargo do hotel

Existência de um maior número de turistas

Maior poluição automóvel

Benefícios para o comércio local;

Projecção internacional da zona a nível turístico

 

Modernização da Área

Interferências no equilíbrio natural da área

Estudos rigorosos, com vista à protecção do ecossistema existente

 

 

 

Existência de horário

Maior segurança no local, pelo que são evitados alguns tipo de libertinagem (toxicodependência…)

Aquando da realização do debate seria natural que surgissem alguns argumentos não propostos neste quadro, visto que é impossível prever totalmente a situação real. Foi do consenso do grupo que a posição governamental não fosse demasiado extremista deixando bem claro que o pretendido não era a construção de um hotel gigantesco numa zona perigosa e de reduzida dimensão.

Conclusão

A posição levada pelo grupo para o debate seria a favor da construção da unidade hoteleira pelas seguintes razões:

- como representantes do Governo, essa era a posição pretendida

- realmente apresenta vantagens: enriquecimento da área, tanto a nível económico como social; projecção da imagem da Ferraria/Ginetes/Açores em Portugal e no Estrangeiro; redução de impactes ambientais negativos.

- existiam múltiplas soluções e o pretendido eram discuti-las, pelo que os representantes não iriam para o debate com a decisão totalmente tomada, querendo melhorá-la.

 O trabalho levado a cabo foi muito interessante e muito educativo, não só como alunos de Geologia, mas também como cidadãos em crescimento e afirmação. Fica aqui expresso o desejo de repetir a actividade. 

A preparação do debate permitiu alargar os conhecimentos sobre a zona da Ferraria e, logo, do nosso património natural. Foi também bem sucedida na medida em que introduziu sumariamente alguns conceitos que mais tarde serão desenvolvidos.

Bibliografia

o www.ebase.pt

o www.geota.pt

o http://acores.sapo.pt/fotoacores/

o www.cientic.com

o www.howardgrubb.co.uk/photos

o www.naer.pt

o http://snig.igeo.pt

o folheto/roteiro turístico da autoria de Victor Hugo Forjaz

 

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