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Trabalhos de Estudantes Trabalhos de Biologia - 10º Ano |
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Hormonas Vegetais Autores: Bárbara Sabino Escola: [Escola não Identificada] Data de Publicação: 12/06/2008 Resumo do Trabalho: Trabalho sobre as hormonas vegetais (fito-hormonas) realizado no âmbito da disciplina de Biologia (10º ano). Ver o Trabalho Completo Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer. |
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Hormonas Vegetais (Fito-hormonas) Perguntamo-nos como se dá o crescimento das plantas… A resposta é simples. Graças a estímulos como a luz, a gravidade ou contacto com outras plantas ou objectos as plantas, executam uma variedade de movimentos. Através dos movimentos e experiências pode-se chegar a conclusão da existência de hormonas vegetais. Definem-se hormonas vegetais ou fito-hormonas, por substâncias orgânicas, que actuam em quantidades diminutas, sintetizadas em certas zonas da planta, podendo ser transportadas para outros locais, onde poderão provocar varias reacções.
Desenvolvimento Dá-se o nome de coleóptilo a primeira porção de planta que aparece à superfície do solo. Este desenvolve-se segundo a luz. Se a sua intensidade for constante, a planta irá-se desenvolver na vertical, se for iluminada lateralmente os coleóptilos irão crescer na direcção da luz, curvando-se.
Experiência de Charles e Francis Darwin
Em 1880, Charles Darwin e seu filho (Francis) dedicaram-se ao estudo das plantas e realizaram experiências a fim de estudar o crescimento das plantas a luz, pelo que dispuseram de variadas plântulas e numa delas colocaram um “capuz” transparente, noutra, um capuz opaco, outra ficou sem qualquer coisa a cobrir, e sem o ápice e finalmente uma plântula intacta.
Definição de Plantula de planta s. f., Embrião contido na semente, que começa a desenvolver-se pela germinação.
Observaram que a que tinha o capuz opaco e a plântula com o ápice removido e sem nada a cobrir, cresceram na vertical, já a coberta por um capuz transparente e a intacta curvaram-se na mesma direcção da luz. Poderam então concluir que a curvatura das plântulas dá-se devido a uma mensagem transmitida do ápice para a parte inferior do coleóptilo. Em 1910, Boysen-Jensen ao recolocar o ápice sobre o coleóptilo decapitado com uma lâmina de gelose entre eles, observou-se a curvatura da planta, distinguindo assim a importância química do sinal que ápice transmite. Páal baseando-se nesta experiência coloca o ápice cortado ao lado do coleóptilo decapitado e observa a curvatura na plântula mesmo iluminada por uma luz uniforme. Na década do século XX, Went colocou ápices sobre um bloco de gelose durante horas. A seguir pôs em contacto, uma porção do bloco de gelose, em metade dos cleóptilos decapitados, observando assim a curvação da planta pelo lado oposto do bloco. Pôde então concluir que o ápice continha hormonas que era transmitidas à gelose e que posteriormente para era transmitidas aos coleóptilos.
Conclusões: O ápice do coleóptilo controla o crescimento e a resposta da plântula em relação à luz. A curvatura dá-se devido a uma hormona elaborada no ápice do coleóptilo, que atinge uma zona inferior que cresce, curvando-se em relação a luz lateral. Went deu o nome de auxina á tal hormona (responsável pelo alongamento das células ). O crescimento da plântula dá-se devido a desigual repartição de auxina e pode ser explicado pelo facto da auxina chegar em maior quantidade á zona não iluminada, pois as células desta possuem maior alongamento. Com a descoberta das auxinas pôde-se identificar outras hormonas como as giberelinas e o etileno. Os efeitos das hormonas dependem do local de acção, do estado de desenvolvimento da planta e da concentração da hormona. Auxinas . Estimulam o alongamento celular; . Estimulam a formação de raízes; . Intervêm na floração e frutificação em certas plantas; . Induzem a partenocarpia (fecundação); Giberilinas . Estimulam o crescimento das plantas; . Actuam sobre o alongamento dos órgãos; . Promovem a partenocarpia (fecundação) em algumas espécies; . Interrompem a dormência de sementes e gomos em algumas espécies; Citocininas . Promovem a iniciação celular e a proliferação dos gomos; . Inibem a formação de raízes; . Retardam a queda das folhas . Estimulam a germinação das sementes; . Induzem a partenocarpia (fecundação); Ácido Abscísico . Promove a abcisão (caída) de folhas e frutos; . Promove a dormência e inibe a germinação das sementes; . Atrasa o crescimento e a senescência (envelhecimento); Etileno . Acelera o amadurecimento dos frutos e a abcisão (queda) de folhas e frutos; Da interacção destas hormonas resultam as células-alvo. Após a dita interacção as hormonas são degradadas.
Processo de floração Muitos botânicos tem vindo a explorar a floração das plantas superiores Esta está relacionada com a duração relativa do dia natural e da noite, denominando-se fotoperíodo o número de horas de iluminação diária. (Ex: germinação de sementes - e controlada pelo fotoperíodo, ocorrendo em momentos específicos do ano.) Uma das reacções fotoperiódicas mais óbvias é a produção de flores. As plantas foram divididas em 3 grupos visto que cada uma responde de diferente modo ao fotoperíodo. São elas: 1. Plantas de dia longo (ex. milho, centeio) – Espécies que florescem somente quando o período escuro do dia torna-se menor, ou seja quando as noites são curtas e os dias são longos. (Verão e Primavera). 2. Plantas de dia curto (ex. morangueiro, macieira…) – Espécies que florescem somente quando o período escuro do dia torna-se maior, ou seja quando as noites são longas e os dias são curtos (inicio da Primavera). 3. Plantas indiferentes (ex. Cravo, Sardinheira, Malmequeres…) - São tolerantes em relação ao fotoperíodo pelo que florescem em qualquer época.
Através de variadas experiências pôde-se concluir, na década de 40 do século XX que o que controlava a floração era a duração do período de obscuridade pelo que: . As plantas de dia longo passaram a ser chamadas de plantas de noite curta. . As plantas de dia curto passarem a ser chamadas de plantas de noite longa.
O período crítico de obscuridade é entendido pela duração mínima ou máxima de obscuridade para o inicio da floração. O tempo de obscuridade influencia tanto a floração de plantas de noite curta como as de noite longa. As plantas de noite curta requerem um período de obscuridade menos que a duração do período crítico, enquanto que as plantas de noite longa requerem um período de obscuridade ininterrupto maior do que o período critico de obscuridade. Se interrompermos o período de obscuridade numa planta de noite longa antes de ter atingido o período critico, a floração fica inibida. Se houver luz breve num período de obscuridade, as plantas de noite curta podem florescer no Inverno. Pode então dizer-se que nas plantas de noite curta: . A floração ocorre quando a duração da noite é igual ou inferior ao período critico de obscuridade; . O período crítico de obscuridade marca um numero máximo de horas de obscuridade continua para as plantas florescerem. Nas plantas de noite longa: . A floração ocorre quando a duração da noite é igual ou maior que o período critico de obscuridade; . O período crítico de obscuridade marca um numero mínimo de horas de obscuridade continua para as plantas florescerem.
A resposta da floração relativamente ao fotoperiodo influencia a distribuição geográfica das plantas. Pelo facto dos investigadores não acharem uma única hormona da floração deduz-se que a floração dá-se com a variação de quantidade de variadas hormonas. Enquanto que as plantas de noite curta florescem com o auxílio de giberelinas, as de noite longa são tratadas com etileno. Conclui-se então que há um número de substâncias que podem inibir ou promover a floração das plantas.
Aplicação das fito-hormonas para fins económicos. Devido ás propriedades descobertas pelos botânicos a nível bioquímico, nas fito-hormonas, seguiu-se um estudo sobre compostos orgânicos de que elas eram constituídas. Estes compostos orgânicos serviram para sintetizar substâncias quimicamente idênticas às diversas hormonas vegetais, logo com os mesmos efeitos que elas. Estas substâncias são chamadas de reguladores de crescimento e utilizam-se em variados sectores ligados á produção, armazenamento e distribuição de alimentos de natureza vegetal. As hormonas sintéticas são aplicadas, tendo em conta a sua acção, no sentido de maior produtividade e de maiores lucros.
A síntese destas hormonas veio dar asa a uma nova fase a nível económico pois foi possível a produção de alimentos vegetais para alimentação e ornamentação mesmo não havendo clima propício para tal. No entanto a utilização deste químicos em excesso torna-se nociva á saúde, não só na sua produção como também na aplicação. Ex: Durante a guerra do Vietname foram utilizadas diversas hormonas para diminuir a densidade da folhagem, os chamados desfolhantes. Como resultado desta utilização não só surgiram problemas ambientais (perda da floresta tropical) como também problemas de saúde como cancro, nascimento de crianças com deficiências e leucemia. O uso destes produtos foi proibido no ano de 1977. Este exemplo é mais um que nos demonstra a necessidade de toda a tecnologia ser testada devidamente antes de aplicada ao mundo real.
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