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Técnicas Laboratoriais de Biologia - 11º ano

Observação da Mitose da cebola

Autores: Mariana Martins e Joana Sousa

Escola Secundária Stuart de Carvalhais

Data de Publicação: 20/06/2005

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Observação da Mitose em células do ápice radicular da cebola

 

 

 

Índice

1.    Objectivos

2.    Introdução Teórica

3.    Material

4.    Procedimento

5.    Registo de Observações

6.    Tratamento de dados

7.    Conclusão e crítica

8.    Bibliografia

 

 

1.    Objectivos 

Os objectivos desta actividade experimental foram: 

  • Realizar uma preparação de ápice radicular da cebola com carmim acético;

  • Observar essa preparação ao microscópio óptico composto (M.o.c);

  • Observar e identificar as diferentes fases do ciclo celular em que se encontravam as células;

  • Comparar as observações do ápice radicular da cebola a 1 e a 4cm da extremidade.

  

2.    Introdução teórica

Nesta actividade experimental fomos observar células do ápice radicular da cebola, e identificar as diferentes fases do ciclo celular em que estas se encontravam.

O ciclo celular é o processo pelo qual uma célula passa desde que nasce até que se divide. Este processo integraga duas fases fundamentais – a interfase e a fase mitótica.

A interfase é a fase mais longa do ciclo celular, e a fase em que as células se encontram a maior parte do tempo. Esta fase integra três sub-fases: fase G1, S e G2. esta fase é reponsável pelo crescimento celular e duplicação do ADN.

A fase mitótica é a fase do ciclo celular onde ocorre duas divisões, a divisão do núcleo – mitose -  e do citoplasma – citocinese. A mitose integra 4 subfases: profase, metafase, anafase e telofase. Todas estas fases se caracterizam por um dados conjunto de fenómenos:

  • profase – é a etapa mais longa da mitose, onde os filamentos de cromatina se condensam, originado umas estruturas grossas e curtas – os cromossomas - , que vão ser constituídos por dois cromatídeos unidos por um centrómero, a membrana nuclear fragmenta-se e o nucléolo desaparece e por fim forma-se o fuso acromático nos polos da células;

  • metafase – é a etapa onde o fuso acromático se vai ligar aos centrómeros dos cromossomas, que já atingiram o encurtamento máximo, formando assim a placa equatorial, onde os cromossomas se dispõem voltados para o centro do plano com os braços voltados para fora;

  • anafase – dá-se a fragmentação dos centrómeros, separando assim os cromatídeos, passando cada um destes a formar agora um cromossoma; as fibras do fuso acromático começam a encurtar levando assim os cromossomas para os polos – ascenção polar;

  • telofase – passa-se exactamente o contrário da profase, ou seja, a cromtina vai descondensar e alongar, o fuso acromático dissolve-se, a membrana nuclear irá reaparecer dipondo-se à volta dos cromossomas, formando assim dois núcleos novos.

 

Terminada a mitose, vai ocorrer então a citocinese, que consiste na separação do citoplasma da célula-mãe, em duas partes iguais, originando assim as duas novas células.

A mitose é então considerada como o processo responsável pelo crescimento dos vegetais.

No príncipio da formação dos vegetais, todas as células do embrião de dividem, mas mais tarde são criadas estruturas próprias para a mutiplicação celular – os meristemas - onde ocorrem sucessivas divisões celulares. Essas estruturas encontram-se nos ápices radiculares e formam o meiristema apical radicular. E superiores a essas zonas situam-se as zonas de alongamento celular, onde ocorre o crescimento das células e sua especificação. Mas nestes dois locais as células apresentam-se de maneira diferente, uma vez que têm funções diferentes.

No meristema apical radicular as células são pequenas, apresentam núcleos volumosos, pequenos vacúolos e citoplasma compacto. Enquanto que na zona de alongamento as células são de maior dimensão, alongandas, com vacúlos de gandes dimensões, núcleos pequenos, e um citoplasma muito reduzido situado entre a membrana celular e os vacúolos. Com estas condições as células adquirem assim uma função específica.

Tudo isto faz parte do crescimento dos vegetais.

 

3.    Material

  • Microscópio óptico (M.o.c.);

  • Lâminas;

  • Lamelas;

  • Tesoura;

  • Bisturi;

  • Pinça;

  • Agulha de dissecção;

  • Vidro de relógio;

  • Papel de filtro;

  • Papel de limpeza;

  • Água destilada;

  • Carmim acético ou orceína acética;

  • Ápices radiculares de cebola.

 

 

4.    Procedimento

1.    Cortou-se aproximadamente 1 cm da extremidade do ápice radicular da cebola e colocou-se num vidro de relógio;

2.    Colocou-se duas gotas de carmim acético no centro de uma lâmina;

3.    Colocou-se o ápice radicular, com a pinça, sobre as gotas de carmim acético;

4.    Dissociou-se o ápice radicular, com duas agulhas de dissecção e aguarda um minuto. De seguida, cobriu-se com a lamela o material dissociado;

5.    Retirou-se o excesso de corante da preparação com o papel de filtro;

6.    Observou-se a preparação ao microscópio óptico. Se necessário recorreu-se á objectiva de imersão;

7.    Repetiu-se os procedimentos anteriores utilizando, desta vez, uma região localizada a 4 cm da extremidade radicular.

 

5.    Registo de Observações

 

Observação ao M.o.c.:

 

Legenda:

1 – núcleo

2- membrana celular

3 – cromossomas (ADN)

4 – citoplasma

5 – membrana nuclear

6 – parede celular

 

Diferentes fases observadas:

Interfase

 

Profase

 

Metafase

 

Anafase

 

Telofase

 

 

6.    Tratamento de dados

 

Células do ápice radicular da cebola

Dimensão das células

Fase do ciclo celular em que se encontram

A 1cm da extremidade

Células de pequena dimensão

Interfase e mitose (profase, metafase, anafase e telofase)

A 4cm da extremidade

(previsão de resultados, segundo conhecimentos da disciplina)

Células alongadas de maior dimensão

Interfase

 

7.    Conclusão e Critíca

A partir desta actividade experimental podemos concluir que a mitose é um processo de grande importância para os vegetais, uma vez que lhes possibilita o seu crescimento e desenvolvimento.

Com as observações efectudas podemos conlcuir que a mitose consiste então na profase, metafase, anafase e telofase. Podemos distinguir estas diferentes fases através de aspectos relevantes pertencentes aos aconteciemntos de cada uma das fases:

  • quando a célula se encontrava em profase, já era possível distinguir os seu cromossomas, apesar de ainda se encpntrarem um pouco enrolados em si;

  • quando a célula se encontrava em metafase, era possível observar a placa equatorial formada pelos cromossomas ligados ao fuso acromático;

  • quando a célula se encontrava em anafase, era possível ver os cromossosmas ligados ao fuso acromático na sua ascenção aospolos da célula;

  • por fim quando a célula se encontrava em telofase, era possível observar a formação de dois núcleos, com a cromatina dispersa de novo, de maneira que os cromossomas não eram preceptíveis.

A citocinese não foi possível observar, mas algumas células encontravam-se na interfase, onde apenas se destacava o núcleo da célula com a cromatina dispersa.

Por fim observamos ainda que as células do ápice radicular da cebola a 1cm da extremidade eram mais pequenas e se apresentavam em diferentes fases da mitose, enquanto que as células a 4cm da extremidade eram de maior dimensão e encontravam-se na interfase. Isto acontece porque na extremidade do ápice radicular, as células aí presentes, fazem parte dos meristems, onde ocorrem sucessivas divisões celulares, daí o seu aspectos e as fases em que se encontravam. Já as células a 4cm da extremidade situam-se na zona de alongamento celular, onde as células estão em crescimento/alongamento e em especialização, daí a sua diemnsão e fase em que se encontravam.

 

Quanto a críticas, temos apenas a apontar dois factos. Um deles foi que devido a uma incorrecta dissecação do fragmento do ápice radicular da cebola, não foi possivel a sua observação, uma vez que os tecidos se encontravam muito condensados, impendindo assim a sua observação. Assim foi necessário observar preparações definitivas, existentes no laboratório da escola. Outro factor a apontar foi a demorada realização de uma parte do protocolo experimental, não pertindo assim a sua finalização, bem como da actividade experimentel, tendo sido assim necessário fazer a suposta previsão de alguns resultados. De resto o trabalho correu dentro do parametros propostos, sem nenhum acidente relevante.

 

8.    Bibliografia

  • Caderno diário, onde foram tomadas as anotações da actividade experiemntal;

  • SOARES, Rosa, ALMEIDA, Carla, SERRA, Lídia, Técnicas Laboratoriais de Biologia – Bloco II, Porto Editora, Porto, 2003.

 

 

Mariana Martins e Joana Sousa

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