Início > Trabalhos de Estudantes > Ciências > 7º Ano

Trabalhos de Estudantes

Trabalhos de Ciências - 7º Ano

Teorias sobre a Origem e a Evolução da Vida

Autores: Marta Santos e Patrícia de Jesus

Escola: Escola Secundária Quinta do Marquês

Data de Publicação: 18/02/2008

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre as Teorias da Origem e a Evolução da Vida, realizado no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Ver o Trabalho Completo

Comentar este trabalho / Ler outros comentários

Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer.

 

 

Teorias Sobre a Origem e a Evolução da Vida

TEORIAS SOBRE A ORIGEM E EVOLUÇÃO DA VIDA

Até ao século XIX considerava-se que todos os seres vivos existentes se apresentavam como sempre tinham sido. Toda a vida era obra de uma entidade poderosa, facto que servia para mascarar o facto de não existirem conhecimentos suficientes para se criar uma explicação racional.

Esta explicação, o Criacionismo, no entanto, já no tempo da Grécia antiga não era satisfatória. De modo a contornar a necessidade de intervenção divina na criação das espécies, surgem várias teorias alternativas, baseadas na observação de fenómenos naturais, tanto quanto os conhecimentos da época o permitiam.

Aristóteles elaborou uma dessas teorias, a aceitação manteve-se durante séculos, com a ajuda da igreja católica, que a adoptou. Esta teoria considerava que a vida era o resultado da acção de um principio activo sobre a matéria inanimada, a qual se tornava, então, animada. Deste modo, não haveria intervenção sobrenatural no surgimento dos organismos vivos, apenas um fenómeno natural, a geração espontânea.

Estas ideias perduraram até à era moderna, pois Van Helmont (1577-1644) considerava que os ”cheiros dos pântanos geravam rãs e que a roupa suja gerava ratos, adultos e completamente formados”.

Era considerado acertado pelos naturalistas que os intestinos produzissem espontaneamente vermes e que a carne putrefacta gerasse moscas. Todas estas teorias consideravam possível o surgimento de vida a partir de matéria inaminada, fosse qual fosse o agente catalisador dessa transformação, daí o estarem englobadas na designação geral de Abiogénese.

No século XVII Francisco Redi, naturalista e poeta, pôs em causa as ideias de Aristóteles negando a existência do princípio activo defendendo que todos os organismos vivos surgiam a partir de inseminação por ovos e nunca por geração espontânea.

Spallanzani interpretou os resultados com o facto de o ar conter ovos desses organismos, logo toda a vida proviria de outra, preexistente.

No entanto, Needham não aceitou estes resultados.

Pasteur conseguiu definitivamente, provar que, nas condições actuais, a vida surge, sempre de outra vida, preexistente.

Mas, como surgiu a vida pela primeira vez?

No final do século XIX vários cientistas alemães, nomeadamente Liebig, Richter e Helmholtz, tentaram explicar o aparecimento da vida na terra com a hipótese de que esta tivesse sido trazida doutro ponto do universo sob a forma de esporos resistentes, nos meteoritos – teoria Cosmozóica.

A presença de matéria orgânica em meteoritos encontrados na Terra tem sido usada como argumento a favor desta teoria, o que não invalida a possibilidade de contaminação terrestre, após a queda do meteorito.

Actualmente já foi comprovada a existência de moléculas orgânicas no espaço como o formaldeído, álcool etílico e alguns aminoácidos. No entanto, estas moléculas parecem formar-se espontaneamente, sem intervenção biológica.

O físico sueco Arrhenius propôs uma teoria semelhante, segundo a qual a vida se teria originado em esporos impelidos por energia luminosa, vindos numa “onda” do espaço exterior. Chamou a esta teoria Panspermia (sementes por todo o lado).

Actualmente estas areias caíram em descrédito pois é difícil aceitar que qualquer esporo resista à radiação do espaço, ao aquecimento da entrada na atmosfera, etc..

Apesar disso, na década de 80 do século passado, Crick (um dos descobridores da estrutura do DNA) e Orgel sugeriram uma teoria de Panspermia dirigida, em que o agente inicial da vida na Terra passaria a ser colónias de microorganismos transportadas numa nave espacial não tripulada, lançada por uma qualquer civilização muito avançada. A vida na Terra teria surgido a partir da multiplicação desses organismos no oceano primitivo.

Apesar de toda a boa vontade envolvida, nenhuma destas teorias avança verdadeiramente no esclarecimento do problema, pois apenas desloca a questão para outro local, não respondendo à questão fundamental:

COMO SURGIU A VIDA?

No entanto, um ponto de viragem fundamental ocorreu com as teorias de Pasteur e Darwin, permitindo abordar o problema sob uma perspectiva diferente.

Dados obtidos a partir de diversos campos da ciência permitiram ao russo Operin formular uma teoria revolucionária, que tentava explicar a origem da vida na Terra, sem recorrer a fenómenos sobrenaturais ou extraterrestres:

O sol e os planetas do sistema solar formaram-se simultaneamente, a partir da mesma nuvem de gás e poeiras cósmicas, acerca de 4700 M. A.;

A análise espectral de estrelas permitiu a conclusão de que as leis químicas são Universais.

As estrelas têm vários estados de desenvolvimento, encontrando-se o sol numa fase intermédia da sua “vida”.

Estes factos permitem deduzir que os constituintes dos outros planetas e do sol, dada a sua origem comum, devem ser os mesmos que a Terra primitiva conteve. A atmosfera primitiva da Terra deve ter contido H2, CH4 e NH3, como Júpiter ou Saturno, cuja gravidade impediu a dissipação desses gases para o espaço.

 

Outros Trabalhos Relacionados

Ainda não existem outros trabalhos relacionados

 

Início > Trabalhos de Estudantes > Ciências > 7º Ano