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Trabalhos de Estudantes

Trabalhos de Ciências - 8º Ano

A Água e as Actividades Humanas

Autores: Kelven Rodrigues e Madjer Hatia

Escola: Escola Portuguesa de Moçambique

Data de Publicação: 19/04/2007

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre a Água e os efeitos das actividades humanas, realizado no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Ver o Trabalho Completo

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Água e Actividades Humanas

ÁGUA E AS ACTIVIDADES HUMANAS

A água é um bem ambiental indispensável às necessidades humanas básicas (como a saúde e produção de alimentos) e ao desenvolvimento de actividades humanas, nomeadamente a agricultura, tendo influência decisiva na qualidade de vida das populações e na manutenção de ecossistemas.

A massa de água ocupa 75% da superfície terrestre, estando distribuída por mares e oceanos (97%), calotes polares (2%) e para consumo humano (1%). Os mares e oceanos têm capacidades de absorção, dispersão e diluição limitadas da poluição, tendo servido como último depósito de detritos humanos (fertilizantes, metais pesados, resíduos urbanos e industriais, entre outros), principalmente nas últimas décadas, contaminando as águas marinhas.

A água doce existente para consumo está dividida em rios, lagos, cursos de água, subsolo até 800 metros, solo sob a forma de humidade e vapor de água. Esta pequena quantidade de água disponível para consumo humano demonstra a necessidade de utilizar, de forma sustentável, as reservas de água doce ainda existentes, que têm vindo a sofrer, nos últimos 50 anos, uma redução quantitativa (quase 62%) e qualitativa (com alteração profunda das condições ecológicas dos cursos de água), devido sobretudo ao crescimento demográfico, explosão do parque industrial e descarga directa de efluentes domésticos, industriais e agro-pecuários não sujeitos a tratamento.

Estas obras de engenharia, executadas sem os necessários cuidados ambientais, contribuíram para a degradação da qualidade das águas e do meio ambiente.

As sociedades deverão adaptar-se à escassez e à perda da qualidade da água potável, sem pôr em causa as necessidades vitais, qualidade de vida e desenvolvimento sócio-económico. A capacidade de adaptação dependerá dos recursos sociais e técnicos disponíveis, implicando um enorme esforço concertado entre governos, cidadãos.

Contudo, a melhoria da eficiência de utilização da água não significará necessariamente uma redução general da procura em todas as regiões dum País, na medida em que haverá um aumento das capitações em áreas mais carenciadas ou de menor nível sócio-económico (pobres).

“Melhorar a utilização dos recursos hídricos é decisivo para todas as outras dimensões do desenvolvimento sustentável”

Estão actualmente identificadas, a nível mundial, 261 grandes bacias hidrográficas, cujos cursos de água cruzam as fronteiras políticas de dois ou mais Estados independentes, correspondendo a cerca de 60% do escoamento global do planeta.

A água deverá ser assim não só fonte de vida, mas também de integração regional, prosperidade e segurança ambiental, não se transformando numa fonte de conflitos sustentados e de guerras, obstáculo para a gestão eficiente dos recursos hídricos.

A crescente preocupação ambiental foi sendo introduzida no Direito Internacional da Água, desempenhando a sensibilidade económica e ecológica da água importantes estímulos nessa evolução.

Uma das formas de facilitar a repartição eficiente e equitativa dos benefícios proporcionados pelos recursos hídricos entre Estados que os compartilham seria o estabelecimento de mercados internacionais de água entre esses países e uma aceitação justa de preços de água, baseados nesses mercados, estando a ser criados instrumentos jurídicos para esse fim em termos comunitários.

O Chile é um dos poucos países em desenvolvimento que encorajam o mercado de águas, sendo mais activo nas regiões norte e central do país, onde a água é escassa e os custos de transação baixos.

Efeitos

A água contaminada (com elevada carga orgânica e agentes microbiológicos - bactérias e vírus), o saneamento desadequado e a falta de condições de higiene são apontados como responsáveis por mais de 80% das doenças dos países em desenvolvimento (como gastroentrites, hepatites, febres tifóides e cólera), pela morte de cerca de 6000 crianças por dia, assim como pela degradação da paisagem e perturbação dos ecossistemas.

Por sua vez, essa degradação contribui para fenómenos cada vez mais frequentes de secas, erosão de solos e desertificação, com consequências económicas e ambientais. A degradação dos solos, secas e inundações em anos sucessivos, aliados ao caos organizacional de muitos países, são as principais causas para a falta da fome.

“Nenhuma medida poderia contribuir mais para reduzir a incidência de doenças e salvar vidas no mundo em desenvolvimento do que fornecer água potável e saneamento adequado a todos”

A utilização excessiva de águas subterrâneas para beber e para efeitos de irrigação causou descidas do nível das águas de dezenas de metros, contribuindo para a diminuição da sua qualidade. Nas zonas litorais, a exploração intensiva das águas subterrâneas tem feito baixar perigosamente o nível dos cursos de água, com consequente penetração da água do mar nestes e sua progressiva salinização, tornando a água imprópria para consumo.

Esta diminuição da qualidade da água para consumo tem sido intensificada em muitos casos pela lixiviação de efluentes carregados de pesticidas e fertilizantes vindos do sector agrícola, resíduos urbanos e industriais (depositados em terrenos sem condições adequadas de impermeabilização nem cuidados de gestão), atingindo as águas subterrâneas e contaminando-as. Alguns poluentes, como o mercúrio, para além do efeito tóxico imediato ou cancerígeno, representam perigo ao nível da bioacumulação em organismos, com consequências em toda a cadeia alimentar.

As alterações climáticas globais, intensificadas nas últimas décadas (principalmente causadas pela actividade humana), irão potenciar a intensidade das situações de escassez e de carência de água, devido à alteração do padrão de distribuição da precipitação, quer pela diminuição da quantidade disponível, quer pela degradação da qualidade da existente, com impactes significativos sobre a agricultura, entre outras actividades económicas.

A população mundial deverá continuar a crescer, embora com taxas mais reduzidas, prevendo-se atingir os 8000 milhões de seres humanos em 2025. Nas próximas décadas, será necessário mais 17% de água doce para cultivar alimentos nos países em desenvolvimento e a utilização de água crescerá 40%.

CHUVAS ÁCIDAS

As chuvas ácidas são um sério problema de agressão ao meio ambiente, são gotas de água que podem ser chuva ou neblina carregadas de ácido nítrico e sulfúrico. Esses ácidos são resultados de reações químicas que correm na atmosfera a partir da presença do enxofre. O enxofre, por sua vez, é emitido para a atmosfera pelas indústrias, pela queima de carvão, pelos veículos, etc. Ela pode manifestar-se tanto no local de origem, como a centenas de quilômetros de distância.

A acção corrosiva do ácido é impiedosa, provoca acidificação do solo, prejudicando as plantas e animais, a vida dos rios e florestas. Da mesma forma as edificações presentes na área são afetadas, o excesso de nitrogênio lançado pela chuva ácida em determinados lagos também pode causar crescimento excessivo de algas, e conseqüentemente perda de oxigênio, provocando um significativo empobrecimento da vida aquática.

No mundo as chuvas e neblinas carregadas de ácidos são responsáveis pelo "desgastes" de esculturas de mármore, como ocorre em Atenas e em todos os grandes centros poluídos por automóveis e fábricas do mundo.

Na Europa esse problema é muito grave, pela antiguidade das obras expostas a céu aberto. É o chamado Câncer de Pedra, que faz com que seja necessário recolher essas obras de arte, substituí-las por réplicas e somente expô-las em ambientes fechados. Infelizmente, muitas obras de arte e monumentos antigos, já se acham completamente destruídos pela corrosão provocada pelas chuvas ácidas.

As chuvas ácidas também tem provocado a destruição completa da flora e da fauna aquática de numerosos lagos nos Estados unidos, no Canadá e na Suécia, também as florestas, como a Floresta Negra na Alemanha, vêm sofrendo os efeitos dessa poluição. Floresta Negra é o nome dado a floresta de pinheiros típicas do Sul da Alemanha. O controle da chuva ácida tem de ser feito como o emprego de combustíveis de baixo teor de enxofre, com a instalação de sistemas de tratamento de emissões gasosas nas indústrias e no veículos com motor de explosão.

A ingestão de água potável acidificada, por longos períodos , pode causar a doença de Parkinson e de Alzheimer, a hipertensão, problemas renais e principalmente em crianças, danos ao cérebro. Estima-se que nos Estados Unidos a chuva ácida é a terceira maior causa de doenças pulmonares.

Continuando no ritmo de poluição do ar, nos próximos 30 a 40 anos a chuva ácida causará maiores alterações na química dos solos do que as florestas tropicais poderiam suportar.

 

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