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Trabalhos de Estudantes Trabalhos de Ciências - 8º Ano |
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O Buraco do Ozono Autores: Simone Marques Escola: EB 2/3 Ruy Belo Data de Publicação: 03/11/2008 Resumo do Trabalho: Trabalho sobre o Buraco do Ozono, realizado no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Ver o Trabalho Completo Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer. |
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INTRODUÇÃO
Que lugar senão este
I Que lugar senão este alguém nos ofereceu como uma prenda de anos? Que lugar senão este um dia nos deixaram com terra, mar e céu?
Que lugar senão este havemos de oferecer a quem de nós rasgar o espanto do futuro? Que lugar senão este - não me podem dizer?
Aqui a cotovia nos canta os segredos, mas os bichos da terra, de narizes no ar e corações aflitos, cirandam entre medos!
II Nos rios e ribeiros é lenta a correria das águas destroçadas. Onde a pureza antiga Que as perdizes bebiam Em longas madrugadas?
Já nos lagos as nuvens Não se reflectem, não. E pela mão dos barcos Navegam os silêncios Que um dia a porto firme Nem sequer chegarão.
III O ar que respiramos Será de falta de ar? Quem nos espreita do alto, Pelo buraco feito Na camada de ozono? É o perigo que espreita Um mundo ao abandono.
IV Que mundo senão este Alguém nos ofereceu Como uma prenda de anos? Que lugar senão este Um dia nos deixaram - não me podem dizer?
Que mundo senão este Deixaremos um dia para oferecer a quem depois de nós vier? Que mundo se não este - não me podem dizer?
Maria Alberta Menéres, No coração do trevo, Verbo
Este poema de Maria Alberta Menéres introduz o tema do nosso trabalho, “O Buraco do Ozono” e, alerta-nos para os riscos da poluição atmosférica causada pela actividade humana cujas consequências para o meio ambiente resultarão em grandes catástrofes por interferirem no equilíbrio dos ecossistemas. O ar é fundamental para sobrevivência da Humanidade. No entanto, sem qualquer cuidado, o Homem tem poluído a atmosfera, alterando a sua composição, libertando para o meio ambiente substâncias prejudiciais aos seres vivos. Entre a enorme diversidade de poluentes existem os clorofluorocarbonetos que são os responsáveis pela destruição da camada de ozono. O nosso trabalho pretende explicar a relação entre estes poluentes e o aparecimento do buraco do ozono (que não é um verdadeiro buraco, mas uma rarefacção na camada de ozono que envolve a Terra), referindo igualmente algumas das graves consequências que essa relação poderá acarretar ao nosso planeta. Actualmente, estamos perante um dos mais sérios desafios ambientais que a Humanidade enfrenta, daí que, é urgente que o Homem reflicta e pare de agredir o ambiente, sob pena de condenar a sua sobrevivência neste planeta azul.
O QUE É A CAMADA DE OZONO E ONDE SE SITUA? A camada de ozono faz parte da estratosfera, camada da atmosfera que tem início a cerca de 10 km do solo e estende-se até aos 50 km de altitude e, tal como o nome indica, na camada de ozono verifica-se uma densa concentração de ozono (O3).
Fig. 1 – Esquema das camadas da atmosfera.
O ozono é um gás benéfico quando se localiza na estratosfera, composto por três moléculas de oxigénio (O2). A sua temperatura varia de -52ºC até -3ºC com a altitude e este aumento da temperatura deve-se à absorção de radiações ultravioleta (UV) pelas moléculas de ozono, visto a função do ozono ser, precisamente, filtrar estas radiações. Os raios UV produzem fluorescência em algumas substâncias, o que permite detectá--los. São emitidos pelo Sol e outras estrelas e absorvidos em grande parte pela camada de ozono. As lâmpadas de vapor de mercúrio e certos lasers também os emitem e são absorvidos, por exemplo, pelo vidro. Os raios ultravioleta possuem diversas aplicações, nomeadamente, a sua acção fotoquímica que permite a assimilação do cálcio e a formação de agentes vitamínicos, como a vitamina D que combate o raquitismo. Provocam também, o bronzeamento da pele, se absorvidos com moderação, caso contrário, podem originar queimaduras graves (insolação) e cancro da pele. São ainda utilizados no tratamento da água destinada ao abastecimento público. A camada de ozono absorve uma parte importante das radiações ultravioleta que atingem a Terra e é, como tal, essencial à manutenção da vida. No entanto, tem-se verificado uma preocupante diminuição desta camada: o valor normal da espessura da camada de ozono seria de 300 unidades Dobson mas, actualmente, esses valores atingem as 220 unidades Dobson e há regiões com valores inferiores a 100. Estas alterações na camada de ozono devem-se à existência de substâncias que a poluem.
OS POLUENTES DA CAMADA DE OZONO Os poluentes são agentes que, em determinada concentração, afectam o meio ambiente. Os poluentes da camada de ozono são os CFC (clorofluorocarbonetos) que, devido à sua composição química, reagem facilmente com o ozono provocando a destruição da camada do ozono. Os CFC foram inventados por Thomas Midgley, em 1930 e correspondem aos hidrocarbonetos em que o hidrogénio (H2) foi substituído por cloro (Cl) e flúor (F), sendo utilizados como agentes de refrigeração dos frigoríficos, nos sprays domésticos e nas indústrias do isolamento térmico e da electrónica.
Fig. 2 – Sprays domésticos que contêm CFC.
Os CFC perderam credibilidade quando se descobriu que as suas moléculas eram as responsáveis pela destruição da camada de ozono, pois o ozono é um gás sensível à acção do cloro que é um dos componentes dos clorofluorocarbonetos.
Fig. 3 – Diminuição da produção de CFC.
Apesar da utilização dos CFC ter diminuído, estas substâncias, com uma longevidade de mais de 50 anos, continuam a destruir a camada de ozono. Para que a utilização dos CFC acabe é necessário, a nível mundial, promover uma política de desenvolvimento sustentável que permita, principalmente aos países subdesenvolvidos, parar com a sua utilização, já que a atmosfera é de todos nós. O Protocolo de Montreal, de 1987, é um acordo internacional para restaurar a camada de ozono e fechar os buracos nela existentes. No entanto, a nossa geração e, sobretudo, as gerações futuras, irão sofrer as consequências da emissão dos CFC, visto os efeitos da destruição da camada de ozono não serem imediatos.
O BURACO DO OZONO Em Maio de 1985, a revista Nature anunciou que três cientistas ingleses tinham descoberto um buraco na camada de ozono, sobre a Antárctida. Todas as Primaveras, a maior parte do ozono perde-se durante uns meses sobre a Antárctida e, em menor escala, sobre o Árctico.
Fig. 4 – Buraco do ozono sobre a Antárctida.
O buraco do ozono é o sinal mais extremo de uma diminuição na camada de ozono verificada nas últimas décadas. Nos últimos anos, o tamanho do buraco do ozono aumentou, tendo este, actualmente, uma dimensão média de 28,3 milhões de km2. Como se forma o buraco do ozono? Quando os raios ultravioleta atingem a camada de ozono, muitos deles são reflectidos. Os CFC lançados para a atmosfera sobem até à camada de ozono. Aí, as ligações moleculares são rompidas pela acção dos raios UV, ficando o cloro livre. O cloro destrói as ligações moleculares do ozono, o que deixa esta camada fragilizada e destruída, dando assim origem ao buraco do ozono que permite que as radiações ultravioleta atinjam a Terra.
Fig. 6 – Os CFC destroem a camada de ozono.
Fig. 7 – Os raios UV atingem a Terra com grande facilidade devido ao buraco do ozono.
CONSEQUÊNCIAS DO BURACO DO OZONO O buraco do ozono permite que as radiações ultravioleta atinjam a Terra e este fenómeno traz algumas consequências que prejudicam o Homem e o meio onde este habita. Efeitos nocivos ao Homem . irritação dos olhos; . irritação das vias respiratórias; . perturbações respiratórias na crianças, idosos e asmáticos; . diminuição da resistência imunológica, ou seja, ficamos mais desprotegidos contra vírus e bactérias; . cancro da pele.
Fig. 8 – A exposição excessiva ao Sol provoca cancro da pele. Efeitos nocivos às plantas . provoca a redução da fotossíntese (acção desenvolvida pelas plantas com clorofila (verdes), que consomem dióxido de carbono (CO2) e libertam oxigénio (O2)). Efeitos nocivos ao ambiente aquecimento global. . Tal como outros fenómenos (ex:. o efeito de estufa), o buraco do ozono também contribui para o aquecimento global que pode vir a ter consequências desastrosas como: . o degelo global que terá como consequência o aumento do nível do mar, inundações gravíssimas, submersão de algumas ilhas e até mesmo de países. Este facto afectará a vida de muitos milhares de pessoas; . secas, o que transtornará, também, a vida das pessoas que trabalham na terra; . extinção de várias plantas e animais; . e outras consequências que afectarão todo o Mundo.
Fig. 9 – Consequências do aquecimento global no mundo
CONCLUSÃO Com este trabalho concluímos que os principais responsáveis pela destruição da camada de ozono são os CFC (clorofluorocarbonetos) e que o buraco na camada de ozono é uma grande ameaça para o nosso planeta, cujas consequências vão ser bastantes desastrosas. Para que isto não aconteça, a contribuição individual de cada um para que o buraco do ozono não aumente é muito importante. Cada um pode ajudar a construir um mundo melhor, evitando a destruição da camada de ozono. Como? É fácil: . deixando de utilizar lacas, tintas em sprays, desodorizantes e outros sprays que tenham na sua constituição CFC; . explicando aos nossos pais, amigos e colegas que também eles devem começar a deixar de usar produtos que contenham CFC. Se todos contribuirmos com pequenos gestos, iremos com certeza habitar num planeta mais saudável e desprovido de riscos.
BIBLIOGRAFIA LIVROS: . GOMES, Ana; BOTO, Anabela Santos – Fazer Geografia “Ambiente e Sociedade”, 1ª Edição, Porto, Porto Editora, 2004 . ANTUNES, Cristina; BISPO, Manuela; GUINDEIRA, Paula – Descobrir Terra, 1ª Edição, Perafita, Areal Editores, 2004 . RODRIGUES, M. Margarida R. D.; DIAS, Fernando Morão Lopes – Ciências na Nossa Vida, 1ª Edição, Porto, Porto Editora, 2003 . SERPA, Ana Isabel; VERÍSSIMO, Artur; AMARAL, Carmen; RODRIGUES, Goretti; SOUSA, Henriqueta; COSTA, Rosário – Ser em Português 8, 1ª Edição, Perafita, Areal Editores, 2003 . MORAIS, Elsa da Conceição; PINTO, Helena Maria – Preparar os Testes, 1ª Edição, Perafita, Areal Editores, 2004 . FARNDON, John – Dicionário Escolar da Terra, 1ª Edição, Lisboa, Editora Civilização, 1999 . PREACE, Fred – Aquecimento Global, 1ª Edição, Porto, Editora Civilização, 2002
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