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Início » Trabalhos de Estudantes » Ecologia » 10º ano

Ecologia - 10º ano

A Responsabilidade Ecológica

Autor: Catarina Paiva

Escola

Data de Publicação: 21/05/2006

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Indice

Introdução

Objectivos

O que é a Ecologia?

Convém saber um dos conceitos mais importantes deste trabalho, a Ecologia, que é a parte da biologia que estuda as relações dos organismos com o ambiente.

Bibliografia: Mini Enciclopédia – Circulo de Leitores

                    Diciopédia 2000 – Porto Editora

 

Um pouco de história…

O aparecimento do conceito “Ecologia”

Bibliografia: Ensaios de Filosofia para não-filósofos, FRANKLIN Agostinho e outros, Porto Editora

 

Fundamentais problemas ecológicos / A situação ecológica Actual:

Neste espaço estão apresentados, as 7 ameaças ou problemas fundamentais ecológicos, porque a Terra tem de ser respeitada hoje, porque amanhã poderá ser tarde demais.

Bibliografia: Ensaios de Filosofia para não-filósofos, FRANKLIN Agostinho e outros, Porto Editora

 

Poluição e tipos de poluição:

Existem vários tipos de poluição, desde a poluição das águas à poluição do ar, passando pela poluição da Terra. A poluição é o acto ou efeito de poluir, que tem de ser moderado.

Bibliografia: Diciopédia 2000 – Porto Editora

 

A Responsabilidade Ecológica:

Todos nós somos responsáveis pela degradação ecológica, basta mudar algumas das nossas atitudes do dia-a-dia, para que a pouco e pouco, podermos melhorar o ambiente.

Bibliografia: Mini Enciclopédia – Circulo de Leitores

                    Internet - www.geocities.com

 

Propostas de Soluções para os problemas ecológicos

Guia de boas práticas para o consumo sustentável / Conselho útil

Bibliografia: Internet - www.ecologia.org

 

Recortes de Jornais:

Alguns dos problemas de hoje, recortados de jornais, para mostrar, que informação é o que não falta, o que falta é a prática das boas acções para melhor o ambiente do nosso planeta!

É URGENTE…

Bibliografia: Diário de Coimbra / Diário das Beiras

 

Vale a pena pensar nisto…

Um artigo para consciencializar a posição em que nos encontramos, relativamente ao Ambiente, grau de adesão dos povos a propostas de solução.

Bibliografia: Internet - www.ecologia.org

 

Introdução

Há leis na natureza que, para funcionarem, não recebem salário, não tiram folgas, nem sequer gozam férias. Vigilantes permanentes, com a mesma medida para todos, velam pela saúde e pela ordem dos sistemas físicos e espirituais. Têm um defeito terrível: não aceitam subornos, nem, no mínimo, uma gorjeta.

O tempo útil para prevenir os abusos actuais que destroem a capacidade da Terra nos acolher, como escola reencarnatória não vai iniciar amanhã: já começou ontem e pode acabar hoje…

Lavoisier, o famoso cientista dos primórdios da ciência química, deixou a conclusão abrangente de que na natureza nada se cria, nada de perde, tudo se transforma.

Alargado a este notável principio a outras áreas, aparentemente, não é só na economia, física da Terra que tudo é passível de se reciclar, de se transformar, nunca de se perder!

Na verdade, tudo evolui, tudo progride, e a tendência de qualquer sistema será o de preservar a sua própria sobrevivência.

Hoje em dia, muitas pessoas pensam: “A degradação ecológica fica para resolver por quem cá estiver nessa altura…”

Isso não exclui a forte possibilidade de sermos nós próprios a apanhar com esses efeitos agora causados, e muito menos a sermos responsáveis pelos infortúnios que atiramos para a vida dos outros.

Ecologia lembra o funcionamento, em harmonia, de um sistema global, de um todo. Que é muito maior e mais amplo do que podemos supor no horizonte ainda tão acanhado dos conhecimentos actuais.

Porque envolve até pensamentos, sentimentos, e, sobretudo, atitudes. Há uma ecologia individual que se junta a outras e, formando um mosaico, constitui uma ecologia colectiva.

Este trabalho, mostra-nos que devemos ter responsabilidade e consciência, para fazer da Terra um planeta, cada vez melhor!

 

Objectivos

 

  • Esclarecer o conceito ecologia

  • Identificar as grandes questões ecológicas da actualidade.

  • Relacionar a acção humana com os problemas ecológicos.

  • Esclarecer o conceito de responsabilidade.

  • Pesquisar propostas de soluções para problemas ecológicos.

  • Identificar o grau de adesão dos povos/nações/estados a essas propostas de solução.

  • Apresentar uma opinião e critica sobre o assunto.

 

 

Um pouco de História…

O aparecimento do conceito de ecologia

 O termo ecologia foi proposto por Haeckel, em 1886, com o objectivo de estabelecer uma ciência que se dedicasse ao estuda das relações entre os organismos vivos e o seu meio.

A ecologia (do grego oikos- morada, logon- estudo) tem como primeiro objectivo estudar a biologia da Natureza, ou seja, conhecer o funcionamento dos ecossistemas e dos mecanismos que asseguram a sua estabilidade (= homeostasia). Ora a estabilidade e a capacidade de renovação dos ecossistemas foi posta em causa devido a progressos técnicos que permitem:

- Uma captura massiva dos peixes;

- O derrube e a transformação de árvores em energia;

- A artificialização dos ecossistemas, com o consequente desequilíbrio que ela acarreta;

- O aparecimento de diferentes tipos de poluição: radioactiva, química, orgânica, poluição por detritos sólidos…

A consciência deste desequilíbrio conduziu à concepção da Natureza como um património – herança do passado e recurso para o futuro – que há que passar para as gerações futuras.

 

Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de fogo", uma velha índia:

“Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios . Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.”

 

?? O Que é a Ecologia ??

 

Ecologia, segundo a enciclopédia, Circulo de Leitores:

- Estudo das relações dos seres vivos com o seu meio natural e da sua adaptação ao ambiente circundante.

 

Ecologia, segundo a Diciopédia 2000

- A Ecologia é a ciência que estuda os organismos vivos no seu meio ambiente. Estuda as relações que se estabelecem entre os diferentes seres vivos em consequência dos processos de nutrição, reprodução e outras funções biológicas de cada espécie, e as influências que sobre eles exercem as mudanças de temperatura, luz, salinidade e outros factores ambientais. Por outro lado, a Ecologia estuda também a influência dos seres vivos sobre o meio ambiente, na medida em que de uma maneira ou outra o alteram e lançam nele os produtos de excreção. A Ecologia moderna estuda níveis de organização superior ao próprio indivíduo, como a população.

Um grupo de indivíduos da mesma espécie, que vivem numa determinada zona durante um determinado período de tempo constitui uma população. Todas as populações que habitam uma determinada área geográfica delimitada formam uma comunidade biótica, e esta, conjuntamente com o meio inerte em que se desenvolve, denomina-se sistema ecológico ou ecossistema.

Os estudos ecológicos podem realizar-se tendo como prioridade critérios básicos: espécies isoladas, espécies associadas, etc.

A Ecologia tem conhecido um grande desenvolvimento e, sobretudo, uma grande divulgação junto da opinião pública, que se mostra cada vez mais consciente e sensível a questões ambientais como a preservação do equilíbrio dos ecossistemas, a defesa da biodiversidade, a exploração de energias renováveis e o controle dos diversos tipos de poluição.

 

Poluição

 O conceito de poluição, de uma maneira geral, aplica-se a todas as intervenções dos humanos que de alguma forma perturbam (por vezes irremediavelmente) os equilíbrios naturais do meio ambiente.

Ao mesmo tempo, a ideia de poluição aparece associada à presença de elementos tóxicos que impossibilitam ou dificultam gravemente a vida tal como nós a conhecemos, seja a nível local, seja a nível global. A poluição atmosférica e a poluição dos rios, resultante de efluentes industriais e urbanos, caracterizam-se justamente pelos seus níveis de toxicidade.

Já a poluição sonora é de um tipo diferente, pois consiste na existência de determinados níveis de ruído.

Todos os tipos de poluição são lesivos das várias formas de vida. Por vezes, provocam alterações dos ecossistemas que obrigam as espécies a adaptar-se às novas condições ambientais. A deslocação de populações é também um resultado possível. Casos há em que a degradação radical dos ecossistemas conduz à extinção de espécies.

A consciência destes problemas tem levado à adopção de medidas de controlo da poluição por entidades governamentais de numerosos países e por certos organismos supranacionais. O controle da poluição passa por uma grande diversidade de medidas, da imposição de regras à actividade industrial e do investimento em equipamentos de reciclagem até aos pequenos gestos do quotidiano.

 

 

 

Ameaças ou problemas fundamentais ecológicos:

  

  1. A destruição da camada de ozono que rodeia a nossa atmosfera devido a emissões de CFC´s e os gases de metano.

  2. A assustadora destruição da principal fábrica de oxigénio do nosso planeta: as selvas da Amazónia – este problema tem como consequência nefasta a aceleração do “efeito de estufa”

  3. A chuva ácida e os incêndios florestais de grandes espaços da Terra.

  4. A esterilização da Terra devido ao uso de fertilizantes químicos e pesticidas, assim como a desflorestação e a utilização intensiva de solos agrícolas.

  5. A explosão demográfica que nos coloca a interrogação: o que será da nossa humanidade com uma população três vezes maior que a actual?

  6. A contaminação humana, que é consequência do aumento da população, orientada para o consumo, modificando a biosfera, como consequência dos seus efluentes e lixos.

  7. A deficiente e insuficiente educação ecológica ou ambiental.

 

A Situação Ecológica Actual

 

  1. As espécies animais estão sob ameaça, estima-se que, entre 1850 e 1990 era eliminada uma espécie por ano; a partir de 1990, desaparece uma espécie por dia. A este ritmo, no ano 2000 desapareceria uma espécie por hora.

  2. Um relatório do instituído do Ambiente revela que, em 2000, mais de 200 mil habitantes beberam água de má qualidade.

  3. A universidade do Colorado estima que o nível médio do mar, no final do século, subirá 20cm, quase o dobro daquilo que estava calculado anteriormente.

  4. A Survival Internacional – uma organização de direitos humanos – alerta para o risco de extinção de cerca de 70 povos indígenas.

 

Guia de boas práticas para o consumo sustentável

 

A imensidão do mundo fez, e ainda faz, muita gente pensar que todos os recursos naturais do nosso País são inesgotáveis. Engano. Um grande engano. Se não abrirmos os olhos e ficarmos bem atentos as nossas atitudes, poderemos sofrer graves prejuízos e ainda comprometer a sobrevivência das gerações futuras.

 

ü Prefira produtos orgânicos, produzidos sem agro tóxicos e sem fertilizantes químicos

ü Não seja cobaia de experiências de multinacionais. Não consuma alimentos transgênicos ou geneticamente modificados. Seus efeitos para a saúde e o meio ambiente ainda não são conhecidos.

ü Prefira móveis feitos de material reciclável/reciclado (vidro, metal etc.).

ü Quando for comprar um carro, dê preferência aos modelos movidos a álcool. A queima de combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel, aumenta a liberação de gases que destroem a camada de ozono. A gasolina e o diesel são derivados do petróleo, um recurso não renovável de energia.

ü Para lavar a louça, não utilize detergentes comerciais que produzem espuma desnecessária. Substitua-os por sabão em pedra dissolvido em água quente. Se necessário, adicione vinagre para limpeza de gorduras. Em panelas e formas queimadas, cubra a área com uma fina camada de bicarbonato de sódio e água e deixe descansar por algumas horas antes de lavar.

ü Não use processos de lavagem a seco, que são altamente tóxicos. Compre somente peças que você pode lavar pessoalmente.

ü Na compra de carpetes, evite fibras sintéticas em favor dos materiais naturais, como algodão e lã. E compre somente aqueles que não foram tratados com insecticidas, fungicidas e impermeabilizantes.

ü Evite o uso de vernizes líquidos, que liberam gases tóxicos durante a secagem e podem durar meses no meio ambiente. Se for absolutamente necessário, use os de poliuretano de dois componentes e mantenha forte ventilação enquanto os odores estiverem presentes

ü Compre somente móveis com “selo verde”. A certificação da madeira quanto à sua origem é uma garantia de que provém de áreas de manejo florestal sustentável.

ü Exija que os fabricantes de geladeiras utilizem a tecnologia greenfreeze, que não ataca a camada de ozono nem aquece o planeta.

ü Prefira comprar fogões e fornos a gás. Os eléctricos consomem mais energia.

ü Evite a compra de produtos de limpeza que contenham cloro, formaldeído e solventes, como tricloroetileno, metileno, nitro benzeno etc. Se a informação no rótulo do produto não estiver clara, consulte o fabricante. Não compre produtos de composição desconhecida.

ü Ao comprar um produto, preste atenção na embalagem que você está levando. Recuse as que não informam a sua composição química e eleja as ecologicamente correctas.

ü Use tintas com formulação não tóxica. Quando isto não for possível, prefira usar tintas à base de água, evitando aquelas à base de solvente. Você estará diminuindo a emissão de gases tóxicos. Além disso, os materiais utilizados na pintura poderão ser limpos apenas com o uso de água.

 

Conselho Útil:

É muito comum – no trabalho, em casa ou na escola – que os rascunhos se acumulem cada vez mais.  Isto acontece porque a maioria das pessoas só utiliza um lado do papel. Tente utilizar os dois lados. Contudo, se isso realmente não for possível, há uma saída ecologicamente correcta e muito útil.

Faça o seguinte: Corte o rascunho de folha A4 (ou qualquer outra folha) em duas partes. Vá juntando estas partes com a superfície não utilizada para o mesmo lado. Quando completar 100 folhas (ou o desejado), vá a qualquer papelaria e faça uma encadernação a gosto. Assim, esta a ajudar duas vezes a Natureza: Primeiro, não esta a comprar novos cadernos desnecessariamente. Segundo, esta a utilizar toda aquela papelada que provavelmente iria jogar fora. Respeite a sua casa, preserve a Natureza.

 

Vale a pena pensar nisto…

 

A humanidade tem sido difamada pelos próprios seres humanos, ironicamente como uma forma de vida amaldiçoada que acima de tudo destrói o mundo vivo e ameaça a sua integridade. À confusão que já temos acerca do nosso próprio tempo e identidade pessoais, junta-se agora a confusão de que a condição humana é vista como uma espécie de caos produzido pela nossa tendência para a destruição, e a nossa capacidade para o exercício dessa tendência é tanto maior precisamente porque possuímos razão, ciência e tecnologia.

Somos tentados a acreditar que os homens e as mulheres de outros tempos eram guiados por convicções e esperanças — valores que os definiam precisamente como seres humanos e que davam sentido às suas vidas. Referimo-nos à Idade Média como uma «idade de fé», ou ao Iluminismo como uma «idade da razão». Mesmo na época anterior à Segunda Grande Guerra e nos anos que se lhe seguiram parecia haver um tempo fascinante de inocência e esperança, apesar do período da Grande Depressão e dos terríveis conflitos que a mancharam. É como se durante esses anos da guerra se fosse perdendo a inocência da juventude, e com isso a sua «limpidez» — o sentido das intenções e do idealismo que guiavam os comportamentos.

Essa «limpidez», hoje em dia, desapareceu. Foi substituída pela ambiguidade. A confiança em que a tecnologia e a ciência iriam melhorar a condição humana foi escarnecida pela proliferação das armas nucleares, das fomes maciças no terceiro mundo e da pobreza no primeiro.

Pensamos que os nossos valores são piores do que aqueles que tinham as pessoas apenas duas ou três gerações atrás. A geração actual parece mais isolada e conformada em comparação com as anteriores.

Esta falta de sentido e de identidade social é a maior desolação, face aos crescentes problemas com que nos confrontamos. A guerra é uma condição crónica nos dias de hoje; a incerteza económica, uma presença constante; a solidariedade humana, um mito rarefeito. O menor dos problemas que enfrentamos não é certamente o pesadelo de um apocalipse ecológico — uma ruptura catastrófica dos sistemas que mantêm a estabilidade do planeta. Vivemos debaixo da constante ameaça de que o mundo vivo esteja irrevogavelmente minado por uma sociedade enlouquecida pela sua necessidade de crescimento, substituindo o orgânico pelo inorgânico, o solo pelo cimento, as florestas por terrenos estéreis e a diversidade das formas de vida por ecossistemas despojados; em resumo: um andar para trás do relógio evolucionário, para um mundo mais antigo, mais inorgânico, mineralizado, incapaz de suportar quaisquer formas complexas de vida, incluindo a espécie humana.

A ambiguidade sobre o nosso destino, o nosso sentido, o nosso propósito, faz levantar uma questão assustadora: a sociedade é, em si própria, uma maldição, uma praga para a vida em geral? Temos alguma solução para este novo fenómeno chamado «civilização» que parece estar num ponto de destruição de todo o mundo natural, que foi o resultado de milhões de anos de evolução orgânica?

Uma imensa literatura sobre estas questões emergiu, ganhando a atenção de milhões de leitores: uma literatura que fomenta um novo pessimismo em relação à civilização, enquanto tal. Esta literatura cava um fosso de antagonismos entre a tecnologia e uma natureza orgânica presumidamente «virginal», a cidade e o rural, o rural e o «selvagem», a ciência e uma «reverência» pela vida, a razão e a «inocência» da intuição, em suma, a humanidade contra a biosfera inteira.

Mostramos os sinais da perda de fé na nossa ímpar capacidade humana — a capacidade de viver em paz uns com os outros, a nossa capacidade de atender aos outros seres humanos e às outras formas de vida. A ideia histórica de que a civilização é, inevitavelmente, oposta à natureza, e que portanto corrompe a «natureza humana», emerge entre nós ressurgindo da época de Rousseau, ou seja, precisamente no momento em que a nossa necessidade de uma civilização verdadeiramente humana e ecológica é maior que nunca, se quisermos salvar o planeta e a nós próprios. A civilização, com todas as suas marcas da razão e da tecnologia, é cada vez mais vista como uma nova praga. Mais ainda, a sociedade enquanto tal vem sendo tão posta em causa quanto o seu papel na formação da humanidade é entendido como algo verdadeiramente «não-natural» e intrinsecamente destrutivo.

A humanidade, com efeito, tem sido difamada pelos próprios seres humanos, ironicamente como uma forma de vida amaldiçoada que acima de tudo destrói o mundo vivo e ameaça a sua integridade. À confusão que já temos acerca do nosso próprio tempo e identidade pessoais, junta-se agora a confusão de que a condição humana é vista como uma espécie de caos produzido pela nossa tendência para a destruição, e a nossa capacidade para o exercício dessa tendência é tanto maior precisamente porque possuímos razão, ciência e tecnologia.

O que é vital nesta mistura de resmungos e meias ideias é que, afinal, as várias formas de instituições e de relações que compõem aquilo a que chamamos sociedade são largamente ignoradas. De facto, o uso de expressões genéricas como «humanidade» ou de termos zoológicos como homo sapiens oculta vastas diferenças ou mesmo amargos antagonismos, como os que existem entre brancos e pretos, homens e mulheres, ricos e pobres, opressores e oprimidos; do mesmo modo, vagas expressões como «sociedade» e «civilização» escondem as diferenças entre sociedades livres, não hierárquicas, sem Estado e sem classes, por um lado, e sociedades que são, mesmo que em graus diferentes, hierárquicas, autoritárias ou dirigidas por interesses de classe, por outro. A zoologia, com efeito, substitui aqui uma ecologia socialmente comprometida; o radicalismo das «leis naturais» baseadas nas curvas populacionais entre os animais substitui os conflitos económicos e os interesses sociais entre os homens.

Simplesmente, opor a «sociedade» à «natureza», a «humanidade» à «biosfera» e a «razão», a «tecnologia» e a «ciência» a modos menos desenvolvidos, até mesmo primitivos, de interacção com o mundo natural, impede-nos de examinar as diferenças e divisões altamente complexas existentes dentro da sociedade, o que é absolutamente necessário para a definição dos nossos problemas e das suas soluções.

A razão, a ciência, a tecnologia tornam-se coisas destrutivas, sem qualquer relação com os factores sociais que condicionam o seu uso. As acções humanas sobre o ambiente natural são entendidas como ameaças — enquanto a nossa espécie pouco ou nada pode fazer para melhorar o planeta ou a vida, em geral.

É claro, não somos menos animais do que os outros mamíferos, mas somos algo mais do que rebanhos nas planícies africanas. O modo como somos este algo mais — nomeadamente pelos tipos de sociedade que formamos e como nos dividimos uns contra os outros em hierarquias e classes — é que afecta profundamente os nossos comportamentos e os efeitos que podemos provocar no mundo natural.

Afinal, ao separar tão radicalmente da natureza, humanidade e sociedade, ou ao reduzi-las ingenuamente a meras entidades zoológicas, não se entende como é que a natureza humana deriva de uma natureza inumana, e a evolução social de uma evolução natural. A humanidade torna-se estranha e alienada não apenas de si mesma, nesta nossa idade da alienação, mas do próprio mundo natural, no qual sempre teve as suas raízes enquanto força viva complexa e pensante.

Assim, somos alimentados por uma dieta de recriminações, por ambientalistas liberais e misantrópicos, acerca de como a nossa espécie tem sido responsável pelas rupturas ambientais. Não é preciso irmos aos terreiros de gurus e místicos em São Francisco para encontrar esta visão a-social dos problemas ecológicos e das suas causas; podemos fazê-lo facilmente em Nova Iorque.

Houve uma exposição «ambiental» no Museu de História Natural, nos anos 70, em que o público era colocado perante uma longa série de quadros apresentando exemplos de poluição e ruptura ecológica. A exposição culminava com uma assustadora chamada ao «Mais Perigoso Animal sobre a Terra», que consistia, tão simplesmente, num espelho que reflectia o observador humano plantado em frente a ele. A exposição transmitia uma mensagem basicamente misantrópica: as pessoas, enquanto tais, não uma sociedade rapace nem os seus poderosos beneficiários, são os responsáveis pelas alterações ambientais: os pobres não menos do que os ricos, as pessoas de cor do que os privilegiados brancos, as mulheres do que os homens, os oprimidos do que os opressores.

Deixando de lado estas ultrajantes exposições «ambientais», que pretendem colocar os privilegiados e os desprivilegiados dentro da mesma moldura, parece apropriado neste momento trazer à tona uma necessidade altamente relevante: a necessidade de recolocar a sociedade dentro de um quadro ecológico.

Para compreender os problemas actuais, os ecológicos da mesma maneira que os económicos e os políticos, há que examinar as suas causas sociais e procurar as suas soluções através de processos também sociais. A ecologia profunda, espiritual e misantrópica, desvia-nos gravemente destas questões quando nos chama a atenção mais para os sintomas do que para as causas. Se a nossa obrigação é ver as mudanças nas relações sociais de modo a compreender as mudanças ecológicas mais significativas, este tipo de ecologia, pelo contrário, afasta-se da sociedade e dirige-se para o «espiritual», o «cultural» ou para aquilo que vagamente designa como raízes «tradicionais».

Temos de procurar o relacionamento da sociedade com a natureza, as razões por que pode destruir o mundo natural e, em alternativa, as razões por que conseguiu, e ainda pode, alimentar e fortemente contribuir para a evolução natural.

Como já dizia Cícero, orador e filósofo romano, há dois mil anos atrás: «…pelo uso das nossas mãos construímos, dentro do reino da Natureza, uma segunda natureza para nós próprios.» Na verdade, a frase de Cícero até é bastante incompleta: o primitivo e presumidamente intocado «estado de natureza», ou «primeira natureza», é reconstruído numa «segunda natureza» não só pelo uso das nossas mãos; o pensamento, a linguagem e as complexas e importantes mudanças biológicas desempenham igualmente um papel crucial e muitas vezes decisivo no desenvolvimento dessa «segunda natureza».

A questão, portanto, não é a de que de qualquer modo a evolução social se firma por oposição à evolução natural. É como é que a evolução social pode situar-se na evolução natural e porque é que tem sido arremessada — escusadamente — contra a evolução natural, em detrimento da vida como um todo. A capacidade de ser racional e livre não basta para assegurar que essa capacidade se concretize. Se a evolução social é vista como a potencialidade para a expansão dos horizontes da evolução natural até linhas criativas sem precedentes, e os seres humanos como a potencialidade de a natureza se tornar auto-consciente e livre, então a questão é porque é que estas potencialidades têm sido desviadas e como é que podem vir a concretizar-se.

As rupturas entre a evolução natural e a evolução social, a vida humana e a não humana, uma natureza parcimoniosa e uma humanidade devoradora, são sempre perversas e mal intencionadas quando são vistas como inevitabilidades. Não o é menos a tentativa de dissolver o social no natural, caindo a cultura dentro da natureza numa orgia de irracionalidade, teísmo, misticismo, para equiparar o humano a qualquer mera animalidade, ou para impor uma constrangedora «lei natural» a uma obediente sociedade humana.

Por muito que tenham tornado o homem um estranho na natureza, as mudanças sociais fizeram muito mais o homem um estranho dentro do seu próprio mundo social, com a dominação dos jovens pelos mais velhos, das mulheres pelos homens, dos homens por outros homens. Hoje, como durante tantos séculos, continua a existir opressão, existem opressores que literalmente possuem a sociedade e outros que são por eles possuídos. Até que a sociedade possa ser reivindicada por uma humanidade unida, que queira usar a sua sabedoria colectiva, as suas realizações culturais, as inovações tecnológicas, o conhecimento científico e a sua inata criatividade em seu próprio benefício e para o do mundo natural, todos os problemas ecológicos continuarão a ter as suas raízes nos problemas sociais.

  

A Responsabilidade Ecológica  

Responsabilidade, segundo a enciclopédia Circulo de Leitores:

- Obrigação de responder por actos próprios ou alheios, arcando com as consequências.

 

O Homem é criatura e criador do seu próprio ambiente, que lhe assegura a subsistência física e lhe dá a possibilidade de desenvolvimentos intelectual, moral, social e espiritual.

No decurso da longa evolução da raça humana na Terra chegou o momento em que, graças ao progresso cada vez mais rápido da ciência e da tecnologia, o Homem adquiriu o poder de transformar o seu ambiente de inúmeras maneiras e em escala sem precedentes. Os dois elementos do seu ambiente, o natural e o que ele próprio criou, são indispensáveis ao seu bem-estar e à plena fruição dos seus direitos fundamentais inclusive o direito à própria vida.

A protecção e a melhoria do ambiente são questões de maior importância, que afectam o bem-estar das

Populações e o desenvolvimento económico do globo. Estas acções correspondem aos votos ardentes dos

Povos do mundo inteiro e constituem o dever de todos os governos.

O Homem deve constantemente fazer o ponto de situação da sua experiência e continuar a descobrir, a inventar, a criar e a avançar.

Hoje, o poder que o Homem tem de modificar o meio em que vive permite-lhe, se aquele foi aplicado com discernimento, levar a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e a possibilidade de melhorar a qualidade de vida. Este mesmo poder, se abusiva ou inconsiderada mente abusado, pode causar um mal incalculável aos seres humanos e ao ambiente.

Multiplicam-se os indícios crescentes de prejuízos, de restrições e de devastações causadas pelo Homem em muitas regiões do globo: níveis perigosos de poluição da água, do ar, da terra e dos seres vivos; perturbações profundas e indesejáveis do equilíbrio ecológico da

Biosfera; destruição e esgotamento de recursos insubstituíveis e graves deficiências no ambiente que o próprio Homem criou, particularmente naquele em que vive e trabalha, revelando-se prejudiciais à sua saúde física, mental e social.

Nos países em desenvolvimento, a maior parte dos problemas do ambiente são causados pelo subdesenvolvimento. Milhões de pessoas continuam a viver muito abaixo dos níveis mínimos compatíveis com uma vida humana decente, privados do que se considera essencial no que se refere à alimentação, vestuário, habitação, educação, saúde e higiene.

Nos países industrializados, os problemas do ambiente estão geralmente relacionados com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico.

O crescimento natural da população coloca ininterruptamente problemas de preservação do ambiente e os Estados devem, por isso, adoptar políticas e medidas apropriadas para os resolver. Os seres humanos são elementos preciosos no mundo. É a população que impulsiona o progresso social, cria a riqueza, desenvolve a ciência e a tecnologia e, mediante muito trabalho, transforma continuamente o ambiente.

Encontramo-nos num momento histórico em que devemos orientar as nossas acções no mundo inteiro tomando em maior consideração as suas repercussões no ambiente.

Podemos causar, por ignorância ou indiferença, prejuízos consideráveis e irreversíveis no meio ambiente, do qual dependem a nossa vida e o nosso bem-estar.

Pelo contrário, mediante conhecimentos mais profundos e acções mais ponderadas, poderemos conquistar para nós próprios e para os nossos descendentes uma vida melhor, num ambiente mais adaptado às necessidades e aspirações humanas.

Existem perspectivas para a melhoria da qualidade do ambiente e para a criação de condições para uma vida feliz. É necessário, para isso, entusiasmo, calma e um trabalho intenso e ordenado. Para usufruir livremente dos benefícios da natureza, o Homem deverá tirar partido dos seus conhecimentos, com o fim de criar, em colaboração com a própria natureza, um ambiente melhor.

A continuação deste objectivo implica que todos, sejam cidadãos ou colectividades, empresas ou instituições, e a qualquer nível, assumam as suas responsabilidades e compartilhem, equitativamente, os esforços comuns.

Os homens de todas as condições e as organizações mais diversas podem, pelos seus valores e pelo conjunto das suas acções, determinar o ambiente futuro do mundo.

Caberá às autoridades locais e aos governos, a responsabilidade principal das políticas e da acção a realizar em assuntos de ambiente, nos limites da sua jurisdição. Há necessidade também de cooperação internacionalmente para aumentar os recursos que permitam ajudar os países em desenvolvimento e cumprir as suas responsabilidades neste domínio.

Os problemas de ambiente, em número cada vez mais elevado, de âmbitos regional ou mundial, ou que afectam o domínio internacional comum, exigirão vasta cooperação entre as nações e que os órgãos internacionais actuem no interesse de todos.

 

Conclusão

As preocupações ambientais andam sempre na ordem do dia, principalmente quando assistimos impotentes aos incêndios que varrem o mundo e, em particular, Portugal. A nossa consciência ecológica é cada vez maior porque esta é a nossa Casa e da qual teremos de saber tratar convenientemente, para que possamos deixar uma herança melhor, que aquela que recebemos.

Acredito numa política ambiental que saiba criar uma harmonia entre a Natureza e o Homem.

É neste equilíbrio, que poderemos ter um melhor ambiente e consequentemente, uma melhor qualidade de vida. Muito me custa, ouvir certos fanatismos ambientais, em que o homem quase deixa de caber na natureza.

Mais um pouco, e teremos de extinguir a raça humana, para que os bichos sobrevivam. Assim também não.

Mas quando falamos em ambiente, há sempre uma palavra que se associa pela negativa que é o termo poluição.

Na verdade existem muitos tipos de poluições. Uma comum, agora no verão, será de certeza a sonora, que em certos locais teimam em ter musica alta madrugada fora, mas isto é outra história.

Outros tipos de poluição podem ser: a poluição atmosférica, a poluição industrial, poluição fluvial, poluição dos rios, poluição dos mares e oceanos... entre outras…

Assim sendo, todos nós devemos tomar consciência que o nosso Planeta Terra aos poucos esta a morrer, sem nós nos apercebermos disso…

Por isso, devemos tomar consciência dos graves problemas ecológicos, desde a poluição aos incêndios, passando pelos muitos animais que já se encontram em extinção… porque todos esses problemas se devem ao egoísmo do Homem, temos de ter responsabilidade para salvar o nosso planeta, para este sobreviver muitos biliões de anos…

Se cada um de nós contribuísse, pouco a pouco, de certeza que o nosso planeta ia agradecer…

Não podemos pensar só em nós, mas sim, pensar a longo prazo, nas gerações futuras!

 

Catarina Paiva

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