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Trabalhos de Educ. Moral - 9º Ano

Budismo

Autores: Catarina Pereira

Escola: Salesianos - OSJ

Data de Publicação: 12/10/2007

Resumo do Trabalho: Trabalho muito completo sobre o Budismo e a sua história e as diferentes escolas do Budismo. Ver o Trabalho Completo

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O Budismo

Introdução

Este trabalho foi realizado a pedido da professora de Educação Moral e

Introdução

A escolha deste tema tem como base alguns paralelismos que consegui estabelecer com a doutrina Cristã:

O seu fundador, que atravessou um período de isolamento total pode ser comparado ao episódio dos quarenta dias e quarenta noites passadas no deserto, que deram origem ao tempo da Quaresma.

Assim como o Cristianismo sofreu várias metaforizações (como o catolicismo, o luteranismo, o calvinismo e a igreja ortodoxa, entre outras) também o budismo sofreu ramificações ao longo dos tempos.

Outra razão para a escolha deste tema é o facto de ser a religião não-cristã que eu menos conheço, talvez pelo facto de ser a menos divulgada ou de ter um papel muito pouco reconhecido pela sociedade ocidental, sendo por vezes vista como uma seita, ou religião menor.

Buda (definição)

O termo “Buda” significa “o iluminado”; aquele que se desperta a ele próprio e que proporciona o despertar dos outros. O Budismo também se assume como uma doutrina moral, considerando a bondade e a compaixão qualidades essenciais à Iluminação. A primeira qualidade leva à paz, a segunda combate a miséria.

Como é sabido, Buda pregava a igualdade de todas as castas ante a religião, pregava a transmigração, a caridade, a renúncia a todas as paixões, o aniquilamento de todos os desejos para se poder chegar a tranquilidade absoluta – o nirvana.

História do budismo

 
 1: Budismo na Ásia

A história do budismo desenvolve-se desde século VI a.C, começando com o nascimento de Siddharta Ghautama. Durante este período, esta religião evoluiu à medida que encontrou diferentes países e culturas, acrescentando ao fundo indiano inicial elementos culturais oriundos da cultura helénica, bem como da Ásia Central, do Sudeste asiático e Extremo Oriente. No processo o budismo alcançou uma expansão territorial considerável ao ponto de influenciar de uma forma ou de outra quase todo o continente asiático. A história do budismo caracteriza-se também pelo desenvolvimento de vários movimentos e cismas, entre os quais se encontram as tradições Theravada, Mahayana e Vajrayana.

A Vida e Obra de Buda

O fundador do Budismo neste mundo foi Siddharta Ghautama ou Buda, que viveu e ensinou no norte da Índia há cerca de 2.500 anos (entre 563-83 a.C.). Desde então, milhões de pessoas ao redor do mundo têm seguido o puro caminho espiritual que ele revelou.

 
 2: Nascimento do Buddha

Na crença budista, a existência terrestre de Siddharta foi a última etapa de uma série de sucessivos renascimentos, isto é, a vida deste representa o fim do caminho em direcção à libertação  do samsara.

1. Infância Rica

Siddharta nasceu numa pequena localidade no sul do que é actualmente o Nepal. Era príncipe, filho de um soberano do clã dos Sâkya, da família Ghautama, cresceu sem preocupações, num ambiente confortavel, devido ao isolamento a que foi sujeito pelo pai. Longe das dores do mundo, apesar da experiência da morte de sua mãe, Siddharta casou-se e terá tido um filho.

Mas o destino reservou-lhe outro caminho. Ao sair de um dos seus palácios, Siddharta teve a experiência que mudou a sua vida. Nessa ocasião Siddharta teve quatro encontros: um com um velho homem abandonado, depois um doente e mais adiante uma celebração fúnebre, finalmente um eremita que abandonara tudo para procurar a libertação.

Com 29 anos partiu, abandonando o palácio e família, à procura da Iluminação.

2. Isolamento

Durante 6 anos Siddharta teve uma vida errante, encontrando vários mestres, praticando os seus ensinamentos e ultrapassando-os. Tornando-se ele próprio um mestre, atraindo a si cinco seguidores fiéis.

Mas esse caminho revelou-se rapidamente insuficiente. Siddharta entrega-se a um isolamento total, abstendo-se de alimentos e, através da prática do Ioga, suspende as suas funções vitais.

Diz a lenda que, um dia, ouviu um barqueiro que passava no rio, que ensinava música ao seu discípulo e que lhe dizia que: as cordas de um instrumento, se muito frouxas, não emitiam um som adequado, e se muito esticadas, elas arrebentavam.

Siddharta compreende que as austeridades físicas não eram o caminho para se alcançar a libertação e que se enganara no caminho e as penosas memórias  resultantes do isolamento tornaram-se advertências para os futuros que quisessem seguir o mesmo caminho. Siddharta considerou então que a privação excessiva debilitara seu organismo e o impossibilitara de meditar como deveria afastando-o cada vez mais de seu verdadeiro objectivo, pelo qual havia renunciado à vida mundana. Então suspendeu-o, os cinco companheiros viram nisto um sinal de fraqueza e abandonaram-no.

 
 3: Estado de meditação (zazen)

liberto de uma experiência inconsistente, Siddharta recuperou as forças e meditou sobre a existência humana, Sentando em posição meditativa (conhecida hoje como zazen). No fim dessa noite, Siddharta atingiu a realização da Iluminação perfeita e completa, adquirindo a recordação de todas as suas anteriores vidas e principalmente a compreensão das causas e condições que determinam a existência de cada um. Consequentemente, adquire a compreensão dos meios que permitiram pôr fim ao ciclo de sucessivos renascimentos e atingir a libertação perfeita. Siddharta soube então que já não renasceria. O seu karma estava extinto. A vontade de partilhar a sua experiência com os outros, conduzindo-os na mesma via, tornou-o num Buda.

A lei do karma

A base dos ensinamentos de Siddharta prendia-se com a ideia dos renascimentos cíclicos que os seres tinham de atravessar antes de se libertarem e atingirem o Nirvana.

 O ciclo de renascimentos sucessivos (Samsara) está directamente ligado à lei do karma, o que pressupõe a existência de um efeito causal das acções. O renascimento é uma continuidade de acções e reacções porque os karma fornecem a energia para renascer uma e outra vez. Ou seja, quando um ser renasce traz com ele uma herança kármica que é o resultado de acções praticadas nas suas anteriores vidas.

Com esta doutrina, o Budismo primitivo negou duas teorias religiosas da época:

· Teoria da criação: que atribui a responsabilidade da felicidade ou infelicidade do indivíduo, a Bhrama.

· Teoria do acaso: segundo a qual a felicidade ou infelicidade do indivíduo não têm causas específicas.   

A teoria dos karma explica a diversidade de vidas dos seres vivos. Quem praticou boas acções em anteriores existências, irá ter uma vida melhor do que quem praticou más acções. Ou seja, bons karma dão bons frutos.

3. Meditação

Diz a lenda que Siddhartha permaneceu assim por vários dias, sob a sombra de uma figueira, nas margens do rio. Então, uma luz começa a brilhar no meio da sua testa. Mara, o Grande Tentador, estremeceu: ele sabia que seu poder para deturpar a humanidade estava ameaçado.

Durante a noite, muitas distracções surgiram para Sakyamuni:

· sede,

· luxúria,

· descontentamento

· distracções de prazer.

E ao longo de sua concentração meditativa, ele foi tomado por visões de exércitos de demónios atacando-o. Mas, por causa de sua meditação indestrutível, ele pôde converter a negatividade em harmonia e pureza, e as flechas lançadas contra ele se transformaram em flores.

Algumas filhas de Mara apareceram, como belíssimas mulheres, para distraí-lo e seduzi-lo (luxúria).

Outras assumiram formas de animais ferozes (medo).

Mas os seus rosnados, ameaças e qualquer outra tentativa foram em vão para tirar Siddharta de sua meditação. Sentado num estado de total absorção, alcançou todos os graus de realização, adquirindo o conhecimento de todo o seu ciclo de mortes e renascimentos. Finalmente, Mara tentou tirá-lo de sua meditação pelo ataque ao ego.

Rugiu: "Quem pensas que és? Com que direito procuras pela Suprema Iluminação? Quem é tua testemunha?" Siddharta Gautama silenciosamente estendeu a mão direita para tocar a terra, que estremeceu e gritou de suas entranhas "Eu sou tua testemunha".

As Quatro Nobres Verdades

 
4: Imagem de Buda a pregar o seu primeiro sermão

Buda reuniu-se com os cinco companheiros em Benares e comunicou-lhes os conhecimentos que se tornaram na base do ensino do budismo.

Até à idade de 80 anos, Buda transmitirá os seus conhecimentos aos homens, percorrendo toda a Índia.

Inicialmente, Buda baseou a sua análise da condição humana em três leis fundamentais - As Três Marcas da Existência.

A primeira lei é o ponto de partida para todo o sistema religioso budista - a “impermanência” (anitya), que nos revela que no mundo material nada permanece, tudo está em movimento. As coisas podem dar a impressão de o serem, contudo isso não passa de uma ilusão.

A segunda lei é a insatisfação (duhkha), ou seja, a dor, que é consequência da primeira. Para o pensamento budista, tudo o que não fosse permanente gerava insatisfação.

A terceira marca é a ideia de inexistência de alma (anatman). Segundo o budismo, os seres humanos não têm alma (atman) permanente. Para este, o ser humano era um ser desigual, constituído por uma nuvem de componentes físicos e mentais em permanente mudança. Falar de um “núcleo” eterno do ser humano que persistisse depois da morte seria completamente falso. Alguns elementos característicos  do ser humano poderiam passar de uma vida para outra, contudo a personalidade em si não o poderia fazer.

Mais tarde, Buda passou desta ideia pessimista da condição humana para a sugestão da existência de uma via de saída de um impasse: As Quatro Nobres Verdades.

A primeira considerava a vida na sua essência, insatisfatória.

A segunda corresponde à ideia de que essa insatisfação deriva das ânsias (trsna), ou seja desejos, que assolavam o ser humano e da sua ignorância (avidya).

A terceira era que este não tinha de ser o destino de todos os homens e que haveria forma de fugir à escravatura deste mundo insatisfatório.

A quarta nobre verdade determinava o caminho de fuga à escravidão do mundo, ou seja, as Oito Vias Sagradas.

1. parecer recto, adequado, correcto

2. intenção recta

3. discurso recto

4. acções rectas

5. existência recta

6. esforço recto

7. espírito recto

8. concentração recta

Destas oito vias, poder-se-á considerar as duas últimas como as de maior cariz religioso. O espírito recto corresponde a um exercício espiritual especificamente budista enquanto a concentração recta refere-se à meditação recta. É através da meditação que se pode chegar à verdadeira compreensão da natureza da realidade e obter a libertação dos ciclos intermináveis de samsara.

4. Últimas palavras

'Handa dani bhikkhave amantayami vo vaya dhamma sankhara appamadena Sampadetha'

"Ó, monges! Estas são minhas últimas palavras. Tudo o que foi criado está sujeito à decadência e à morte. Nada é permanente. Trabalhem muito pela própria salvação com atenção plena, esforço e disciplina".

5. Após a morte

Após o funeral de Buda, ao colocar-se a questão da sua sucessão, surgem dois dos seus discípulos: Mahakasyapa e Ananda. Tendo o primeiro achado que o outro (por ter passado a vida ao lado de Buda e não ter tido tempo de estudar as técnicas de meditação necessárias) não atingira o nirvana, isto é, não se tinha tornado um arhat e, por isso, não o convocou para o concílio de arhats de Rajagrha. 

Assim como Sócrates e Jesus, Siddharta não deixou nada escrito, tendo os seus discípulos reunido 100 anos após sua morte para escrever o que haviam ouvido de seus mestres, e fizeram assim o Tripitaka, que é a "bíblia" da escola Theraveda de ensino budista.

Tripitaka

 
 5: Transmissão da doutrina budista

O tripitaka, metaforicamente “os três cestos de flores”, é o conjunto da doutrina budista. Cada um dos cestos refere-se a uma parte do pensamento e prática do Budismo.

1. O primeiro cesto é o cesto dos Sutra, que agrupa os ensinamentos do próprio Buda, através de uma série de conversas e sermões colectados por um dos seus mais próximos discípulos – Ananda.

2.  O segundo cesto é o cesto do Vinaya, onde estão reunidas as regras disciplinares a que estavam obrigados a seguir todos os que fazem parte da comunidade monástica, a Sangha. O núcleo dos dois primeiros cestos é contemporâneo do próprio Buda.

3. O terceiro cesto é o cesto dos Abhidharma, ou textos filosóficos que têm com foco a transmissão do Budismo. Na verdade, pretende ser um esclarecimento sobre certas passagens dos cestos anteriores assim como interpretar as escrituras mais antigas.

As Diferentes Escolas do Budismo

 
 6: Escola budista

O Budismo proporcionou, desde cedo, variadas interpretações. Por volta de 380 a. C. reuniu-se o Segundo Concílio Budista, em Vaisali.

A razão fundamental deste concílio foi uma disputa sobre as interpretações das escrituras budistas. Um grupo de Mahasanghikas (monges novos) estava aberto a uma interpretação mais liberal das regras monásticas e à crença em que um ahrant, alguém que obtivesse a Iluminação nesta vida, podia continuar sujeito às incertezas e fragilidades humanas.  Os oponentes, Sthaviras, ou "anciãos", que constituíam a Sangha, eram muito mais rigorosos na interpretação da tradição recebida.

Incapazes de ultrapassarem as divergências, os dois grupos evoluíram separadamente. Dessa forma, cerca de um século depois da morte do fundador, o Budismo começou a separar-se em grupos diferentes: a escola Theravada, continuadores dos Sthaviras, ou seja, dos que espalhavam o ensinamento original e a escola Mahayana, que realçava a superioridade dos sutras sobre as outras duas divisões das escrituras.

Expansão do budismo no Ocidente

Após os encontros entre o budismo e o Ocidente representados na arte greco-budista, um conjunto de informações e lendas sobre o budismo chegaram ao Ocidente de maneira esporádica. Durante o século VIII as histórias Jataka budistas foram traduzidas para o siríaco e o árabe como Kaligag e Damnag. Uma biografia do Buda foi traduzida para o grego por João de Damasco, acreditando-se que tenha circulado entre os cristãos como a história de Josafat e Baarlam. No século XIV, Josafat seria declarado santo pela Igreja Católica Romana.

O próximo contacto directo entre o budismo e o Ocidente aconteceu na Idade Média quando o monge franciscano Guillaume de Rubrouck foi enviado como embaixador à corte mongol de Mongke pelo rei Luís IX de França. O encontro aconteceu em Cailac (actualmente no Kazaquistão), tendo o monge julgado que os budistas seriam cristãos perdidos.

O budismo começou a despertar um interesse no público ocidental no século XX, após o fracasso de projectos políticos como o marxismo. Nos anos setenta um interesse pela realização pessoal substituiu a importância dos projectos políticos que visavam mudar a sociedade. Neste contexto o budismo tem experimentado uma forte poder de atracção devido, entre outros factores, à falta de deidade e a uma certa centralidade da experiência individual.

Budismo na China

Quando se iniciou a introdução do Budismo na China este sofreu algumas perseguições.

O Budismo chegou à China através dos comerciantes, por volta do início da era cristã.

O Budismo "aproveitou" a desintegração do sistema político e social chinês para se desenvolver. A tradução das escrituras para o chinês, foi feita em meados do século II d. C.

O Budismo floresceu durante cerca de quatro séculos, tendo tido o seu apogeu durante a dinastia Tang. Os dirigentes chineses apoiaram convictamente a religião, fomentando uma imensa actividade filosófica.  Quatro escolas adquiriam características únicas: Tien Tai, Hua Yen, Chan (Zen) e Terra Pura. Estas escolas concordavam com os preceitos básicos do Budismo, tal como tinham sido transmitidos por Buda, mas a sua compreensão era determinada pela filosofia existente na própria China. Destas quatro escolas, poderemos afirmar que a escola Chan (Zen) e a escola Terra Pura souberam  manter-se firmes nos tempos que se seguiram.

No século IX, o Budismo entra num período de decadência, por várias razões, dentro das quais não poderemos esquecer o facto dos governantes que se seguiram à dinastia Tang, considerarem-se descendentes de Lao Tzé, o fundador do Tauismo. Por outro lado, a Sangha estava corrompida por razões similares àquelas que deram origem ao cisma do ocidente, em relação à Igreja Cristã.   

O Budismo continuou a ter seguidores, especialmente nas zonas rurais, mas adquiriu um carácter mágico, longe dos ensinamentos originais de Buda.

Apesar destas dificuldades com que o Budismo se deparou na China, um grupo de monges destaca-se ao longo da sua História. De realçar o monge Tai Hsu (1890-1947) que funda escolas e promove o estudo de outras línguas budistas que não o chinês, além de ter advogado a ideia de uma federação mundial de budistas. Esta ideia poderia ter sido concretizada se a China não tivesse caído em poder dos comunistas.

O governo comunista manda, em 1951, confiscar a maior parte das terras que pertencia à Sangha e reduziram-na ao estado laico. Em 1953, foi constituída a Associação Budista Chinesa, com o objectivo de controlar a comunidade budista. No período da Revolução Cultural assistiu-se a mais perseguições, mas apesar disso o Budismo ainda persiste na China e mostra sinais de renascimento junto da população jovem e citadina. 

Budismo no Japão

O Budismo terá sido introduzido no Japão e na Coreia na mesma altura que no gigante chinês, no entanto o seu desenvolvimento adquiriu contornos especiais.

Inicialmente vista com desconfiança, por ser uma religião estrangeira, o Budismo tornar-se-á num órgão institucional do Estado Japonês.

O imperador e a corte interessavam-se, a princípio,  pelo carácter mágico e algo supersticioso dos rituais budistas. Só nos finais do século VIII, o Budismo começa a ser visto como tal e não como magia.

Durante os séculos XI, XII e XIII, o povo nipónico começa a ser atraído para a forma religiosa Terra Pura. No século XIII, outras alterações dar-se-iam no Japão, pela mão do reformador Nichiren (1222-82) que iniciou a pregação de uma forma ultra nacionalista de Budismo, referindo que o Japão se tornara a verdadeira pátria espiritual da Religião. Com os sucessivos conflitos intra muros, as classes dirigentes japonesas acabaram por aceitar os princípios do Budismo Zen. A pouco e pouco o Budismo foi-se associando no Japão às ideias de patriotismo e o Budismo no Japão teve de enfrentar dificuldades durante o período Meiji, no século XIX. Na verdade, a partir da Restauração Meiji, o Budismo foi ignorado a favor do Xintoísmo, apoiado pelo Estado, pois glorificava o imperador. Foi durante esse período que o celibato foi proibido. É por essa razão que ainda hoje o Japão é um dos poucos países a permitir o casamento dos clérigos.  Foi ainda durante a Restauração Meiji, que se fizeram sentir muitas inovações de carácter ocidental no Budismo japonês, influências das comunidades missionárias protestantes.

Conclusão

Com a realização deste trabalho concluo que a religião budista não é apenas um conjunto de rituais supersticiosos, mas sim uma religião sólida com “bíblia”, escolas de transmissão de conhecimento e que se encontra difundida por todo o mundo com uma maior incidência no continente asiático.

Fico também a saber um pouco mais sobre a vida e obra do fundador desta religião, Siddharta Ghautama, que tal como Sócrates e Jesus Cristo, não deixou nada escrito, deixando pois essa tarefa aos seus apóstolos, nos séculos que se seguiriam.

Bibliografia

· Textos budistas e zen-budistas – Ricardo Mário Gonçalves

· Aprenda sozinho Budismo-zen – Christmas Humphrey

· Jodo Shinshu: uma introdução à autêntica doutrina da terra pura.

· Ensinamentos da Ordem Rosacruz AMORC sobre iluminação.

· A Doutrina Secreta: Cosmogênese – H. P. Blavatsky

· Culto Japonês da tranquilidade – Durckheim

 

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