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Filosofia - 10º ano A Ciência, o Poder e os Riscos |
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Autor: João Carlos Madeira Escola Secundária da Amadora Data de Publicação: 26/10/2006 Ver posição deste trabalho no ranking N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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“A Ciência, o Poder e os Riscos” “A Ciência, o Poder e os Riscos” é um tema que se estende a numerosos assuntos, no qual se podem englobar diversos problemas acerca da ciência e explorá-los de acordo com a sua importância: o surgimento histórico-social da ciência, o trabalho e as tecnologias, o impacto da sociedade da informação no dia-a-dia, a industrialização e o impacto ambiental, a ética, a genética, entre muitos outros. Esta é sem dúvida uma questão muito importante que se insere, ainda que indirectamente e pouco valorizada, nos dias de hoje, na vida do vulgar cidadão. A Ciência foi um saber que surgiu, e que tem vindo a evoluir cada vez mais, o qual, se não for travado poderá mesmo ultrapassar os limites do conhecimento possível e chegar mais longe que o provável. Ao lançar-se numa busca interminável e incessante do conhecimento, a Ciência dispões de inúmeros métodos, os quais constituem uma ajuda fundamental na sua procura. Um dos princípios da ciência é sem dúvida o controlo e a modificação da natureza, que após mexida e remexida, após explorada e despoletada de interesse, se torna num brinquedo nas mãos dos cientistas. É uma realidade subordinada aos interesses do homem. O homem, identifica-se então com um ser, que para atingir os seus objectivos e satisfazer os seus interesses – dominar e ultrapassar as leis da natureza – é capaz de tudo, transpondo mesmo os limites do razoável. A Ciência, como todos sabem, tem trazido inúmeros benefícios ao ser humano, desde as descobertas mais fascinantes às mais úteis (química, física, matemática…). Contudo, nem tudo são rosas, e como tudo o que é bom tem seu lado negativo, também a ciência possui consequências menos boas, ao conferir ao homem o poder de se aproveitar das descobertas científicas da pior forma possível. Aqui se insere perfeitamente o ditado “não há bela sem senão”. Será possível que algo tão bom, por vezes tenha resultados tão catastróficos? Como evitá-los? Se calhar, se a ciência não existisse, não teríamos tido consequências tão graves no mundo. Temos o exemplo da crescente poluição, provocada pelas indústrias e máquinas, fruto da inteligência e incessante vontade de conhecer do homem. Contudo, se a ciência não existisse, se o conhecimento tivesse limites, qual seria o interesse de viver? Quais os nossos objectivos? Quais as nossas ambições na vida? Provavelmente estes aspectos nem fariam sentido, já que o próprio conceito de evolução também não existiria, e tudo seria um nada. Os responsáveis pela ciência e pelo que ela é capaz de fazer, têm que impor limites e travar estes exageros loucos e inconscientes, pois tais problemas não advém do conhecimento que a ciência transmite, mas do uso inadequado (ou não) que é feito dele. Os cientistas devem assim, dar uma noção do poder da ciência e do que o conhecimento humano é capaz. Transmitir o seu trabalho ao cidadão e não se esconderem a 7 chaves. João Carlos Madeira |
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