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Filosofia - 11º ano A Clonagem Humana |
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Autores: Nícia Santos Funchal - Madeira Data de Publicação: 01/08/2007 8 Comentar este trabalho / Ler Outros Comentários 7 N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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A Clonagem Humana
O meu trabalho expõe a minha reflexão pessoal a cerca da Clonagem. Assim começo por distinguir dois tipos ou dois meios de utilizar a clonagem: a clonagem terapêutica – que é utilizada para fins de investigação biomédica – e a clonagem reprodutiva – que é utilizada com a finalidade de reproduzir indivíduos geneticamente idênticos. Cada vez mais ouço falar da clonagem humana e muitas vezes só associo à produção de clones humanos, fazendo cair no esquecimento que a grande maioria dos cientistas pretendem é produzir células humanas clonadas que possam ser utilizadas para tratar algumas doenças como Parkinson, Alzheimer, Síndrome de Down, Leucemia, Cancro, problemas de fígado e rins, doenças cardíacas, paralisias, acidentes vasculares cerebrais e a diabetes. Mas seja para fins reprodutivos ou para fins terapêuticos, na minha opinião, o processo a utilizar é o mesmo e as implicações éticas e morais estão presentes e são muito graves. Se pensar que foram necessárias 277 tentativas para produzir a famosa Dolly, questiono-me: Quem é que aceitaria esta probabilidade numa experiência com bebés humanos? Existira algum ser humano voluntário a esta experiência? John Kilner, Presidente do Centro de Bioética e Dignidade Humana nos Estados Unidos da América dá-nos uma grande resposta: “ submeter os seres humanos à clonagem não é assumir um risco desconhecido, é prejudica-los conscientemente”. Sem dúvida que esta afirmação é coerente, pois um ser humano que se submete à clonagem no mínimo deve estar informado que a grande maioria das tentativas de clonagem feitas num animal resultou em embriões deformados ou em abortos após a implantação. Dentro de uma sociedade em que as doenças parecem reinar perante as terapias desenvolvidas, torna-se indispensável encontrar meios para que essa situação se inverta. Deste modo, a clonagem terapêutica torna-se numa possibilidade e também questão da minha reflexão. A clonagem para fins de investigação biomédica tem por finalidade produzir embriões clonados para mais tarde serem utilizados como cura de doenças, por meio de transplantes, sem haver necessidade de uma pessoa ficar a espera de um dador compatível. Mas este procedimento, à semelhança da clonagem reprodutiva, também implica tentativas, e na clonagem terapêutica quando se verifica anomalias no embrião clonado ele é de imediato eliminado. Então pergunto: é humanamente correcto matar um embrião, que muitos já consideram um ser humano, após uma mera tentativa que não alcançou as nossas expectativas e objectivos? Desta vez quem responde muito bem a esta questão é Kant, dizendo: “ Age de tal modo que possas usar a humanidade, tanto em tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre como um fim ao mesmo tempo e nunca apenas como um meio”. E novamente sub escrevo a afirmação, pois ao eliminar um embrião imperfeito segundo os nossos objectivos, estamos a utiliza-lo como meio e não como fim, ou seja, os embriões são usados para diagnosticar a segurança ou não de implantar os demais e testar possíveis doenças genéticas. A minha posição relativamente à questão da Clonagem é uma posição de discórdia, pois o desenvolvimento das pesquisas para a clonagem terapêutica – que na opinião de muitas pessoas é razoavelmente aceitável – ajudariam a aperfeiçoar os métodos da clonagem reprodutiva, além de facilitar o risco de tráfico de órgãos. Acabo a minha reflexão questionando: Porque é que não se utiliza as técnicas desenvolvidas até hoje para possibilitar o aumento da produção de alimentos no mundo, sem expandir a área de plantação, reduzindo o uso de pesticidas, adubos e rega? Isso sim seria um progresso. Não deixar ninguém no mundo morrer de fome e diminuir os danos que o ser humano provoca no Planeta Terra, ao enviar poluentes, como os pesticidas, para a atmosfera.
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