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Filosofia - 11º ano Demonstração vs. Argumentação |
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Autores: Ana Rita Santos, Lara Neves, Paulo Fernandes e Ricardo Figueiredo Escola Secundária de Seia Data de Publicação: 01/07/2007 8 Comentar este trabalho / Ler Outros Comentários 7 N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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Demonstração vs. Argumentação
Todos os dias deparamo-nos com afirmações cujo conteúdo é evidente mas, podemos encontrar outras que para as compreendermos necessitamos que nos esforcemos para as fundamentar. Existem duas maneiras de fundamentar a veracidade das afirmações. Uma delas faz-se por via demonstrativa e outra faz-se por via argumentativa.
Que diferenças existem entre elas?
- Campo de aplicação: A demonstração aplica-se nas ciências lógicas dedutivas, ou seja, matemática e lógica. O carácter abstrato destas disciplinas permite que o raciocínio formal se exerça de modo válido independentemente da realidade . Utiliza-se em áreas modernas de investigação como a robótica, a informática e a inteligência universal. A argumentação aplica-se a situações concretas da vida. Entra nos domínios das ciências sociais e humanas, ou seja, a economia, a politica e o direito. Existem casos que não podem ser solucionados pelo rigor da matemática, mas sim por via argumentativa
- Ponto de partida: A demonstração parte de proposições indiscutíveis independentemente de se tratar de afirmações objectivamente verdadeiras ou hipóteses admitidas por convenção. Os fundamentos a demonstrar subtraem a qualquer tipo de controvérsia. Na argumentação parte-se de proposições discutíveis. Há que procurar as premissas no campo das verdades comuns, dos princípios, opiniões e valores correntes, naquilo que é tido como verdade pelos interlocutores. Estas “verdades” não são absolutas, são relativas a dados contextos culturais em determinados momentos da história.
- Tipo de Lógica: A demonstração pressupõe uma lógica formal, bivalente e constringente, na qual uma afirmação se aceita porque é verdadeira, ou se recusa por ser falsa. Nesta lógica dicotómica, parte-se do principio que entre ser e não ser não há meio termo, só se aceita o que estiver em sintonia com os critérios de validade lógica. A argumentação pressupõe de uma lógica informal, polivalende e flexível. É uma lógica que admite uma série de valores de intensidade variável, porque os argumentos se aplicam a situações com múltiplas alternativas. Na lógica argumentativa ultrapassa-se a dicotomia do verdadeiro e do falso o que faz com que a plausibilidade das premissas autorize uma decisão razoável.
- Tipo de linguagem: Na demonstração utilizam-se letras e outros sinais que constituem uma linguagem abstracta e simbólica. A linguagem demonstrativa é uma espécie de “linguagem perfeita”, inequívoca, em que a cada signo corresponde um só significado. Esta linguagem tem vantagens como precisão, exactidão, operatividade, eficácia e simplicidade; tem a desvantagem de ser rígida e de uso limitado. Na linguagem argumentativa, a circulação de mensagens faz-se por linguagem natural. A linguagem da argumentação é uma linguagem imprecisa e cheia de ambiguidades. Uma expressão pode ter vários significados, como também um significado pode ser expresso por termos diferentes. Esta é a linguagem garante a comunicação humana.
- Relação ao contexto: A demonstração está isolada de qualquer contexto devido ao seu carácter impessoal. Esta implica um raciocínio lógico dedutivo cujo trânsito é alheio a necessidade e preocupações. Em contra partida a argumentação é contextualizada, o emissor deve saber escolher os argumentos. Os efeitos de argumentação diferem em função de quem diz, como diz, a quem diz e para que diz.
- Relação ao auditório: A demonstração é impessoal. A verdade de uma conclusão deve-se exclusivamente à sua relação necessária com as premissas. Na demonstração os receptores da mensagem tratam-se de um auditório universal. A conclusão, uma vez demonstrada, impõe-se de modo absoluto a todos os seres vivos racionais. Na argumentação, a adesão é individual dos sujeitos pertencentes a determinadas comunidades e em determinadas circunstâncias é prioritário. Esta é pessoal, porque a aceitação das conclusões depende de cada uma das pessoas que integram o auditório. A mensagem destina-se a determinados seres humanos, esforçando-se o emissor por conquistar em cada um deles o máximo de adesão.
Quadro síntese:
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