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Filosofia - 10º ano Determinismo e Liberdade |
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Autores: Daniela Marques Cardoso Escola Secundária Henrique Medina Data de Publicação: 05/07/2007 8 Comentar este trabalho / Ler Outros Comentários 7 N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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Diálogo acerca do tema "Determinismo e Liberdade"
Após verem o noticiário da noite, dois irmãos discutem o tema: “Determinismo e Liberdade”. Pedro é partidário do determinismo radical e Sofia do determinismo moderado. Pedro começa então a conversa: _ Eu acredito que tudo na vida está determinado. A liberdade humana não existe e tudo o que acontece tem uma causa. Sofia expõe o seu ponto de vista: _ Pois eu penso que a liberdade do homem, a liberdade de escolha, existe, mas está condicionada por factores biológicos, sociais, educativos e experiências pessoais. Enquanto que negas totalmente a responsabilidade humana mediante as suas acções, eu acho que só podemos atribuir o valor de moralidade quando se é responsável pelas acções que se faz. E temos duas grandes razões para acreditar na moralidade. _ Repara bem- continua ela- todos nós temos necessidade de nos valorizarmos. Ao retirar do homem a responsabilidade, não lhe estaríamos a dar qualquer possibilidade de se valorizar e valorizar os outros. Por exemplo, um aluno que tire nota máxima num exame, segundo a tua teoria, não seria valorizado pelo esforço e empenho, a sua nota seria uma simples causa, um mero acontecimento na sua vida. Mas- tenta contestar Pedro- é complicado negar que o homem faça algo por si mesmo, sem se guiar por acções passadas. É impossível tomar qualquer decisão ou fazer uma escolha sem confiar primeiro que algo funcionou no passado. Quando pomos açúcar no café, estamos à espera que este fique mais doce, e ficaríamos muito surpreendidos se tal não acontecesse. Sofia discorda: _ Existem acontecimentos que não se podem prever. Por exemplo, ventos, actos inevitáveis, que não têm propriamente uma causa. Tropeçaste em alguém, mas não estava determinado nem previsto por uma circunstância passada. Se nos guiarmos pela tua tese: “Determinismo é verdadeiro, não há responsabilidade” estamos a admitir como impossíveis os sentimentos de remorsos, angústia e culpa. Já viste bem? Fazes do homem um ser autómato, sem vontade própria. Ora, o homem deve ser algo mais do que uma máquina. _ Então e a natureza afirma o irmão- se na natureza não estivesse tudo determinado como explicas que se possam fazer previsões? _ Em primeiro lugar continua ela- como determinista moderada, acredito que na natureza tudo tem uma relação causal, mas deixa-me que te diga que, segundo novas investigações científicas, já é possível afirmar que a natureza nem sempre tem um comportamento estereotipado. Vê o exemplo da descoberta da “Física Quântica”. E depois, o determinismo radical faz-nos invalidar a relação de acção e agente, porque a acção humana seria apenas algo que nos aconteceria, sem intervenção da vontade. Sentindo-se um pouco derrotado, Pedro pede: _ Gostava de ouvir os argumentos que te levam a acreditar na tua teoria: _ A tese do Determinismo Moderado_ começa Sofia- salva a ideia de responsabilidade moral. Aceita que o determinismo rege os acontecimentos naturais, mas que o homem tem possibilidade de escolha, embora esteja condicionado. Se pensarmos bem, somo pouco livres. O meio exerce um conjunto de influências sobre nós que limitam as nossas escolhas. A relação do homem com o meio é de pura interacção. O homem molda o seu comportamento de acordo com o temperamento (hereditariedade) e formação, papel que ocupa na sociedade. Eu acredito, portanto, que somos livres de escolher entre o bem e o mal, mesmo sabendo qual é o mal. Nesse sentido, a consciência não é um guia seguro, não nos diz qual o bem ou o mal. A tal voz que muitas vezes dizemos ouvir é a voz da hereditariedade, do meio. _ Explica-te melhor.- diz Pedro _ O homem está fortemente condicionado por factores hereditários, sócio-educativos e experiências pessoais. A sua acção e consequente decisão resultará da conjugação destes factores. Só por si, a hereditariedade não é destino, o potencial com que nascemos só é desenvolvido se o meio o permitir. O nosso papel na sociedade também influencia a nossa liberdade e consequente escolha humana. Vê este exemplo: dois homens trabalham na mesma profissão. Um decide subir na carreira e investir profissionalmente, já o outro não arrede pé e fica respeitado como o trabalhador honesto e humilde. Ambos os trabalhadores tinham livre arbítrio, mas a sua escolha resultou do grau de formação que tinham. Por último, há experiências pessoais marcantes que condicionam fortemente a nossa conduta. Por tudo isto, acredito que a liberdade humana é possível, o homem age livremente e é responsável por aquilo que faz. Um exemplo é o sentimento de culpa, embora se guie sempre por certos condicionalismos.
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Daniela Marques Cardoso |
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