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Filosofia - 11º ano

Perspectiva Falsificacionista

Autor: João Martins

Escola Secundária D. Sancho II - Elvas

Data de Publicação: 26/10/2006

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Perspectiva Falsificacionista

(Popper, Karl Raimund)

 

De nacionalidade austriaca, descendente de uma família judia, Popper leccionou em Viena (cidade natal), onde foi membro do “Círculo de Viena” (neopositivistas), movimento do qual se separou mas de onde extraiu o seu interesse por problemas epistemológicos e pela unificação das ciências e dos seus métodos. Abandona Viena, em 1937, quando se estabelece o domínio nazi, mudando-se para Nova Zelândia, e por fim para Londres, onde recebe vários prémios (em especial o título de Sir) e onde acaba por morrer em 1994.

Admite-se que o critério central de Popper, quanto ao estudo do conhecimento científico, é a Perspectiva Falsificacionista, uma postura mediante a qual este pensador procura estabelecer uma delimitação entre o que é ciência e o que não o é: são científicos aqueles enunciados que podem ser refutados. Ou seja, se, se conseguir demonstrar mediante o exercício empírico e experimental que uma hipótese observável é falsa, segue-se dedutivamente, por modus tollens, a falsificação da proposição universal. Serve de exemplo a seguinte hipótese: «todos os cisnes são brancos», para contrafazer e falsear este princípio basta averiguar a presença de cisnes pretos, deste modo dá-se a falsificação desta teoria. Contrapondo a intenção de verificar as próprias hipóteses, o objectivo de refutá-las, deduz à hipótese (aspirante a científica) o que define o carácter científico de uma teoria, e o que define esta é a refutabilidade, assim uma teoria é científica e significativa se existir a impossibilidade de as demonstrar e validar (tendo em conta que a teoria concludente – científica – tem um carácter de verosimilitude moderado).

É necessário referir que esta perspectiva peca em relação à subjectividade na escolha de uma ou de outra teoria, em relação a um mesmo conceito, pelo facto da primeira ser mais refutável que a segunda. Diferentes hipóteses devem apresentar diferentes pesos. Outra lacuna na perspectiva é a falta de ética na investigação científica, ocorrendo por vezes a adulteração dos dados por conveniência do próprio.

No meu prisma, creio que a óptica de Popper será a mais íntegra para chegar a uma teoria de cariz científico, porque não havendo certeza em relação a uma noção científica, o correcto é acreditar numa teoria que resista à falsificação, mas quando esta for falseada cria-se uma nova hipótese que, A Priori, vai estar mais perto da verdade.

“Os falsificacionistas preferem resolver os problemas mediante uma conjectura audaz mesmo que venha a ser falseada, porque essa é a maneira em que podemos aprender com os nossos erros; e ao descobrir que a nossa teoria é falsa aprendemos mais sobre a verdade e chegamos mais próximo desta.”

João Martins

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