Home

Explicações

Trab. Estudantes

Textos de Apoio

Resumos & Sebentas

Trabalhos da Net

Os nossos amigos

Contactos

 TRABALHOS DE ESTUDANTES

Início » Trabalhos de Estudantes » Filosofia » 11º ano

Filosofia - 11º ano

Poluição

Ângela Vaz

Escola...

Data de Publicação: 25/09/2007

8 Comentar este trabalho / Ler Outros Comentários 7

N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006):  

SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER.

Poluição
(Tipos, causas e consequências)

 

Este trabalho é elaborado sobre a poluição, os tipos de poluição, as consequências que esta faz, temos também algumas imagens que nos permitem observar o mundo em que vivemos sem darmos conta.

Aqui, pode-se reflectir, se não será bom tentarmos fazer um mundo melhor.

A poluição pode ser definida como a introdução no meio ambiente de qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades físicas ou químicas ou biológicas desse meio, afectando, ou podendo afectar, por isso, a "saúde" das espécies animais ou vegetais que dependem ou que têm contacto com ele, ou que nele venham a provocar modificações físico-químicas nas espécies minerais presentes.

Tomando como base a espécie humana, tal definição, aplicada às acções praticadas pela espécie humana, levaria à conclusão de que todos os actos originários desta espécie são actos poluidores; o simples acto de respirar, por exemplo.

A fim de que se estabelecessem limites para considerar o que, dentro do razoável, fosse considerado como poluição, foram estabelecidos parâmetros e padrões. Os parâmetros para indicar o que está poluindo e os padrões para quantificar o máximo permitido em cada parâmetro.

Por exemplo: uma determinada indústria lança nas águas de um rio águas com temperatura de 40ºC, acima da média da temperatura normal dessas águas. Isso será uma forma de poluição aceite para aquele rio no parâmetro temperatura, o padrão (máximo) de lançamento for 45ºC.

O solo é um corpo vivo, de grande complexidade e muito dinâmico.

Tem como componentes principais a fase sólida, e a água e o ar na designada componente "não sólida". O solo DEVE ser encarado como uma interface entre o ar e a água, sendo imprescindível à produção de biomassa.

Sempre que lhe adicionamos qualquer substância estranha, estamos a poluir o solo e, directa ou indirectamente, a água e o ar.

O uso da terra para centros urbanos, tem tido como consequência elevados níveis de contaminação. Aos usos referidos associam-se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas, deposição não controlada de produtos que podem ser resíduos perigosos, lixeiras e/ ou aterros sanitários não controlados, ao longo dos últimos anos, têm sido detectados numerosos casos de contaminação do solo em zonas, quer urbanas, quer rurais.

A contaminação tem-se tornado uma das preocupações ambientais, uma vez que, a contaminação interfere no ambiente global da área afectada, podendo mesmo estar na origem de problemas de saúde pública.

A contaminação do solo torna-se problema quando:

• Há uma fonte de contaminação;

• Transferência de poluentes que viabilizam o alargamento da área contaminada; • Há indivíduos e bens ameaçados por essa contaminação.

O problema pode ser resolvido por:

• Remoção dos indivíduos e/ ou bens ameaçados; • Remoção da fonte de poluição; • Bloqueamento das vias de transferência (isolamento da área).

 

Alguém já disse que uma das aventuras mais fascinantes é acompanhar o ciclo das águas na Natureza. As suas reservas no planeta são constantes, mas isso não é motivo para desperdiçá-la ou mesmo poluí-la. A água que usamos para os mais variados fins é sempre a mesma, ou seja, ela é responsável pelo funcionamento da grande máquina que é a vida na Terra; sendo tudo isto movido pela energia solar.

Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, pois esta cobre 75% da superfície terrestre, formando os oceanos, rios, lagos, etc. No entanto, somente uma pequenina parte dessa água – da ordem de 113 triliões de m³ – está à disposição da vida na Terra.

Apesar de parecer um número muito grande, a Terra corre o risco de não usufruir de água limpa, o que em última análise significa que a grande máquina viva pode parar.

A água é componente vital no sistema de sustentação da vida na Terra e por isso deve ser preservada, mas nem sempre isso acontece. A sua poluição impede a sobrevivência de muitos seres, causando, também, graves consequências aos seres humanos.

A poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, a poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogénicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigénio, toxidez e eutrofização.

Esta, nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi directamente na manutenção da sua qualidade de vida.Quanto melhor é a água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo como instrumento principal de concretização da população a Educação Ambiental), melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, a população só terá a ganhar. Mas parece que a preocupação dos técnicos em geral é sofisticar cada vez mais os tratamentos de água, ao invés de se aterem mais à preservação dos mananciais, de onde é retirada água pura. Este é o raciocínio - mais irracional - de que a técnica pode fazer tudo. Técnicas sofisticadíssimas estão a ser desenvolvidas para permitir a reutilização da água no abastecimento público, não percebendo que a ingestão de um líquido tratado com tal grau de sofisticação pode ser tudo, menos o alimento vital do qual o ser humano necessita. Ou seja, de que adianta o progresso se não há qualidade de vida? A única medida mitigadora possível para este problema, na situação grave em que o consumo da água se encontra, foi misturar e fornecer à população uma água de boa procedência com outra de procedência pior, cuidadosamente tratada e controlada.

Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milénios.

 

Com o crescimento desordenado das cidades e o surgimento das grandes indústrias, as pessoas passaram a conviver com a poluição de lagos, rios e das próprias metrópoles. Nesse cenário, um outro tipo de poluição que não pode ser visto e com o qual as pessoas de certa forma se acostumaram pode ser considerado um dos maiores problemas da vida moderna: a poluição sonora.A poluição sonora dá-se através do ruído, que é o som indesejado, sendo considerada uma das formas mais graves de agressão ao homem e ao meio ambiente. Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, o limite tolerável ao ouvido humano é de 65 dB (A). Acima disso, o nosso organismo sofre stress, ao qual aumenta o risco de doenças. Com ruídos acima de 85 dB (A) aumenta o risco de comprometimento auditivo. Dois factores são determinantes para mensurar a amplitude da poluição sonora: o tempo de exposição e o nível do barulho a que se expõe a pessoa. O ruído, elemento natural da vida, não é facil de definir de maneira satisfatória. Pode ser considerado como um som, desprovido de carácter musical agradável, cuja intensidade pode ir até mais de 140 decibéis.

Com o desenvolvimento da civilização industrial urbana, o ruído atingiu uma importância que não pára de aumentar. É neste sentido que deve ser considerado como um dos elementos poluentes do ambiente.

Os mais notórios efeitos fisiológicos e patalógicos do ruído são a fadiga auditiva, a dissimulação (psicologicamente, o lesado tem tendência a mostrar que ouve), a surdez profissional e os traumatismos acústicos. Outros efeitos podem ainda ser mais graves, tais como as lesões do nervo auditivo provocadas pelos ruídos (traumatismo acústico), que se traduzem por uma perda irreversível do sentido da audição. Outros efeitos ainda manifestam-se ao nível do sono, das dores de cabeça, da falta de apetite e do rendimento do trabalho.

 

"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à colectividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e próximas gerações."

 

Poluente do ar: qualquer material presente no ar e que pela sua concentração possa tornar este ar impróprio, nocivo ou ofensivo a saúde, inconveniente ao bem estar público, danoso aos materiais, á fauna e á flora, ou prejudicial á segurança, ao uso e gozo da propriedade e as actividades normais da comunidade.

 

Tipos de Poluentes:

- Poluentes Primários: originados directamente das fontes de emissão.

- Poluentes secundários: formados na atmosfera através da relação química entre poluentes primários e constituintes naturais da atmosfera.

 

Principais Fontes de Poluição Atmosférica:

- Incêndios Florestais

- Actividade Industrial

- Poluição Rodoviária

- Actividade Agrícola

 

Substâncias que Poluem o ar:

- compostos de enxofre;

- compostos de nitrogénio;

- compostos orgânicos de carbono;

- monóxido e dióxido de carbono;

- compostos halogenados;

- material particulado.

 

Descrição de termos para partículas atmosféricas:

 

Termos

Significado

 

Aerossóis

Suspensão de partículas atmosféricas de formato coloidal

 

Fog

Termo denominado para altos níveis de vapor de água

 

Neblina

Denota a diminuição da visibilidade devido a presença de partículas

 

Fumaça

Partículas formadas pela combustão incompleta de combustíveis

 

Névoa

Partículas líquidas

 

Curiosidades:

- Um único átomo de cloro consome cerca de cem mil moléculas de ozono antes de regressar à superfície terrestre, muitos anos depois.

- A camada de ozono reduziu-se nos últimos trinta anos a taxa de três por cento por década.

- Caso o ozono fosse reunido formaria uma camada em torno da Terra com uma espessura equivalente a uma sola de sapato.

- A poluição do ar, proveniente de emissões industriais, dos escapes de automóveis e da incineração doméstica de combustíveis, mata mais de 2,7 milhões de pessoas todos os anos devidos, sobretudo, a lesões respiratórias, doenças cardiovasculares, pulmonares e cancro.

 

A água é essencial à vida na Terra. No interior dos organismos, a água é o meio no qual se dão complexos processos metabólicos. Os organismos simples não podem realizar nenhuma função sem a presença de água e a privação dela causa rapidamente a morte. Contudo, a água tem que ser pura.

Os humanos, sendo os organismos mais complexos, são afectados pelas alterações químicas que a água possa experimentar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, calcula-se em 1200 milhões o número de pessoas que carecem de água própria para consumo ou sentem, mesmo, falta de água.

Há claras disparidades entre os consumos domésticos, municipais e industriais entre os países desenvolvidos e os não desenvolvidos. A título de exemplo, em 1990, o consumo de água nos Estados Unidos da América era de cerca de 2162 m3 per capita, enquanto na Guiné-Bissau era de apenas 18 m3.

A água subterrânea é poluída, directa ou indirectamente, pela contaminação de diversas substâncias que são prejudiciais à saúde dos organismos e que reduzem a sua utilidade.

As águas subterrâneas, no seu estado natural, estão relativamente livres de contaminação. É por isso que são utilizadas na alimentação. A poluição das águas subterrâneas é especialmente insidiosa porque não é visível. Os municípios, no fornecimento de água às populações, têm o cuidado de testar a sua qualidade rotineiramente. É sempre fonte de preocupação qualquer alteração que se encontre na água. Em muitos casos, a contaminação por poluentes de um aquífero cuja água é utilizada na alimentação é muito lenta, pois o seu trajecto é feito através do solo e de rochas permeáveis - não se desloca livremente. Por vezes é significativo o espaço de tempo que decorre entre a introdução do poluente num aquífero e a sua presença na água que se bebe, mas em terrenos muito permeáveis a contaminação da água pode ocorrer muito rapidamente.

A poluição das águas subterrâneas, muitas vezes, só aparece depois de a indústria ou outra actividade por ela responsável ter cessado a sua laboração há muitos anos. Por exemplo, produtos químicos armazenados ou derramados no solo podem demorar anos a atingir um aquífero. Depois de ser atingido o aquífero, a área contaminada tende a ser alargada e a fonte fica inutilizada. Este é o problema que pode ser causado por lixeiras localizadas em aterros não impermeabilizados ou por substâncias tóxicas derramadas imprevidentemente nos solos.

Substâncias como os pesticidas ou herbicidas utilizados na agricultura podem atingir a água subterrânea através da água de irrigação que penetra no solo.

Os nitratos, uma das substâncias mais utilizada nos fertilizantes, é pernicioso, mesmo em pequenas quantidades, na água que possamos beber.

A chuva pode também dissolver as substâncias de uma entulheira e arrastá-las para os aquíferos.

Metais pesados, tais como o mercúrio, o chumbo, o crómio, o cobre e o cádmio, conjuntamente com outras substâncias químicas venenosas, podem ser concentrados nos aquíferos a partir de depósitos de lixo.

Resíduos líquidos e sólidos existentes em depósitos, bem como resíduos de canos de esgoto, podem conter microrganismos, como bactérias patogénicas e vírus, que podem contaminar as águas subterrâneas. Resíduos eliminados pelas indústrias e pelas bases militares podem ser altamente tóxicos, contendo altas contaminações de metais pesados e outros produtos perigosos.

Produtos resultantes da drenagem de minas de carvão e de metais podem contaminar a superfície e posteriormente as águas subterrâneas. As estações de abastecimento de gasolina são, geralmente, fontes poluentes da água subterrânea, assim como os líquidos que são armazenados em fossas, desde que atinjam terrenos permeáveis.

As águas subterrâneas poluídas são muito difíceis de purificar. Devido ao seu lento movimento e grande volume, uma operação de limpeza numa região poderá levar décadas e custar milhões de euros para ficar completa.

A poluição das águas subterrâneas pode ser evitada, desde que haja cuidado.

A lixeira de uma cidade não deve ser construída acima do nível das águas subterrâneas. O local deve ser isolado por um leito constituído por uma espessura significativa de argila. A parte superior deve ser isolada da água da chuva por uma cobertura impermeável. Barreiras podem impedir que as correntes de água superficiais se dirijam para as lixeiras. A prevenção da poluição das águas subterrâneas pode ser cara mas é muito mais barata do que a despoluição posterior.

 

O mar foi desde sempre considerado como um vazadouro natural e durante milénios os ciclos biológicos asseguravam em larga medida a absorção dos dejectos e a purificação das águas. Actualmente, graças à sociedade industrializada e ao mundo militarizado, chegamos a um estado de desequilíbrio do meio marinho. Nele actuam diversos factores químicos, físicos e biológicos. O mar possui uma grande capacidade de auto depuração e constitui um meio pouco favorável ao desenvolvimento da maioria dos germes patogénicos. Contudo, o lançamento incontrolado de águas utilizadas, provenientes de zonas urbanas, e os resíduos industriais tornaram as águas costeiras num meio propício ao desenvolvimento de microrganismos patogénicos.

Embora os microrganismos não representem, em regra, um grande perigo para os indivíduos que se banhem nas praias, com excepção do caso de elevadas poluições fecais, constituem um risco indiscutível para quem se alimenta de seres vivos criados nesse meio. Por exemplo, a presença de abundante matéria orgânica favorece o desenvolvimento e crescimento de bancos de moluscos comestíveis que absorvem e retêm numerosos microrganismos patogénicos para os humanos. Este fenómeno explica a frequência de salmoneloses humanas e outras doenças provocadas por ingestão de moluscos (ostras, amêijoas, berbigão, etc.). Contaminações semelhantes podem ocorrer com os peixes que entram na cadeia alimentar dos humanos.

A poluição química dos mares e oceanos reveste uma importância muito maior do que a poluição por microrganismos. Numerosos detergentes e pesticidas arrastados pelas águas fluviais têm efeitos muito nocivos sobre a fauna e a flora litorais. Outros produtos de origem industrial podem ter efeitos catastróficos nas comunidades costeiras. Os agentes poluentes, em geral, percorrem toda a cadeia trófica marinha, iniciando-se no fitoplâncton e zooplâncton, para se concentrarem finalmente nos moluscos e peixes que são comidos pelos humanos. Os produtos petrolíferos têm um efeito nefasto sobre toda a vida marinha e litoral onde actuam. As correntes marinhas facilitam a formação de marés negras, que se abatem sobre as praias e outras zonas costeiras. Os hidrocarbonetos espalhados nos mares e oceanos provêm sobretudo dos petroleiros que limpam os seus depósitos no alto mar e descarregam assim em cada viagem cerca de um por cento do seu carregamento.

Esta percentagem pressupõe, ao fim de alguns anos, a existência de muitos milhares de toneladas de produtos petrolíferos espalhados pelos oceanos.

Entre as águas mais gravemente poluídas destacam-se as do Mar Mediterrâneo (também, por isso, designado a "fossa da Europa"), atravessado por milhares de petroleiros, as do Mar do Norte, o Canal da Mancha e os mares próximos do Japão.A contaminação do meio ambiente por produtos petrolíferos tem como efeito a diminuição da fotossíntese, o tornar difícil a oxigenação das águas devido à camada de hidrocarbonetos e a intoxicação de muitos animais. As aves são particularmente afectadas. Em 1963, um acidente com o navio Ger-Maersk, na embocadura do Rio Elba, foi responsável pela morte de cerca de 500 000 aves de 19 espécies diferentes. Calcula-se que na Grã-Bretanha o número de aves vítimas de intoxicação por hidrocarbonetos seja de 250 000 por ano. Além das aves, são afectados os moluscos, os crustáceos costeiros e os peixes. Quanto mais elevado for o nível do organismo na cadeia alimentar, maior é a concentração de poluentes que podem acabar por afectar os humanos, pois estes também são um elo da cadeia alimentar.

 

A poluição térmica, embora tendo um considerável impacto ecológico, é, talvez, uma das formas de poluição menos conhecidas, o que decorre do facto de não ser directamente visível ou audível.

Este tipo de poluição resulta de uma elevação da temperatura do meio de suporte de um determinado ecossistema (por exemplo, um rio), em consequência de uma ação humana, como o despejo de efluentes industriais a temperaturas superiores à do meio aquático em que são diluídos, ou pela libertação de águas de arrefecimento provenientes de centrais eléctricas e, sobretudo, nucleares. As consequências negativas da poluição térmica são muito variadas, sendo as seguintes algumas das principais:

- O incremento da temperatura faz com que espécies termosensíveis (com reduzida tolerância a variações de temperatura) desapareçam, visto não suportarem as novas condições do meio. Por exemplo, o desaparecimento da truta em rios em que ocorreu um aumento da temperatura da água.

- Podem surgir importantes alterações ecológicas no meio, resultantes da substituição de espécies termosensíveis por outras termotolerantes, as quais suportam uma gama mais ampla de temperaturas originando alterações nas cadeias tróficas e nas relações interespecíficas das espécies que habitam o meio. Por exemplo: a substituição da truta pela carpa.

- Aumento da sensibilidade aos poluentes, já que a aproximação aos limites de tolerância de um dado factor (temperatura, neste caso) diminui a tolerância a outros factores (por exemplo, concentração de metais pesados).

- Diminuição da quantidade de oxigénio dissolvido na água (a água quente comporta menores quantidades de oxigénio dissolvido que a água fria), podendo conduzir a situações de asfixia.

- Favorecimento do desenvolvimento bacteriano, em consequência da aproximação ao óptimo térmico de algumas espécies nefastas.

- Perturbações na reprodução, já que os juvenis, assim como os ovos (e as células sexuais, das espécies com fecundação externa) são, regra geral, muito pouco termo tolerantes.

- Morte por choque térmico, causada, por exemplo, pela alteração brusca da temperatura de um ribeiro junto à conduta de saída de um afluente sobreaquecido.

- Potenciação da eutrofização dos cursos de água onde exista matéria orgânica em quantidades consideráveis.

- Diminuição da diversidade da fauna e da flora aquática

- Perturbações várias na alimentação dos animais aquáticos, por alterações no zoo e fitoplâncton.

A poluição térmica aérea assume importância sobretudo ao nível das zonas urbanas e industrializadas, em consequência da libertação dos fumos e escapes aquecidos, resultantes da queima de combustíveis fósseis. Estes gases contribuem também para o incremento do efeito de estufa e do smog, gerando, deste modo, uma poluição térmica indirecta adicional.

As principais formas de erradicação da poluição térmica passam pela redução da libertação de fumos quentes, o que implica uma diminuição da queima de derivados do petróleo, bem como pelo pré-arrefecimento dos efluentes libertados nos rios e águas superficiais. A energia térmica destes efluentes pode ser utilizada, por exemplo, no aquecimento urbano, o que não só reduz a poluição, com também permite uma maior rentabilização energética e económica.

 

A poluição é a contaminação do meio ambiente pelos desperdícios humanos. Não é fácil chegar-se a acordo sobre o que é a contaminação, pois diferentes pessoas podem considerar este problema segundo pontos de vista muito diversos. O nível social desempenha um papel importante quando se procura determinar o que é ou não é aceitável para o meio ambiente.

Através dos séculos, os humanos foram desenvolvendo uma atitude de conquista relativamente aos bens naturais. Entre os bens da natureza, a água é uma substância essencial à vida.

O ser humano pode subsistir com 5 litros de água por dia. Algumas populações nómadas da zona sariana conseguem-no durante longos períodos de tempo.

Contudo, tendo em conta os aspectos de higiene pessoal e doméstica, calcula-se que são necessários, no mínimo, 40 a 50 litros de água por pessoa. A isto teremos de juntar a água necessária para a agricultura e para a pequária. O total, em determinados países e regiões, representa um consumo diário que pode atingir os 1000 litros por habitante.

Sabe-se que as águas doces (rios, lagos, etc.) do planeta em condições de utilização são cada vez menos, em virtude de a sua qualidade diminuir, de dia para dia, por causa da poluição. O problema da alteração das águas doces por contaminação é já conhecido há muito tempo. A poluição da água dos rios iniciou-se nos primeiros dias da civilização. Os humanos foram sempre atraídos para junto dos cursos de água, que lhes garantiam água para beber e para as suas actividades, tais como a irrigação dos campos e a criação de animais. Consequentemente, as primeiras civilizações, como a da Mesopotâmia (região situada entre os rios Tigre e Eufrates) e a da China antiga (rios Amarelo e Yangtse), desenvolveram-se ao longo de grandes rios.

Os rios são poluídos pela contaminação de lixos orgânicos, incluindo as excreções humanas e dos animais, e resíduos agrícolas resultantes da decomposição das plantas. Com o aumento da população e a aparição da actividade industrial, a poluição dos rios e lagos não cessou de aumentar.

Em 1961, a Organização Mundial de Saúde deu a seguinte definição relativa à poluição das águas doces: "Um curso de água considera-se poluído logo que a composição ou estado da água são directa ou indirectamente modificados pela actividade humana, de tal maneira que a água se presta menos facilmente às utilizações que teria no seu estado natural". Esta definição inclui também as modificações das propriedades físicas, químicas e biológicas da água que a podem tornar salobra (não potável) ou não utilizável para consumo nas actividades domésticas, industriais, agrícolas, etc.

O grau de poluição das águas pode ser calculado a partir da necessidade bioquímica de oxigénio, que se determina pelo peso (por volume unitário da água) de oxigénio dissolvido utilizado no decorrer dos processos biológicos das bactérias aeróbias contidas na água. Os seus valores variam entre cerca de 1 mg/l, nas águas naturais, e os 300-500 mg/l, nas águas domésticas não depuradas. Se a concentração de substâncias poluentes aumenta consideravelmente, a sua degradação esgota o oxigénio dissolvido na água, podendo produzir a morte de muitos seres aquáticos. A partir deste momento, as bactérias aeróbias, que, em condições normais, mantêm o seu poder auto-depurador da água, são substituídas por bactérias anaeróbias que contribuem para a putrefacção da água.Embora a poluição da água possa ser acidental, a maior parte das vezes resulta de escoamentos descontrolados de origens diversas. As principais fontes poluidoras são:

- as águas residuais urbanas, que contêm os resíduos colectivos resultantes da vida quotidiana. O seu volume está em aumento constante, chegando em certas cidades a atingir os 600 litros por habitante e por dia, o que significa cerca de 50 quilos de substâncias secas e sólidas por habitante e por ano;

- as águas de origem industrial, que são a principal fonte de poluição das águas dos rios. A maioria das unidades industriais utiliza água em quantidade variável nos diferentes processos de fabrico. Os principais factores poluentes são o petróleo, o carvão, as indústrias químicas e as que utilizam como matéria-prima a celulose;

- a poluição de origem agrícola, proveniente essencialmente de certos produtos utilizados na agricultura, como os adubos, insecticidas e dejectos de origem animal. A lista dos produtos poluentes das águas dos rios e lagos de um país compreende centenas de substâncias. A sua diversidade aumenta com as múltiplas combinações químicas em que participam. Entre os produtos orgânicos mais conhecidos encontram-se os ácidos gordos, ésteres, aminoácidos, detergentes aniónicos e aminas. Entre os compostos inorgânicos encontram-se numerosos sais dissolvidos no estado iónico: sódio, cálcio, potássio, nitratos, cloretos, bicarbonatos, fosfatos e sulfatos.

O poder de biodegradação da água é enorme, mas, se a concentração de substâncias orgânicas e químicas ultrapassa certos limites, as águas não a podem regenerar pela ação das bactérias. A vida desaparece e os rios e lagos transformam-se em gigantescos esgotos. Os resíduos industriais lançados nos rios provocam verdadeiras hecatombes nas comunidades aquáticas, sendo particularmente notados os seus efeitos sobre os peixes.

Pode verificar-se que numerosas substâncias ácidas, sulfuretos, amoníaco, etc., paralisam as reacções biológicas provocando a morte de seres vivos. O aumento de temperatura da água, que implica um aumento do consumo de oxigénio, pode ameaçar seriamente toda a vida aquática. A utilização intensiva de água pela indústria (siderúrgica, do papel, etc.) amplia todos os dias este perigo. Entre os elementos poluentes da água susceptíveis de provocar efeitos tóxicos no organismo, podemos citar os nitratos e os produtos fluorados que, embora sendo essenciais na prevenção da cárie dentária, se se encontrarem em concentração elevada podem provocar a fluorose crónica. São também poluentes das águas dos rios metais tóxicos como o arsénico, o selénio, o chumbo e o cádmio. Os pesticidas desempenham um papel muito importante na poluição das águas continentais e são muito nocivos para os seres vivos. São ainda causa de poluição os hidrocarbonetos, os detergentes aniónicos (que entram na preparação de detergentes sintéticos) e a radioactividade resultante de resíduos radioactivos. A poluição da água dos rios, sob o ponto de vista sanitário, constitui um problema cada vez mais preocupante para todos os países.

 

O conceito de desertificação pode ser definido, de acordo com a "Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação", como a degradação da terra nas zonas áridas, semi-áridas e sub-húmidas, resultante de factores diversos, tais como as variações climáticas e as actividades humanas.

Apesar de ser um problema já muito antigo, só recentemente, nas últimas duas ou três décadas, a desertificação passou a ser um objecto de preocupação para muitos governos, devido ao facto de afectar a produção de alimentos e as condições de vida de milhões de pessoas.

As áreas abrangidas pelo problema da desertificação cobrem cerca de 33% da superfície terrestre, num total de aproximadamente 51 720 000Km2, afectando cerca de 900 milhões de pessoas, sendo África o continente mais afectado.

A estas áreas podem ainda acrescentar-se as zonas hiper-áridas (desertos), que ocupam 9 780 000 Km2 (16% da superfície terrestre).

As causas conducentes à desertificação são diversas, podendo ter origem natural, como mudanças climáticas naturais, a exemplo da que conduziu à formação do deserto do Sara, entre 5000 a.C. e 1000 a.C., ou, antropológicas, isto é, devidas à ação do humana. A FAO ( Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) propõe cinco áreas de ação humana, como potenciadoras do efeito de desertificação:

1) degradação das populações animais e vegetais (degradação biótica ou perda da biodiversidade) de vastas áreas de zonas semi-áridas devido à caça e extracção de madeira;

2) degradação do solo, que pode ocorrer por efeito físico (erosão hídrica ou eólica e compactação causada pelo uso de máquinas pesadas) ou por efeito químico (salinização ou solidificação);

3) degradação das condições hidrológicas de superfície devido à perca da cobertura vegetal;

4) degradação das condições geohidrológicas (águas subterrâneas) devido a modificações nas condições de recarga;

5) degradação da infra-estrutura económica e da qualidade de vida dos assentamentos humanos. Estes cinco componentes traduzem, de um modo genérico, os impactes negativos da ação do homem nos ecossistemas naturais, conduzindo à sua destruição e consequente desertificação. A poluição dos solos, a agricultura intensiva, o uso de químicos agrícolas, a sobreexploração madeireira, o pastoreio intensivo, a pressão urbanística, a extracção de areias e as alterações climáticas (nomeadamente, dos regimes de pluviosidade) devidas ao aumento artificial do efeito de estufa, são factores que, combinados, conduzem à destruição de solos, impedindo qualquer produção agrícola ou crescimento vegetal significativo, de, segundo dados das Nações Unidas, 6 milhões de hectares (60000 Km2) de solos, por ano, levando a percas económicas, devidas à desertificação, num valor de cerca de 4 biliões de dólares anuais. A nível internacional têm sido tomadas várias medidas para tentar por cobro ao avanço da desertificação, sendo de destacar o Plano de Acção e Combate à Desertificação das Nações Unidas (1977), a Conferência das Nações Unidas sobre a Desertificação (Nairobi, 1977), os acordos de protecção ambiental e exploração controlada de recursos assumidos na ECO´92 (Conferência do Rio de Janeiro, também promovida pelas Nações Unidas, 1992) e ainda a elaboração do Map of the world distribution of the arid regions (UNESCO, 1970) e do World Atlas of Desertification (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). O problema da pobreza está também directamente ligado à desertificação, já que 800 milhões de pessoas que não têm uma alimentação adequada vivem em regiões secas, necessitando de (sobre)explorar os parcos recursos que o meio disponibiliza para poderem obter alimento, agravando assim ainda mais a pressão de desertificação, num ciclo de retroalimentação positiva. Como tal, é obvio que antes da tomada de medidas de cariz conservacionista seja necessário primeiro garantir a subsistência dos habitantes destas áreas, o que implica a tomada de medidas económicas, políticas e até de redistribuição geográfica das populações, em algumas zonas do globo. Em Portugal, o problema da desertificação coloca-se ao nível de algumas zonas secas, com regimes de pluviosidade muito baixos, como é o caso de certas regiões do Alentejo e interior Algarvio. Um outro tipo de desertificação, a desertificação humana, é também um problema actual, devido à migração das populações do interior para as áreas litorais, desertificando as áreas interiores e originando uma pressão humana muito grande junto ao litoral.

 

 

Efeitos da desertificação

 

O termo floresta designa um ecossistema caracterizado por uma formação vegetal lenhosa, onde as árvores ocupam um lugar predominante. A desflorestação traduz-se precisamente pela destruição massiva destes ecossistemas, a ritmos que atingem 1,2% do total das florestas virgens existentes, por ano, com o objectivos de obter determinados produtos (madeira, carvão vegetal, por ex.) ou áreas livres (destinadas à prática da agricultura ou urbanização), por e para o homem.

Se desde sempre se procedeu ao abate de árvores e limpeza de determinadas áreas florestais, actualmente, o termo desflorestação revestiu-se de uma muito maior intensidade e pertinência, devido não apenas ao tamanho imenso das áreas desflorestadas ( entre 15 a 20 milhões de acres de floresta tropical por ano, ritmo que conduzirá ao seu desaparecimento total dentro de cerca de 100 anos), mas também ao facto de a desflorestação não ser acompanhada de uma reflorestação, sendo frequente que os danos produzidos sejam de tal ordem que até mesmo os mecanismos naturais pelos quais a natureza regenera os ecossistemas naturais são bloqueados intencionalmente, por exemplo, pela pavimentação dos solos (estradas). As causas da desflorestação, mau grado a ação de alguns factores naturais, como fogos de origem natural (exemplo: devidos a relâmpagos) e alterações climáticas (exemplo: as glaciações), são, na esmagadora maioria dos casos, de origem antropológica. O aumento demográfico leva a uma maior necessidade de áreas para urbanização, e, sobretudo, a uma crescente exigência de terrenos para a prática agrícola, dada a necessidade de aumentar a produção alimentar mundial. Esta necessidade, de maior número de áreas disponíveis nem sempre é concretizada de uma forma racional, sendo a destruição causada, por exemplo, pelos incêndios provocados para limpeza da floresta tropical, frequentemente superior às necessidades reais. A necessidade crescente de vários tipos de produtos florestais, como a madeira (usada para a construção, mobiliário, produção de papel, etc.) é também um factor de pressão sobre a floresta. Outras consequências da actividade humana são também altamente prejudiciais para a floresta, nomeadamente as resultantes da actividade industrial, contribuindo directamente para a poluição hídrica e atmosférica, as quais, actuando de modo concertado, aumentam a debilidade das espécies vegetais e dos solos em que estas se fundamentam. A deposição de depósitos ácidos (por exemplo, resultantes das interacções atmosféricas dos óxidos de azoto e enxofre) sobre a folhagem das árvores leva a uma aumento da lixiviação (remoção) dos elementos nutritivos, afectando também os solos, onde vão dificultar a absorção de água e de sais minerais pelas raízes da planta. A acidificação dos solos, além de ser um factor já por si nefasto, contribui ainda para um outro tipo de poluição, já que a diminuição do pH do solo contribui para uma maior solubilidade de iões de metais pesados (exemplo: Alumínio), altamente tóxicos para os seres vivos.

A deposição de substâncias ácidas tem sido, segundo estudos levados a cabo pela União Europeia, o principal factor responsável, nos finais do século XX, pelo declínio das florestas europeias. Estes mesmos estudos apontam os gases sulfurosos e nitrogenados (resultantes sobretudo da queima de combustíveis fósseis e do uso intensivo de adubos químicos) como os principais responsáveis pelo facto de apenas 35% das florestas europeias se apresentar saudável, sendo que 40% apresentam várias perturbações e 25% estão claramente danificadas. Embora se assista a uma recuperação gradual em algumas florestas de pinheiro silvestre no norte da Europa, a situação na zona Mediterrânea não apresenta evolução positiva, sendo os fogos florestais um factor ainda muito importante na desflorestação massiva que se observa em países mais a sul, como é o caso de Portugal.

A exaustão dos solos e a sua intoxicação por práticas agrícolas intensivas e uso excessivo de produtos químicos (por exemplo: adubos, pesticidas), assim como um pastoreio excessivo, sobretudo em zonas de transição climática (exemplo: nos limites das zonas desérticas africanas) são também factores importantes de desflorestação. Quanto às consequências da desflorestação, elas são extremamente diversificadas e preocupantes, dado o seu elevado impacto ambiental:

- diminuição da biodiversidade (directa e também indirectamente, pela destruição de habitats);

- aumento da concentração de dióxido de carbono atmosférico e consequente incremento do efeito de estufa, conducente ao aumento da temperatura global do planeta, já que as árvores são uma fonte de depuração do CO2 atmosférico, utilizando-o como matéria-prima na realização da fotossíntese, libertando oxigénio do qual são a principal fonte atmosférica. Nos climas temperados um hectare de floresta fixa, em média, 9 toneladas (T) de dióxido de carbono por ano, libertando 6.6 T de oxigénio. Além disto, um hectare de floresta liberta, pelo menos, cerca de 1500 T de vapor de água, por ano;

- aumento da erosão dos terrenos e consequente aumento da aridez e impossibilidade de recuperação de solos para qualquer fim, agrícola ou florestal, conduzindo à desertificação de algumas áreas.

- alteração dos regimes de pluviosidade, sobretudo na zona das florestas tropicais, devido ao facto das arvores serem o principal intermediário (através das suas raízes e folhas) entre as águas profundas do solo e o vapor de água atmosférico;

- alterações nos ciclos biogeoquímicos da água, do oxigénio e do carbono;

- aumento da dispersão de poluentes, já que as florestas, sobretudo as situadas em torno de áreas industriais densas, funcionam como uma rede depuradora, retendo determinados poluentes;

- alterações climáticas nas áreas florestais tropicais desflorestadas, nomeadamente com a transferências das chuvas dos continentes para os oceanos equatoriais;

- percas irreversíveis de património genético, inclusive de espécies desconhecidas do homem, e cujo potencial (exemplo: farmacológico) poderá ser incalculável. A diminuição da desflorestação é urgente, assim como a necessidade de iniciar o mais rapidamente possível a recuperação das florestas existentes e a reflorestação de áreas já afectadas. Em Portugal, a Lei de Base da Política Florestal e o Acordo de Concertação Estratégica 96/99 estabelece a competência da administração para a elaboração de um Plano Mobilizador Nacional para a Floresta, havendo já um plano de trabalho apresentado pela Direcção Geral de Florestas (DGF), órgão do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e Pescas (MADRP), que tem por objectivo o desenvolvimento sustentável da floresta. A nível comunitário, a preservação de ambientes naturais é uma preocupação, expressa na existência de programas de ação intergovernamentais, como o programa LIFE (criado em 1992 e reformulado em 1996), a directiva comunitária "Habitats" (92/43/CEE) e a criação da "Rede Natura 2000". A preservação das florestas terá que passar por uma melhor gestão dos recursos florestais, racionalizando a exploração e aumentando os índices de reflorestação. A diminuição do consumo de papel, da poluição industrial e da exploração madeireira são também fulcrais, assim como a criação de práticas agrícolas mais produtivas, menos exigentes em termos de área e menos agressivas para o ambiente, diminuindo a quantidade de produtos químicos necessários na agricultura (adubos, fungicidas, etc.). A diminuição do índice de crescimento demográfico é também urgentemente necessária, através da criação de planos de auxílio ao planeamento familiar por forma a permitir um maior controlo da natalidade, como forma de reduzir a pressão sobre a capacidade (limitada) de suporte dos ecossistemas naturais. Os apoios económicos a países em vias de desenvolvimento e do terceiro mundo que baseiam a sua economia na (sobre)exploração florestal serão também fulcrais, estimulando a sua indústria a encontrar outros caminhos de viabilização.

 

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal (tecido que reveste o interior das cavidades nasais), podendo ser de origem infecciosa (devido a gripes e constipações, por exemplo) ou não infecciosa, em resultado de alergias várias, gravidez ou medicamentos.

A rinite alérgica é a forma mais comum, afectando cerca de 30% da população mundial, um número que tem aumentado progressivamente nas últimas décadas, em grande parte devido à intensificação da poluição atmosférica.

A reacção alérgica surge em resultado de uma predisposição genética do indivíduo, traduzida por uma hipersensibilidade em relação a determinadas substâncias - agentes alérgenos -, provenientes de fontes diversificadas, como ácaros, pó, pólen, pêlos de animais, fungos e insectos, entre outros. A entrada em contacto com o agente alérgeno desencadeia um processo inflamatório, que envolve várias células e mediadores inflamatórios presentes no sangue, como os eosinófilos e os mastócitos.

O paciente alérgico produz em grandes quantidades uma classe particular de anticorpos - Ig E -, específicos para o agente em relação ao qual se manifesta a alergia. Estes anticorpos activam células envolvidas no processo inflamatório, libertando diversos mediadores químicos que originarão os sintomas típicos da rinite alérgica, semelhantes aos de uma infecção do aparelho respiratório superior (como uma constipação, por exemplo): corrimento nasal contínuo e fluido, ataques de espirros sucessivos e muito frequentes, obstrução nasal e comichão nos olhos, nariz e ouvidos, podendo ocorrer episódios de asma, devido a constrição brônquica.

A crise de rinite pode ocorrer mesmo na ausência do agente alérgeno, quando o indivíduo entra em contacto com substâncias irritantes, como fumos, vapores, cheiros intensos e perfumes, por exemplo.

De acordo com o tipo de agente alérgeno, os indivíduos podem apresentar uma rinite permanente ou sazonal.

A rinite sazonal ocorre quando o alérgeno não está disponível todo o ano, surgindo em épocas definidas, como é o caso do pólen, por exemplo, abundante na Primavera.

A rinite permanente surge, geralmente, associada a substâncias de ocorrência vulgar e diária, como o pêlo de animais, fungos, insectos e ácaros, por exemplo.

O tratamento da rinite faz-se, principalmente, pelo afastamento do agente alérgeno - limpar o pó regularmente, lavar semanalmente animais domésticos e evitar o contacto com o pólen, são algumas das medidas que se podem tomar -, pela utilização de medicação destinada a promover um alívio dos sintomas (normalmente, medicamentos anti-histamínicos), através de medicação preventiva, inibidora da activação das células participantes no desencadear do processo inflamatório (por exemplo, corticosteróides) ou por processos de dessensibilização, através de vacinas antialérgicas ou imunoterapia.

 

À inalação de poluentes como o alcatrão, a nicotina e o monóxido de carbono (que se encontram no tabaco), as células epiteliais da mucosa respiratória reagem à irritação provocada aumentando a produção de muco. As células ciliadas são danificadas pelos poluentes tabágicos e tornam-se incapazes de fazer deslocar o muco para o exterior. O organismo tenta limpar as vias respiratórias provocando a tosse. A tosse provoca mais irritação e o sistema cardiorrespiratório torna-se vulnerável a infecções bacterianas, fúngicas ou virais.

A bronquite crónica e o enfisema são doenças obstrutivas pulmonares crónicas que estão ligadas ao fumo do tabaco e à poluição. Mais de 75% dos doentes de bronquite crónica tem um passado de fumador. Um enfisema muito avançado é virtualmente desconhecido nos não-fumadores.

Na bronquite crónica, os bronquíolos segregam tanto mais muco quanto mais apertados e inflamados estão. Os cílios respiratórios não podem limpar as vias respiratórias do muco e das partículas que parcialmente as obstruem. Os indivíduos com bronquite crónica ficam susceptíveis a frequentes ataques de bronquite aguda e a infecções provocadas por vírus e bactérias; muitas vezes, desenvolvem enfisema.

No enfisema, a obstrução dos bronquíolos implica um aumento da resistência à passagem do ar e uma diminuição da inspiração. As paredes alveolares rompem-se e diversos alvéolos pulmonares unem-se, formando alvéolos maiores de baixa elasticidade. O número de capilares é reduzido. As trocas gasosas diminuem e com elas diminui o volume de oxigénio disponível para se combinar com a hemoglobina do sangue. Para compensar, o ventrículo direito alarga. Os doentes de enfisema acabam por ter falhas cardíacas.

O fumo do tabaco é também o maior responsável pelo cancro do pulmão. Mais de dez componentes do alcatrão do tabaco têm sido causas de cancro em animais utilizados em experiências. Células normais são transformadas em células anormais cancerosas, que se multiplicam rapidamente e invadem os tecidos envolventes.

Um fumador médio, que fume entre 15 e 20 cigarros por dia, tem catorze vezes mais probabilidades de morrer de cancro do pulmão, da garganta ou da boca do que um não-fumador; quatro vezes mais de morrer de cancro do esófago ou da bexiga, e duas vezes mais de morrer de ataque cardíaco.

 

Outros Trabalhos Relacionados

Ainda não existem outros trabalhos relacionados

 

Para saber mais sobre este tema, utilize o Google:

 
Web www.notapositiva.com
Início » Trabalhos de Estudantes » Filosofia » 11º ano
 

© 2006 - NotaPositiva | Todos os direitos reservados