|
|
|
Trabalhos de Estudantes Trabalhos de Físico-Química - 11º Ano |
|
|
|
Poluição por CFC's Autores: Alexandra Pedro Escola: [Escola não identificada] Data de Publicação: 22/03/2008 Resumo do Trabalho: Trabalho sobre a Poluição provocada pelos CFC's, efectuado no âmbito da disciplina de Físico-Química (11º ano). Ver o Trabalho Completo Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer. |
|
Poluição por CFC's No passado, quando começaram a ser utilizados, os CFCs pareciam ser a solução perfeita para os problemas de refrigeração da altura, pois não se dividiam nem causavam danos nos seres vivos, o que ultrapassava, em muito, o composto utilizado até então, a amónia (à temperatura ambiente e pressão atmosférica, é um gás tóxico, corrosivo na presença de humidade, inflamável, incolor, com odor muito irritante e altamente solúvel em água). Os CFCs foram utilizados em tudo o que precisasse de ser mantido fresco: ar condicionado, frigoríficos, sprays entre outros. No entanto, anos depois, descobriu-se que os CFCs sofrem fotólise quando submetidos à radiação UV, ultravioleta, dividindo-se na altura da camada de ozônio onde a presença desse raios são constantes. As suas moléculas dissociam-se por fotólise (dissociação por acção de radiação electromagnética), quando expostas aos raios ultravioleta, cuja presença é constante na camada de ozono. Após a divisão, a camada de ozono adquire Cloro livre, que reage com o ozono e o decompõe em O2 (Oxigénio Gasoso) e OCl (Monóxido de Cloro). O OCl então pode reagir com outra molécula de O3, formando duas moléculas de O2 e deixando o Cloro livre para repetir o ciclo. As moléculas de O2 são mais densas do que o Cl e o OCl, razão pela qual descem, o que causa a destruição da camada de Ozono. A destruição da camada de Ozono permite aos raios ultravioleta penetrar na atmosfera e atingir a superfície terrestre em quantidades mais elevadas, o que causa problemas nos seres vivos, como o cancro da pele, cataratas, a diminuição do fitoplâncton e problemas nas colheitas. Felizmente, de há uns anos para cá, foram tomadas medidas para acabar com a utilização como o Protocolo de Montreal (é um tratado internacional em que os países signatários se comprometem a substituir as substâncias que se demonstrou estarem a reagir com o ozono (O3) na parte superior da estratosfera) e a substituição dos CFCs por HFCs (Hidrofluorcarbonetos), que não contêm Cloro e são, por isso, nada prejudiciais para a camada do ozono. No entanto, estes compostos contribuem para o aumento do efeito de estufa, pelo que é uma questão de escolher o menor de dois males. Assim, podemos concluir que, embora a indústria tenha utilizado os CFCs em grandes quantidades no passado, está a fazer todos os possíveis para melhorar a situação, embora, devido aos problemas de refrigeração, não haja ainda uma solução perfeita para o problema. Digamos que o Homem é vítima de si próprio e, na tentativa exaustiva de melhorar os processos que utiliza para fazer evoluir o seu modo de vida, acaba, muitas vezes, por prejudicar aquilo que tem de melhor na sua existência: a Natureza que lhe permite a vida. Os CFCs são um exemplo incontornável dessa situação. É claro que, um mal ambiental, depois de inventado e utilizado em indústrias de milhões, torna-se difícil – por vezes, até quase impossível – de fazer desaparecer rapidamente. É necessário haver uma consciência colectiva, sobretudo por parte de quem toma as decisões que realmente vão afectar a prática dos processos, no sentido de, gradual, mas eficazmente, fazer reverter um problema como este. Poderemos agir, enquanto consumidores preocupados com o ambiente, através do não consumo de produtos que contenham estes elementos, mas pouco mais poderemos fazer, se quem toma as decisões importantes não agir realmente.
Outros Trabalhos Relacionados
|
|