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Físico-Química - 11º ano

Ameaça: Chuva Ácida

Autor: Patrícia Silva

Escola Secundária Domingos Rebelo - S. Miguel, Açores

Data de Publicação: 01/07/2006

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Ameaça: Chuva Ácida

Missão: Alerta Verde

 

O que são
chuvas ácidas?

São águas com pH inferior a 5,6 (a 25ºC), e nas quais se podem encontrar dissolvidos poluentes como os óxidos de azoto (NOx) e o dióxido de enxofre (SO2) que, ao reagirem com a água, originam dois ácidos: o ácido nítrico e o ácido sulfúrico, respectivamente. Não são apenas chuva (no estado líquido), podendo apresentar-se sob a forma de geada, neve ou smog (neblina).

As chuvas ácidas não representam a única forma de acidificação do planeta: na verdade, 50% da acidificação do planeta é causada por matéria particulada que se deposita nas árvores, nos carros, nos monumentos… e que, posteriormente, se pode dissolver em água e originar substâncias ácidas.

Quais as principais fontes de poluição que estão associadas às chuvas ácidas?

Em primeiro lugar, vem a queima de combustíveis fósseis que, todos os anos, envia quantidades colossais de poluentes para a atmosfera relacionada directamente com os transportes e  as centrais eléctricas que deles são dependentes.

Também a agricultura, as lixeiras (ao ar livre) e determinadas indústrias contribuem bastante para a poluição atmosférica causadora de chuvas ácidas.

As fontes naturais representam apenas 10% na emissão de NOx e SO2 enviados para a atmosfera. Os vulcões e a decomposição de matéria orgânica são dos fenómenos naturais que mais contribuem para estas emissões

Quais as consequências das chuvas ácidas?

São imensas as consequências das chuvas ácidas:

-deterioração de edifícios, pontes, monumentos;

-erosão de blocos rochosos;

-alteração química dos solos;

-destruição da folhagem das árvores;

-introdução de distúrbios em rios e lagos, podendo levar à morte das espécies neles existentes;

-pode causar problemas de saúde ao ser humano (ex: perturbações nervosas) ao ser humano se, por exemplo, ingerir peixe de águas acidificadas/contaminadas;

-pode em casos extremos causar a MORTE: em Londres (1952) 4000 pessoas morreram vítimas de um smog muito espesso que “caiu” sobre a cidade.

O papel “principal” da Química

É necessário reduzir as emissões de poluentes, mas para isso é necessário não só conhecer os poluentes mas também o seu comportamento químico, ou seja, como é que reagem quando em presença de determinadas substâncias ou em condições específicas.

E é esta uma das “tarefas” da Química. É também ela que ao estudar as reacções que se dão quando se queima um combustível ou se utiliza energia solar consegue descobrir quais as melhores alternativas a nível ambiental, pesando os prós e os contras.

Também é o conhecimento químico que permite encontrar reacções secundárias que consigam “gastar” determinadas substâncias perigosas e torná-las inofensivas, ou menos perigosas, para o ambiente, como é o exemplo dos conversores catalíticos dos automóveis.

Paga o justo pelo pecador – O caso da Suécia

A Suécia é fustigada, todos os anos, por destruidoras chuvas ácidas: tem 4000 lagos sem peixe (devido às chuvas ácidas), tem águas contaminadas e grandes áreas de vegetação destruídas.

No entanto, a Suécia ate é uma país que polui pouco a nossa atmosfera e no qual as pessoas estão sensibilizadas para os problemas ambientais. O problema é que as chuvas ácidas não caem apenas no local onde são emitidos os poluentes: os ventos encarregam-se de as arrastar até outros locais.

Felizmente, o governo da Suécia foi capaz de promover diversas medidas de modo a diminuir a emissão de poluentes e a corrigir a acidez de alguns lagos.

Em meados dos anos 60, foi elaborado um conjunto de leis com vista à conservação da natureza, conseguindo-se com elas diminuir em 75% as emissões de SO2 e em 2/3 as emissões de CO2.

Também procedeu ao “tratamento” das águas contaminadas através de substâncias como o calcário capazes de diminuir a acidez das águas. Alguns lagos conseguiram ser repovoados, visto que o seu pH voltou a ser tolerável pelos seres vivos.

Actualmente, com o agravamento da situação  mundial, o governo sueco pensa em tornar as leis ainda mais específicas e penalizadoras, sendo três possibilidades fortes as seguintes: aumento de impostos para actividades poluidoras e das taxas ambientais; controle da utilização de produtos químicos na agricultura e da circulação automóvel; pagamento de uma determinada quantia por cada foco de emissão de poluentes atmosféricos considerável.

Todos os países deveriam ganhar esta consciência ambiental e esta capacidade passa essencialmente pelos cidadãos daí serem cada vez mais importantes as campanhas de sensibilização.

E já agora: anda a pé – é bom para a saúde e diminuem-se as emissões de muitos poluentes que os automóveis enviam para a atmosfera, esse bem tão precioso e indispensável!

 

 

 Patrícia Silva

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