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Físico-Química - 9º ano Transportes e Segurança
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Autor: Andreia Paula Escola Data de Publicação: 11/02/2006 Ver posição deste trabalho no ranking N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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TRANSPORTES E SEGURANÇA
ÍNDICE SINISTRALIDADE RODOVIÁRIA PREVENÇÃO À SINISTRALIDADE ACIDENTES COM CRIANÇAS ACIDENTES COM EXCESSO DE ÁLCOOL E VELOCIDADE BIBLIOGRAFIA
Acidentes rodoviários
Apesar de ter diminuído o número de acidentes com vítimas entre Janeiro e Julho de 2002, em relação ao mesmo período de 2001, o mesmo não se pode dizer em relação aos mortos nas estradas portuguesas. De 812, no ano transacto, há agora 863 vítimas mortais nas estatísticas da Direcção geral de Viação (DGV). Lisboa e Faro lideram a lista dos distritos com maior número de mortes resultantes de acidentes de viação. Entre Janeiro e Julho de 2002, a DGV registou um total de 24.128 acidentes com vítimas nas estradas portuguesas, menos 0,5% do registado em igual período de 2001, quando as autoridades tinham contabilizado 24.257 acidentes. Apesar de ter havido uma ligeiro diminuição dos sinistros com vítimas – menos 124 acidentes –, o número de mortos aumentou de 812 para 863, o ano passado; mortes que resultaram de colisões frontais, atropelamentos de peões, despistes com colisão contra veículos imobilizados ou obstáculos fora da faixa de rodagem e colisões laterais com veículos em movimento. Aumentou também o número de feridos ligeiros que, entre Janeiro e Julho de 2001 foi de 28.824, em 2002 foi de 29.430, mais 606 vítimas de acidentes nas estradas. Há, por outro lado, a registar uma forte diminuição de feridos graves de 3.598 em 2001 para 2.768 em 2002, menos 830. Lisboa e Faro lideram a lista dos distritos com maior número de mortos em consequência de acidentes de viação. Segue-se o Porto e Santarém.
Acidentes rodoviários ascendem a 700 milhões Os custos dos acidentes rodoviários atingiram cerca de 700 milhões de contos em 1997. José Miguel Trigoso afirma que o número, calculado por extrapolação, uma vez que os números absolutos só poderão ser aquilatados através de um estudo que a PRP está a programar a nível nacional, está próximo da realidade e denota um crescimento de 50 milhões de contos em relação a 1996 e de cem milhões em relação a 1995. Um dos factores que mais tem contribuído para a subida acentuada dos valores globais dos sinistros são os chamados danos corporais, uma vez que as indemnizações por morte, invalidez ou incapacidade temporária, têm vindo a subir vertiginosamente e já representam, hoje em dia, metade ou mais dos custos das seguradoras com acidentes rodoviários.
Comparação de dados entre 1995 e 2001.
Prevenção à sinistralidade
Programa Nacional de Prevenção Na sequência de uma proposta da Comissão de Saúde da Mulher e da Criança à Ministra da Saúde, a Direcção-Geral de Saúde, em colaboração com a Associação para a Promoção de Segurança Infantil (APSI) e outros organismos afins, está a desenvolver um Programa Nacional de Prevenção dos TFLA, que pretende "cimentar" o trabalho de várias instituições e fomentar uma abordagem interdisciplinar, designadamente entre Saúde, Educação, Administração Interna, Ambiente, Autarquias, Instituto do Consumidor, Prevenção Rodoviária Portuguesa e outros.
O perigo do airbag O airbag tem sido a tábua de salvação de numerosos automobilistas; mas não para as crianças. São inúmeros os acidentes graves que têm provocado entre os mais pequenos e algumas instituições internacionais prescrevem já novas regras que convém seguir. O airbag explode a uma velocidade de abertura de 250 a 300 km/h, o suficiente para provocar a morte de uma criança, sobretudo se estiver numa cadeira invertida, se a distância ao tablier for curta ou se viajar sem cinto. De resto, tudo isto é passível de acontecer a mulheres no final da gravidez e às pessoas de baixa estatura, particularmente as mulheres condutoras que ficam muito próximas do volante. Desta maneira, as crianças devem ser sempre transportadas no banco de trás, ou quando no banco da frente com este muito recuado e com cinto de segurança. O mesmo se dirá das pessoas baixas e das grávidas.
Acidentes com crianças
Depois da Coreia do Sul e do México, Portugal entre 1991 e 1995 apresentou a maior taxa de mortalidade infantil provocada por ferimentos. Os números são praticamente o triplo dos registados na Suécia, Grã-Bretanha ou Holanda. E quase metade dessas mortes foi provocada por acidentes de trânsito. É fácil, mas não é justo, atribuir esta verdadeira hecatombe ao comportamento ou à desatenção da criança. Há a legislação (a obrigatoriedade de uso de cadeirinhas com cinto de segurança) que as protege nos acidentes de viação, mas as crianças-peão - nas suas viagens a caminho da escola, que fazem pequenos recados à família, que visitam os amigos e os familiares - deslocam-se na rua (cujos passeios estão ocupados por automóveis estacionados) e é nesse espaço público, afinal a casa comum da sociedade, que elas enfrentam os maiores perigos. Isto, sem falar na própria casa onde os acidentes não são menores. Os traumatismos, ferimentos e lesões acidentais (TFLA) constituem, na maior parte dos países, a maior causa de morte nos grupos etários da infância e da adolescência, potenciais anos de vida perdidos, doença, internamento, recurso aos serviços de urgência, incapacidades temporárias ou definitivas. Vidas e famílias destroçadas. São, assim, um dos problemas com mais elevados custos sócio-económicos.
Maior causa de morte infantil Os acidentes rodoviários continuam a ser a maior causa de morte nas crianças, em Portugal. Para tentar contrariar esta tendência, a APSI realiza periodicamente campanhas de sensibilização para o uso de cadeiras apropriadas. Mais de metade dos acidentes que envolvem crianças com menos de 6 anos ocorrem dentro das localidades. Também nesta faixa etária, nos últimos três anos 245 crianças ficaram com deficiências na sequência de acidentes rodoviários. Entre 1998 e 2000, registaram-se 26.478 mortos e feridos com idades até aos 17 anos em desastres de automóvel, dos quais 54% eram passageiros. O uso sistemático e correcto de cadeiras e dispositivos de retenção nos automóveis teria um grande impacto na diminuição da mortalidade até aos 6 anos. A sua eficácia pode atingir os 90 por cento na prevenção da morte e dos ferimentos graves, como por exemplo o traumatismo craniano.
A vulnerabilidade da criança Num acidente de viação as crianças são mais vulneráveis do que os adultos. Mais pequenas e mais leves, são mais facilmente projectadas, quer no interior do carro quer para fora dele. Além disso, os músculos do pescoço e da coluna são mais fracos, as costelas e os ossos da bacia não estão completamente desenvolvidos e alguns órgãos estão mais expostos do que outros. Além disso, a cabeça é proporcionalmente maior e mais pesada em relação ao corpo, o que provoca o chamado "efeito-bala". O seu esqueleto, particularmente os ossos do crânio, não protege os órgãos tanto como o do adulto.
Mais acidentes perto de casa A maioria dos acidentes acontece perto de casa, a velocidades inferiores a 45 quilómetros/hora, em trajectos habituais. Este facto é ignorado pela maioria dos pais e educadores que não protegem devidamente as crianças dentro das localidades. As campanhas da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) comprovam essa tendência. De acordo com o coordenador José Pedro Dias, "confirmou-se que há muitas crianças a viajar sem qualquer protecção e dentro das cidades a situação ainda é pior".
Prevenção rodoviária infantil Segundo um estudo da Associação Portuguesa de Segurança Infantil (APSI), 60 por cento das crianças continuam a viajar sem nenhuma protecção. Em 2002 morreram 25 crianças com menos de 14 anos e 119 ficaram gravemente feridas em acidentes de viação. Para pôr cobro a estes números, o Automóvel Clube de Portugal (ACP) promoveu uma campanha de prevenção rodoviária Infantil. O objectivo desta campanha é diminuir a sinistralidade rodoviária em Portugal e conta com o apoio da Direcção Geral de Viação. A iniciativa terá lugar em Lisboa e nela participam o ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, e o Secretário de Estado, Nuno Magalhães. Esta iniciativa durou mais de um mês. Durante este período serão distribuídos 200 mil folhetos e cartazes e estará no ar uma campanha publicitária. Tendo em conta que mais de metade dos acidentes com crianças dá-se no percurso casa-trabalho-escola, este projecto é direccionado para pais, familiares e 300 escolas básicas da grande Lisboa e do grande Porto. Alguns dos conselhos a ser divulgados por esta campanha são o uso do cinto de segurança em crianças e grávidas, a colocação de cadeirinhas e a utilização de dispositivos de segurança para crianças com mais de 12anos. Para a APSI a utilização do cinto de segurança é vital visto que a sua eficácia na prevenção de mortes e ferimentos graves é de cerca de 80 por cento.
Maioria das crianças viaja sem protecção A APSI realizou um estudo de observação nas auto-estradas sobre a utilização de dispositivos de retenção em crianças até aos 12 anos, nos dias 1 e 2 de Setembro de 2001. Esta pesquisa concluiu que cerca de 60% das crianças continuam a viajar no automóvel sem qualquer tipo de protecção, ao colo ou à solta: ∙ Dos 0 aos 3 anos, 37% viajam à solta ou ao colo; ∙ Dos 4 aos 12 anos, 70% são transportadas sem qualquer protecção. Embora se verifique uma tendência para um aumento lento e regular das crianças que usam o dispositivo de retenção, a má utilização destes artigos aumentou significativamente.
Utilização incorrecta da cadeirinha A APSI verificou que mais de metade dos dispositivos utilizados por crianças com menos de 4 anos estava incorrecta. A Associação realça que a observação foi feita do exterior dos automóveis, o que significa que apenas se detectaram os erros óbvios, tais como: ∙ Bébes voltados para a frente; ∙ Cintos debaixo dos braços; ∙ Folgas exageradas; O uso de cadeiras e dispositivos de retenção para crianças é obrigatório por lei, mas não existe suficiente fiscalização por parte das autoridades e os pais e educadores são muitas vezes negligentes em relação a esta matéria.
Asma, crianças e tubos de escape Outro estudo feito há alguns meses no Reino Unido demonstrou a relação entre o aumento dos casos de asma nas crianças e a poluição proveniente dos tubos de escape. Quanto mais perto das estradas se localizavam as escolas, mais complicações respiratórias tinham as crianças britânicas. O estudo foi feito em Nottingham e envolveu dez mil crianças de escolas primárias e secundárias. O estudo demonstrou que nas escolas primárias situadas a 30 metros da estrada, as crianças tinham mais seis por cento probabilidade de vir a ter problemas respiratórios. Nas escolas secundárias, o risco aumentava para 16 por cento. O estudo foi feito pelo departamento de doenças respiratórias da Universidade de Nottingham, e teve o apoio da do Departamento de Saúde Britânico.
Acidentes com excesso de álcool e velocidade
Ao todo, foram fiscalizadas 1252 viaturas, numa zona entre o Largo de Santos e o viaduto de Alcântara, durante apenas 4horas. A polícia fez um total de 48 detenções - 43 por excesso de álcool, três por falta de carta de condução e duas por desobediência. Foram ainda levantados, também por excesso de álcool, 43 autos, de natureza "muito grave" e outros 35 "graves". O excesso de velocidade esteve na origem de outros 85 autos graves e quatro "muito graves". Desde o início do ano e até 26 de Janeiro já tinham morrido 107 pessoas nas estradas portuguesas em resultado dos 7991 acidentes rodoviários registados nas estradas sob jurisdição da GNR. Uma média trágica, que a manter-se fará aumentar o número de vítimas das estradas portuguesas este ano em comparação com o ano de 2002. A Guarda Nacional Republicana registou 2378 infracções graves e 390 muito graves. Em apenas uma semana, a BT detectou 339 condutores ao volante com taxa de álcool positiva. Do total de infractores, 119 ficaram detidos por apresentarem valor igual ou superior a 1,20 gramas por litro de sangue. Conduzir em excesso de velocidade foi outra das infracções mais assinaladas: 2242 condutores ultrapassaram a velocidade estabelecida na lei. Vinte e quatro pessoas foram detidas por conduzirem sem carta de condução. Nessa semana foram ainda detectados 595 condutores ou passageiros sem cinto de segurança e 119 veículos de mercadorias com excesso de peso. Só durante no último dia desta operação a Guarda Nacional Republicana registou 269 acidentes de viação, de que resultaram 11 mortos, 10 feridos graves e 129 feridos ligeiros. Uma média trágica, que a manter-se fará aumentar o número de vítimas das estradas portuguesas este ano em comparação com o ano de 2002.
BIBLIOGRAFIA
Andreia Paula |
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