Início > Trabalhos de Estudantes > Geologia > 11º ano

Trabalhos de Estudantes

Trabalhos de Geologia - 11º Ano

Movimento de Massas

Autores: André Machado

Escola: [Escola não identificada]

Data de Publicação: 20/03/2008

Resumo do Trabalho: Trabalho de Geologia sobre o Movimento de Massas, no qual se procura responder à questão: Que factores podem estar implicados nos movimentos em massa? Ver o Trabalho Completo

Comentar este trabalho / Ler outros comentários

Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer.

 

 

Que factores podem estar implicados nos movimentos em massa?

Introdução:

Movimentos em Massa: situações em que se movimenta uma grande massa de materiais sólido, quase sempre de uma forma brusca e inesperada, ao longo de uma vertente.

 Factores condicionantes dos movimentos em massa:

. A inclinação dos terrenos:

. Um terreno horizontal é estável;

. Um terreno pouco inclinado é moderadamente estável;

. Um terreno muito inclinado é instável.

Factores desencadeantes dos movimentos em massa:

· Inclinação do terreno;

· Precipitação;

· Acção do Homem;

· Ocorrência de sismos;

· Gravidade;

· Quantidade de água no solo;

· Tipo de material de que é constituído o solo;

· Tempestades nas zonas costeiras.

Nas vertentes existem permanentemente movimentações de materiais devido à acção da gravidade. Existe grande variabilidade em tais movimentações, podendo ser extremamente lentas, imperceptíveis ao longo de muitos anos, ou verificar-se de forma devastadoramente rápida, transferindo para posições mais baixas grandes volumes de rochas e de sedimentos. Estas movimentações dependem do pendor da vertente e da estabilidade dessa vertente.

Como se referiu, o "motor" das movimentações de massa é a gravidade. Numa vertente a força da gravidade pode ser decomposta em duas componentes principais, uma actuando de forma perpendicular (gp) e outra actuando tangencialmente (gt) à superfície da vertente.

À medida que a inclinação da vertente aumenta a componente tangencial (gt) da gravidade aumenta e a componente perpendicular (gp) diminui.

A componente tangencial da gravidade é a responsável pela eventual movimentação e designa-se geralmente por tensão tangencial. As forças que se opõem ao movimento (atrito, coesão de partículas, etc.) são vulgarmente designadas por forças de resistência.

A quantidade de água no solo pode ser determinante para criar instabilidade numa vertente.

Nesta experiência queremos simular a precipitação numa massa (lata) em plano inclinado, tal como pode acontecer com os movimentos em massa. O vidro contém pouco atrito, daí deslizar bem a lata nele colocada.

Material:

· Secretária escolar;

· 1 lata de refrigerante 33cl

· 1 vidro

· 1 borrifador

· Transferidor

· Régua

Métodos:

Situação A

· Coloque o vidro sobre o tampo de uma mesa assente num dos lados sobre um apoio, de modo que o vidro faça um ângulo de cerca de 17º com a superfície da mesa.

· Coloque a lata de refrigerante com a abertura voltada para cima na extremidade do vidro que se encontra mais.

· Bata suavemente no vidro.

· Observe e registo o que acontece.

· Repita o procedimento anterior, aumentando o declive do vidro (20º, 25º).

Situação B

· Repita o procedimento anterior, mas borrife o vidro com água.

· Observe e registe agora o que acontece com a lata.

Resultados:

 

 

Sem água (Situação A)

Com água (Situação B)

Tempo de queda

Bater ou não no vidro

Velocidade cm/s

Tempo de queda

Bater ou não no vidro

Veloci-dade cm/s

17º

1m e 39,50 s

Bater

≈0,4 cm/s

1,81 s

Não bater

≈22,1 cm/s

20º

8,51 s

Bater levemente

≈4,7 cm/s

4,69 s

Bater

≈8,5 cm/s

25º

1,72 s

Não bater

≈23,3 cm/s

1,41 s

Não bater

≈28,4 cm/s

Análise:

Com os resultados obtidos entre as duas situações, pode-se constatar que a água no solo faz reduzir o atrito porque a velocidade aumenta de sem água para com água. Nota-se uma grande diferença nos 17º, existe um aumento estrondoso da velocidade com existência água. Nos 25º a diferença não é muito grande entra as duas situações, mas na existência de água a velocidade continua superior. Os 20º não fugiram à regra, mas, os resultados da velocidade, foram elevados demais para a inclinação. Especulando sobre a inclinação 20º, pode-se pensar que seja onde o atrito anula a força da gravidade, tendo mais dificuldade em fazer mover a lata.

Esta experiência assemelha-se com a realidade. O vidro é um terreno inclinado, a lata uma massa (ex: rocha), a água que é borrifada a precipitação. Assim pode-se concluir, que a precipitação leva, a que uma massa se movimente com mais facilidade ao longo da vertente.

Conclusão:

Os objectivos iniciais foram cumpridos, a existência de agua no solo, é um factor que está implicado nos movimentos em massa. A experiência foi realizada com sucesso, não tendo apresentado grandes dificuldades. Apresento uma proposta na análise para explicar dois valores um pouco “fora da regra”, visto terem baixa velocidade.

Bibliografia:

· da Silva, Amparo e colegas (2006) – Biologia e Geologia 11º Ano – Terra, Universo de Vida (2.ª parte – Geologia). Porto Editora, Porto.

· Manual Interactivo - Biologia e Geologia 11.º ano

· http://w3.ualg.pt/~jdias/GEOLAMB/GA4_MovMassa/GA42_processos/
Processos.html

· http://www.exames.org/apontamentos/biogeo/
biogeo_rochas_sedimentares_ines_rosado.doc

 

Outros Trabalhos Relacionados

Ainda não existem outros trabalhos relacionados

 

Início > Trabalhos de Estudantes > Geologia > 11º ano