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História - 11º ano

ARTE BARROCA

Autores: Filipa Campos

Escola Secundária D. Sancho I

Data de Publicação: 03/08/2007

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N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006):  

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Arte Barroca

 

Introdução

 

Este trabalho tem como tema “A arte barroca” e é realizado para a disciplina de História, tendo a finalidade de fazer com que, procurando informação, eu me vá instruindo nesta matéria. Com ele pretendo ficar a conhecer melhor este estilo artístico.

Através da realização desta pesquisa tenho como objectivo reunir todos os elementos próprios do tema. Pela procura das características e dos principais vultos irei tentar estudar e ficar a conhecer o barroco.

A noção que tenho de barroco é pequena e restringe-se a alguns pormenores. A busca de informação que realizarei ajudar-me-á a construir ideias concretas e a organizar os meus pontos de vista.

Irei procurar dados que me ajudem na Internet e em livros (escolares ou de arte).

Espero, com isto, aprender e conhecer bem melhor “O Barroco”.

             

 

Nascimento do Barroco

 

O nome “barroco” deriva da palavra espanhola barueco (que simbolizava uma pérola de forma irregular) e foi atribuído no final do século XVII a este estilo, contendo uma intenção pejorativa derivada ao facto de nessa altura este período ser ainda visto como a fase de decadência do Renascimento. Apenas nos inícios do século XX é que o barroco é devidamente reconhecido.

Este novo estilo artístico – o barroco – nasceu em Itália (Roma), a partir das experiências maneiristas de finais do século XVI e rapidamente se expandiu para outros países europeus, atingindo mais tarde as colónias espanholas e portuguesas da América Latina e da Ásia.

Ao contrário da simplicidade e serenidade do estilo renascentista, o barroco caracterizava-se pelo movimento, pelo dramatismo e pelo exagero. O barroco era uma arte espectacular e faustosa e, nas igrejas, atraía os fiéis, impressionando-os. Por isso foi denominado a arte da Contra-Reforma. No período da Reforma Católica desenvolveu-se a arte da talha na Península Ibérica, vindo a revelar-se uma das mais importantes expressões da Arte Barroca e um dos veículos privilegiados da transmissão dos princípios contra-reformistas. Atraindo o crente, de forma subliminar, levava-o a aceitar as directrizes da Igreja. A arte da talha é um produto de ensambladores, de douradores, de desenhadores e imaginários, presente em toda a arte sacra do período barroco.

         

 

Características gerais do barroco

 

Apesar das diferentes interpretações que se verificaram nos diferentes países e regiões, determinadas por diferentes contextos políticos, religiosos e culturais, este estilo apresentou algumas características comuns, como:

Ø   a tendência para a representação realista;

Ø   a procura do movimento e do infinito;

Ø   a tentativa de integração das diferentes disciplinas artísticas;

Ø   emocional sobre o racional: o seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no princípio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio;

Ø   busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas;

Ø   violentos contrastes de luz e sombra;

Ø   pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de profundidade conseguida;

Ø   a amplitude, a contorção e a exagerada riqueza ornamental, ausência de espaços vazios e o gosto pela teatralidade.

         

 

Arquitectura

 

Características da arquitectura:

Durante o período barroco, duas tipologias protagonizaram as pesquisas formais e construtivas: o palácio e a igreja. Os arquitectos barrocos entendiam o edifício de forma integrada, como se fosse uma grande escultura, única e indivisível. A sua forma era ditada por complexos traçados geométricos (muitas vezes baseados em formas curvas e em ovais) que imprimiam qualidades dinâmicas aos espaços e às fachadas. Ao mesmo tempo, abandonaram-se os rígidos esquemas baseados nas ordens clássicas.

A arquitectura caracterizou-se pelo uso de colunas, frisos, fron­tões, arcos e cúpulas; nas fachadas curvas e contra curvas e nichos. Como decoração recorreu-se a baixos-relevos, pinturas, mosaicos, mármores e talha dourada (Fig.7).

 

Grandes vultos arquitectónicos

O Barroco nasceu em Itália, mais especificamente na Roma Papal seiscentista. Três arquitectos protagonizaram o desenvolvimento deste estilo: Gian Lorenzo Bernini, o mais monumental, Borromini, mais original e Piero da Cortona. A pequena igreja de San Carlo alle Quatro Fontane, projecta em 1665 por Borromini, constituiu um dos mais notáveis edifícios construídos neste período pela extrema complexidade e dinâmica da planta, pela total subversão das regras tradicionais e pela forma ondulante das paredes.

Fora de Roma, destaque para a igreja de Santa Maria della Salute, de Veneza, projectada por Baldassare Longhena e para os trabalhos de Guarino Guarini (Fig.8), de inspiração borrominiana, como a Capella della Santa Sindone, em Turim.

O Barroco francês assumiu características simultaneamente mais monumentais e clássicas. O seu afastamento relativamente à estética italiana foi afirmado com recusa do projecto de Bernini para a ampliação do Louvre. Este estilo encontrou a sua máxima expressão no Palácio de Versalhes (Fig.9), uma residência real construída nos arredores de Paris por Louis XIV, projectada pelo arquitecto Louis le Vau e pelo jardineiro André le Nôtre, que integra um vasto palácio e um enorme jardim estruturado por longos eixos e pontuado por estátuas, fontes e um enorme canal.

As guerras na Alemanha e a invasão Turca da Áustria condicionaram grandemente a introdução do estilo barroco nestes países. Por esta razão, o Barroco alemão e austríaco foi desenvolvido mais tardiamente e, embora se fundamente em modelos italianos, a sua exuberância decorativa denuncia conceitos já próximos do estilo Rococó.

Em Inglaterra este estilo foi protagonizado por Sir Christopher Wren, autor de muitos projectos para reconstrução das igrejas de Londres, dos quais se destaca o da Catedral de S. Paulo, iniciada em 1675.

         

 

Pintura

 

Características da pintura

Na pintura verificou-se, neste período, para além da transformação estilística, o alargamento dos géneros e das próprias dimensões desta forma de arte, de maneira a integrar organicamente os espaços arquitectónicos.

Esta pintura em trompe l'oeil, aplicada em paredes e tectos constituiu uma das mais originais contribuições do Barroco.

Esta actividade artística recorreu a cores quentes (amarelos, vermelhos, dourados), a jogos de luzes e sombras; arte do retrato acentuou-se.

 

Grandes pintores

O mais influente pintor deste período foi o italiano Caravaggio, famoso pelas pinturas religiosas nas quais os contrastes entre a luz e sombra na modelação dos corpos e dos espaços introduz uma atmosfera dramática de intensa espiritualidade.

A pintura barroca flamenga afirmou-se através do trabalhos de dois artistas, bastante diferentes entre si: Peter Paul Rubens, autor de uma pintura vigorosa, sensual e teatral, e Rembrandt van Rijn, pintor mais introvertido, executou inúmeros auto-retratos inspirados na linguagem intensa e dramática de Caravaggio.

Em Espanha, a pintura atingiu um elevado nível artístico, protagonizada por Diego Rodríguez da Silva e Velásquez, por Bartolomeu Murillo e por Francisco Zurbarán. Velásquez, pintor oficial da corte e um dos mais originais artistas barrocos, realizou a sua obra-prima, "As Meninas", em 1629 (Fig.11).

Em França, ao caravagismo de sentido intimista da pintura de Georges de La Tour opõem-se a vertente mais classicista dos trabalhos de Nicolas Poussin e o caráter cenográfico das pinturas de Charles le Brun para o Palácio de Versalhes.

 

 

Escultura

 

Características da escultura

Na escultura barroca procurou-se explorar o dramatismo das figuras representadas, tentando suscitar os sentimentos do observador.

Esta arte caracterizou-se pelo movimento, expressão de sentimentos fortes (dor, sofrimento, paixão) e pelo grande exagero das formas.

 

 

Grandes escultores

A escultura barroca encontrou o seu paroxismo nas obras do italiano Gian Lorenzo Bernini (Fig.13), caracterizadas pelo virtuosismo técnico e pela tentativa de captar o movimento em momentos fugidios, caso das peças "Apolo e Dafné", realizada entre 1622 e 1624 ou no "Êxtase de Santa Teresa", de 1645.

 

 

Literatura

 

Vários países aderiram ao movimento na Europa. Passo a referir as designações que o classificaram a partir de obras literárias: na Inglaterra foi designado eufuísmo; na Itália surgiu a designação de marinismo; na França surge com o nome de preciosismo; na Espanha surge a designação de Gongorismo (Fig.14). Portugal adere, também, como podemos ver em Lampadário de Cristal de Jerónimo Baía, superlativando o real quotidiano, e aceita o nome que a Espanha dera ao movimento.

Acentua-se o emprego dos recursos estilísticos, nomeadamente metáforas, paronímias, hipérbatos, comparações, anáforas, hipérboles, antíteses, assíndetos, catacreses, pleonasmos, perífrases, trocadilhos, a assimetria, o geometrismo, o predomínio da ordem imaginativa sobre a lógica, os conceitos com o seu engenho e agudeza com vista à novidade e ao inusitado. Entre outros, refira-se o soneto de Jerónimo Baía, no qual cada verso é composto de duas metades que formam um todo, afirmando o geometrismo formal.

Barroca, também, a forma como é transmitida a doutrina espiritual, cultivando o medo do inferno, como se pode ver na prosa de Manuel Bernardes e Frei António das Chagas. De cariz barroco é a obra moralista como a vemos representada por D. Francisco Manuel de Melo (Feira de Anexins, Apólogos Dialogais, Carta de Guia de Casados), em Diogo Bernardes na Nova Floresta, nos Sermões de António Vieira, na Corte na Aldeia de Rodrigues Lobo.

Este movimento que, no século XVII, entre nós, floresceu em pleno nas várias artes, na poesia em vários poetas, com especial relevo em Rodrigues Lobo e D.Francisco Manuel de Melo, entra em declínio no século XVIII, dando origem ao estilo rococó, o mesmo acontecendo na literatura brasileira, que desperta no século XVII com marcas do Barroco de escritores portugueses e espanhóis. Entre nós, A Arte Poética de José Freire, em 1739, é o primeiro grande golpe dado no seiscentismo; depois, é a publicação do Verdadeiro Método de Estudar de Verney em 1746 e, por último, a fundação da Arcádia Ulissiponense em 1756.

 
Poeta espanhol e o grande mentor da poesia barroca na Península Ibérica

 

 

O Teatro e a Música barroca

 

O teatro: França, Inglaterra e Itália

 

FRANÇA: O teatro francês, ao contrário do inglês e do espanhol, consegue adaptar-se ao gosto refinado do público aristocrático a que se destina. Obedece a regras muito rigorosas: o tema é obrigatoriamente imitado de um modelo greco-romano; as unidades aristotélicas têm de ser respeitadas; a regra do "bom gosto" exige que a acção, de construção lógica e coerente, nunca mostre situações violentas ou ousadas; o texto, em geral em versos alexandrinos, é muito poético. A fundação da Comédie Française por Luís XIV (1680) transforma o teatro numa actividade oficial, subvencionada pelo Estado.

Autores franceses – Em Cid, Pierre Corneille descreve o conflito entre o sentimento e a razão; e esta última é vitoriosa. Jean Racine (Fedra) pinta personagens dominados por suas paixões e destruídos por elas. Em suas comédias, Molière cria uma galeria de tipos (O avarento, O burguês fidalgo) que simbolizam as qualidades e os defeitos humanos. Em todos esses autores se notam traços que vão se fortalecer no neoclassicismo.

Molière (1622-1673), pseudônimo de Jean-Baptiste Poquelin. Filho de um rico comerciante tem acesso a uma educação privilegiada e é desde cedo atraído pela literatura e a filosofia. Suas comédias, marcadas pelo quotidiano da época, são capazes de criticar tanto a hipocrisia da nobreza como a avidez do burguês ascendente. Suas principais obras são O avarento, O burguês fidalgo, Escola de mulheres, Tartufo, O doente imaginário.

 

INGLATERRA: Um período de crise começa quando, após a Revolução Puritana, em 1642, Oliver Cromwell fecha os teatros. Essa situação perdura até a Restauração (1660).

Autores ingleses – No início do século XVII, destacam-se John Webster (A duquesa de Malfi) e John Ford (Que pena que ela seja uma prostituta). Depois da Restauração os nomes mais importantes são os dos colaboradores Francis Beaumont e John Fletcher (Philaster).

 

ITÁLIA: O teatro falado é pouco original, copiando modelos da França. Mas na ópera ocorrem revoluções que modificam o género dramático como um todo. Em 1637, a Andromeda, de Francesco Manelli, inaugura o teatro da família Tron, no bairro veneziano de San Cassiano, modelo para casas futuras.

Espaço cénico italiano: troca-se a cena recta greco-romana pelo "palco italiano", com boca de cena arredondada e luzes na ribalta, escondidas do público por anteparos. Pela primeira vez é usada uma cortina para tampar a cena. As três portas da cena grega são substituídas por telões pintados que permitem efeitos de perspectiva e é introduzida a maquinaria para efeitos especiais. Apagam-se as luzes da sala durante o espectáculo, para concentrar a atenção do público no palco. Há uma plateia e camarotes, dispostos em ferradura. A ópera torna-se tão popular que, só em Veneza, no século XVII, funcionam regularmente 14 teatros.

 

A música barroca

Como outras formas de arte barroca, a música caracterizou-se por pormenores e contrastes complexos. Está intimamente relacionada com a vida da Igreja e da corte. A música de cunho religioso tornou-se progressivamente dramática e secular.

A ópera, com seus espectáculos elaboradamente encenados, desenvolveu-se primeiramente durante a época barroca.

Entre os grandes compositores barrocos, incluem-se Cláudio Monteverdi e Alessandro Scarlatti, na Itália, e Johann Sebastian Bach (Fig.16) e George F. Handel, na Alemanha.

 
Este foi talvez o vulto mais proeminente da música barroca

 

 

O barroco em Portugal

 

O barroco Joanino

Em Portugal, o barroco atingiu o seu esplendor na primeira metade do século XVIII, com D.João V.

As remessas de ouro do Brasil permitiram que D.João V chamasse artistas estrangeiros e mandasse realizar várias obras de arte.

As várias vertentes da produção artística ao longo do reinado de D. João V receberam a designação genérica de Barroco Joanino. Contudo, este extenso período de 44 anos, apesar de se consubstanciar em torno da figura do Magnânimo e da sua política absolutista, não apresenta uma homogeneidade de correntes artísticas. Nesta classificação abrangente integram-se diferentes manifestações da arte barroca setecentista.

Caracterizando o reinado de D. João V, podemos afirmar que este foi marcado por um longo período de paz, após as desgastantes lutas da Restauração. O tempo de D. João V coincide com o despertar do ciclo económico do ouro e dos diamantes do Brasil, mais-valia preciosa que incrementará uma renovadora política de mecenato de grandes edificações, quer de patrocínio da Coroa, quer ainda de iniciativa do Clero e da alta nobreza. Esta opulência e enriquecimento reflectiram-se no aparato e na monumentalidade das obras de arte, concebidas numa triunfante linguagem barroca.

No campo artístico, a procura de uma encenação grandiosa do poder foi acompanhada por uma abertura e pelo estabelecimento de contactos com tratados, obras de arte e artistas estrangeiros. Isto traduziu-se numa clara influência do Barroco internacional, sobretudo a partir do segundo quartel do século XVIII, altura em que a severidade característica do Barroco Nacional vai cedendo lugar à renovada linguagem deste Barroco estrangeirado.

A corrente de renovação assolou todo o país e manifestou-se nas mais diversas produções artísticas. A arquitectura, a escultura e a pintura, bem assim como as artes decorativas – mobiliário, ourivesaria e, sobretudo, a talha e o azulejo –, foram incrementadas e personalizadas por uma vasta plêiade de artistas portugueses e estrangeiros.

O triunfo do Barroco Joanino conferiu uma expressiva teatralidade de atitudes e gestos à escultura em madeira e pedra, enquanto a arte da pintura assimilava o colorido excessivo e a lição das pinturas em perspectiva e de ilusão, cobrindo os tectos e cúpulas dos templos e palácios setecentistas. No capítulo das artes decorativas, para além das excelentes obras de ourivesaria de influência italiana e francesa, uma harmonia em azul, branco e dourado apossou-se da talha e do azulejo, duas das áreas artísticas que atingiram uma originalidade maior. Os interiores dos templos religiosos foram inundados por uma dinâmica e excessiva onda dourada de talha, contrastando harmoniosamente com o azul e branco dos tapetes de azulejaria, revestindo as paredes com a sua temática de episódios religiosos e profanos.

Não se concretizando especificamente como um estilo artístico, o Barroco Joanino teve o grande mérito de se abrir às influências das correntes internacionais, amalgamando-as com a tradição artística das oficinas nacionais e produzindo algumas das mais emblemáticas obras da arte portuguesa.

 

Grandes e esplendorosas obras

Grandes obras de arte foram construídas durante o período barroco em Portugal, entre elas podemos destacar as seguintes: o Converto de Mafra, cujo arquitecto foi Ludovice, envolveu na sua construção milhares de trabalhadores e possui uma magnífica biblioteca de 88 metros de comprimento (Fig.18 e 19).

Foi na parte norte do país que o barroco se implantou com mais força, através de inúmeras igrejas, solares (como o Solar de Mateus - Vila Real [Fig.20]), palácios (como o do Freixo, no Porto). Uma obra marcante é a Torre dos Clérigos (Porto), de Nicolau Nasoni.

Em Coimbra destaca-se a Biblioteca dos Gerais da Universi­dade (Fig.21) (Biblioteca Joanina).

       

Não posso deixar de citar o aqueduto das Águas Livres, a Igreja e escadas do Bom Jesus de Braga (Fig.22) e o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios em Lamego.

Foi na escultura que o barroco teve uma das manifestações mais ricas, através da estatuária e talha dourada.

A marca dos artistas portugueses fez-se sentir sobretudo nos altares de talha dourada e nos painéis de azulejo que embelezavam igrejas, salões, escadarias e jardins.

O principal escultor dessa altura foi Machado de Castro (1731­-1822), que se celebrizou pelos seus presépios. Na pintura desta­cou-se Vieira Lusitano. Outras artes também desenvolvidas nesta época foram a música, distinguindo-se Carlos Seixas (1704-1742), e o teatro, com António José da Silva (1705-1739), mais conhecido por "o Judeu”.

 

(Ver Anexos: O Barroco portuense)

 

 

Conclusão

 

O Barroco foi um estilo artístico marcadamente do século XVIII e característico das monarquias absolutistas. Este fez-se sentir nas mais variadas formas de arte: arquitectura, pintura, escultura, literatura, musica teatro, ópera.

Surgindo depois do Renascimento este estilo tem características muito próprias como, por exemplo, a amplitude, o movimento, o exagero nas formas e a teatralidade.

A realização deste trabalho foi bastante proveitosa. Com ele descobri o verdadeiro sentido do barroco e conheci melhor muitos dos artistas destas época, bem como as suas obras.

Apesar de ser trabalhado com muito exagero e ”deturpação” das formas, acho o barroco bastante sublime e misterioso. A particularidade de ter sido posto ao serviço da Igreja para atrair os fiéis é bastante interessante.

Apesar de tudo esta pesquisa levou-me a descobrir bastantes coisas novas e fez-me encontrar um outro lado dos criadores de arte do barroco.

 

 

 

Anexos:

O barroco portuense

O Barroco manifesta-se no Porto em inúmeros e expressivos edifícios de arquitectura civil e religiosa. A arquitectos como António Pereira e Nicolau Nasoni deve a cidade alguns dos mais representativos exemplares deste estilo, provocando uma completa transformação na paisagem urbana setecentista. Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a cidade assemelha-se a um “estaleiro” de artistas e artífices, que produziram um significativo conjunto de obras de alto valor estético.

 

Sé Catedral, Terreiro da Sé

Construída no século XII em estilo românico, sofreu diversas alterações na época barroca. No interior destacam-se as pinturas de Nicolau Nasoni, o retábulo-mor, em talha dourada, e o altar em prata do Santíssimo Sacramento. Ainda de estilo barroco são dignos de nota os azulejos do claustro, a galilé setentrional, bem como a notável escadaria que liga o claustro à Casa do Cabido e, nesta última, o tecto da Sala do Capítulo.

Paço Episcopal, Terreiro da Sé

A sua construção remonta ao século XIII, tendo sido totalmente remodelado pelo Bispo D. Rafael de Mendonça, em data posterior a 1770. Este palácio, o mais grandioso que a cidade possui, tem sido atribuído ao arquitecto Nicolau Nasoni.

Casa do Cónego Domingos Barbosa, Rua de D.Hugo

Este edifício foi construído no século XVIII, para habitação de um dos mais ilustres cónegos da Sé portuense. Pensa-se que o projecto seja da autoria de Nicolau Nasoni ou de um seu colaborador, mestre António Pereira. Hoje em dia, serve de Casa Museu (em fase de remodelação), onde se encontra exposta a colecção de arte do poeta Guerra Junqueiro.

Igreja de Santa Clara, Largo 1º de Dezembro

É um edifício de origem gótica, cujo interior foi revestido a talha dourada, da primeira metade do século XVIII. Verdadeira jóia do Barroco, impressiona o visitante pela sua exuberância decorativa e pela feliz combinação entre a talha e o azulejo.

Igreja da Ordem do Terço, Rua de Cimo de Vila

A sua construção teve início no ano de 1759, desconhecendo-se o autor do projecto. A fachada, em granito lavrado, ostenta elementos rocócó e o interior é decorado com estuques e talha. O retábulo da capela-mor data de 1776 e é da autoria de José Teixeira Guimarães. Contíguo a esta igreja, funciona o Hospital da Nossa Senhora do Terço e Caridade, desde 1781.

Igreja de Santo Ildefonso, Praça da Batalha

A nova Igreja de Santo Ildefonso foi edificada entre os anos de 1730 e 1737, não se sabendo o autor do seu projecto. Contrariamente ao que sucede na fachada, desprovida de graciosidade, o retábulo da capela-mor revela toda a elegância da sua nova estrutura retabilística. A obra de talha teve o risco de Nicolau Nasoni.

Igreja de Nossa Senhora da Esperança, Av. Rodrigues de Freitas (ao Jardim de S.Lázaro)

Edificado no terreiro de S. Lázaro, segundo o traço do mestre António Pereira, a obra do Recolhimento das Meninas Órfãs foi construída entre 1724 e 1743. Em 1746, é iniciada a construção da Igreja, segundo projecto atribuído por alguns a Nicolau Nasoni. O interior apresenta diversos retábulos em talha, de estilo barroco.

Igreja dos Terceiros do Carmo, Rua do Carmo

Igreja construída na segunda metade do século XVIII, sendo projecto do arquitecto José Figueiredo Seixas. A fachada de cantaria, rematada por um amplo frontão, sobre o qual aparecem as figuras dos quatro evangelistas, revela ainda grandes influências do estilo criado por Nicolau Nasoni.

Igreja e Torre dos Clérigos, Rua de S. Filipe Nery

Este conjunto arquitectónico foi edificado, entre 1732 e 1773, pela Irmandade dos Clérigos. Na construção da Igreja trabalharam vários artistas, destacando-se Nicolau Nasoni e o mestre pedreiro António Pereira. A Torre que remata o edifício do lado poente é uma das obras-primas de Nicolau Nasoni, sendo considerada um dos ex-libris da cidade.

Palácio de S. João Novo, Largo de S. João Novo

Este palácio foi edificado por mestre António Pereira, no segundo quartel do século XVIII, para habitação de Pedro da Costa Lima, fidalgo da Casa Real, que exerceu diversos cargos públicos na Cidade. São dignas de nota a fachada principal e a escadaria nobre, do interior.

Fachada da Igreja da Misericórdia, Rua das Flores

É um dos mais significativos exemplares da arquitectura setecentista do Porto, sendo o risco da autoria de Nicolau Nasoni. A obra, que se encontra datada de 1750, é de um grande efeito cenográfico e nela já se faz notar a influência da nova gramática decorativa do rococó.

Igreja de S. Francisco e Casa do Despacho, Rua do Infante D. Henrique

A construção da igreja iniciou-se no século XIV, sendo o principal templo em estilo gótico existente na cidade. No entanto, é uma das mais importantes obras do Barroco, pelo seu revestimento interior em talha dourada, dos séculos XVII e XVIII. É de destacar a Árvore de Jessé, da autoria de mestre Manuel Carneiro Adão.

 

O Porto barroco pode ainda admirar-se em outros monumentos para além dos acima descritos, como é o caso da belíssima talha dourada que decora todo o interior da Igreja de S. João da Foz do Douro, do retábulo da Igreja de S. Pedro de Miragaia ou, ainda, das arquitecturas palacianas da Casa de Ramalde ou das Quintas da Prelada e de Bonjóia, espaços de representação que têm no Palácio do Freixo o seu mais virtuoso cenário.

 

Curiosidade: Como nota deixo aqui um programa que decorre na Casa da Música, no Porto. Com inicio no dia 13 de Outubro e fim no dia 30 do respectivo mês, os vários concertos têm como tema “À Volta do Barroco”.

Þ 13 de Outubro, Sexta – feira: Orquestra Nacional do Porto e Coral de Letras da Universidade do Porto;

Þ 14 de Outubro, Sábado: Orquestra Barroca da União Europeia.

Þ 22 de Outubro, Domingo: Remix Orquestra Barroca.

Þ 26 de Outubro, Quinta – feira: Cappella della Pietà de’Turchini.

Þ 28 de Outubro, Sábado: Hespèrion XXI La Capella Reial de Catalunya.

Þ 30 de Outubro, Segunda – feira: Orquestra Brroca de Amesterdão.

 

 

Bibliografia

 

û    http://faroldasletras.no.sapo.pt/barroco_textos_teoricos.htm

û    http://www.portoturismo.pt/visitar_porto

û    http://banners.portugaltravelguide.com/adclick.php?bannerID=18&dest=http%3A%2F%2Fwww.turinta.pt

û    http://www.graudez.com.br/literatura/index.htm

û    http://www.theatro.ocrocodilo.com.br/index.html

û    http://www.historiadaarte.com.br

û    http://www.scielo.br/scielo.php/lng_en

û    http://www.geocities.com/barroco_brasil/principal.html

û    OLIVEIRA, Ana Rodrigues, CANTANHEDE, Francisco, CATARINO, Isabel, MENDONÇA, Flávia e TORRÃO, Paula; História 8, Texto Editores.

û    CRISANTO, Natércia, SIMÕES, Isabel e MENDES, J.Amado; Olhar a História 8, Porto Editora.

û    Enciclopédia da História, Porto Editora Multimédia, 2003.

 

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