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Trabalhos de História - 9º Ano

 

Biografia de Adolfo Hitler

Autor: Inês Isabel da Silva Guerreiro

Escola: Escola Básica D. Dinis - Quarteira

Data de Publicação: 28/11/2007

Resumo do Trabalho: Ditador, cruel e brilhante demagogo, Adolf Hitler foi o responsável pela maior guerra da história... Ver o Trabalho Completo

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Biografia de Adolfo Hitler

Ditador, cruel e brilhante demagogo, Adolf Hitler foi o responsável pela maior guerra da história. Embora se tenha passado muito tempo desde o dia em que a sua vida e os seus fanáticos sonhos se pereceram sob as ruínas d Berlim, a sua escura sombra ainda se projecta sobre o mundo.

Convencido de que a derrota da Alemanha  na Primeira Guerra Mundial fora provocada pelos judeus e pelos comunistas, Hitler retornou da frente de guerra com a ideia de restaurar a glória do Império alemão. Depois de alguns fracassos, fundou o partido nazista e começou a sua vertiginosa escalada em direcção ao poder, apoiado por um movimento de massas que acreditava cegamente nas promessas de esplendor para o Terceiro Reich: a supremacia da raça ariana e a conquista do mundo.

Nomeado chanceler da Alemanha, em 1933, em poucos anos Hitler muodu o mapa da Europa. Depois que as suas hábeis manobras diplomática renderam todos os seus frutos, o Fuhrer lançou-se ao ataque pelas armas. Em 1942, os seus exércitos tinham conquistado um vasto império que se estendia desde a França até aos monte Urais.

Quando os canhões silenciaram, em 1945, a Alemanha era uma terra devastada e o mundo estava exausto. O delirante sonho  de Hitler custara a vida de milhares de soldados ingleses, franceses e até norte-americanos, de 20 milhões de soviéticos e de mais de 6 milhões de judeus.

No decorrer deste trabalho, vou dar a conhecer a pessoa de Adolf Hitler e muitas das coisas que ele fez...

Em Setembro de 1908, um rapaz entrou no magnífico edifício da Academia de Belas-Artes de Viena. Ele sabia que as exigências para ser admitido como alunos eram muito grandes.

O jovem não era um artista mau, como provam as suas pinturas, mas nunca fizera nada de original, demonstrara  grande criatividade. Era capaz de fazer desenhos preciosos dos edifícios públicos de Viena. Em 1907, os seus testes haviam sedo considerados muito insatisfatórios, criticados não só por não incluírem suficientes figuras humanas, como também por não retractarem tais figuras nas proporções correctas.

Contudo dissera á sua família, quando estivera na pequena cidade onde vivia a sua mãe viúva, que estudava na Academia. Agora, precisava justificar a sua vinda a Viena.

O director da escola impressionou-se tão pouco com os novos desenhos, que nem o deixou participar nos testes escritos, sugerindo-lhe para tentar entrar na Escola de Arquitectura, já que gostava tanto de desenhar edifícios.

Impedido de preparar-se  para uma carreira artística, o jovem não tinha perspectivas de escapar a uma vida de pobreza e à cansativa rotina de um operário.

Durante os 35 anos seguintes, Adolf Hitler não esqueceu o golpe  que recebeu do gabinete do director naquele dia de outono. Alimentou um forte ressentimento contra o elitismo educacional, mesmo após ter sido nomeado chanceler da Alemanha e dirigente de um dos mais poderosos países do mundo. No entanto, examinando a infância de Adolf Hitler, é difícil compreender as razões da intensidade dessa amargura.

Mas, se não houve nada de muito extraordinário ou trágico no passado de Hitler, existiram, pelo menos alguns elementos negativos que, possivelmente, deixaram algumas marcas bem profundas na memória de Hitler.

Alois Hitler (seu pai), foi o filho ilegítimo de Anna Schicklgruber, que mais tarde se casou com um moleiro desempregado, chamado Hiedler.

De acordo com a maioria dos relatos, Alois Hitler foi um tirano que dirigia a sua família como dirigia o escritório alfandegário, onde era inspector-chefe.

Alois Hitler morreu, quando, Adolf Hitler tinha apenas 14 anos. Devido à vigilância constante que seu pai lhe fazia, Adolf havia sido um bom estudante nos primeiros anos do curso. Após a morte de seu pai, permaneceu apenas mais dois anos na escola.

Os livros que lia limitavam-se a aventuras e história militares. Sobre essas leituras ele escreveu mais tarde: “Eu parecia viver as gigantescas batalhas no mais íntimo do meu ser”.

Esse traço militarista do carácter de Hitler era visível, mesmo quando ele brincava. Os únicos jogos que o atraíam eram jogos de guerra, nos quais ele mesmo nunca era um combatente, sempre em estrategista, sendo sempre o chefe. Um dos seus professores do colégio recordou mais tarde: “ Ele era teimoso e arrogante...além disso também era muito preguiçoso...reagia às coisas muita hostilidade ao concelho e até mesmo à punição.”

Após dois anos de ter saído do colégio, Adolf levou a vida a copiar desenhos e aquarelas e sonhando com a sua carreira artística. Aos poucos foi-se tornando muito solitário, independentemente da sua relação que tinha com mãe e com a irmã, a sua raiva e ódio eram tão grandes que nem visitava os antigos colegas de colégio. Seu único amigo da altura foi August Kubizek, o filho de um tapeceiro.

August, era companhia ideal para o jovem Hitler, pois também abandonara os estudos, e alimentava a ambições artísticas – queria ser músico – e, o mais importante, era um ouvinte nato. Naquela época, o dom natural de Hitler para a oratória já começara a aparecer a August ouvia as efusões do amigo durante hora.

Alguns anos depois August disse: “ Não era o que ele dizia, que me atraía, mas sim, a maneira como dizia”

Embora tivesse uma mãe que o amava, uma audiência atenta, nenhuma responsabilidade e a família a residir em Linz, Adolf continuava inquieto. Aquela era a maior cidade em que já vivera; mas essa capital provincial não poderia oferece-lhe o caminho necessário à sua realização como artista. Foi assim, que o jovem decidiu partir para a grande cidade de Viena.

Na primeira década deste século, a capital da Áustria era uma das mais brilhantes cidades da Europa. Enquanto centro cultural, assemelhava-se a Paris. Música, pintura e literatura floresciam ali, após algumas visitas, Hitler decidiu que aquele era o lugar ideal para ele.

Quando completou os seus 18 anos(1907), herdou a sua parte do dinheiro deixada pelo seu falecido pai. Aproveitando esse dinheiro partiu para Viena, com o objectivo de se tornar de se tornar estudante da famosa Academia de Belas-Artes de Viena.

Ao chegar  a Viena, a vida de Hitler começou com um insucesso, quando a sua admissão na Academia foi recusada, sofrendo então um grande golpe. Mas o destino reservava-lhe ainda outro desastre: poucos meses depois a sua mãe morreu.

August Kubizek continuou a morar com o amigo em Viena, durante alguns anos, mas Hitler parecia ter pouco capacidade para relacionamentos pessoais. Quando a sua admissão na Academia foi recusada pela segunda vez, foi a última gota de água. Quando August viajou a Linz para visitar os pais, Adolf desapareceu sem deixar vestígios e ninguém sabia do seu paradeiro.

Com o passar dos anos, Adolf Hitler foi-se tornando cada vez mais isolado e excêntrico. Adolf mantinha-se com algum dinheiro, mas vivia como um vagabundo a pairar pela grande cidade, sem objectivo algum na vida, dormindo em abrigos municipais ou quartos baratos, alimentando-se de pão, leite e do que conseguia arranjar nas sopas das cozinhas da igreja.

Ocasionalmente aceitava empregos como limpador de neve ou para carregar bagagens na estação ferroviária e, como último recurso pedia dinheiro a uma tia solteira de Linz.

Durante esse período, pelo que se sabe, não fez amigos e nem se interessou por mulheres. Os outros “desocupados” lembram-se dele como sendo mal-humorado mas muito austero. Contudo, nunca fumou nem bebeu, e parecia apreciar pouco os prazeres da vida. O seu único entretenimento era a ópera, apesar de ter tido nenhum gosto especial pela música, mas amava o espectáculo, especialmente as grandiosas e melodramáticas obras de Richard Wagner, que glorificavam o passado mitológico da Alemanha.

Nesta época, a honra da Alemanha e dos alemães começou a preocupá-lo de tal maneira que a política tornou-se no seu assunto favorito, e além disso Viena era uma das muitas cidades europeias cheias de desajustados solitários e infelizes, e de organizações cujos membros imaginavam poder resolver os problemas do mundo.

Uma das opiniões mais generalizadas entre os pobres e desesperançados de Viena, era a de que todos os problemas da Áustria e da Alemanha decorriam da mistura racial

Hitler lia regularmente, uma revista popular de Viena com o nome de Ostara, que afirmava ser o louro povo alemão (os arianos como eram chamados) uma raça superior, destinada a domina a terra, e que todos os problemas da sociedade eram consequência da contaminação dessa raça por pessoas inferiores, mais escuras.

Como resultado disso, ciganos, eslavos e principalmente os judeus foram apontados como inimigos da pureza étnica da “raça ariana”.

O anti-semitismo (ódio aos judeus) tinha uma longa história na Áustria, e na verdade, e na verdade esse era um preconceito comum naqueles dias, especialmente entre aqueles que se consideravam membros de uma “sociedade bem-educada”.

Embora, nessa época, Adolf Hitler, falasse sobre política a qualquer hora, com qualquer pessoa que o escutasse, e ficasse particularmente histérico quando discutia o destino glorioso dos alemães e a terrível ameaça representada por judeus e comunistas, não havia ainda pensado em seguir seriamente uma carreira política.

Depois de ter passado tanto tempo, Adolf Hitler ainda se considerava um artista à espera de reconhecimento, mas o partido apenas o via como mais um jovem desempregado, e como alguém que estava na época de prestar o serviço militar. Hitler havia perdido todo o contacto com a sua família.

Em 1913, o jovem Adolf Hitler decidiu que estava na hora de se mudar. Mais tarde, ele próprio escreveu que fora atraído pela cidade de Munique, além da fronteira com a Alemanha devido à vida artística que ali se desenvolvia e pela esperança de encontrar melhores oportunidades para a sua carreira. Hitler desde sempre, tinha um desejo muito grande, de viver na pátria do povo alemão. Contudo, parece que a sua principal razão pela qual fora para Munique era única e exclusivamente para evitar o serviço militar no Exército austríaco.

Um mês depois, do seu vigésimo quarto aniversário, com apenas uma mala, Adolf Hitler deslizou silenciosamente através da fronteira. Nessa altura, Adolf apercebera-se que os cinco anos que vivera em Viena não aprendera nenhum ofício e não adquirira um rumo de vida; o que Viena lhe havia ensinado só se reflectiu anos depois: ensinara-o a sobreviver.

A vida na capital austríaca endurecera-o, aguçara os seus sentidos e, talvez o mais importante, fornecera-lhe argumentos para sua satisfação.

As duas ideias na capital austríaca (o anti-semitismo e a glória alemã) acabariam por modelar o seu futuro.

Em Munique, Hitler voltou a procurar quartos baratos para dormir e tentou vender os seus desenhos em bares. Viveu assim durante oito meses até que em Janeiro de 1914, as autoridades austríacas finalmente o localizaram e o prenderam como fugitivo do serviço militar.

Em vez de ser desportado para Linz, e posto na cadeia, foi perdoado e recebeu permissão para se apresentar em Salzburgo, onde o médico do exército o considerou inapto para prestar qualquer serviço militar. No relatório, o examinador afirmou que Adolf Hitler era muito fraco e incapaz de carregar armas.

Sem nada para dizer à família, Hitler voltou para Munique e para a sua vida de artista faminto

Se a vida pessoal de Hitler não mostrava possibilidade de nenhuma mudança, o mundo à sua volta estava em vias de desintegração.

No dia 28 de Junho de 1914, seis meses depois de ter voltado para Munique, a Europa foi abalada pela notícia de que o arquiduque Francisco Ferdinando, o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, fora assassinado por um terrorista sérvio. Um mês depois a Áustria declarou. Era o início da Primeira Guerra Mundial.

A Rússia uniu-se à Sérvia, e os alemães decidiram apoiar a Áustria. Dia 1 de Agosto, foi declarado estado de guerra na Alemanha e todo o continente europeu “mergulhou” no conflito.

Hitler entusiasmou-se. Após uma vida monótona de pobreza e humilhações, ele via a oportunidade de se envolver activamente em alguma coisa. Uma guerra na Europa transformaria tudo, talvez destruísse a ordem social existente e produzisse a ascensão daquele grande poder alemão que acreditava ser a esperança do mundo.

Dez anos mais tarde, publicou um livro com o nome de Mein Kampf (minha luta) descrevendo nele a sua emoção quando soube que a guerra havia rebentado: “tomado de um entusiasmo arrebatador, caí de joelhos e agradeci aos céus, com o coração a transbordar, por me ter concebido a fortuna de poder ter vivido nesse tempo.”

Hitler não desejava lutar pela Áustria, mas era apaixonadamente leal à causa da Alemanha. Estava disposto  a iniciar uma luta pelo nacionalismo alemão e pela antiga glória da “pátria”, e por isso apresentou-se como voluntário para servir no exército alemão.

Em tempo de guerra, os registos médicos não eram rigorosamente conferidos e os exames físicos eram quase feitos ao acaso. Foi aceite sem comentários e, em uma semana já era tratado por : “soldado Hitler” do 16º Regimento de Infantaria da Reserva da Baviera.

Adolf Hitler foi um bom soldado. Mais tarde, os seus inimigos políticos tentaram provar que havia sido um covarde, mas os arquivos do Exército alemão mostram claramente que ele foi um homem de infantaria dedicado, leal e corajoso. Hitler lutava por uma causa e nenhum soldado luta tão bem quanto aquele que realmente acredita na sua missão. Ele havia sonhado com batalhas, quando era apenas uma criança, e, agora o seu sonho de infância havia se tornado realidade. Adolf Hitler olhou para a sua arma, como uma mulher olha para as suas jóias.

Nos quatro anos da Primeira Guerra Mundial ele foi promovido apenas a cabo, embora recebesse reconhecimento por sua coragem e dedicação. “Hitler nunca nos deixou na mão”, contou um oficial acrescentando que o jovem austríaco foi “sempre voluntário para os piores trabalhos”.

Hitler foi designado para uma tarefa perigosa e de grande responsabilidade: levar e trazer mensagens da frente de batalha. Como portador de informações, ele estava sempre exposto na linha de fogo e, mais de uma vez, salvou-se a si mesmo e aos seus companheiros com a sua firme dedicação ao dever.

Os estrangeiros e a sua influência sobre a Alemanha eram para ele como um vírus, que infectava o sangue puro da “raça ariana”. Em outubro de 1916, foi ferido na perna enquanto lutava na França, sendo enviado para a Alemanha.

Depois de voltar aos combates por algum tempo, Hitler foi finalmente posto fora de acção, em 14 de Outubro de 1918. Intoxicado por gás, ele ficou temporariamente cego, recuperando a visão dia 9 de Novembro, dois dias antes da Alemanha assinar o armistício que poria fim à Primeira Guerra Mundial. 

Na confusão que se seguiu ao armistício, muitas facções diferentes disputavam o poder na Alemanha. As tendências mais conservadores pediam a restauração da família real, enquanto, no outro.

 

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