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Trabalhos de História - 12º Ano

O Muro de Berlim

Autores: Sérgio Sousa da Ponte

Escola: [Escola não identificada]

Data de Publicação: 12/06/2008

Resumo do Trabalho: Trabalho realizado no âmbito da disciplina de História do 12º ano, que aborda temas como o fim da II Guerra Mundial, a Guerra Fria, a criação do Muro de Berlim, o colapso do Bloco Soviético, a queda do Muro de Berlim e a crise após a queda do Muro de Berlim. Ver o Trabalho Completo

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O Muro de Berlim

INTRODUÇÃO

Vou começar este trabalho com o porquê da divisão da Alemanha com o Muro de Berlim (símbolo da Guerra Fria).

Para resolver esta questão temos de voltar ao ano de 1945 o fim da II Guerra Mundial e o começo da Guerra fria que nos vão dar a resposta para o porquê da divisão de um país e o seu povo.

Além destes dois temas iniciais vou abordar o fim do Bloco Soviético a queda do Muro de Berlim e as suas consequências na reunificação da Alemanha.

O Muro de Berlim é um marco na história contemporânea que para além de ser símbolo da divisão da Alemanha em dois estados pós II Guerra, representava a divisão do mundo em dois blocos.

O meu trabalho de boa leitura não dá especial atenção a um tema só mas sim, todos os temas em redor do Muro de Berlim como começou e como acabou.

II GUERRA MUNDIAL

Com o fim da II Guerra Mundial a vitória das três grandes potencias: Estados Unidos, URSS, e Reino Unido sobre a Alemanha os acordos de Lalta estabeleceram a divisão do pais em quatro zonas de ocupação (Norte Americana, Francesa, Inglesa e Soviética) e da capital Berlim em quatro sectores administrados juntamente pelos comandantes militares das quatro potencias ocupantes. A soberania Alemã foi assim transferida para os aliados.

Após a capitulação da Alemanha realizou se a conferencia de Potsdam (Berlim), em Julho - Agosto 1945 numa altura em que já havia ocorrido a rendição Alemã. Aqui foram ratificadas as decisões de Lalta e tomadas outras medidas relativas á Alemanha vencida: desnazificação, desmilitarização e desarmamento, julgamento dos criminosos de guerra por um tribunal das quatro potências, pagamento de indemnizações. Foi ainda o estatuto político da Alemanha durante o período de controlo militar aliado: demarcação das zonas de ocupação pelas forças armadas Americanas, Soviéticas Britânicas e Francesas e definição de um estatuto especial para a cidade de Berlim.

Com o fim da II Guerra Mundial a divisão da Alemanha e a divisão do mundo em dois blocos: os países capitalistas e os países Socialistas entram numa fase de guerra-fria.

GUERRA FRIA

A II Guerra Mundial não faz apenas emergir duas potências face a uma Europa arruinada e remetida a um papel secundário ao novo sistema internacional, faz nascer duas zonas ou áreas de influência: Anglo-saxónicas e Soviéticas. A primeira compreende as democracias liberais do oeste (Europa Ocidental, Grécia, Turquia, Médio Oriente, Pacifico e Japão); a segunda integra as democracias populares do leste (Europa Central e Oriental). As primeiras têm os EUA como parceiro, as segundas estão associadas á URSS.

Este clima de tensão entre os aliados e vencedores da Guerra é já bem perceptível nas negociações dos diversos tratados de paz.

A ruptura declara se abertamente quando o presidente Truman apresentou no congresso dos EUA a chamada “ Doutrina Truman”.

Na sua comunicação, Truman assume claramente o fim do tradicional isolacionismo estado – unidense proclama que a prioridade da política externa norte-americana é conter o comunismo soviético dentro dos limites acordados nos tratados da pós-guerra. A estratégia de Truman concretizou-se no plano Marshall e na organização de um sistema de alianças militares liderado pelos EUA.

O plano de reconstrução Europeia mais conhecido por Plano Marshall constituiu basicamente uma forma de concretização do objectivo de contenção do comunismo.

URSS vê esta manobra dos Estados Unidos para imporem a sua hegemonia e rejeita. A reacção do leste expressa se no relatório de Jdanov, conhecido por doutrina Jdanov.

A assunção da ruptura politica e ideologia pelos dois dos campos constitui o ponto de partida de que veio dominar-se guerra fria. Em Março de 1946 Winston Churchill denunciou a situação ao afirmar num celebre discurso que uma cortina de ferro se abatia sobre a Europa, dividindo em duas: Europa Ocidental, que se reerguia sob a assistência Americana, opunha-se uma outra Europa a de Leste, submetida á orientação Soviética Estalinista.

Lançada a guerra-fria entre os dois blocos o aparecimento do muro de Berlim.

CRIAÇÃO DO MURO DE BERLIM

Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em Agosto de 1961, com o acirramento da Guerra-fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois sectores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o sector ocidental da cidade.
O muro, que começou a ser construído em 13 de Agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas eléctricas com alarme, 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar.

Assim foi construído um dos maiores símbolos da Guerra Fria. 

COLAPSO DO BLOCO SOVIÉTICO

A segunda potência mundial, a URSS enfrentou, nos anos 80 um conjunto de problemas de difícil solução. O estado encontra-se fortemente centralizado e o partido comunista transformara-se numa instituição mais preocupada em garantir os seus privilégios do que promover o bem-estar da população. A governação de Brejnev provocara uma estagnação económica e deixara por explorar grande parte dos recursos da União Soviética. Os bens eram escassos e não satisfaziam a procura.

O investimento do estado soviético incidia no campo militar, sector essencial no contexto da Guerra Fria e deixava ao abandono uma indústria cada vez mais obsoleta.

Nos anos 80 perante o desmoronamento iminente da URSS, Mikhail Gorbatchev tentou evitar o colapso do regime comunista, procurando um entendimento com os Estados Unidos, diminuindo as perseguições  politicas e modernizando o arcaico sector económico.

No campo político e social, Gorbatchev aplicou a Glasnost com o intuito de criar uma sociedade mais aberta e participativa o que permitiu a oposição expressar os seus pontos de vista e criticar o regime. Foi criado um parlamento eleito, no qual competia nomear o Presidente da Republica, apesar de o poder continuar centralizado no partido comunista. Na área económica implementou-se a perestroika para solucionar os graves problemas da economia. No plano diplomático, nomeação de Gorbatchev pôs termo a bipolarização do sistema político internacional.

As medidas adoptadas por Gorbatchev não evitaram o declínio da União Soviética, acabando por levá-la à implosão, em 1991. Três factores estiveram na base deste colapso: a falência económica e desmoronamento dos fundamentos ideológicos do sistema comunista e a proclamação de independência das republicas que integravam a URSS.

Em 1991 Gorbatchev declara a dissolução da URSS e demite-se das suas funções de Presidente. O desmoronamento da União Soviética da origem a CEI. Estas alterações na Rússia deram origem à queda do Muro de Berlim.

A QUEDA DO MURO DE BERLIM

Com o colapso do bloco soviético é o fim do muro de Berlim.

O regime da RDA (Alemanha de Leste) entrou em colapso após a demissão de Eric Honecker em 1989. As manifestações que se sucederam culminaram com a queda do Muro de Berlim.

Os enormes fluxos migratórios da Alemanha de leste para a Alemanha de oeste, durante o Verão de 1989, tornaram-se impossíveis de controlar por isso a 9 de Novembro de 1989, teve que ser autorizada a livre circulação entre as duas partes de Berlim, e como consequência a destruição do Muro. Nessa noite os alemães de um e de outro lado da cidade subiram e dançaram em cima dele. Reinava a alegria, todos festejavam enquanto várias faixas do muro iam sendo cortadas e deitadas abaixo.

Nesse momento histórico não se estava apenas a deitar abaixo uma parede: a queda do Muro de Berlim significava a queda dos regimes comunistas, o fim da Guerra Fria e de toda a tensão mundial e a abertura ao mundo.

Em 1990, foi assinado, em Berlim um tratado de unificação entre os dois estados Alemães. A queda do Muro de Berlim provocou uma onda de choque que levou a derrocada dos regimes comunistas nos outros países de leste europeu.

Na euforia, muita gente não previu as futuras dificuldades por que a Alemanha iria atravessar.

A CRISE APÓS A QUEDA DO MURO

Desde o momento em que se abriram as fronteiras em Novembro de 1989 uma avalanche de modificações internas e externas ocorreram na Alemanha e mudanças radicais trouxeram uma nova situação para a relação de equilíbrio de poder no mundo. O desnível estrutural e social entre leste e oeste se fez cada vez mais visível. Também consta o surgimento de racismo e neonazismo nas relações em que se encontram na Alemanha reunificada, na qual os Alemães cultivam um sentimento de barreira virtual, mesmo após a queda do muro para com entre os Alemães de ambos os lados da Alemanha.

A Alemanha enfrentava graves problemas económicos: infra-estruturas inexistentes ou obsoletas, uma industria antiquada, habitações degradadas um sistema de distribuição e de comércio inoperante. O desfasamento entre o crescente número de consumidores privados de bens de consumo e a escassez de produtores provocou uma inflação galopante, aumentou a pobreza, o desemprego e permitiu o enriquecimento rápido e fácil das máfias através de tráficos ilícitos.

A anexação monetária (adopção do marco alemão ocidental) e o desejo de alcançar rapidamente o padrão de vida dos alemães-ocidentais eram a grande expectativa e o sonho da maioria da população oriental.

Estas foram as dificuldades que a Alemanha atravessou após a queda do Muro de Berlim.      

CONCLUSÃO

Após a leitura do trabalho ficamos com o conhecimento que devido a uma ruptura politica e ideológica entre dois blocos: capitalistas, e os países socialistas (marxistas-leninistas) dá-se a Guerra-fria que vai dividir a Alemanha em dois estados por um muro que provocou a morte a pelo menos 80 pessoas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

Este muro símbolo da esquizofrenia geopolítica e da rivalidade entre o leste e oeste foi também o verdadeiro atestado do fracasso do socialismo em manter-se como um modelo de sistema atraente para as populações.

Um muro que mesmo após a sua queda ainda trouxe muita dificuldade para o país e o seu povo. Com o fim do Muro de Berlim veio o fim do comunismo de leste.

BIBLOGRAFIA

Caminhos da História - Manual de História do 12º

http://www.tempopresente.org/índex.php

http://www.passeioweb.com

http://www.members.fortunecity.com

http://www.pelomaraberto.blogspot.com

 

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