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Português - 10º ano

Miguel Torga - Biografia

Autor: Fábio Costa

Escola Secundária de Póvoa do Varzim

Data de Publicação: 24/01/2007

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Luís Vaz de CAMÕES

 

 

Introdução

 

Neste trabalho irei mostrar os aspectos mais importantes de Luís Vaz de Camões, assim como a parte mais importante da sua vida, algumas composições líricas suas, um resumo da época em qual o poeta vivia e finalmente uma breve comentário pessoal a Camões

 

 

Luís Vaz de Camões

 

Luís de Camões nasceu em 1524 ou 25, provavelmente em Lisboa, filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá.

Tudo parece indicar, embora a questão se mantenha controversa, que Camões pertencia à pequena nobreza. Um dos documentos oficiais que se lhe refere, a carta de perdão datada de 1553, dá-o como «cavaleiro fidalgo» da Casa Real. A situação de nobre não constituía qualquer garantia económica.

Os vastos conhecimentos e cultura do poeta são normalmente justificados por este ter frequentado o ensino superior. Camões provavelmente estudou em Coimbra, pelo facto de se referir, na lírica, a “longo tempo” passado nas margens do Mondego, ligado à circunstância de, pela época que provavelmente seria a dos estudos, um parente de Camões, D. Bento, ter ocupado os cargos de prior do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e de professor da mesma Universidade, levou à constatação que Camões ter estudado em Coimbra, frequentando o mosteiro de Santa Cruz.

Mas nenhum documento atesta a veracidade desta hipótese, embora não haja dúvida de que o poeta tenha passado pela Universidade.

Antes de 1550 estava a viver em Lisboa, onde permaneceu até 1553. Essa estadia foi interrompida por uma expedição a Ceuta onde foi ferido e perdeu um olho.

Em Lisboa, participou com diversas poesias nos divertimentos poéticos a que se entregavam os cortesãos; relacionou-se através desta actividade literária com damas de elevada situação social, entre as quais D. Francisca de Aragão; e com fidalgos de alta nobreza, com alguns dos quais manteve relações de amizade. Representa-se por esta época um auto seu denominado de “El-rei Seleuco” em casa de uma importante figura da corte.

Estes contactos palacianos não devem contudo representar mais do que aspectos episódicos da sua vida, pois a faceta principal desta época parece ser aquela de que dão testemunho as cartas (escritas de Lisboa e da Índia).

Descobriu-se, através do calão conceituoso, retorcido e sarcástico, um homem que escreve ao sabor de uma irónica despreocupação, vivendo apenas do destino, boémio e desregrado. Divide-se entre as amantes (sem pruridos sobre a qualidade das mulheres com quem priva) e a estroinice de bandos de rufiões, ansiosos por rixas de taberna ou brigas de rua onde possam dar largas ao espírito valentão, sem preocupações com a nobreza das causas por que se batem.

Não parece, por esta época, ter modo de vida; e esta imprudência a descambar para a dissolução está de acordo com os documentos através dos quais podemos reconstruir as circunstâncias da sua partida para a Índia.

Na sequência de uma desordem ocorrida no Rossio, em dia do Corpo de Deus, na qual feriu um tal Gonçalvo Borges, foi preso por largos meses na cadeia do Tronco e só saiu – apesar de perdoado pelo ofendido – com a promessa de embarcar para a Índia. Além de provável condição de libertação, é bem possível que Camões tenha visto nesta aventura – a mais comum entre os portugueses de então – uma forma de ganhar a vida ou mesmo de enriquecer. Aliás, uma das poucas compatíveis com a sua condição social de fidalgo, a quem os preconceitos vedavam o exercício de outras profissões.

Foi soldado durante três anos e participou em expedições militares que ficaram recordadas na elegia O poeta Simónides, falando (expedição ao Malabar, em Novembro de 1553, para auxiliar os reis de Porcá) e na canção Junto de um seco, fero, estéril monte (expedição ao estreito de Meca, em 1555).

Esteve também em Macau, ou noutros pontos dos confins do Império, desempenhando as funções de provedor dos bens dos ausentes e defuntos.

Não é ponto assente. Mas o que se sabe é que a nau em que regressava naufragou e o poeta perdeu o que tinha amealhado, salvando a nado Os Lusíadas na foz do rio Mecon, episódio a que alude na estância 128 do Canto X.

Para cúmulo da desgraça foi preso à chegada a Goa pelo governador Francisco Barreto.

Ao fim de catorze anos de vida desafortunada, interrompida certamente por períodos mais folgados, sobretudo quando foi vice-rei D. Francisco Coutinho, conde de Redondo (a quem dedicou diversos poemas que atestam relações amistosas), empreende o regresso a Portugal. Vem até Moçambique a expensas do capitão Pero Barreto Rolim, mas em breve entra em conflito com ele e fica preso por dívidas. Diogo do Couto relata mais este lamentável episódio, contando que foram ainda os amigos que vinham da Índia que, ao encontrá-lo na miséria, se cotizaram para o desempenharem e lhe pagarem o regresso a Lisboa. Diz-nos ainda que, nessa altura, além dos últimos retoques nos “Os Lusíadas”, trabalhava numa obra lírica, o Parnaso, que lhe roubaram – o que, em parte, explica que não tenha publicado a lírica em vida.

Chega a Lisboa em 1569 e publica Os Lusíadas em 1572, conseguindo uma censura excepcionalmente benévola.

Apesar do enorme êxito do poema e de lhe ter sido atribuída uma tença anual de 15000 réis, parece ter continuado a viver pobre.

Morreu em 10 de Junho de 1580. Algum tempo mais tarde, D. Gonçalo Coutinho mandou gravar uma lápide para a sua campa com a citação:

“Aqui jaz Luís de Camões, Príncipe dos Poetas de seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente, e assi morreu”

 

 

Composições Poéticas

 

Elegia – composição poética consagrada ao luto e à tristeza;

 

CORRENTES ÁGUAS FRIAS DO MONDEGO

Correntes águas frias do Mondego,
dignas de ser somente celebradas
de outro engenho, menos que o meu cego:

correi agora, claras e apressadas,
por esses campos verdes saudosos,
banhando-lhe as flores prateadas;

e por desertos montes cavernosos,
vosso natural curso repugnando,
segui novos caminhos espantosos.

Deixai de ir docemente murmurando
pelos troncos dos freixos e salgueiros,
que o Zéfiro move, fresco e brando;

e as fontes de cristal, frescos ribeiros,
refúgio pola sesta dos pastores,
que de vós correm mansos e ligeiros,

todos tornem atrás; sequem-se as flores
que nos alegres prados floreciam
com mil diversidades de lavores.

As mui fermosas Ninfas que saíam
caçar ligeiras feras na montanha.
que em vão achar guarida pretendiam,

da terra a melhor vão da nossa Espanha
buscar novo apascento e novo rio
em triste sítio e entre gente estranha.

O líquido elemento claro e frio
que, retratando suas fermosuras,
refreia o seco ardor do seco estio,

das teias de ouro e sedas que em figuras
vivas ao parecer fazem presente
o passado melhor que as escrituras;

a morada quieta e reluzente
de preciosas pedras fabricada,
no mais fundo do rio e mor corrente;

o retorcido arreio e mui dourada
Frecha de ouro, temida e poderosa,
armas da casta deusa venerada;

o branco lírio e a purpúrea rosa
que, entre outras várias flores, coroava
a branca fronte pura e graciosa;

o bosque, vale ou selva, que gozava
da doce fala e amoroso canto,
que aos mais duros penedos abrandava;

tudo triste, cruel, cheio de espanto
mostre perpétuo inverno e aspereza,
onde jamais se viu seu negro manto.

Os campos se revistam de tristeza;
jamais se veja neles primavera;
em tudo lhe falte arte e natureza.

Nada do que dá o Céu, que a gente espera
se possa achar aqui, nem ache abrigo
Ninfa, gado, pastor, nem ave ou fera.

Tudo, como a mi foi, lhe seja imigo;
que, por força de estrela ou de costume,
fujo do melhor sempre e o pior sigo.

Aquele dos meus olhos doce lume,
por quem alegre fui, por quem sou triste,
e a vida em largas queixas se consume,

donde está, cego Amor? Onde encobriste
um bem de tanto tempo, em um momento,
depois que tão sujeito a ti me viste?

Coa vista, co desejo e pensamento
ver o angélico rosto em vão procuro,
que excede todo o humano entendimento.

Ah, tempo avaro! Ah, Fado esquivo e duro,
que partiste a minha alma, e ma roubaste,
quando eu tinha meu bem por mais seguro!

Ah! Para que o grão preço me tiraste
da vida, num desterro aborrecido,
pois o gosto de o ter, tu mo deixaste?

Ah! Quem se vira dele despedido,
quando se despediu uma confiança,
que lhe fazia glória o ser perdido!

Quantas cousas mudou uma esperança,
quanto prazer já vi, quanto mal vejo.
quanto engano naceu de uma confiança!

Deixem o celebrado e rico Tejo
os coros das Nereidas que cantavam,
que é princípio e fim de meu desejo;

as peregrinas aves, que alternavam
cantigas aprazíveis nos sombrios
vales que amanhecendo retumbavam.

Tornai-vos, olhos meus, tornai-vos rios,
até que a imortal Parca, ou tarde ou cedo,
atalhe tanto mal com duros fios.

Que ainda falar de estado ou tempo ledo
co alívio me tolha meu destino
para que viva de contino em medo.

Mas tão longe do bem, de que era indino,
que pode arrecear que já não visse
o vago pensamento peregrino?

Se a meu ânimo crera, ele me disse,
antes de anoutecer com mil receios
da dor que adivinhou sem que a sentisse.

Fortuna me tirou todos os meios
de ser contente, e mais com apartar-me
destes campos de erva e prazer cheios.

E pois que neles só posso alegrar-me,
jamais quero ver neles alegria,
que só pode servir de magoar-me.

Vai crecendo coa dor, de dia em dia,
o grão temor, tristeza e saudade.
Faça à cansada vida companhia
a perdida esperança e liberdade.

 

 

Canção – composição poética que se destina geralmente a ser cantada.


Já a roxa manhã clara
do Oriente as portas vem abrindo,
dos montes descobrindo
a negra escuridão da luz avara.
O Sol, que nunca pára,
de sua alegre vista saudoso,
trás ela, pressuroso,
nos cavalos cansados do trabalho,
que respiram nas ervas fresco orvalho,
se estende, claro, alegre e luminoso.
Os pássaros, voando
de raminho em raminho, modulando
com üa suave e doce melodia,
o claro dia estão manifestando.

A manhã bela e amena
seu rosto descobrindo, a espessura
se cobre de verdura
branda, suave, angélica, serena.
Ó deleitosa pena,
ó efeito de Amor tão preeminente
que permite e consente
que, onde quer que me ache e onde esteja,
o seráfico gesto sempre veja,
por quem de viver triste sou contente!
Mas tu, Aurora pura,
de tanto bem dá graças à ventura,
pois as foi pôr em ti tão diferentes,
que representes tanta fermosura.

A luz suave e leda
a meus olhos me mostra por quem mouro,
e os cabelos de ouro
não igual' aos que vi, mas arremeda:
esta é a luz que arreda
a negra escuridão do sentimento
ao doce pensamento;
o orvalho das flores delicadas
são nos meus olhos lágrimas cansadas,
que eu choro co prazer de meu tormento;
os pássaros que cantam
os meus espritos são, que a voz levantam,
manifestando o gesto peregrino
com tão divino som que o mundo espantam.

Assi como acontece
a quem a cara vida esta perdendo,
que, enquanto vai morrendo,
algüa visão santa lhe aparece;
a mim, em quem falece
a vida, que sois vós, minha Senhora,
a esta alma que em vós mora
- enquanto da prisão se está apartando -
vos estais juntamente apresentando
em forma da fermosa e roxa Aurora.
Ó ditosa partida!
Ó glória soberana, alta e subida,
se mo não impedir o meu desejo;
porque o que vejo, enfim, me torna a vida!

Porém a Natureza,
que nesta vida pura se mantinha,
me falta tão asinha,
quão asinha o Sol falta à redondeza.
Se houverdes que é fraqueza
morrer em tão penoso e triste estado,
Amor será culpado,
ou vós, onde ele vive tão isento
que causastes tão longo apartamento,
por que perdesse a vida co cuidado.
Que se viver não posso
- um homem sou só, de carne e osso –,
esta vida que perco, Amor ma deu;
que não sou meu: se mouro, o dano é vosso.

Canção de cisne, feita n'hora extrema:
na dura pedra fria
da memória te deixo, em companhia
do letreiro de minha sepultura;
que a sombra escura já me impede o dia.

 

 

Ode – composição poética de assunto elevado e destinada ao canto;

 

Quem vê, Senhora, claro e manifesto

Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Se não perder a vista só com vê-los,
Já não paga o que deve a vosso gesto.

Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e a alma por querê-los,
Donde já me não fica mais de resto.

Assim que a vida e alma e esperança,
E tudo quanto tenho, tudo é vosso,
E o proveito disso eu só o levo.

Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que quanto mais vos pago, mais vos devo.

 

 

Esparsa – composição poética em versos de seis sílabas;

 

Ao desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

 

 

Epigrama – pequena poesia com carácter satírico;

 

Cinco galinhas e meia
Deve o senhor de Cascais;
E a meia vinha cheia
De apetite para as mais

 

 

Écloga – poesia usualmente pastoril, que geralmente é dialogada;

Piscatória

Arde por Galateia branca e loura
Sereno, pescador pobre, forçado
de üa estrela cruel que à míngua moura.

Os outros pescadores têm lançado
no Tejo as redes; ele só fazia
este queixume ao vento descuidado:

«Quando virá, fermosa Ninfa, o dia
em que te possa dar a conta estreita
desta doudice triste e vã porfia?

Não vês que me foge a alma e que me enjeita,
buscando num só riso da tua boca,
nos teus olhos azuis, mansa colheita?

Se a esse espírito algüa mágoa toca,
se de Amor fica nele üa pegada,
que te vai, Galateia, nesta troca?

Dar-te-ei minha alma; lá ma tens roubada;
não ta demandarei; dá-me por ela
üa só volta de olhos descuidada.

Se muito te parece, e minha estrela
não consentir ventura tão ditosa,
dou-te as asas do Amor perdidas nela.

Que mais te posso dar, Ninfa fermosa,
inda que o mar de aljôfar me cubrira
toda esta praia leda e graciosa?

Amansam ondas, quebra o vento a ira;
minha tormenta triste não sossega;
arde o peito em vão, em vão suspira.

Ao romper d'alva anda a névoa cega
sobre os montes da Arrábida viçosos,
enquanto a eles a luz do sol não chega.

Eu vejo aparecer outros fermosos
raios, que a graça e cor ao céu roubaram;
ficam meus olhos cegos mais saudosos.

Quantas vezes as ondas se encresparam
com meus suspiros! Quantas com meu pranto
se pararam com mágoa e me escutaram!

Se na força da dor a voz levanto,
e ao som do remo que a água vai ferindo
por alta lüa meu cuidado canto,

os maviosos delfins me estão ouvindo;
a noite sossegada; o mar, calado.
Só, Galateia, foges e vás rindo.

Estranhas, porventura, o mar cercado
da fraca rede, a barca ao vento solta,
e um pobre pescador aqui lançado?

Antes que o sol dê no céu üa volta
se pode melhorar minha ventura,
como acontece aos outros, n'água envolta.

Igual preço não é da fermosura
areia de ouro, que o rico Tejo espraia,
mas um amor que para sempre dura.

Vejam teus olhos, bela Ninfa, a praia;
verás teu nome na mimosa areia.
Nunca sobre ele o mar com fúria saia,

que até agora nem vento e ar salteia!
Três dias há que escrito aqui o deixou
Amor, guardando-o a toda a força alheia.

Ele com suas mãos mesmo ajudou
escolher estas conchas que, guardando,
üa e üa para ti só ajuntou.

Um ramo te colhi de coral brando;
antes que o ar lhe desse, parecia
o que eu de tua boca estou cuidando.
Ditoso se o soubesse inda algum dia!

 

 

Épocas e Mentalidades

 

Renascimento

 

Movimento cultural que se desenvolveu na Europa ao longo dos séculos XV e XVI, com efeitos nas artes, nas ciências e em outros ramos da actividade humana. As cidades italianas foram pioneiras neste movimento intelectual.

No centro da transformação intelectual renascentista encontra-se a passagem de uma mentalidade teocêntrica (que colocava Deus no centro da reflexão humana) a uma mentalidade antropocêntrica (que via o homem como centro). Esta proposta correspondia a um reconhecimento e a uma crença optimista nas capacidades e no valor do ser humano, contrapondo-se à visão medieval do mundo.

O termo Renascimento está ligado ao facto de, neste período, os eruditos europeus terem voltado a sua atenção para as grandes obras da antiguidade clássica, que acreditavam terem sido esquecidas durante a Idade Média. Nelas encontravam as raízes das questões básicas que pretendiam responder alguns dos seus problemas. As obras clássicas eram também modelo para as obras que pretendiam criar.

Em Portugal, a difusão do humanismo foi fomentada pelo envio de bolseiros a outros pontos da Europa e pela vinda de estrangeiros a Portugal, apesar da difusão dos ideais renascentistas ter sido dificultada pela Inquisição, instituída em Portugal em 1537.

 

 

Humanismo

 

Doutrina centrada nos interesses e valores humanos. Num sentido mais restrito, o termo designa também um movimento intelectual europeu do Renascimento, que influenciou a cultura da época nas vertentes literária e artística. Caracterizou-se pela valorização do espírito humano e por uma atitude crescentemente individualista, a par de um grande interesse pela redescoberta das obras artísticas e literárias da antiguidade clássica. Estabeleceu-se então o ideal do homem renascentista, que deveria ser simultaneamente um poeta, um erudito e um guerreiro.

Nesta acepção, o humanismo teve origem nos estudos literários levados a cabo nos séculos XIII e XIV por homens de letras como Petrarca. Na época, o humanismo ganhou maior peso com os estudos de textos literários do passado, resultando na redescoberta, para o ocidente, do grande acervo da literatura grega clássica. Em Portugal o humanismo atingiu o seu ponto alto no século XVI, fomentado pela universidade e, sobretudo, pela criação, em Coimbra, do Colégio das Artes (1548).

 

 

Classicismo

 

Termo cuja utilização se generalizou, ao longo do século XIX, para designar uma tendência estética. O termo classicismo é ainda, sob uma perspectiva histórica mais alargada, tido como abarcando também o barroco e o maneirismo, considerando-se que apenas o Romantismo introduz concepções artísticas radicalmente diferentes. O classicismo toma por modelos as formas, regras e temas da arte da antiguidade greco-romana.

De forma geral, o início do classicismo coincide com o período Renascentista; a recuperação de modelos e valores da cultura antiga greco-latina acompanha o crescimento do interesse pelo humano, estranho à tradição escolástica medieval. A assimilação dos preceitos clássicos foi heterogénea, no tempo e no espaço Em finais do século XVIII, o classicismo renova-se com o neoclassicismo.

 

 

Camões para mim é…

 

Camões para mim é o maior símbolo que a nação portuguesa pode ter constitui a síntese da grandeza do nosso país, da sua imensidade, particularmente da língua Portuguesa.

Camões viveu durante o auge de todo o império Português, o que contribuiu para o enaltecimento do povo Lusitano, utilizando o poeta para isso a sua habilidade nata e inigualável. Particularmente aprecio em Camões a sua personalidade poética, por esta ser de uma imensidade expendida, apesar de me recusar a enaltecer a sua personalidade humana, isto é, a sua vida boémia e despreocupada; mas por vezes é no seio de uma vida deplorável que nascem muitos génios. Além do seu retrato ao povo Português, dou um grande apreço as suas tentativas de enunciar o Amor, sentimento considerado bastante paradoxal pelo escritor

Acredito profundamente que este mítico poeta irá ser relembrado constantemente através das várias gerações Lusitanas e estrangeiras, porque afinal foi ele quem nos visualizou o melhor lado do povo da Ocidental Praia Lusitana: aventureiros que nunca desistem.

 

Fábio Costa

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