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Português - 10º ano Ficha de Leitura - Ilse Losa
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Teresa Silva Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho Data de Publicação: 13/01/2007 Ver posição deste trabalho no ranking N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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Ficha de Leitura Título: O Mundo em que Vivi
Síntese
Este romance encaixa-se, em termos de tempo, nos finais da Primeira Guerra Mundial e, em termos de espaço, na Alemanha. Rose Frankfurter, uma menina da classe média, frágil, de cabelo louro e de feições infantilmente lisas, passara uma infância complicada pelo facto de ser judia. Vivia com os seus avós paternos, Markus e Ester, numa pequena casa. O avô Markus era uma pessoa amável, calma e tinha um olhar sempre tristonho. Rose tinha uma adoração especial por este. Já a avó Ester era o oposto, era fria e rígida, sendo que as suas duas palavras mais utilizadas eram: prático e económico, palavras pelas quais Rose começara a detestar desde cedo. Quando dois tios de Rose, filhos dos seus avós paternos, morrem, Markus fica frágil, abatido e doente, o que entristece Rose. Posteriormente acontece o menos desejável, o avô Markus morre seguindo-se a avó Ester. É então nessa altura, quando perde os avós, que Rose vai viver com o pai, a mãe e os seus dois irmãos, mudando a sua vida radicalmente. Passa a viver na cidade, onde entra na escola primária e onde não há discriminação pelo facto de ser judia. Já quando entra no Secundário não se sucede o mesmo, sendo que começa a perceber como são tratados os judeus, começa a sentir na pele o que era ser discriminado devido apenas a esse facto. Contudo também haviam coisas positivas na sua vida desde então, tal como o seu namoro com Paul, pessoa que a fazia feliz e que, de certa forma, a protegia. Entretanto começam realmente os problemas: o seu pai morreu com cancro e a sua mãe, não tendo como sustentar três filhos, teve de vender a sua casa. Rose decide então ir para Berlim com o fim de trabalhar, contudo as crises de inflação, de desemprego, do assassínio de Rathenau (ministro judeu), do aumento de influência e da vitória dos Nazis causam um distúrbio na sociedade e Rose, por ser judia, corria risco de vida, tendo sido a sua grande sorte um oficial nazi ter simpatizado consigo, até por ser loira e de olhos azuis, e lhe ter dado o prazo de 5 dias para sair do país, escapando-se assim ao triste fim dos restantes judeus: o campo de concentração. Desta forma é retratada a vida dos judeus nessa época. Os seus costumes públicos e domésticos, as distinções feitas entre judeus e o resto da sociedade, enfim, a discriminação perante os mesmos, que no fundo, é o que retrata este livro.
Critica
O Mundo em que vivi retrata a época da ascensão ao poder dos Nazis e mais um capitulo de perseguição aos judeus, sendo que a história é baseada na vida de Ilse Losa, que teve, tal como Rose, de abandonar o seu país por ser judia. Na minha opinião pessoal é um livro de leitura acessível e cativante devido à realidade que transmite. Este reflecte um assunto bastante sério, visto que esta descriminação racial levou à morte de cerca de seis milhões de judeus.
Biografia
Nascida a 20 de Março de 1913, na Alemanha, e falecida a 6 de Janeiro de 2006, Ilse Losa adquiriu a nacionalidade portuguesa. Frequentou o liceu em Osnabrück e Hildesheim e depois um instituto comercial em Hannover. Devido ao facto de ser judia foi ameaçada pela Gestapo de ser enviada para um campo de concentração, tendo que abandonar o seu país natal em 1930. Primeiro foi para Inglaterra, tendo em 1934 seguido para Portugal, mais concretamente para a cidade do Porto. Foi nesta mesma que se casou com o arquitecto Arménio Losa e que adquiriu a nacionalidade portuguesa, tal como já mencionado. O seu primeiro livro publicado foi “O Mundo em que Vivi” em 1943. Desde então dedicou-se à tradução e à literatura infanto-juvenil, tendo ganho, em 1984, o Grande Prémio Gulbenkian. Em 1998, devido à sua obra “À Flor do Tempo”, recebeu o Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores. Foi colaboradora de diversos jornais/revistas portugueses e alemães, estando representada em diversas antologias de autores portugueses. Colaborou também na organização e traduziu antologias de obras portuguesas publicadas na Alemanha.
Bibliografia
O Mundo em Que Vivi (1949, volume de estreia) Histórias Quase Esquecidas (1950) Grades Brancas (1951) Rio Sem Ponte (1952) Nós e a Criança (1954) Aqui Havia Uma Casa (1955) Sob Céus Estranhos (1962) Encontro no Outono (1965) O Barco Afundado (1979) Estas Searas (1984) Caminhos sem Destino (1991) À Flor do Tempo (1997, Grande Prémio da Crónica de 1998)
Obras Infantis
Faísca Conta a Sua História (1949) A Flor Azul (1955) Um Fidalgo de Pernas Curtas (1961) Um Artista Chamado Duque (1965) A Adivinha (1967) Beatriz e o Plátano (1976) Viagem Com Wish (1976) João e Guida (1977) O Príncipe Nabo (1978) A Minha Melhor História (1979) O Quadro Roubado (1985) Ora Ouve (1987) Ana-Ana (1986) Na Quinta das Cerejeiras (1984) A Visita do Padrinho (1989) Silka (1991) Faísca Conta a Sua História (1994)
Crónicas
Ida e Volta — À Procura de Babbitt (1959)
Teresa Silva |
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