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Trabalhos de Estudantes Trabalhos de Português - 11º Ano |
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Os Maias - Jantar na Casa dos Gouvarinhos Autores: Inês Santos Escola: [Escola não identificada] Data de Publicação: 20/06/2008 Resumo do Trabalho: Trabalho sobre o Capítulo "Jantar na casa dos Gouvarinhos), do romance Os Maias, escrito por Eça de Queirós. Ver o Trabalho Completo Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer. |
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Resumo do Capítulo Ega regressa a Lisboa, instala-se no Ramalhete e confidencia a Carlos que a Condessa de Gouvarinho, fala constantemente, irresistivelmente e imoderadamente dele e conta-lhe que o casal os convidou para jantar na segunda-feira. Na segunada-feira seguinte Carlos e Ega, dirigem-se a casa dos Gouvarinho, Ega aproveita para lhe perguntar sobre o seu romance com a brasileira, e diz a Carlos que soube do romance através de Dâmaso. Carlos conta-lhe a verdade sobre o romance, embora não se abrindo em relação aos seus sentimentos pela rapariga. Entretanto, durante o jantar a própria Gouvarinho toca no assunto do romance de Carlos com a brasileira deixando Carlos com a sensação que já todos sabem do romance; a Condessa fica “amuada” com Carlos e dá toda a atenção a Ega; o Conde denuncia a sua ignorância e falta de memória; Sousa Neto, acossado por Ega, revela-se ignorante. Já reconciliada com Carlos, a Condessa simula um exame médico rápido ao filho e marca um encontro amoroso com ele. Na tarde seguinte, em visita a Maria Eduarda, Carlos declara-lhe o seu amor, que é correspondido, e ambos beijam-se pela primeira vez. Mediante o desejo de Maria Eduarda de viver num lugar mais recatado, longe da coscuvilhice dos vizinhos, e com espaço livre para Rosa brincar, Carlos compra a Quinta dos Olivais a Craft, Afonso aprova o investimento, desconhecendo, contudo, o verdadeiro motivo do mesmo. Carlos conta a Ega o seu romance com Maria Eduarda e a sua intenção de fugir com ela; Ega pensa para ele próprio que esta mulher seria para sempre, o seu irreparável destino. Intriga Principal É a relação incestuosa entre Carlos da Maia e Maria Eduarda. Que se desenvolve a par com a crónica de costumes, de maneira a “integrar” ambos na sociedade portuguesa. Relação entre o capítulo e a intriga principal: É a declaração de Carlos a Maria Eduarda, ou seja, a consumação do incesto (inconsciente). Crónica de Costumes Principais episódios ao longo dos quais o narrador faz o retrato da alta sociedade portuguesa do século XIX: . Jantar do Hotel Central; . Corridas no hipódromo; . Jantar dos Gouvarinho; . Jornais “A Corneta do Diabo” e “A Tarde”; . Sarau no Teatro da Trindade; Reflexões críticas e temas abordados: Literatura, crítica literária, finanças, atraso intelectual do País, educação, decadência do jornalismo português e corrupção do jornalismo, gosto convencional, provincianismo snob e falta de espírito crítico da sociedade lisboeta. Jantar em casa dos Gouvarinho Ambiente marcada pela futilidade e ociosidade da alta burguesia e aristocracia lisboeta; apresenta uma visão crítica relativamente à mediocridade, ignorância e superficialidade da elite social lisboeta, em geral, e à incapacidade da classe política dirigente, em particular. Onde se sobressai Ega, com a sua veia mordaz e impiedosa. Durante o jantar os grandes temas de conversa são: . A educação das mulheres em que Ega diz que ‘’A mulher só devia ter duas prendas: cozinhar bem e amar bem.’’ Ao dizer isto está a desprezar as capacidades das mulheres; . O atraso intelectual e a falta de cultura dos indivíduos que são detentores de cargos que os inserem na esfera social do poder, e consequentemente do país; . O deslumbramentos pelo estrangeiro. O jantar do Hotel Central e o jantar dos Gouvarinho
. O jantar no Hotel Central permite abordar a crítica literária e a literatura, a situação financeira do país e a mentalidade retrógrada. . No Jantar dos Gouvarinho, as conversas permitem abservar a degradação dos valores sociais, o atraso intelectal do País, a mediocricidade de algumas figuras da alta burguesia e da aristocracia. . O jantar dos Gouvarinho trata-se de uma reunião semelhante ao jantar no Hotel Central, onde persiste o aparato exterior a contrastar com a ignorância das classes dirigentes do País. Personagens A sua função na obra: . João de Ega – Naturalismo e o Realismo; . Condessa de Gouvarinho – Adultério e futilidade; . Conde de Gouvarinho – Política (deputado); . Sousa Neto – Administração Pública. A função na obra de outras personagens que não estão presentes neste capítulo: . Alencar – Ultra-Romantismo; . Cohen – Finanças (burguesia poderosa); . Raquel Cohen – Adultério; . Craft – Educação Inglesa; . Cruges – Talento não reconhecido; . Dâmaso – Egocentrismo, exibicionismo dos novos ricos, decadência moral...; (defeitos da sociedade) . Eusebiozinho – Educação tradicional; . Palma “Cavalão” e Neves – Jornalismo corrupto; . Rufino – Oratória superficial. Carlos da Maia Protagonista da obra, é filho de Pedro da Maia mas, após o suicídio do pai, vai viver com o avô que lhe proporciona uma educação à inglesa. Apesar de ter sido educado para ser capaz de enfrentar todas as contrariedades, a sua vida fracassou, devido a ter tido uma educação baseada apenas em valores físicos e espirituais. Mas também devido ao meio onde se instalou – uma sociedade parasita, ociosa, fútil e sem estímulos, e por outro lado devido a aspectos hereditários – a fraqueza e cobardia do pai, o egoísmo, a futilidade e o espírito boémio da mãe. Retrato físico:
Traços psicológicos:
Maria Eduarda Ignorando a sua verdadeira identidade, entra na sociedade lisboeta pela mão de Castro Gomes, com quem partilhava a sua vida, havia três anos. É em Lisboa que se dá o infortunado encontro com Carlos que consuma a desgraça predita por Vilaça, quando Afonso resolve habitar de novo o Ramalhete, ignorando as suas lendas e agouros. A súbita revelação da verdadeira identidade da sua deusa vai provocar em Carlos estupefacção e compaixão, posteriormente o incesto consciente, e depois deste a repugnância. A separação é a única solução para esta situação caótica a que se junta a morte de Afonso. No final da obra, parte para Paris onde mais tarde se casa com Mr. de Trelain. Retrato físico:
Traços psicológicos: . Requintada; . Culta; . Dignidade; . Sensatez e equilíbrio; . Generosidade; . Forte consciência moral e social; . Ideologia progressiva e pragmática. João da Ega É o grande companheiro e confidente de Carlos da Maia. É o responsável pela apresentação de Carlos à sociedade lisboeta (através do jantar que organiza no Hotel Central) e tem, também, um papel fundamental na intriga principal, visto que é ele a que Guimarães entrega o cofre com a verdade. Tal como Carlos, é um dândi e um diletante, sendo, no entanto, muito mais exuberante e excêntrico. Desenvolve uma paixão avassaladora com Raquel Cohen, que termina com a sua expulsão de casa da amante, pelo seu marido.
Conde de Gouvarinho É ministro e par do Reino, personagem-tipo que representa o político incompetente. Casou com a filha de um comerciante rico do Porto, aliando o seu título ao dinheiro dela, pelo que é um casamento de conveniência.
Condessa de Gouvarinho É uma mulher fútil que despreza o marido pelo seu fraco poder economico e desenvolve uma paixão por Carlos (até este se enfastiar e resolver abandoná-la). É uma personagem-tipo, simbolizando as mulheres adúlteras. É uma aristocrata que corporiza a decadência moral e a ausência de escala de valores da alta sociedade.
Sousa Neto É representante da Administração Pública. É um homem ignorante, desconhece o sociólogo Proudhon, defende a imitação do estrangeiro, acompanha as conversas sem intervir, acatando todas as opiniões alheias, mesmo que absurdas. É uma personagem-tipo da burocracia, tacanhez intelectual e ineficácia da Administração. A Condessa de Gouvarinho e Maria Eduarda
Visão crítica da sociedade portuguesa A par da intriga principal, encontramos a crónica de costumes, que funciona como caracterização da sociedade portuguesa, assumindo a forma de critica e sátira social, revelando os defeitos sociais que impedem o progresso e a renovação das mentalidades. As características mais marcante são a falta de visão histórica e cultural, a ausência de espírito critico, apatia e ociosidade e a importação de modas estrangeiras. Analogia com a actualidade A sociedade descrita e retratada por Eça está, ainda hoje, “à solta”. A crítica que Eça faz à sociedade do século XIX, caracterizando-a como uma sociedade corrupta, fútil, superficial, ignorante, procurando agitar as ideias sociais, políticas e literárias, constitui uma verdadeira caricatura da sociedade portuguesa da época, conservando-a até à actualidade, apesar dos contextos serem um pouco diferentes.
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