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Apontamentos e Resumos de História da Cultura e das Artes - 11º Ano |
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Estílos Artísticos Século XIX Autores: Marta Braz Escola: [Escola não identificada] Data de Publicação: 07/09/2011 Apresentação: Resumo/Apontamentos sobre os Estílos Artísticos Século XIX (Romantismo, Realismo, Naturalismo, Impressionismo, Neo-impressionismo, Simbolismo, Arte Nova e Modernismo), realizado no âmbito da disciplina de História da Cultura e das Artes (11º ano). Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word através do Formulário de Envio de Trabalhos pois só assim o nosso site poderá crescer.
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RomantismoO século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII que foram: . A Revolução Industrial que gerou novos inventos com o objectivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção, provocando a divisão do trabalho e o início da especialização da mão-de-obra . A Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmónica, em que os direitos individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. . Do mesmo modo, a actividade artística tornou-se complexa. . Tendência que se manifesta nas artes e na literatura do final do século XVIII até ao fim do século XIX. . Nasce na Alemanha, na Inglaterra e na Itália, mas é em França que ganha força e de lá se espalha pela Europa e pelas Américas. . Opõe-se ao racionalismo e ao rigor do neoclassicismo. . Caracteriza-se por defender a liberdade de criação e privilegiar a emoção. . As obras valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os temas nacionais e o passado. . A tendência é influenciada pela tese do filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) de que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Também está impregnada de ideais de liberdade da Revolução Francesa (1789). Os artistas românticos procuraram-se libertar das convenções académicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. . Corrente anti-racionalista que revalorizava os sentimentos e as emoções . Defende que a Arte não se atinge através das regras académicas, mas é uma ‘revelação da alma’, um produto da inspiração e da genialidade que visava a beleza como algo divino, revelado apenas pela emoção e sensibilidade de cada um Foi um produto: (época que se vivia e suas contradições) . Dos princípios individualistas, humanistas e nacionalistas do Liberalismo (viu nas maiorias a verdadeira alma das nações e valorizava a cultura popular como a mais genuína e autêntica) . Do idealismo revolucionário (democrático ou socializante - criou um novo tipo de herói – o herói popular ou romântico) . Da desilusão causada pela ‘reacção burguesa’ (vira as costas ao povo e torna-se numa elite dominadora) . Do avanço da industrialização e da urbanização (e dos princípios daí resultantes) . De novas correntes de pensamento (filosofia de Kant e de Schelling e o pensamento pessimista de Schopenhauer) Ideologicamente, o Romantismo haja defendido os seguintes princípios: . A interioridade, o mundo complexo dos sentimentos e das emoções, os sonhos, os devaneios, as fantasias e as viagens ao interior de cada um, numa incansável fuga ao real, que desilude, magoa e engana . O isolamento da alma em comunhão com a Natureza, manifestado na exaltação do mundo rural, campestre e puro, e no interesse pelas sociedades primitivas ou exóticas, não maculadas pela civilização ocidental . A valorização do passado de cada nação (passado histórico), cujas raízes mergulhavam na Idade Média, idealizada através da literatura e das suas ruínas monumentais e teorizada a nível artística por estudiosos como o Frances Viollet-le-Duc e o inglês August Pugin . E a convicção de que a arte é essencialmente inspiração e criação (não nasce por receita, academismo ou encomenda), mas obedece unicamente a impulsos pessoais, despoletados por uma necessidade inata e sublime A palavra romantismo designa uma maneira de se comportar, de agir, de interpretar a realidade. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho, por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer tempo da história. Romantismo designa uma tendência geral da vida e da arte; portanto, nomeia um sistema, um estilo delimitado no tempo. Características gerais: . A valorização dos sentimentos e da imaginação . O nacionalismo . A valorização da natureza como princípios da criação artística . Os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade PINTURA - aquela em que o ideário romântico melhor se expressou Influências: Pintores do grupo os Nazaretos – influenciaram, no período tardo-romântico: . um grupo novo – o dos Pré-Rafaelitas (fizeram a transição para o Realismo e o Simbolismo) Pintor romântico: . Quebra as regras do academismo neoclássico . Lutou pela livre expressão do seu eu pessoal (imaginação, sonho, sentimentos, sensibilidade) . Emancipa-se da encomenda . Fez, por isso, uma pintura individualizada e diversificada sob o ponto de vista estilístico . Abriu caminhos inovadores nos campos formal e plástico A individualização e a diversidade da pintura românica são notórias quer a nível temático, quer estilístico. Características da pintura: . Aproximação das formas barrocas . Composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador . Valorização das cores e do claro-escuro . Dramaticidade Características estilísticas: . Pintura espontânea e individual . Influenciada pelo academismo neoclássico, sobretudo no tratamento realista e naturalista da forma e na prática do claro-escuro . Emancipa-se do academismo neoclássico pela maneira como sobrevaloriza a cor, usada de modo mais livre, emocional e lírico, transformando-se no principal elemento construtivo da forma Características formais: . A composição em pirâmide dinamizada por linhas oblíquas gerando ritmos e sugerindo movimento. . Pinceladas largas e sinuosas, acentuando o dinamismo da composição. . Contrastes fortes de claro-escuro e de cor (principal elemento construtivo da forma). . Utilização das virtudes expressivas da cor por oposição ao desenho frio e calculado do Classicismo. Temáticas: . Históricas . Literárias – no movimento romântico, andou a par da pintura, influenciando-se mutuamente . Mitológicas (cristã e nórdica) . Retrato (alem do oficial e honorífico, retrato de figuras populares e anónimas) Aparecem, mais inovadoras, bem representativas da ‘alma’ romântica, emocional, apaixonada, idealista e bucólica : . Temas retirados da actualidade político-social da época (naufrágios, revoltas sociais) – estes temas conferem à pintura romântica um marcado sentido intervencionista . Temas inspirados no mundo do sonho (= onírico) e do fantástico (imaginação, fantasia, absurdo, subconsciência, metafísica, lendas, contos de fada, mundo interior) . Os costumes populares, como feiras e romarias . Temas inspirados nas tradições, hábitos e raças exóticos (China, Índia ou o Norte da África – gosto pelo pitoresco) . A vida animal . A paisagem – tema de grande preferência
. O romantismo chega à pintura no início do século XIX. . Na Espanha, o principal expoente é Francisco Goya (1746-1828). . Na França destaca-se Eugène Delacroix (1798-1863), com a sua obra Dante e Virgílio. . Na Inglaterra, o interesse pelos fenómenos da natureza em reacção à urbanização e à Revolução Industrial é visto como um traço romântico de naturalistas como John Constable (1776-1837). . O romantismo na Alemanha produz obras de apelo místico, como as paisagens de Caspar David Friedrich (1774-1840). Principais artistas:
Goya - Nasceu no
pequeno povoado de Fuendetodos, Espanha, em 1746. Morreu em Bordeaux, em
1828. Goya e a sua mitologia povoada por sonhos e pesadelos, seres
deformados, tons opressivos. Senhor absoluto da caricatura do seu tempo.
Trabalhou temas diversos: retratos de personalidades da corte espanhola
e de pessoas do povo, os horrores da guerra, a acção incompreensível de
monstros, cenas históricas e as lutas pela liberdade.
Turner -
representou grandes movimentos da natureza, mas por meio do estudo da
luz que a natureza reflecte, procurou descrever uma certa atmosfera da
paisagem. Uma das primeiras vezes que a arte registra a presença da
máquina (locomotiva). Eugène Delacroix (1798-1863), as suas obras apresentam forte comprometimento político e o valor da pintura é assegurada pelo uso das cores, das luzes e das sombras, dando-nos a sensação de grande movimentação. Representava assuntos abstractos personificando-os (alegorias). Culto, dono de uma língua ferina, rico e namorador. Amigo do compositor Frèderic Chopin, inimigo do romancista Honoré de Balzac, admirado pelo poeta Charles Baudelaire e indiferente às demais celebridades de seu tempo, Delacroix tinha noção da própria grandeza. "A principal qualidade de um quadro é ser uma festa para os olhos", escreveu na derradeira nota de seus famosos diários, em 1963, menos de dois meses antes de morrer. Nascido num momento crucial da História da França, aquele em que a burguesia revolucionária colhia os frutos de seu triunfo sobre a monarquia dos reis Capeto, o pintor viveu a maior parte da vida jovem e adulta num mundo que voltava aos poucos à antiga ordem natural das coisas. Assistiu à ascensão e queda de Napoleão Bonaparte, à restauração da dinastia dos Bourbon e, finalmente, à entronização do rei Luís Felipe, em 1830. Seu quadro mais conhecido A Liberdade Guiando o Povo, muitas vezes tomado como um símbolo das lutas populares e republicanas, foi feito por inspiração do movimento que levou Luís Felipe ao trono da França. ESCULTURA ROMÂNTICA Para satisfazer o espírito romântico, a escultura teve de encontrar os meios técnicos e formais para exaltar os sentimentos e as emoções, ganhando expressividade e dinamismo. . A temática, vibrante e dramática, exaltava o Sentimento ou a imaginação, e consequentemente inspirou-se: - Na natureza (animais e plantas); - Em temas heróicos, baseados na Historio, na lenda ou na literatura que representaram em estátuas, em relevos evocativos ou em restaures de esculturas medievais das catedrais românticas e góticas; - Em cenas fantasistas ou alegóricas, retiradas da imaginação. . As regras da representação e de perfeição formal do Neoclássico não foram totalmente seguidas e por isso, evitaram-se as composições estáticas e as superfícies lisas e procurou-se a expressividade exaltada de sentimentos e emoções, com movimento e o dramatismo, demonstrando um certo sentimento teatral. MATERIAIS O mármore, continuou a ser o material predilecto mas, aos poucos vai emparceirar com o bronze, a madeira e outros. Alguns dos escultores românticos franceses mais significativos foram: AugustePréault, François Rude, Antoine-Louis Barye, Jean-Baptiste Carpeaux e Frédéric-Auguste Barholdi. A escultura romântica, desenvolvida em paralelo com a escultura neoclássica, não conheceu qualidade estética nem projecção idênticas à da pintura da mesma época. ARQUITECTURA Arquitectura – gosto pelo exótico, mistura de revivência de vários estilos (românico, gótico, bizantino, chinês ou árabe) Impressionado pelos valores do Sentimento, que opunha aos da Razão, . o Romantismo rejeitou as frias regras da arquitectura neoclássica e os princípios da ordem, da proporção, da simetria e da harmonia que a caracterizaram. . Preferiu princípios mais relativos ao espírito e à mentalidade romântica, como: - a irregularidade da estrutura espacial e volumétrica, - o sentido orgânico das formas, - os efeitos de luz, - o movimento dos planos, - o colorido, o pitoresco da decoração, Enfim, preferiu características que provocassem o encantamento, estimulassem a imaginação e os sentidos, convidassem ao sonho, evocando realidades diferentes, distantes ou imaginárias. . Assim, deu menos importância aos aspectos técnicos que, no geral, seguiram as tendências e progressos da época. . Defende que a arquitectura deve ser capaz de provocar sensações, motivar estados de espírito, transmitir ideias . Marca a passagem da ‘forma medida’ (neoclassicismo) para a ‘forma sentida’ (romântica)
. Houve a tendência para os estilos do passado histórico – os historicismos. . A Idade Média foi a época da eleição do primeiro Estilo histórico, o Neogótico. Após este, seguiram-se o Neo-Romântico, o Neo-Renascentista, o Neobizantino e até o Neobarroco, estas correntes alimentaram a imaginação e a melancolia românticas do Romantismo. . A partir de meados de Oitocentos, assistiu-se a um verdadeira “Carnaval de estilos”, isto acabou por criar o ecletismo (o hábito de projectar edifícios onde se combinavam vários formulários estilísticos. . O próprio estilo Romântico, irrequieto, insatisfeito e sonhador, ateou o gosto pelas culturas exóticas, conduzindo assim ao exotismo que foi também, uma das constantes do séc. XIX. O Romantismo apresenta-se na Arquitectura como uma sucessão de Revivalismos e Ecletismos que se prolongam até ao fim do século XIX. A ARQUITECTURA REVIVALISTA O Revivalismo é uma corrente da Arquitectura que tem origem nos ideais Românticos mas que perdurará muito para além do Romantismo, durante todo o século XIX, quer na Europa quer na América. Reage contra as regras do Classicismo mas mantém e reforça o pendor historicista, associando a este a importância da imaginação criadora, contrapondo á ordem e racionalismo do Neoclassicismo a assimetria e o imprevisto. Apresenta revivalismos de inspiração medieval, o Neo-Gótico, o Neo-Românico e o Neo-Bizantino a que se sucedem os revivalismos de sabor exótico, o Neo-Árabe, o Neo-Hindu e orientalizantes. Estas tendências revelam-se muitas vezes como meros vocabulários decorativos sem preocupações de coadunação funcional. No entanto, nalguns casos verifica-se uma tentativa de identificação com determinadas tipologias e com os novos programas construtivos. É dada especial importância aos espaços exteriores de enquadramento dos edifícios em arranjos cenográficos. Surge o chamado Jardim á Inglesa obedecendo a uma noção de “natureza em liberdade”, local de devaneio e nostalgia, onde se constroem recantos pitorescos com ruínas, templetes, grutas, lagos e pontes. Em Portugal surgem os jardins de cidade e os jardins cemitérios. O Ecletismo Revivalista aceita a utilização do novo material do ferro fundido: Pavilhão Real de Brighton, Elevador de Sta. Justa, Estação do Rossio, etc. Em Portugal o Romantismo afirma-se com a construção do Palácio da Pena em Sintra, (ecléctico e neomanuelino) por iniciativa do rei-consorte D. Fernando, sob desenho do barão de Eschwege em 1839/49/85. O Palácio de Monserrate por James Knowles em 1863/65 (neogótico e orientalista). O Revivalismo: A Quinta da Regaleira em Sintra. A Praça de Touros do Campo Pequeno em Lisboa por Dias da Silva 1890/91, o Salão “mudejar” da Bolsa do Porto por Gonçalves de Sousa 1862/80, o palacete Ribeiro da Cunha ao Príncipe Real de 1877 (neoárabes), o Palácio-hotel do Buçaco por Luigi Manini 1888, a reconstrução do corpo central do dormitório dos monges no Mosteiro dos Jerónimos por G. Cinatti e A. Rambois em 1878 e a estação dos caminhos de ferro do Rossio por José Luís Monteiro em 1886/7 (neomanuelinos). O Banco Lisboa e Açores por Ventura Terra, 1906 (Beaux Arts), o edifício do Senado de Lisboa, 1836/1901, de Parente da Silva (estilo Beaux-Arts, ecletismo português classicizante), etc. O ROMANTISMO 1819-1849 Romantismo é um termo geral que designa um conjunto de movimentos intelectuais, que a partir do ultimo quartel do século XVIII fizeram prevalecer os sentimentos sobre a razão. Em Filosofia, este termo designa especialmente o conjunto das filosofias Alemãs do inicio do século XIX que entraram em luta contra o espírito racionalista do século XVIII. O Romantismo tem inicio como um movimento literário: no séc. XVIII, na Inglaterra e na Alemanha; no séc. XIX na França, Itália, Espanha e Portugal. O Romantismo na Europa abarca o período de 1825 a 1850, em Portugal de 1835 a 1880. O Romantismo compreende as artes visuais, a musica e a literatura, podendo ser definido de um modo negativo bem como positivo: o seu aspecto negativo foi uma revolta por vezes desordenada contra o formalismo e disciplina intelectual do Neoclassicismo; positivamente, o seu empenho no soberano direito individual à expressão. A sua influência começou a fazer-se sentir em meados do séc. XVIII com o culto do Pitoresco nos jardins Ingleses e com o inicio do Revivalismo Gótico. Torna-se reconhecível com o movimento alemão de finais do século “Sturm und Drang”, um movimento literário que advogava a expressão violenta das emoções de um modo melodramático e caótico. Os seus principais intérpretes, em pintura foram, na Alemanha, Caspar Friedrich, em Inglaterra Turner e em França Géricault e Delacroix. No sentido estrito o Romantismo acaba em meados do séc. XIX com a derivação para o Realismo. O Romantismo é o primado do individualismo, da emoção pessoal sobre a ideia clara, e a busca da felicidade na paixão. A expressão livre da sensibilidade, religiosidade e melancolia (le mal du síecle). Preponderância da imaginação sobre a razão e a acção; fuga para o sonho, para o misterioso, o exótico, o pitoresco ou o passado. O sonho poético, a paixão fatal, a contemplação da natureza e o génio incompreendido, são temáticas Românticas. Na Arquitectura, o Revivalismo da Idade Média (complementado pelos primeiros programas de restauro), na Pintura a busca do Pitoresco na paisagem e a temática Bíblica e historicista medieval. A Arte Romântica exprime-se como uma reacção anti-Clássica, inspirando-se no passado nacional (nacionalismo) ou longínquo (exotismo, utilização das fontes Bíblicas) por contraposição ao passado da herança Clássica (greco-latina) e também na Natureza através da Paisagem. À procura do Belo Ideal (Le Beau Ideal) pelos Neoclássicos, uma busca da Forma Ideal e dos arquétipos eternos, apenas inteligíveis pelo homem através da razão, contrapõem os Românticos o predomínio do sensível, a cor, a iluminação local, o movimento e o particular. Revivalismo, Ecletismo e Pitoresco: Revivalismo: Arte que busca a sua inspiração nos estilos do passado (historicismo). Os Revivalismos: o Neogótico, o Neomanuelino, o Neobarroco, Neoromânico, Neoarabe, Neoegípcio, etc. Em Portugal têm especial importância, o Neomanuelino, o Neoárabe e o Neobizantino. O Ecletismo: o uso dos vários estilos do passado ou a combinação de elementos de diversos estilos. O Exotismo: o Neoárabe, o Neohindu, a Chinoiserie e a Japonaiserie. (gosto pelas culturas exóticas) O Pitoresco: os jardins com falsas ruínas, templetes, pavilhões, coretos e quiosques. Generaliza-se em Portugal o calcetado das ruas a preto e branco, o azulejo impresso nas fachadas e a construção dos “cemitérios jardim” urbanos. Pitoresco: Principio estético, que ordena os elementos arquitectónicos, as partes de uma composição pictórica ou escultórica ou até um jardim, de um modo irregularmente agradável (e que poderá levar ao admirável). O termo tem origem no Ensaio sobre o Pitoresco, quando Comparado com o Sublime e o Belo, por Uvedale Price de 1794. A categoria estética fundamental do Neoclassicismo é o Belo, este, seguindo os textos clássicos tal como vistos a partir do século XVII, define-se como uma "harmonia absoluta das proporções". A tradição Clássica - que compara os modos da Arte e os modos da Retórica, definindo Cânones - no entanto, estabelece uma outra categoria, o Sublime, com base no texto do Pseudo-Longinus (séc. I). É a tradução deste importante texto por Boilau em 1674, e o livro de Burke, "Philosophical Enquiry into the Origin of our Ideas of the Sublime and the Beautiful" de 1757, que estabelecem esta categoria crítica. Kant define o sublime como "um ultraje à imaginação". O sublime, é o "eco da grandeza de espirito", da grandeza de pensamento, de emoção e de moral que caracteriza as grandes obras da literatura. O Pseudo-Longinus define o sublime como "excelência de linguagem", a "expressão de um grande espirito" e o poder de provocar a "ectasia" ou "extasia". Fugindo da tradição clássica crítica que considerava o equilíbrio da obra uma thecné (Arte) e postulava uma Ordem, o Pseudo-Longinos vê a origem do sublime nas qualidades morais, emocionais e profundidade imaginativa do autor e a sua expressão num génio pessoal (é pois uma qualidade inata do autor) que a simples observância das regras da Arte nunca poderia atingir. O sublime foi uma categoria crítica fundamental do Romantismo. Beaux-Arts: Que se relaciona com a Ecole des Beaux-Arts em Paris, fundada em 1671. Em Arquitectura, estilo Académico e Ecléctico do séc. XIX e XX, praticado pelos licenciados da Ecole des Beaux-Arts ou dos que seguiram os mesmos princípios. O Romantismo apresenta-se na Arquitectura como uma sucessão de Revivalismos e Ecletismos que se prolongam até ao fim do século XIX. Um novo olhar sobre o real Neoclassicismo e Romantismo . movimentos intelectuais opostos em muitos aspectos conceptuais e estéticos
. defenderam, ambos, uma
arte ‘elitista’ ligada a: Temáticas . mitológicas . religiosas . históricas . literárias . ou fantasistas Intencionalidades ‘elevadas’ (quer de carácter doutrinal e ideológico, quer emocional e metafísico.) Contudo, após a década de 30 do séc. XIX, as circunstâncias históricas, na Europa, definiam uma situação diferente da que dera origem a estes movimentos! Primeiras crises económicas do capitalismo industrial e liberal: . a ‘questão operária’ – principal problema social do séc. XIX . o movimento operário começa a organizar-se: - crescendo de greves e manifestações A situação política complica-se em quase todos os países: . a braços ora com revoluções liberais e nacionalistas . ora, como em França, com lutas entre as facções mais democráticas, adeptas da republica, e as mais conservadoras, defensoras do liberalismo monárquico e burguês. Estes acontecimentos enchiam as páginas dos jornais (constante expansão, no séc., XIX) levando as novidades a um número cada vez maior de pessoas (progressivo aumento da instrução pública, o apelo crescente ao voto e ainda o progresso dos transportes), contribuindo para a laicização do pensamento e das mentalidades. Com isto, o interesse pela realidade foi ganhando terreno, em correspondência com o maior racionalismo, pragmatismo e materialismo da vida quotidiana, na sociedade, na economia, na politica e na cultura onde o positivismo e o cientismo se impuseram. Estes factos reflectiram também na arte, determinando uma das viragens mais importantes desde o Renascimento. Positivismo Movimento filosófico e cultural, da segunda metade do séc. XIX Defende o primado da experiência sensível na construção do conhecimento, nomeadamente no científico. Nasceu com o pensamento de Kant que assinala como limite da Razão o mundo da experiência sensível e completa-se com as teorias de Auguste Comte. Cientismo Nome dado, no séc. XIX, à crença na ciência como solucionadora de todos os problemas da vida humana, mesmo os que respeitam à filosofia e à religião. Naturalismo e RealismoO interesse dos artistas pela realidade visível manifesta-se, pela 1ª vez, em França, com um grupo de pintores que, nos anos 30 do séc. XIX: . Abandona a agitação urbana que então vivia e o rigoroso academismo da época . Instala-se em plena Floresta de Fontainebleau, na aldeia de Barbizon . Desenvolve aí uma pintura da Natureza, captada perante a Natureza, em pleno ar livre . Inaugura a pintura fora dos ateliers Naturalismo . Pintores da escola de Barbizon – iniciadores do Naturalismo . Tendência que atravessou a 2ª metade do séc. XIX . Interesse na representação objectiva do real visível . Temáticas: paisagem, (em primeiro lugar), também cenas do quotidiano e retrato . Abandona as temáticas religiosas, fantasistas ou de inspiração histórica e literária . Liberta a arte do subjectivismo e sentimentalismo exagerados que o Romantismo defendia Romantismo ≠ Naturalismo Temática essencial – paisagem fantasista ≠ temática essencial – paisagem real (natureza com ESCOLA DE BARBIZON . Aldeia sossegada a 30km de Paris . Local escolhido para pintar a Natureza ao ar livre . Pintores vinham fugidos da agitação político-social de Paris e ao rigoroso academismo da época que fechou as portas a muitos deles . Executaram uma pintura de fidelidade ao real, directamente observado (impôs a saída dos ateliers e a pintura ao ar livre, captando o motivo à vista) . Aplica-se uma maior atenção nos pequenos pormenores (texturas, brilhos, cambiantes luminosos da atmosfera..) . Inovaram nas perspectivas utilizadas e nos enquadramentos, com a linha do horizonte muito baixa ou, por vezes, totalmente tapada pelo motivo Descobrem as tintas em tubo Pela 1ª vez, podiam levar bocadinhos de tinta – era fácil transportar os matérias/tintas Características . Pintam com motivo à vista . Uso da tinta em bisnagas . Traço solto Destacam-se: Em França, Camille Corot . formação: barbizon e escola italiana . linguagem muito pessoal . a sua obra caracteriza-se: - pela temática da paisagem (rural e citadina) - alguns retratos, pelo rigor objectivo da composição que respeita os valores atmosféricos (luz e cor) e matéricos do ambiente e das coisas, e pela serenidade expressiva - Pinta o real com objetivo Outros pintores naturalistas, na Europa: . Jonkind – caracteriza-se pelas suas marinhas (nome atribuído à pintura de paisagem junto ao mar ou rio . Boudin - Nota-se, na pintura de Boudin, contrastes de luz - Temática ligada às marinhas (uma das predilectas deste artista) Nos estados unidos: . James Whistler – apontado, em algumas obras, como realista e até simbolista Realismo . Outra tendência na arte europeia influenciada pela pintura de Barbizon e pelo Naturalismo . Fruto das condições históricas que o geraram . Expandiu-se um pouco por toda a Europa, com incidência nos países onde os problemas sociais criados pela Revolução Industrial mais se agudizaram (ex: Alemanha com Eilhelm Leibl, e da Itália com Giovanni Fatori . Essencialmente pictórico . Conheceu também algumas concretizações na escultura PINTURA REALISTA . Ligada particularmente aos acontecimentos sociais e políticos que marcaram a cena política francesa: - Crise económica, revoltas operárias, revolução de 1848 (auge do naturalismo), ascensão do governo do Segundo Império, formação da oposição socialista… . capta a realidade social da época, com total fidelidade ao observado e isenta de subjectividades . usa a arte como instrumento de denúncia social e política (conceito socialista da arte útil) . Imitação objectiva da Natureza . muitos usaram a fotografia como meio auxiliar para os enquadramentos e composição . temáticas preferidas: sociais, retiradas do quotidiano (doméstico, de trabalho ou de lazer) . personagens eram pessoas comuns e anónimas . técnicas fiéis à realidade . representação da figura humana respeita a anatomia nas proporções e nas volumetrias, e a cor ambiente . não são cópias da realidade . reage contra o rigor das academias .Tendência para simplificar o claro-escuro da cor e praticar uma composição naturalista (sem alterar o enquadramento das cenas captadas) Gustave Courbet . Iniciador e grande teorizador do Realismo pictórico . Fiel às suas convicções socialistas . Os seus quadros representam paisagens campestres e cenas sociais da pequena burguesia urbana, tbm retratos e auto-retratos (tudo temáticas retiradas da realidade visível e tangível . Para Courbet, a pintura era coisa concreta . Telas de grandes dimensões, personagens individualizadas como se fossem retratos . O desenho e a cor são matéricos e opacos (recuperando, assim, as técnicas clássicas) Em França, tbm considerados realistas os pintores Honoré Daumier e Jean François Millet Impressionismo e Neo-ImpressionismoIMPRESSIONISMO . Não constituiu um movimento homogéneo . Permite grande liberdade ao individualismo e à personalidade de cada autor . Pintura acusada de não concretizar, com rigor, a teoria da cor . Imediatismo de execução na pintura (o que torna os seus autores negligentes e intuitivos na aplicação da cor, sobrepondo pinceladas e sujando as cores) . O desejo de fazer evoluir o Impressionismo no sentido do rigor na aplicação de novas teorias científicas da cor originou o Neo-Impressionismo PINTURA IMPRESSIONISTA . Teve a sua génese entre 1860 e 1870 no seio de um grupo de jovens artistas que se reunia no Café Guerbois, em Paris, para discutir atitudes e incertezas a respeito de arte, sobretudo a da pintura, numa época em que a fotografia começava a assumir-se como técnica inovadora e revolucionária de representação do real . Pintura inovadora e revolucionária . Repousa as suas origens: - no paisagismo romântico de Constable e de Turner pela captação das ambiências atmosféricas - No ar-livrismo da ‘escola’ de Barbizon e dos naturalistas - No Realismo onde copiou o interesse pelo quotidiano directamente observado - Deixou-se influenciar . Pelas descobertas da fotografia (novos enquadramentos, novas perspectivas) . Pelo desenho bidimensional e pelo decorativismo das estampas japonesas . Pelas mais recentes descobertas cientificas no campo da óptica, da cor e da percepção (pondo em prática os estudos dos físicos Chevreul, Maxwell e Joung) . Usufrui do fabrico industrializado das tintas em tubo . A agitação social e a instabilidade económica dos anos 40 e 50 estão estabilizadas . Assunção do Segundo Império . Toda a França (principalmente Paris) conheceu um período de florescimento cultural, patente nas letras, nas ciências e nas artes . O brilho da cultura francesa, das suas universidades e academias, atrai a paris personalidades e estudantes de todo o mundo ocidental . Vida social refina-se e intensifica-se - O teatro, a ópera e o vaudeville entram na rotina da burguesia urbana - Os cafés transformam-se em centros de tertúlia para artistas e intelectuais - Arte alarga-se mais ao mercado privado, há salões para a publicitação de novos talentos - A procura de inovação entre os artistas era notória Surge aqui, neste ambiente de efervescência intelectual e artística o IMPRESSIONISMO . Reage ao intelectualismo sociopolítico do Realismo . Reage ao academismo da época ainda preso às concepções neoclássicas e românticas . Movimento que pretende uma pintura mais intuitiva e espontânea, realizada perante o motivo, em imediato de percepção e sensação. . A captação é o principal interesse, luz e efeitos sobre a natureza, pessoas e objectos . O tema é de somenos importância Com isto, autores: . Banalizam os temas (pratica-se uma grande variedade – paisagem e cenas sociais do lazer urbano são predominantes) . Restringem os temas à realidade visível . Preferiram a pintura de ar livre – regista-se o instante em constante mutação, conforme o momento do dia, estação do ano ou condições atmosféricas . Para isso, utiliza uma técnica inovadora (método experimental que se pretendia cientifico e objectivo mas que acaba por ser pessoal, intuitivo e espontâneo) – características: - A pintura executa-se no momento, perante o motivo (o que exclui os estudos de composição e os esboços prévios), ou seja, nega a demasiada racionalização e teorização especulativa na arte - É feita exclusivamente pela cor (a cor é que constrói as formas), esta é usada pura, tirada directamente dos tubos, sem mistura prévia - A tinta é aplicada em pinceladas curtas, rápidas, fragmentadas – estas são rigorosamente justapostas de acordo com a lei das cores complementares, de modo a obter a fusão dos tons (síntese óptica) nos olhos do observador Técnica que conduziu: . À execução de quadros de aspecto inacabado e rugoso (tinta não alisada) . Cores abertas . Formas e volumes pouco definidos, quase desmaterializados . Põe em evidência os jogos ‘frios e crus’ da luz e da cor (valores específicos da pintura) . Liberta-se das velhas noções de claro-escuro . Afasta-se da visão racionalizada que temos da realidade física que nos rodeia . Valeu aos pintores impressionistas uma forte rejeição por parte dos críticos e do público do seu tempo . Em contrapartida, os seus quadros ganharam um aspecto fluido, dinâmico e vibrante de colorido, rico de emoções sensoriais e plásticas Grupo impressionista é constituído por: . Claude Monet . Auguste Renoir . Camille Pizarro . Edgar Degas . Armand Guillaumin . Frédéric Bazille . Alfred Sisley . Paul Cézanne E as pintoras: . Berthe Morisot . Mary Cassat Estes autores tiveram, entre os frequentadores da tertúlia do Café Guerbois, um grande mentor – Édouard Manet . Considerado pintor de transição entre o Realismo e o Impressionismo . Renovador da pintura académica - Pela temática descomprometida - Pela paleta clara, sem gradação cromática entre os tons claros e escuros - Pela pincelada solta Pela assumida bidimensionalidade das suas telas Contudo, foi Claude Monet o mais fiel e rigoroso cultor do impressionismo . Temáticas: - Paisagens campestres e marinhas e temas experimentais de análise dos efeitos da luz ambiente sobre a cor e as formas (como nas series temáticas da Catedral de Ruão ou das medas de feno) Auguste Renoir e Edgar Degas Autores com outras preferências (além da temática da paisagem, rural ou urbana, que foi uma das dominantes nesta pintura) Degas, abundam as cenas de interior, como os bastidores da ópera ou os cafés da época, onde utilizava enquadramentos e perspectivas inusitadaos, inspirados nas fotografias e nas estampas japonesas e um desenho menos difuso que o de outros impressionistas Renoir, manifestou uma nítida preferência pelas cenas sociais dos pequenos lazeres da burguesia urbana e pelo nu feminino Neo-Impressionismo Surgiu das reflexões de Georges Saurat, que ‘descobriu’ um novo método que consistia em reduzir as pinceladas a pequenas manchas arredondadas – que evoluíram para minúsculos pontos (pontilhismo) – de cor pura não misturada (divisionismo), cientificamente colocadas umas ao lado das outras de acordo com a lei das complementares. Estas manchas cromáticas deveriam misturar-se, a uma certa distancia, no olho do observador Método reflexivo e seguro . A representação do instante luminoso passa a ser elemento secundário do quadro . Aumenta o jogo da harmonia das cores em si . A obra deixa de se uma impressão fugaz . A obra passa a ser uma rigorosa construção de cores, de formas e de linhas . A obra persegue as leis universais eternas da harmonia – o ritmo, a simetria e o contraste TEMÁTICA: . Vida citadina . Paisagens marítimas e das diversões Utilização de grandes telas, executadas em ateliers a partir de estudos ao ar livre DESENHO . Requintado e severo . Confere individualidade plástica a cada figura EXPRESSIVIDADE . Grande tranquilidade Pintores que se distinguem no neo-impressionismo: Seurat Paul Signac (discípulo de Seurat) Pizarro (aplicou o divisionismo-pontilhismo em algumas obras) Pós-Impressionismo . Designa, a posteriori, um período artístico que se estende entre 1880 e 1900 . Recusam-se diferentes tendências e diferentes autores . Busca de novos caminhos para a arte . Derivam do Impressionismo – separam a pintura da representação mimétrica da natureza e a interpretam pelos seus valores específicos – os da cor e da bidimensionalidade . Divergem do Impressionismo pois reagem contra a superficialidade da sua análise ilusionística da realidade Contributos mais significativos: Van Gogh (1853-1890) . Sob influência de Delacroix e dos impressionistas, aprendeu a pintar em tons claros e vibrantes de cor . Atinge a sua planitude, na pintura, nos últimos dos anos da sua carreira onde os passou na Provença, sul da França . Pintor de desenho anguloso e violento . Cores contrastadas e arbitrárias . Formas sinuosas e flamejantes – resultam essencialmente da sua pincelada larga e pontilhada, arrastada e matérica . Pintura de intencionalidade marcante expressiva . Foi o pintor da angústia e da vida, da genialidade e da loucura . Personificou a Natureza (atribuindo-lhe estados de alma, visíveis nas suas obras) Paul Cézanne (1839-1906) . Aprende com Pizarro a técnica e a estética impressionistas . Rapidamente as abandona em favor de uma pintura mais reflexiva, análise detalhada, lenta e laboriosa da luz e da forma, cores e tons com grande rigor, para… ‘Do impressionismo….fazer algo de tão sólido e duradouro como a arte dos museus’ . Na sua pintura – paisagens, naturezas-mortas e retratos . Associou a luminosidade impressionista ao rigor da forma e do volume . Tudo na natureza se modela como esferas, cones e cilindros TÉCNICA . Baseava-se na cor, pinceladas curtas, orientadas na justa e correcta posição . Adapta e corrige a natureza de forma a encontrar o equilíbrio e a sua adequada colocação na tela. . Foi na figura humana que concentrou toda a construção arquitectura das suas composições. . Inovadora concepção de arte. . Pintura plena de autonomia em relação ao motivo que a gerou. . O ponto de partida para certos movimentos do inicio do século XX, como o cubismo, foi o sentido de construção. PAUL GOGAIN E O SIMBOLISMO . Foi iniciado na pintura por Pissarro . Evoluiu na sua arte de modo muito pessoal . Reflectiu influencias das estampas japonesas e da arte medieval do vitral na simplificação/ sintetização das formas, fechadas pela linha de contorno a negro (closionismo), preenchidas com cores planas – sem modelado . Admiração pelas formas da arte primitiva. . Valorizava modos de vida mais simples e ancestrais . Procura da pureza original na vida e na arte. . Foi o pintor da evasão, da recusa da vida moderna, do exotismo .A sua pintura caracteriza-se por: - Temas retirados da natureza, mas uma “natureza” orquestrada pelo pintor, explorando o seu carácter alegórico, simbólico, idílico ou místico e sugestivo - Formas bidimensionais, estilizadas, sintéticas e estáticas, circundadas pela linha a negro. - Cores antinaturalistas, simbólicas, alegóricas e exóticas. . Segundo ele, a pintura não e a copia da realidade, mas sim a sua transposição magica, imaginativa e alegórica (características que fazem deste pintor um simbolista na verdadeira acepção do termo. . A sua arte serve para revelar o mundo do espírito, dos mitos e da magia. . A pintura desenvolvida por Gauguin e pelo grupo de artistas que com ele trabalhou, apelidada d “ sintética” ou “sintetista” faz parte da forte tendência simbolista que marcou a arte europeia. . A arte simbolista aparece como reacção contra o percurso representativo e objectivo da arte vigentes o naturalismo, o realismo e o impressionismo . Valoriza, em oposição, o mundo subjectivo e em interioridade. . O simbolismo repousa as suas raízes próximas no misticismo romântico e nas concepções plásticas dos pré-rafaelistas. PINTURA . Baseou-se em estados emocionais e anímicos (nas angustias, nos sonhos e nas fantasias, separando a arte da representação da natureza). . Temas: históricos, literários, mitológicos, religiosos, filosóficos ou do quotidiano. . Formas, cores e linhas tem significados próprios e não reproduzem a realidade natural, mas a realidade espiritual. . Abandonaram a pintura de ar livre. . Praticaram uma arte que não foi fiel ao motivo que lhe deu origem. O crítico e jornalista Albert aAurier, definiu o simbolismo de seguinte modo: “a obra de arte simbolista devera ser:” 1. Ideísta, pois o seu único ideal será a expressão da ideia. 2. Simbolista, pois exprimira esta ideia em formas 3. Sintética, pois escrevera estas formas, estes sinais, segundo um modo de compreensão geral 4. Subjectiva porque a pintura decorativa propriamente dita, tal como a conceberam os egípcios, muito provavelmente os gregos e os primitivos, não e se não uma manifestação da arte ao mesmo tempo subjectiva, sintética, simbolista e ideísta.” O simbolismo da segunda metade do século XIX . Não possui unidade estilística . Abarca, para alem do sintetismo de Gauguin e da escola de Pont-Aven, vários outros pintores com percursos independentes e ainda os do grupo dos Nabis. Autores simbolistas com percursos independentes: . Puvis de Chavannes . Gustave Moriau . Odilon Redon. Puvis de Chavannes . Temáticas: fantasistas e oníricas, . Formas simplificadas de grandes massas de cor. . Obras com carácter antinaturalista e abstracto na cor e na luz Gustave Moreau . Temáticas: literatura, mitologia e religião. . Desenhou formas difusas (sem linha de contorno), . Usou cores ricas e luxuriantes. . Os seus trabalhos expressam fantasia, sensualidade e misticismo, tornando-se enigmáticos. Odilon Redon . Considerado o mais simbolista dos simbolistas . Executou uma arte poética (composições delicadas e sensíveis) . Arte que se submeteu ao inconsciente e a magia. . Arte que recorreu com frequência as técnicas do pastel e da gravura. Grupo dos Nabis . Formou-se segundo os princípios enunciados por Paul Serrusier – defendeu as ideias de Gauguin. . Os Nabis (profetas) – pretendem romper definitivamente com o impressionismo. . Influencias: Gauguin, Cessanne, Gustave Moriau, Puvis de Chavannes, da pintura japonesa. Pintores Nabis . Formas simplificadas e decorativas. . Imagens sintéticas . Cores puras . Estendendo a sua actividade da pintura ao vitral, a cenografia, e ilustração e aos cartazes . Temática : cenas intimistas, interiores domésticos e algumas cenas sociais. Maurice Denis . um dos autores mais significativos desta pintura . Escreveu uma das proposições do grupo num texto intitulado ‘teorias do simbolismo’ Outros autores Nabis foram: . Édouard Vuillard e . Pierre Bonnard Toulouse-Lautrec (1864-1901) . Nunca partilhou com os impressionistas o gosto da pintura de ar livre . Influências: estampas japonesas, de Degas (no gosto pelo desenho delicado e linear, acentuando a bidimensionalidade) . Expressão formal, sinuosa e flexível – influências da arte nova . Temática: - Cenas da vida boémia (cafés e cabarés, circos e bordeis) . Personagens são prostitutas, cantoras e bailarinas da época, são apresentadas de modo crítico, brutal, obsceno, chegando à caricatura A Escultura: Rodin . Excepcional modelador . Contrapôs as formas lisas, polidas e aveludadas dos corpos, ao bloco de pedra rugoso, inacabado e em bruto de onde saíram . As suas peças: - Não são lisas nem polidas - São cheias de superfícies reentrantes e salientes, côncavas e convexas - Absorvem e reflectem a luminosidade - Criam uma ilusão de força, dinamismo e vitalidade . Considerado um realista, um simbolista, um impressionista e um expressionista . A sua maior obra foi ‘ A Porta do Inferno’ Pintura e Escultura em Portugal . Mais ou menos quando foi o ultimato inglês . Essa situação explica o atraso estrutural do país a nível económico, social e cultural . Para além da falta de originalidade e inovação nas artes portuguesas, existia um arreigado conservadorismo na sociedade e nas mentalidades, atrasando a chegada de novas correntes como o realismo, naturalismo e o impressionismo . Na pintura o naturalismo foi a corrente de maior aceitação em Portugal, é sentimental e romântico e durou até ao séc. XX . Pintores do naturalismo foram: - Silva Porto - Marques Oliveira . Estes pintores entraram em contacto com os da ‘escola’ de Barbizon . Discípulos: José Molhoa, Henrique Pousão, Columbano, Sousa Pinto, António Ramalho e Aurélia de Sousa Molhoa . Pintor de cenas de género de carácter sentimental e popular (cenas de devoção, cenas da vida camponesa, festas e romarias) . Telas eram marcadas por ingenuidade e optimismo . Algumas das obras reflectiam influências do impressionismo Pousão . Foi aluno de Silva Porto e Marques Oliveira . As suas obras têm marcas naturalistas e impressionistas . Composições rigorosas e personalizadas . Fez quadros de pequeno tamanho Columbano . Individualista e autodidacta . Retratista da pequena burguesia . Soube captar o psicológico . Gosto pelo irónico aproxima-o da caricatura . Temática: cenas sociais captadas em interiores e terminadas no atelier ESCULTURA . Naturalismo chegou com Soares dos Reis, Simões de Almeida e Teixeira Lopes Soares dos Reis . Escultor de maior notabilidade . É caracterizado por uma sensibilidade poética que o aproxima mais do romantismo do que do naturalismo . Material eleito: Mármore . Influencias: clássicas (na técnica e na composição) . As suas obras têm grandes jogos de luz e sombras, subtileza nos movimentos, tratamento naturalista e minucioso das roupagens Simões de Almeida . Nas suas obras, mistura de – classicismo, naturalismo e realismo Teixeira Lopes . Começou como especialista em obras religiosas e nos temas ligados à criança ARTE NOVA. Segunda metade do séc. XIX . A arquitectura europeia, evolui segundo a estética romântica . Explorou os estilos históricos ou revivalistas e os eclectismos . A arquitectura artística devia-se preocupar com as questões formais e estéticas da edificação - Escolha de materiais, sempre nobres - Eleição do ‘estilo’ - Definição dos tipos, locais, temas de decoração - Harmonia e equilíbrio das formas) . os arquitectos perderam a oportunidade de se modernizarem (pois colocaram-se numa posição de dúvida e rejeição em relação às potencialidades estéticas dos modernos materiais e seus temas construtivos) - Apesar da variedade de estilos e formas que experimentaram jamais conseguiram uma arquitectura totalmente inovadora Arquitectura do Ferro . Surge: - Com as inovações tecnológicas da Revolução Industrial - Nas diversas propostas urbanísticas e sociais . Uma das principais vertentes do que viria a ser a arquitectura moderna . Nesta perspectiva, o problema estético (embora seja proposta uma nova estética), é secundário em relação à sua essência: a causa social A partir do grande crescimento demográfico das cidades industrializadas, nasce uma nova preocupação com o urbanismo: . A necessidade de alojamento de milhares de trabalhadores . Todo o sistema de transportes . As formas de adaptação a novos modelos de vida . A necessidade de aproveitamento de espaço, que esteve na origem da construção em altura (grandes prédios de arrendamento e com habitação por andares) . Tudo isto exigiu uma revisão dos sistemas, dos processos e dos modelos construtivos vigentes . A expansão da economia industrial e capitalista trás consigo a necessidade de: - Novas infra-estruturas - Novos materiais para a produção e para o transporte . Isto impôs um novo pensamento e um novo modelo para a arquitectura . Os engenheiros eram portadores de uma maior preparação científica e técnica que os capacitou para utilizar as potencialidades que a época lhes oferecia: - Aplicação de saberes científicos, como a resistência e o comportamento dos materiais, da geometria, da matemática, etc - Utilização de novos equipamentos (maquinarias) e novos meios construtivos - O aproveitamento de novos materiais produzidos industrialmente e por isso mais baratos – tijolo cozido, ferro, vidro, aço e mais tarde cimento e betão Finais do séc. XVIII, o ferro . Começa a ser usado em vários tipos de construção . Usado na forma de barras em secção de I (vigas), ligadas por tiras metálicas criando estruturas resistentes, fáceis de montar e adaptáveis a todas as dimensões e formas Consequências: . O formato em barras reduziu a sua utilização inicial a construções abertas que não necessitassem de delimitar espaços interiores . Construíram-se as primeiras pontes que tinham funcionalidade de baixo custo e uma estética nova em que as estruturas eram a parte mais visível das construções . Novos sistemas construtivos foram-se aperfeiçoando, permitindo maior rapidez na edificação e na construção em altura, fazendo com que o próprio aspecto dos grandes centros urbanos aparecesse alterado . Foi a partir da funcionalidade e resistência testadas nas pontes que os engenheiros arrojaram a usar essas estruturas para cobrir grandes vãos. . Na segunda metade do séc., tornou-se vulgar cobrir os pátios internos dos edifícios com estruturas de ferro e vidro. . Com a viga-mestra em ferro (Polonceau), permitiu-se que se generalizasse o emprego do ferro nas construções, com a finalidade de aligeirar os suportes e reforçar alicerces, vigas e paredes-mestras. . Apesar das suas capacidades técnicas - o uso do ferro teve uma grande resistência inicial – em muitas circunstâncias as vigas metálicas ficavam invisíveis atrás de estruturas de pedra, mármore e tijolo, ou então, aproveitado a sua ductilidade, eram também usadas como adornos. . O arquitecto consegue ampliar e uniformizar o espaço dos salões: - Uso de finas colunas de ferro fundido como sustentação, - Obtém uma adequada distribuição da luz, sem perturbar o efeito estético dos interiores. (esta solução foi utilizada em muitas estações de caminhos de ferro da Europa. Fachadas de alvenaria escondem estruturas em ferro que sustentam as estruturas das gares.) Palácio de Cristal, de Joseph Paxton . O inicio da aceitação do uso destes novos materiais e sistemas construtivos, deu-se partir da construção do palácio de cristal, que acolheu a primeira exposição mundial de Londres. . Construiu um pavilhão em tudo idêntico, quer nos materiais, quer nos processos, as estufas de hortofloricultura (Paxton era jardineiro). – Dado o carácter temporário do evento . Conseguiu um imenso pavilhão capaz de albergar a exposição pois: - Empregou ferro e vidro em módulos estandardizados, pré-fabricados e apenas montados no local da exposição.. . O Palácio de Cristal foi um sucesso construtivo e igualmente estético. . Estruturas metálicas pintadas em azul e vermelho. . Paredes formadas por amplas e continuas vidraças transparentes. . O pavilhão encantou os seus visitantes pela sua luminosidade interior e exterior, impondo uma estética nova. Torre Eiffel – ainda hoje permanece como símbolo universal de Paris. . Construções em crescente popularidade e aceitação . Na segunda metade do século XIX, aparecem inúmeros outros edifícios em ferro e vidro: - Mercados municipais - Galerias comerciais - Fabricas - Jardins de Inverno - Vilas Operárias Em termos de arquitectura, as construções em ferro e vidro traduziram duas tendências inovadoras: . A que corresponde a necessidade de modernizar os processos construtivos, aproveitando os recursos da industrialização e o avanço da engenheira. Essa modernização fez-se: - Pela aceitação do esqueleto construtivo em ferro (liberta as paredes – nomeadamente as fachadas) da sua função estrutural - Pela utilização da construção modelar e de elementos pré-fabricados e estandardizados - (processos e materiais que se mostraram mais funcionais e resistentes, possibilitaram a construção em altura e o desenvolvimento de novas tipologias e, em simultâneo, embarateceram e tornaram mais rápidas as contrições . A que promoveu o desenvolvimento de novos gostos e outros conceitos estéticos. - O ferro, impondo-se como material de edificação, substituiu a ideia do volume plástico fechado, ligada a construção em pedra, pela da linearidade dinâmica e estrutural das suas longas e finas barras que, aliadas ao vidro, pareciam, numa perspectiva impressionista, desmaterializar os volumes arquitectónicos, interpenetrando-os de luz e ar. Era uma nova estética que surgia, assente na singularidade dos elementos estruturais e não nos artifícios decorativos. Reconhecendo a modernidade, avant la lettre desta arquitectura, Le Corbusier, celebre arquitecto francês do século XX afirmou um dia que “ os grandes arquitectos do século XIX haviam sido os engenheiros” . Na segunda metade do século XIX o processo de fabrico industrial ( mecanizado, despersonalizado e estandardizado) invade todos os sectores da produção, nomeadamente os dos objectos utilitários que podiam ser portadores de intenções decorativas e artísticas – as artes plásticas. . Objectos: - Fabricados massivamente e em série - Primavam pelo exagerado ornamentadíssimo - Primavam pela vulgaridade da forma - Pela falta de originalidade e de gosto . Estes factos não passaram despercebidos a alguns teóricos ingleses da época, como John Ruskin e William Morris. Foram eles os mentores e dinamizadores de um movimento – Arts and Crafts que, durante a segunda metade do século XIX, pugnou contra a influencia da industrialização da arte (separação entre a industrialização e execução ; falta de originalidade e qualidade estéticas; vulgarização do conceito de artes), procurando a sua revalorização pela separação total entre a arte e a industria e pela ligação intrínseca entre a ligação artista de uma obra e a sua execução técnica Ruskin e Morris . Formados na estética romântica e medievalista . Lutaram por: - Uma arte pura - Assente na criação e na concepção individual - Assente na originalidade e no bom gosto, cujos princípios gerais se deviam aplicar a todas as modalidades artísticas, sem distinção alguma (conceito de unidade das artes) . Para isso a arte e os artistas deviam: - Rejeitar os processos industriais e os seus materiais, regressando ao processo criativo das corporações medievais, ao uso exclusivo de materiais naturais e ao fabrico de peças únicas e originais pelo método artesanal. . Propuseram como fundo de inspiração: o folclore e as tradições populares de cada pais . Adeptos activos do Socialismo . Atribuíram à arte uma função social importante: - Melhorar as condições de trabalho da classe operaria - Educar o sentido estético do povo - Aumentar a qualidade da vida material Apoiado nestes princípios, William Morris foi, na segunda metade do século XIX, o maior dinamizador das artes aplicadas (ou decorativas), que revalorizou como peças fundamentais na criação dos ambientes arquitectónicos e na crescente dimensão estética da vida quotidiana . Estava lançado o movimento Artes e Ofícios . Deu origem a inúmeros outros ateliers artesanais . Os princípios artísticos de Morris e as produções saídas dos ateliers deixaram importantes contribuições no campo da arquitectura, de urbanismo (concepção da “cidade-jardim”) e das artes plástica. ARQUITECTURA . Notabilizaram-se pela construção de moradias familiares rústicas que seguiam a tradição rural inglesa . Uso de processos construtivos tradicionais . Uso de materiais naturais (como tijolo, madeira e a pedra) . Aboliram tudo o que fosse proveniente da indústria EXTERIOR . Formas irregulares . Telhados de águas pronunciadas INTERIOR . Orgânicos e funcionais . Decoração homogénea onde o mobiliário, o papel de parede, os estofos, as cortinas, os tapetes e os demais objectos úteis obedeciam aos menos critérios formais e estéticos ARTES APLICADAS . Privilegiaram-se critérios de simplicidade e pureza formais . Motivos decorativos inspirados nas plantas, nos pássaros e noutros animais, organizados em densos e complexos padrões de desenho plano e linear . Foram notáveis as concretizações conseguidas nos têxteis, no papel de parede e no mobiliário. . Estes produtos (apesar da sua evidente qualidade artística) não conseguiram competir no mercado . Na qualidade dos materiais em que eram feitos e o elevado custo da mão-de-obra artesão e manual que empregavam, oneraram de tal modo a produção, que o seu consumo se reduziu a um grupo muito restrito de pessoas – as que possuíam dinheiro e bom gosto suficientes para aceitarem pagar o seu alto preço. Nas décadas de transição para o século XX . As sociedades europeias viveram um momento particularmente feliz que a história apelidou de Belle Époque . Fim de século de aparente paz e estabilidade política, a ele somavam-se as conquistas e o progresso científico, técnico e económico, criando um clima de optimismo e confiança no futuro que proporcionou extraordinárias inovações no campo da arte. . Foi este clima que instalou o Modernismo . Modernismo - Movimento cultural e artístico que atingiu todas as artes - Ficou marcado pela ruptura com a tradição na procura de novas expressões – formais, técnicas e estéticas – que melhor correspondessem ao progresso e aos novos gostos que as sociedades ocidentais (industriais, capitalistas, burguesas e de “consumo”) haviam devolvido - Esses gostos privilegiaram a sensibilidade e a fantasia, o refinamento estético e a imaginação, num claro gosto pelo decorativo e pelo pitoresco . A arte Nova foi o grande estilo ocorrente que integrou este movimento . Expressão controversa . Abarcou diferentes cunhos individuais, diferentes escolas regionais e/ou nacionais, e diferentes designações (pag 140 xD ) sob alguns princípios unificadores. 1º. Inovação formal, numa forte atitude de originalidade e criatividade, mas também de rejeição aos estilos académicos, históricos e revivalistas da sua época. As novas formas inspiravam-se agora na natureza ( fauna e flora) e no homem, com preferência para estruturas e texturas organocas, e pelos movientos sinuosos e encadiados, captados no seu dinamismo expressivo, atravez de linhas ( sentido gráfico) e formas estelisadas, sintetisadas ou geometrizadas 2º. Adesão ao progresso do seu tempo pela integração e recurso as novas técnicas e aos novos materiais (ladrilho cozido, ferro, vidro, betão e outros) que usava estrutural e decorativamente, sem disfarces, tirando partido da sua resistência e eficácia, mas também da sua maleabilidade e sentido plástico. 3º. Adopção de uma nova estética que se expressava, sugestivamente, através da linha sinuosa, elástica e flexível, estilizada ou geometrizada na procura do movimento, do ritmo, da expressão e do simbolismo poético, num claro intuito decorativo que apelava a sensibilidade estética e a fantasia do espectador. . Princípios estilísticos tiveram a sua origem na Inglaterra . Partiram do formulário técnico e estético de Morris e do movimento Artes e Ofícios . Recolheram outras influências, formais e estéticas do gótico flamejante (expressividade de linhas sinuosas), do rococó (naturalismo e requinte decorativo), das pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo e decorativismo) e do folclore tradicional inglês, de inspiração Celta. . Seguindo o dinamismo da época (onde o quotidiano acelerado, o automóvel e o cinema impunham já a imagem da velocidade), sofreram uma rápida expansão através dos jornais, revistas e sobretudo das exposições universais Arte Nova . Mais genuína expressão da sua época . Exprimiu a modernidade numa fórmula onde estética e técnica, tradição, e inovação se misturavam em doses iguais . Implantou-se solidamente nos centros urbanos como símbolo do seu modo de vida, e nas zonas mais atingidas pelo desenvolvimento industrial, comercial e capitalista do seu tempo. . Adquiriu tal popularidade nos primeiros anos do século XX que cedo se transformou numa moda que aplicou a sua estética a todas as modalidades artísticas – da arquitectura, da pintura, escultura, as artes aplicadas, artes gráficas, dança e ao bailado – comungando do princípio da unidade das artes que Morris tinha enunciado . A arquitectura modernista da arte nova conseguiu romper com as tradições historicistas e ecléticas da arquitectura académica para implantar o primeiro estilo verdadeiramente inovador do século XIX (mérito reconhecido) . Conseguiu conjugar na perfeição as conquistas técnicas e construtivas da engenheira do seu tempo com as elevadas exigências formais e estéticas dos arquitectos. A nível técnico . Homologou os sistemas, as técnicas e os materiais próprios da engenharia – como o ferro, o vidro, o aço, o betão e o betão armado – usando-os como materiais estruturais e de acabamento e tirando partido deles pela sua ductilidade, maleabilidade e capacidades expressivas. A nível formal: . Pariu de plantas livres (possibilidade permitida ela adopção do esqueleto estrutural de ferro ou de betão) . As dependências distribuíam-se orgânica e funcionalmente, em continuidade . Favoreceu os volumes irregulares e assimétricos, as superfícies sinuosas e movimentadas, com fachadas onde o vidro ganhava progressivamente maior superfície. A nível estético . Proclamou o império da ornamentação, no exterior e no interior. . O ornamento foi elemento indissociável desta arquitectura, mostrando-se, consoante os arquitectos ou as “escolas”: - Exuberante na quantidade - Volumétrico ou bidimensional, estilizado ou geometrizado no desenho - Sinuoso movimentado e expressivo na linguagem plástica - Imaginativo, naturalista, orgânico, simbólico e poético nas temáticas de modo a criar ambientes elegantes e refinados onde nenhum pormenor era descuidado . A maioria dos arquitectos da arte nova, orientados pela concepção de arte total e pelo princípio de “ unidade das artes”, foram simultaneamente artesãos-designers que criaram moveis, louças, papeis de parede e outros objectos de equipamento e decoração, cuidando dos interiores com o mesmo rigor dispensado a edificação . A importância e o peso da decoração não impediram contudo que esta tivesse também um marcado cunho estruturalista, já que, em vez de ocultar as estruturas e as zonas constitutivas do edifício, a decoração se aproveitada delas e as realçava numa perfeita aliança entre forma e função, que se repete, também, nas artes aplicadas. . Estas características gerais foram utilizáveis indistintamente em varias tipologias urbanas (como prédios de arrendamento, moradias familiares, hotéis, bancos, lojas, edifícios públicos e administrativos, teatros e museus, igrejas e estações d caminhos de ferro…), mas tiveram particularidades diversas, consoante os países ou os arquitectos que as desenvolveram. De um modo geral, e possível estabelecer duas tendências: - A que, aplicando os novos materiais e os modernos sistemas construtivos, colocou a tónica na estética ornamental, floral, naturalista e curvilínea - A que seguiu uma vertente mais racional e foi sobretudo estrutural, geométrica e funcionalista, sem contudo abandonar o ornamento, que tratou d forma mais contida, planimetrica ou abstractizante. . Primeiro foco da arquitectura da arte nova foi a Bélgica, essencialmente Bruxelas . Dois arquitectos de renome: - Victor Horta . Criou edifícios de estruturas simples e sóbrias, de fachadas movimentadas com grandes janelões e interiores funcionais . Recorreu a jogos de espelhos e pinturas ilusórias - Henry van de Velde . Foi arquitecto, professor, teórico, decorador e sobretudo, designer . As peças de mobiliário que desenhou são ainda hoje exemplos de rigor formal, funcional e estético . A arte nova francesa foi semelhante à belga nas preocupações da forma e no ornamento . Na arquitectura francesa destaca-se o arquitecto Hector Guimard Modernismo catalão(artistas de renome) Luís domenech i montaner . Trabalhou para a burguesia catalã . Caracteriza-se pelos sistemas técnicos empregues, pela simplicidade das formas e pelo uso de materiais locais Antoní Gaudí . Dos mais criativos arquitectos do modernismo europeu . Estilo muito pessoal . Influências góticas e mudéjar . Ressalta a organicidade das plantas e das construções . Modelação dinâmica dos volumes estruturais . Naturalismo e o pitoresco das formas ornamentais . Mistura original de materiais onde o betão, ferro, vidro e as madeiras se combinam com o tijolo, as cerâmicas e os azulejos multicolores . Os seus edifícios, imaginativos, excêntricos, sugestivos e evocadores assemelham-se a gigantescas esculturas com enorme poder expressivo . Maior obra: catedral da sagrada família, esta deixada inacabada Outros Trabalhos Relacionados
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