Início » Trab. Estudantes » Oficina de Teatro » 8º Ano

Trabalhos de Estudantes

Trabalhos de Oficina de Teatro - 8º Ano

 

Auto da Barca do Inferno

Autores: Rafael Rodrigues

Escola: [Escola não identificada]

Data de Publicação: 19/08/2011

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre Auto da Barca do Inferno e Gil Vicente, realizado no âmbito da disciplina de Oficina de Teatro (8º ano).

Ver Trabalho Completo

Comentar este trabalho / Ler outros comentários

Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer.

 

 

 

Auto da Barca do Inferno

O Auto da Barca do Inferno terá sido representado pela 1ª vez no Natal de 1516, no paço da Rainha, em Lisboa, num momento em que Gil Vicente já tinha uma certa experiência teatral. É a primeira parte da chamada trilogia das Barcas (sendo que a segunda e a terceira são respectivamente o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória, que foram criadas por causa do grande êxito da primeira).

A peça inicia-se num porto imaginário, onde se encontram as duas barcas, a Barca do Inferno, cuja tripulação é o Diabo e o seu Companheiro, e a Barca da Glória, tendo como tripulação um Anjo na proa.

Na minha opinião, esta peça reflecte a sociedade daquela altura, mas também como é agora, matreira e mentirosa, tentando sempre arranjar o melhor caminho sem nenhum esforço, o que nunca leva a lado nenhum.

Personagens:

. Fidalgo

. Onzeneiro

. Sapateiro de nome Joanantão

. Joane, um Parvo, tolo

. Frade cortesão, Frei Babriel, com a sua "dama" Florença

. Brígida Vaz, uma alcoviteira

. Judeu

. Corregedor e Procurador

. Enforcado

. 4 Cavaleiros que morreram a combaterem a fé.

Resumo:

Todas estas personagens chegam até este tal sítio imaginário e são condenadas: ou vão para o Céu ou para o Inferno. O primeiro a entrar na cena é o fidalgo, que fala com o Diabo e diz-lhe que não quer ir para a barca dele. Dirige-se ao anjo, porque pensa que por ser importante na Terra tem que ir para o Paraíso, mas o anjo recusa pela sua forma de ser. Volta ao pé do diabo e entra para a barca dele.

Depois, vem o Onzeneiro e aconteceu a mesma coisa, só que o Onzeneiro pensava que podia entrar no Paraíso por causa do dinheiro que tinha. A seguir vem o parvo, que entra para o Paraíso, por não ter consciência das suas acções. Adiante vem o Sapateiro, que faz o mesmo percurso. Não entra no céu porque cada forma que levava, significava um pecado.

Segue-se o Frade, que faz o mesmo percurso, e não entrou no céu porque estava sempre a dançar, tinha uma amante e pensava que por ser frade já podia entrar. A Alcoviteira fez o mesmo percurso e não entrou no céu pelos seus pecados com as raparigas. O Judeu vai de reboque na Barca do Inferno porque nem o Diabo o queria. Tanto o Corredor e o Procurador vão para o Inferno por só ajudarem os seus amigos e não fazerem nada para a justiça. O enforcado vai para o Inferno por ter cometido o pecado de suicidar. Os 4 cavaleiros vão para o Céu por terem morrido numa batalha a lutar contra os Mouros e porque lutaram pela sua fé até ao Fim.

Gil Vicente

Sobre Gil Vicente não se sabe bem onde nasceu: se em Guimarães, Beira Alta ou Lisboa. Supõe-se que nasceu por volta de 1465. Acham que era alfaiate ou ourives da rainha D. Leonor, mas não têm a certeza. Sabe-se que em 1502 escreveu e representou, na câmara da Rainha D.Maria, o Monólogo da Visitação ou do Vaqueiro.

Foi casado duas vezes e teve vários filhos, dela Paula e Luís Vicente. A primeira, íntima da Infanta D. Maria, foi uma das mulheres mais cultas. Com o seu irmão Luís preparou uma edição em 1562 intitulada Copilaçam de tôdalas obras de Gil Vicente.

Entre 1502 e 1536 Gil Vicente fez representar cerca de meia centena de peças da sua autoria. Sempre gozou a protecção da família real sobre si. Tudo leva a querer que, á semelhança de tantos outros autores de teatro, ele tenha sido autor, encenador e actor das suas peças.

Supõem-se que terá morrido pouco depois de 1536 – em todo caso antes de 16 de Abril de 1540.

Consta que terá tido problemas com a Inquisição, pelo que não terá havido peças posteriores a 1536.

O seu teatro tem 3 modalidades: comédias, farsas e moralidades. O Auto da Barca do Inferno é um exemplo de comédia e moralidade

Adaptado de: ” Auto da Barca do Inferno”

Areal Editores

Colecção: “ Ser em Português ”

Outros Trabalhos Relacionados

Ainda não existem outros trabalhos relacionados

Início » Trab. Estudantes » Oficina de Teatro » 8º Ano