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Trabalhos de Estudantes do Ensino Superior Trabalhos de Ciências da Comunicação |
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História da Comunicação Social Autores: Adriana Gonçalves Instituição: [Escola não identificada] Data de Publicação: 13/03/2010 Resumo do Trabalho: Trabalho sobre a história da comunicação social, efectuado no âmbito da cadeira de História da Comunicação e dos Media. Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer.
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Uma História da Comunicação Social A grande Guerra O fim da Grande Guerra trouxe um complicado confronto, que predominava sobretudo nas democracias em que a liberdade de imprensa era assegurada, entre os interesses do Estado, cuja função é assegurar a sobrevivência da nação, e o direito à verdade. E assim começa a censura, que foi “vivida” de diferentes modos em vários locais. Nos Estados Unidos da América a censura foi pouco sentida e limitada, por ser um país mais liberal. Na Grã-Bretanha, país de forte tradição liberalista, a censura instaurou-se rapidamente, embora de uma forma menos agressiva contrariamente ao resto da Europa em guerra. A França autorizou a censura com a lei do dia 5 de Outubro de 1914, “ destinada a reprimir as indiscrições da imprensa em tempo de guerra.”. Na Alemanha, um país em que a tradição de liberdade é menor, instaurou-se o Kreigspresseamt, um gabinete de imprensa de guerra, onde se tratavam os jornalistas como funcionários. Depois da censura aparece a propaganda, duas realidades opostas, pois a censura pretendia proteger e a propaganda ofender. Esta precisa de ser imaginativa e ofensiva, e aparece na França e Grã Bretanha a propaganda aérea, que veio “revolucionar” a guerra com folhetos imaginativos. Outra novidade surgida durante a guerra é a actualidade cinematográfica. Pode-se também focar neste capítulo os efeitos perversos que advêm das censuras, pois o corpo social fica sem notícias seguras e recorre à invenção de factos, isto é então uma reacção contra a censura e defesa contra a propaganda. A propaganda perde credibilidade devido à sua propagação intensiva ,tal como Jean-Jacques Becker descreve no seu livro Français dans la Grande Guerre onde cita exemplos dessa propaganda. Por fim vemos que a imprensa perdeu o prestigio existente antes de 1914, tudo isto devido ao uso do falso boato que acabou por a descredibilizar. O aparecimento da TSF O aparecimento da rádio foi um acontecimento marcante entre as duas Grandes Guerras. Em primeiro lugar tudo começou com a telegrafia sem fios, a que se deu o nome à rádio TSF, e depois de sucessivas invenções e inovações na tecnologia, eis que Marconi realiza, em Bolonha, as primeiras experiências de comunicação à distância, que em 1899 já atravessavam o canal da Mancha. Numa segunda etapa comprovou-se que as ondas hertzianas se mostraram habilitadas a transportar a voz humana, e o primeiro teste foi feito em 1908 a partir da Torre Eiffel até Villejuif. A Torre Eiffel estava destinada ao ferro velho depois de ter resistido à exposição de 1889, mas foi “salva” pelos militares por constituir um excelente emissor. A terceira etapa começa nos anos 20, onde se começavam a divulgar mensagens dirigidas a destinatários desconhecidos. Há dois modelos de desenvolvimento do monopólio que é a rádio, o primeiro acontece nos Estados Unidos, em que o liberalismo é colocado como dogma. Em 1920 já existiam algumas estações a difundir programas que passavam regularmente em que o estado decide não interferir na difusão desses programas. O segundo modelo dá-se na Alemanha e na Grã-Bretanha e nestes países o estado decide comandar, o que vai ter como consequência um atraso no desenvolvimento da rádio nestes países. Já a França divide-se entre os dois modelos, o do liberalismo absoluto e o de um forte domínio do estado. Quando aparece a TSF a imprensa escrita está em declínio, e é nessa época que os jornais se tornam mais sensacionalistas para tentar fazer frente à rádio, e começam então a utilizar várias áreas como: Jornais de moda, beleza, tricô, etc. O capítulo termina com uma referência aos maus hábitos que a rádio acabou por adquirir da imprensa escrita, particularmente no que diz respeito à publicidade velada.
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