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Português - 10º ano Auto da Barca do Inferno
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Vanessa Pereira Escola Secundária Data de Publicação: 20/01/2007 Ver posição deste trabalho no ranking N.º de páginas visitadas neste site (desde 15/10/2006): SE TENS TRABALHOS COM BOAS CLASSIFICAÇÕES ENVIA-NOS (DE PREFERÊNCIA EM WORD) PARA notapositiva@sapo.pt POIS SÓ ASSIM O NOSSO SITE PODERÁ CRESCER. |
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“O Auto da Barca do Inferno”
Cena Do Fidalgo (Don Arnrique)
Adereços q o caracterizam: -pajem: desprezo pelos + pobres -manto: vaidoso -cadeira: julgava-se importante e poderoso
Argumentos de Defesa: -Barca do Inferno é desagradável -tem alguém na Terra a rezar por ele -é “fidalgo de solar” e por isso deve entrar na barca do Céu -é nobre e importante
Pertence: -à nobreza
Acusações: -ter levado uma vida de prazeres, sem se importar com ninguém -ter sido tirano para com o povo -ser muito vaidoso -desprezava o povo
Referência ao pai de Don Anrique pq: -é uma denuncia social, pq tb o pai do Fidalgo já tinha entrado na Barca do Inferno, isto é, toda a classe nobre tinha os mesmos pecados
A movimentação dele em cena: -1º foi á barca do Diabo q lh explica p onde vai a barca e falando sempre em tom d ironia -dps foi à barca do Paraíso para tentar a sua sorte, ms o Anjo acusa-o de tirania e diz-lhe de q maneira nnhuma pode lá entrar -o Fidalgo volta para a Barca do Inferno e o Diabo explica-lhe todos os seus pecados, fazendo com que ele fique muito triste e arrependido
Momentos psicológicos da personagem: -ao príncipio o Fidalgo está sereno e seguro que irá para o Paraíso -dirige-se à barca do Anjo, arrogante, e fica irritado pq ele n lhe responde e mostra-se arrependido e desanimado por ter confiado no seu “Estado” -no fim dirige-se ao Diabo, mais humilde, pendindo-lhe q o deixe regressar à Terra p ir ter com a amante
Crítica de Gil Vicente nesta cena: -os nobres viviam como queriam (vida de luxúria) -pensavam que bastava rezao e ir à missa para ir para o Céu
Características dadas às mulheres desse tempo: -mentirosas -infíeis -falsas -fingidas -hipócritas
Caracterização do Fidalgo: -nobre (fidalgo de solar) -vaidoso -presençoso do seu estado social -o seu longo manto e o criado que carrega a cadeira representam bem a sua vaidade e ostentção -a forma cm reage perante o Diabo e o Anjo revelam a sua arrogância ( d quem está habituado a mandar e a ter tudo) -apresenta-se como alguém importante -despreza a barca do Diabo chamando-lhe “cortiço” -a sua conversa com o Diabo revela-nos q além da sua mulher tinha uma amante, mas q ambas o enganavam pois a mulher kd ele morreu chorava mas era de felicidade e a amante antes d ele morrer já estava c outro -o Fidalgo é, pois, uma personagem tipo q representa a nobreza, os seus vícios, tirania, vaidade, arrogância e presunção
Desenlace: -Inferno
Cena Do Onzeneiro (Usuário)
Símbolos cénicos: -bolsão: representa o dinheiro
Esta personagem pertence: -à burguesia
“Oh! Que má-hora venhais,/ onzeneiro, meu parente!”: -o Diabo revela, c este tratamento, q Onzeneiro tem semelhanças com ele, é como se fossem membros da mesma família -o Diabo sempre o ajudou a fazer o mal, a enganar os outros -agr os papeís invertem-se: é a vez de o Onzeneiro ajudar o Diabo
Defesas: -ter morrido sem esperar -n ter tido tempo de “apanhar” + dinheiro àEsta queixa mostra q p esta personagem o dinheiro era importante -jura ter o bolsão vazio -precisa de ir à Terra para ir buscar + dinheiro (para comprar o Paraíso)
Acusações: -Anjo: acusa-o de levar um bolsão cheio de dinheiro e o coração cheio de pecados, cheio de amor pelo dinheiro -ser avarento
O Onzeneiro é condenado pelo Anjo ao Inferno pq: -leva o coração cheio de pecados, cheio de amor pelo dinheiro e o bolsão representa esse dinheiro
O Onzeneiro interpreta a recusa do Anjo cm: -q por n ter dinheiro não pode entrar no Paraíso -ele pensa q com o dinheiro pode comprar tudo e resolver tudo
A vida do Onzeneiro: -avareza (só pensa em dinheiro)
Gil Vicente dá esta pobre caracterização à vida da personagem pq: -todas as personagens são personagens tipo -n podem representar características pessoais
Desenlace: -Inferno
Cena Do Parvo (Joanne)
No passado o Parvo representava: -uma pessoa pobre de espírito (perntencia ao povo)
N tem referência ao passado pq: -n agiu c maldade -n tem pecados
Símbolos cénicos: -n tráz pq os símbolos cénicos estão relaccionados com a vd Terrena e os pecados cometidos -o Parvo n tem qq tipo de pecados
Defesas: -Anjo: tudo o qeu fez foi sem maldade e é simples
O Parvo n usa qq tipo de argumento p convencer o Anjo a deixá-lo entrar no Paraíso pq: -n teve tp d dzr nd, a sua entrada naquela barca foi autorizada de imediato -o Anjo deixa-o entrar pq tudo o q fez foi sem maldade
“Quem és tu? / Samica alguém”: -revela a sua simplicidade -a resposta está relacionada com o seu destino q é o Paraíso
Caracterização desta personagem: -n tráz símbolos cénicos c ele pq n tem qq tipo de pecados -c simplicidd, ingenuidade e graça, auto-caracteriza-se ao Diabo como “tolo” -queixa-se de ter morrido -as suas atitudes ao longo da cena são descontraídas, o q irrita o Diabo q o quer na sua barca -o Diabo é insultado por ele -esses insultos revelam a sua pobreza de espírito -apresenta-se ao Anjo cm “Samica alguém” e este diz-lh q entrará na sua barca, pq td o q fez foi sm maldade
A mh opinião sb esta cena: -tem uma intenção lúdica: fazendo divertir quem está a assistir a esta peça -tb tem uma intenção de crítica: dizendo q os parvos são pessoas pobres de espírito e n teem intenção de fzr mal -ajuda muito na crítica e faz os cómicos
Desfecho: -fica no caís e entra com os Quatro Cavaleiros
Cena Do Sapateiro (Joanatão)
Símbolos Cénicos: -avental: simboliza a profissão -carregado se formas de sapatos: simbolizam a sua profissão e vem carregado pelos seus pecados
Esta personagem representa: -o povo
Acusações: -roubava -enganava -religião mal praticada
Defesas: (práticas religiosas) -rezava e ia à missa ào fidalgo usou a mesma defesa -fazia ofertas à igreja -confessava-se -fez todas as práticas religiosas
Crítica feita por Gil Vicente a todas as rezas: -forma superficial d cm os católicos praticavam a religião -julgavam q as rezas, missas, comunhões, tinham mais valor q praticar o bem
Desfecho: -Inferno
Cena Do Frade (Frei Babriel)
Símbolos cénicos:
Críticas com esses símbolos: -desajuste entre a vd religiosa e a vd q ele levava ( vd mundana) -os símbolos representavam a vd de prazeres q ele levava, o q o afastava do seu dever àcrítica religiosa
Pertencia: -ao clero (mundano)
Argumentos de Acusação: -era mundano -n respeitou os votos de castidade e de pobreza
O Frade não nega as acusações feitas, pois: -pensa q o facto de ser Frade e o seu hábito o vão salvar dos seus pecados
Argumentos de Defesa: -ser Frade -rezou muito
Apresenta-se cm cortesão: -o q revela q ele frequentava a corte e os seus prazeres, era um frade mundano
“Gentil padre mundanal”: -contradição: encontra-se na palavra “mundanal” e “gentil” -o Frade deveria ser uma pessoa dedicada à alma, ao espírito, ms é mundanal, vive os prazeres do mundo, por isso existe aqui uma contradição
“Diabo-(...) E n os punham lá grosa / no vosso convento santo? Frade- E eles faziam outro tanto!” revela q:
-esta afirmação alarga a crítica a toda a classe social, pois o Frade é uma personagem tipo, representando toda uma classe social
Uso do facto de ser Frade naquele tempo: -prentende mostrar q o clero se mostrava superior -poderia fazer o q quisesse sm ser condenado -mal-estar na sociedade por serem cd vez + frequentes os Frades ricos e poderosos
O Anjo recusa-se a flr c o Frade pq: -tem vergonha do seu réu -n tinha coragem d flr c alguém do clero c tantos pecados (repugnante)
Frade aceita a sentença pq: -viu q o Anjo n quis flr c ele -pq n cumpriu as regras q deveria ter cumpridu -se o Anjo se recusa a flr c ele é pq todos os seus pecados foram graves
Caracterização do Frade: -auto-caracteriza-se “cortesão” (frequentava a corte) o q entra em contradição com a sua classe -sabe dançar tordilhão e esgrimir àqualidds típicas de um nobre -é alegre pois chega ao cais a cantar e a dançar -tal cm os outros Frades n cumpriu o voto de castidd nm de pobreza, cm se comprovava c as suas palavras -está convencido q por ser membro da Igreja tem entrada directa no Paraíso -personagem tipo através da qual se critica o clero
Cena Da Alcoviteira (Brízida Vaz)
Símbolos Cénicos: -seiscentos virgos postiços -três arcas de feitiços -três almários de mentir -jóias de vestir -guarda-roupa -casa movediça -estrado de cortiça -dous coxins (todos estes símbolos representavam a sua actividd d alcoviteira ligada à prostituição)
Tipo: -alcoviteira
Qd o Diabo sabe q é Brízida Vaz q está no cais ele fica: -contente: sabe q ela tem muitos pecados é por isso mais passageira p a sua barca -surpreso / admirado : n esperava por ela tão cedo -surpreendido
Com o campo semântico da mentira ela revela q: -é hipócrita -tenta fazer-se de vítima perante o Diabo p convencê-lo do q lh interessa -hábil mentirosa
Qd o Diabo a convida a entrar ela: -diz, c alguma arrogância, q n entra sm o Fidalgo
Perante o Anjo, Brízida Vaz usa outras tácticas: -a sedução: muda o seu tom de voz tentando seduzir o Anjo -usa vocabulário de cariz religioso: para o Anjo ter pena dela
Qd fala com o Anjo, ela usa um vocabulário de cariz religioso para: -ele ter pena dela -a deixar entrar na sua Barca -a achar uma boa pessoa
Argumentos de Acusação: -viveu uma má vida (prostituição)
Argumentos de defesa: -diz q já sofreu muito -q arrajou muitas “meninas” para elementos do clero
Caracterização de Brízida Vaz: -chegando ao cais na barca do Inferno, recusa-se a entrar sem o Fidalgo, provavelmente eram conhecidos -diz q n é a barca do Diabo q procura -leva vários elementos cénicos relaccionados com a sua profissão de alcoviteira -está sempre confiante de q vai entrar na barca do Anjo -defende-se dizendo q sofreu muito, cm ng, q arranjou muitas “meninas” para elementos do clero e q está orgulhosa por ter arranjado “dono” para todas as suas “meninas” -qd vai à barca do Anjo muda completamnt a sua atitude, usando mais o vocabulário de cariz religioso e tentando seduzir o Anjo e fazer-se de boa pessoa
Desenlace: -Inferno
Cena Do Judeu (Semah Fará)
Símbolos Cénicos: -bode: representa a sua religião
Tipo: -Judeu
Lg q chega ao cais o Judeu dirige-se p a barca do Inferno pq: -sabe q n será aceite na barca do Anjo, já q em vd nunca foi aceite nos lugares dos Cristãos -os Judeus eram mt mal vistos na época e nm poderia admitir a hipótese de entrar na barca do Anjo
P entrar na Barca do Inferno ele usa: -o dinheiro
Ele usa o dinheiro pq: -era uma forma de mostrar q os Judeus tinham gd poder económico, estavam ligados ao dinheiro
O Judeu n quer deixar o bode em terra pq: -quer ser reconhecido cm Judeu -n recusa a sua religião
O Parvo acusa-o de: -roubar a cabra -ter cometido várias ofensas à religião cristã àprofanar a igreja, comer carne no dia de jejum... -ser Judeu
Em termos de contexto histórico essa acusção: -revela q os Cristãos odiavam os Judeus -acusavam-nos de enriquecer à custa de roubos de Natureza diversa -acusavam-nos de ofender a religião católica, cometendo diversas profunações
Desenlace: -fica no cais (pq ng o quer)
Cena Do Corregedor e do Procurador
Símbolos Cénicos: -Corregedor: vara e processos -Procurador: livros jurídicos
Pertenciam: -Corregedor:Juíz -Procurador:Funcionário da Coroa
O Diabo cumprimenta o Corregedor com “Oh amador de perdiz” pq: -era uma pessoa corrupta -a perdiz era um símbolo de corrupção
A forma d cm o Corregedor inicia diálogo c o Diabo aproxima-se da forma cm o Fidalgo tb o fez
O Corregedor usa mt o Latim pq: -é uma língua mt usada em direito
O Diabo responde-lhe em Latim Macarrónico pq: -era p ridicularizar a linguagem utilizada na justiça -p mostrar q essa linguagem n servia d nd -poderiam sbr flr bem Latim mas n sabiam aplicar as leis
O Corregedor pgta “Há’ qui meirinho do mar?” pq: -ele estava habituado a ser servido
O Corregedor pgta se o poder do barqueiro infernal é maior do que o do próprio Rei pq: -ele na Terra tinha um gd poder -n admitia q mandassem nele
Acusações do Procurador: -n tem tempo de se confesssar O Diabo acusa o Corregedor de: -ter aceitado subornos (ser corrupto) -ter aceitado subornos até de Judeus (mt mal vistos naquele tp) -confessou-se mas mentiu
Defesas: -era a sua mulher q aceitava os subornos
Acho q o argumento usado de defesa do réu foi: -errado -o Diabo saberia d td -ele n deveria estar a mentir -n devia estar a acusar a sua mulher p depois tb ela ser condenada
“Irês ao lago dos danados / e verês os escrivães / coma estão tão prosperados” quer dzr q: -o Corregedor, qd for p o Inferno, vai encontrar os seus colegas (Homens ligados à justiça)
Gil Vicente julgou em simultâneo o Corregedor e o Procurador pq: -ambos passavam informação -ambos faziam parte da justiça (havia cumplicidd entre a justiça e os assuntos do Rei, ambos eram corruptos)
A confissão p eles: -n era importante: só se confessavam em situações de risco e n diziam a vdd
Qd o Corregedor e o Procurador se aproximam do Anjo, ele: -reage mal -fica irritado -manda-lhes uma praga: atitude nada normal do Anjo
O Parvo acusa-os de: -roubar coelhos e perdizes -profanar nos campanairos: levavam a religião de uma forma superficial
Desenlace: -Inferno
No Inferno o Corregedor dialoga com Brízida Vaz pq: -já se conheceriam da vd terrena
Cena Dos Quatro Cavaleiros
Símbolos Cénicos: -hábito da ordem de Cristo -espadas
Pertenciam: -aos cruzados
Defesas: -dizem q morreram a lutar contra os mouros em nome de Cristo
Qd chegam ao cais chegam a cantar. Essa cantiga mostra: -aos mortais q esta vd é uma passagem e q terão de passar sp naquele cais onde serão julgados
Os destinatários desta mensagem são: -os mortais -os Homens pecadores
Nessa cantiga está contida a moralidd da peça pq: -fala da transitoriadd da vd -fala da inavitabilidd do destino final -fala do destino final q está de acordo c akilo q foi feito na vida Terrena
Os cavaleiros n foram acusados pelo Diabo pq: -merecem entrar na barca do Anjo -morreram a lutar pela fé cristã, contra os infieís, o q os livrou d tds os pecados -esta cena revela a mentalidd medieval da apologia do espírito da cruzada
Vanessa Pereira |
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