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Português - 10º ano

Auto da Barca do Inferno

Vanessa Pereira

Escola Secundária

Data de Publicação: 20/01/2007

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“O Auto da Barca do Inferno”

 

Cena Do Fidalgo (Don Arnrique)

 

Adereços q o caracterizam:

-pajem: desprezo pelos + pobres

-manto: vaidoso

-cadeira: julgava-se importante e poderoso

 

Argumentos de Defesa:

-Barca do Inferno é desagradável

-tem alguém na Terra a rezar por ele

-é “fidalgo de solar” e por isso deve entrar na barca do Céu

-é nobre e importante

 

Pertence:

-à nobreza

 

Acusações:

-ter levado uma vida de prazeres, sem se importar com ninguém

-ter sido tirano para com o povo

-ser muito vaidoso

-desprezava o povo

 

Referência ao pai de Don Anrique pq:

-é uma denuncia social, pq tb o pai do Fidalgo já tinha entrado na Barca do Inferno, isto é, toda a classe nobre tinha os mesmos pecados

 

A movimentação dele em cena:

-1º foi á barca do Diabo q lh explica p onde vai a barca e falando sempre em tom d ironia

-dps foi à barca do Paraíso para tentar a sua sorte, ms o Anjo acusa-o de tirania e diz-lhe de q maneira nnhuma pode lá entrar

-o Fidalgo volta para a Barca do Inferno e o Diabo explica-lhe todos os seus pecados, fazendo com que ele fique muito triste e arrependido

 

Momentos psicológicos da personagem:

-ao príncipio o Fidalgo está sereno e seguro que irá para o Paraíso

-dirige-se à barca do Anjo, arrogante, e fica irritado pq ele n lhe responde e mostra-se arrependido e desanimado por ter confiado no seu “Estado”

-no fim dirige-se ao Diabo, mais humilde, pendindo-lhe q o deixe regressar à Terra p ir ter com a amante

 

Crítica de Gil Vicente nesta cena:

-os nobres viviam como queriam (vida de luxúria)

-pensavam que bastava rezao e ir à missa para ir para o Céu

 

Características dadas às mulheres desse tempo:

-mentirosas

-infíeis

-falsas

-fingidas

-hipócritas

 

Caracterização do Fidalgo:

-nobre (fidalgo de solar)

-vaidoso

-presençoso do seu estado social

-o seu longo manto e o criado que carrega a cadeira representam bem a sua vaidade e ostentção

-a forma cm reage perante o Diabo e o Anjo revelam a sua arrogância ( d quem está habituado a mandar e a ter tudo)

-apresenta-se como alguém importante

-despreza a barca do Diabo chamando-lhe “cortiço”

-a sua conversa com o Diabo revela-nos q além da sua mulher tinha uma amante, mas q ambas o enganavam pois a mulher kd ele morreu chorava mas era de felicidade e a amante antes d ele morrer já estava c outro

-o Fidalgo é, pois, uma personagem tipo q representa a nobreza, os seus vícios, tirania, vaidade, arrogância e presunção

 

Desenlace:

-Inferno

 

 

Cena Do Onzeneiro (Usuário)

 

Símbolos cénicos:

-bolsão: representa o dinheiro

 

Esta personagem pertence:

-à burguesia

 

“Oh! Que má-hora venhais,/ onzeneiro, meu parente!”:

-o Diabo revela, c este tratamento, q Onzeneiro tem semelhanças com  ele, é como se fossem membros da mesma família

-o Diabo sempre o ajudou a fazer o mal, a enganar os outros

-agr os papeís invertem-se: é a vez de o Onzeneiro ajudar o Diabo

 

Defesas:

-ter morrido sem esperar

-n ter tido tempo de “apanhar” + dinheiro

               àEsta queixa mostra q p esta personagem o dinheiro era importante

-jura ter o bolsão vazio

-precisa de ir à Terra para ir buscar + dinheiro (para comprar o Paraíso)

 

Acusações:

-Anjo: acusa-o de levar um bolsão cheio de dinheiro e o coração cheio de pecados, cheio de amor pelo dinheiro

-ser avarento

 

O Onzeneiro é condenado pelo Anjo ao Inferno pq:

-leva o coração cheio de pecados, cheio de amor pelo dinheiro e o bolsão representa esse dinheiro

 

O Onzeneiro interpreta a recusa do Anjo cm:

-q por n ter dinheiro não pode entrar no Paraíso

-ele pensa q com o dinheiro pode comprar tudo e resolver tudo

 

A vida do Onzeneiro:

-avareza (só pensa em dinheiro)

 

Gil Vicente dá esta pobre caracterização à vida da personagem pq:

-todas as personagens são personagens tipo

-n podem representar características pessoais

 

Desenlace:

-Inferno

 

 

Cena Do Parvo (Joanne)

 

No passado o Parvo representava:

-uma pessoa pobre de espírito (perntencia ao povo)

 

N tem referência ao passado pq:

-n agiu c maldade

-n tem pecados 

 

Símbolos cénicos:

-n tráz pq os símbolos cénicos estão relaccionados com a vd Terrena e os pecados cometidos

-o Parvo n tem qq tipo de pecados

 

Defesas:

-Anjo: tudo o qeu fez foi sem maldade e é simples

 

O Parvo n usa qq tipo de argumento p convencer o Anjo a deixá-lo entrar no Paraíso pq:

-n teve tp d dzr nd, a sua entrada naquela barca foi autorizada de imediato

-o Anjo deixa-o entrar pq tudo o q fez foi sem maldade

 

“Quem és tu? / Samica alguém”:

-revela a sua simplicidade

-a resposta está relacionada com o seu destino q é o Paraíso

 

Caracterização desta personagem:

-n tráz símbolos cénicos c ele pq n tem qq tipo de pecados

-c simplicidd, ingenuidade e graça, auto-caracteriza-se ao Diabo como “tolo”

-queixa-se de ter morrido

-as suas atitudes ao longo da cena são descontraídas, o q irrita o Diabo q o quer na sua barca

-o Diabo é insultado por ele

-esses insultos revelam a sua pobreza de espírito

-apresenta-se ao Anjo cm “Samica alguém” e este diz-lh q entrará na sua barca, pq td o q fez foi sm maldade

 

A mh opinião sb esta cena:

-tem uma intenção lúdica: fazendo divertir quem está a assistir a esta peça

-tb tem uma intenção de crítica: dizendo q os parvos são pessoas pobres de espírito e n teem intenção de fzr mal

-ajuda muito na crítica e faz os cómicos

 

Desfecho:

-fica no caís e entra com os Quatro Cavaleiros

 

 

Cena Do Sapateiro (Joanatão)

 

Símbolos Cénicos:

-avental: simboliza a profissão

-carregado se formas de sapatos: simbolizam a sua profissão e vem carregado pelos seus pecados

 

Esta personagem representa:

-o povo

 

Acusações:

-roubava

-enganava

-religião mal praticada

 

Defesas: (práticas religiosas)

-rezava e ia à missa ào fidalgo usou a mesma defesa

-fazia ofertas à igreja

-confessava-se

-fez todas as práticas religiosas

 

Crítica feita por Gil Vicente a todas as rezas:

-forma superficial d cm os católicos praticavam a religião

-julgavam q as rezas, missas, comunhões, tinham mais valor q praticar o bem

 

Desfecho:

-Inferno

 

 

Cena Do Frade (Frei Babriel)

 

Símbolos cénicos:

-hábito de frade

-escudo

-capacete

-espada

-moça (Florença)

Equipamento de esgrima

 

Críticas com esses símbolos:

-desajuste entre a vd religiosa e a vd q ele levava ( vd mundana)

-os símbolos representavam a vd de prazeres q ele levava, o q o afastava do seu dever àcrítica religiosa

 

Pertencia:

-ao clero (mundano)

 

Argumentos de Acusação:

-era mundano

-n respeitou os votos de castidade e de pobreza

 

O Frade não nega as acusações feitas, pois:

-pensa q o facto de ser Frade e o seu hábito o vão salvar dos seus pecados

 

Argumentos de Defesa:

-ser Frade

-rezou muito

 

Apresenta-se cm cortesão:

-o q revela q ele frequentava a corte e os seus prazeres, era um frade mundano

 

“Gentil padre mundanal”:

-contradição: encontra-se na palavra “mundanal” e “gentil”

-o Frade deveria ser uma pessoa dedicada à alma, ao espírito, ms é mundanal, vive os prazeres do mundo, por isso existe aqui uma contradição

 

“Diabo-(...) E n os punham lá grosa / no vosso convento santo?

Frade- E eles faziam outro tanto!” revela q:

-havia uma quebra de votos de castidade àhábito comum entre eles

-esta afirmação alarga a crítica a toda a classe social, pois o Frade é uma personagem tipo, representando toda uma classe social

 

Uso do facto de ser Frade naquele tempo:

-prentende mostrar q o clero se mostrava superior

-poderia fazer o q quisesse sm ser condenado

-mal-estar na sociedade por serem cd vez + frequentes os Frades ricos e poderosos

 

O Anjo recusa-se a flr c o Frade pq:

-tem vergonha do seu réu

-n tinha coragem d flr c alguém do clero c tantos pecados (repugnante)

 

Frade aceita a sentença pq:

-viu q o Anjo n quis flr c ele

-pq n cumpriu as regras q deveria ter cumpridu

-se o Anjo se recusa a flr c ele é pq todos os seus pecados foram graves

 

Caracterização do Frade:

-auto-caracteriza-se “cortesão” (frequentava a corte) o q entra em contradição com a sua classe

-sabe dançar tordilhão e esgrimir àqualidds típicas de um nobre

-é alegre pois chega ao cais a cantar e a dançar

-tal cm os outros Frades n cumpriu o voto de castidd nm de pobreza, cm se comprovava c as suas palavras

-está convencido q por ser membro da Igreja tem entrada directa no Paraíso

-personagem tipo através da qual se critica o clero

 

 

Cena Da Alcoviteira (Brízida Vaz)

 

Símbolos Cénicos:

-seiscentos virgos postiços

-três arcas de feitiços

-três almários de mentir

-jóias de vestir

-guarda-roupa

-casa movediça

-estrado de cortiça

-dous coxins

(todos estes símbolos representavam a sua actividd d alcoviteira ligada à prostituição)

 

Tipo:

-alcoviteira

 

Qd o Diabo sabe q é Brízida Vaz q está no cais ele fica:

-contente: sabe q ela tem muitos pecados é por isso mais passageira p a sua barca

-surpreso / admirado : n esperava por ela tão cedo

-surpreendido

 

Com o campo semântico da mentira ela revela q:

-é hipócrita

-tenta fazer-se de vítima perante o Diabo p convencê-lo do q lh interessa

-hábil mentirosa

 

Qd o Diabo a convida a entrar ela:

-diz, c alguma arrogância, q n entra sm o Fidalgo

 

Perante o Anjo, Brízida Vaz usa outras tácticas:

-a sedução: muda o seu tom de voz tentando seduzir o Anjo

-usa vocabulário de cariz religioso: para o Anjo ter pena dela

 

Qd fala com o Anjo, ela usa um vocabulário de cariz religioso para:

-ele ter pena dela

-a deixar entrar na sua Barca

-a achar uma boa pessoa

 

Argumentos de Acusação:

-viveu uma má vida (prostituição)

 

Argumentos de defesa:

-diz q já sofreu muito

-q arrajou muitas “meninas” para elementos do clero

 

Caracterização de Brízida Vaz:

-chegando ao cais na barca do Inferno, recusa-se a entrar sem o Fidalgo, provavelmente eram conhecidos

-diz q n é a barca do Diabo q procura

-leva vários elementos cénicos relaccionados com a sua profissão de alcoviteira

-está sempre confiante de q vai entrar na barca do Anjo

-defende-se dizendo q sofreu muito, cm ng, q arranjou muitas “meninas” para elementos do clero e q está orgulhosa por ter arranjado “dono” para todas as suas “meninas”

-qd vai à barca do Anjo muda completamnt a sua atitude, usando mais o vocabulário de cariz religioso e tentando seduzir o Anjo e fazer-se de boa pessoa

 

Desenlace:

-Inferno

 

 

Cena Do Judeu (Semah Fará)

 

Símbolos Cénicos:

-bode: representa a sua religião

 

Tipo:

-Judeu

 

Lg q chega ao cais o Judeu dirige-se p a barca do Inferno pq:

-sabe q n será aceite na barca do Anjo, já q em vd nunca foi aceite nos lugares dos Cristãos

-os Judeus eram mt mal vistos na época e nm poderia admitir a hipótese de entrar na barca do Anjo

 

P entrar na Barca do Inferno ele usa:

-o dinheiro

 

Ele usa o dinheiro pq:

-era uma forma de mostrar q os Judeus tinham gd poder económico, estavam ligados ao dinheiro

 

O Judeu n quer deixar o bode em terra pq:

-quer ser reconhecido cm Judeu

-n recusa a sua religião

 

O Parvo acusa-o de:

-roubar a cabra

-ter cometido várias ofensas à religião cristã àprofanar a igreja, comer carne no dia de jejum...

-ser Judeu

 

Em termos de contexto histórico essa acusção:

-revela q os Cristãos odiavam os Judeus

-acusavam-nos de enriquecer à custa de roubos de Natureza diversa

-acusavam-nos de ofender a religião católica, cometendo diversas profunações

 

Desenlace:

-fica no cais (pq ng o quer)

 

 

Cena Do Corregedor e do Procurador

 

Símbolos Cénicos:

-Corregedor: vara e processos

-Procurador: livros jurídicos

 

Pertenciam:

-Corregedor:Juíz

-Procurador:Funcionário da Coroa

 

O Diabo cumprimenta o Corregedor com “Oh amador de perdiz” pq:

-era uma pessoa corrupta

-a perdiz era um símbolo de corrupção

 

A forma d cm o Corregedor inicia diálogo c o Diabo aproxima-se da forma cm o Fidalgo tb o fez

 

O Corregedor usa mt o Latim pq:

-é uma língua mt usada em direito

 

O Diabo responde-lhe em Latim Macarrónico pq:

-era p ridicularizar a linguagem utilizada na justiça

-p mostrar q essa linguagem n servia d nd

-poderiam sbr flr bem Latim mas n sabiam aplicar as leis

 

O Corregedor pgta “Há’ qui meirinho do mar?” pq:

-ele estava habituado a ser servido

 

O Corregedor pgta se o poder do barqueiro infernal é maior do que o do próprio Rei pq:

-ele na Terra tinha um gd poder

-n admitia q mandassem nele

 

Acusações do Procurador:

-n tem tempo de se confesssar

O Diabo acusa o Corregedor de:

-ter aceitado subornos (ser corrupto)

-ter aceitado subornos até de Judeus (mt mal vistos naquele tp)

-confessou-se mas mentiu

 

Defesas:

-era a sua mulher q aceitava os subornos

 

Acho q o argumento usado de defesa do réu foi:

-errado

-o Diabo saberia d td

-ele n deveria estar a mentir

-n devia estar a acusar a sua mulher p depois tb ela ser condenada

 

“Irês ao lago dos danados / e verês os escrivães / coma estão tão prosperados” quer dzr q:

-o Corregedor, qd for p o Inferno, vai encontrar os seus colegas (Homens ligados à justiça)

 

Gil Vicente julgou em simultâneo o Corregedor e o Procurador pq:

-ambos passavam informação

-ambos faziam parte da justiça

(havia cumplicidd entre a justiça e os assuntos do Rei, ambos eram corruptos)

 

A confissão p eles:

-n era importante: só se confessavam em situações de risco e n diziam a vdd

 

Qd o Corregedor e o Procurador se aproximam do Anjo, ele:

-reage mal

-fica irritado

-manda-lhes uma praga: atitude nada normal do Anjo

 

O Parvo acusa-os de:

-roubar coelhos e perdizes

-profanar nos campanairos: levavam a religião de uma forma superficial

 

Desenlace:

-Inferno

 

No Inferno o Corregedor dialoga com Brízida Vaz pq:

-já se conheceriam da vd terrena

 

 

Cena Dos Quatro Cavaleiros

 

Símbolos Cénicos:

-hábito da ordem de Cristo

-espadas

 

Pertenciam:

-aos cruzados

 

Defesas:

-dizem q morreram a lutar contra os mouros em nome de Cristo

 

Qd chegam ao cais chegam a cantar. Essa cantiga mostra:

-aos mortais q esta vd é uma passagem e q terão de passar sp naquele cais onde serão julgados

 

Os destinatários desta mensagem são:

-os mortais

-os Homens pecadores

 

Nessa cantiga está contida a moralidd da peça pq:

-fala da transitoriadd da vd

-fala da inavitabilidd do destino final

-fala do destino final q está de acordo c akilo q foi feito na vida Terrena

 

Os cavaleiros n foram acusados pelo Diabo pq:

-merecem entrar na barca do Anjo

-morreram a lutar pela fé cristã, contra os infieís, o q os livrou d tds os pecados

-esta cena revela a mentalidd medieval da apologia do espírito da cruzada

 

 

Vanessa Pereira

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